segunda-feira, 15 de maio de 2017

singela lírica a dona Sônia

hj quando não conseguia dormir pensava que alguma coisa fosse se desintegrar em minha mente e ossos, eu queria o consolo de suas mãos mãe sobre os meus cabelos fazendo com que tudo se restabelecesse. vc estava desdobrada no sono e podia sentir o meu desconforto. vc tentou fazer com que eu escutasse a melodia dos que realizam o resgate no umbral. eu desci, não suportei tomei três lorax 2mg e trago pra dança espíritos de zomba acostumados com esses químicos.Logo ela desce tomar o cafe e as coisas voltam aos seus lugares .Tem sido dias das mães interessantes, as descobertas desses cenas aguardadas no ato final. viveremos muito ainda velha, numa simbiose matéria espírito. um dia descobriremos se estou decifrando a dança. Amo-te

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

cascas


Você precisa tirar a casca amor para saber o que é Amor

Você precisa tirar a casca desejo para saber o que é Desejo

 

Maíne era mais mãe de família que Lívia na aula de inglês

Mas Lívia era mais quente e gostosa

 

Que clarividência esse sonho dessa noite me trouxe Acho que ajudei fazer um filme Ou assisti a um filme em outra dimensão (Um garoto recebia uma mensagem, um drone perseguia o garoto, a mensagem dizia que o hotel e tudo mais eram fraude, a mãe falou que uma bomba explodiu na mão dela, abrindo um espaço tempo, no fim, o garoto morto de outro filme diz algo como ele estar preso).

 

Victor Hugo espírito não tem mais a ironia Não joga mais com as palavras Porque está na verdadeira dimensão Onde certamente as coisas da Terra se tornam mais chatas

Portanto meu amigo, como disse o poeta Vinicius: a vida é para valer e é uma só. Quando estivermos fora dessa já não somos mais o que somos.

Portanto a perda do tempo é não ter provado desejo e amor nem em Lívia ou Maíne. Isso não volta!

 

Eu estou me limpando dos símbolos para te receber Você ainda vai me querer?

Quando ambos percebermos que as palavras não tem mais sentido,

Aqui a soma dos fatores altera a diferença

Você ainda vai me querer?

Além mais das cascas?

terça-feira, 1 de novembro de 2016

prazer século e místico


Deve haver algum sentido na luz

Quando a besta fera começa soprando

E vai levando por intermédio de um lusco

Aqueles que dizem de fora aplaudindo

Mas não é um show então vazem do meu canto

(Esse cérebro não é a cidade mística de Cuzco

                Não ta aberto a visitantes)

Ele vai esperar você nos mais ermos instantes

 

Vamos atravessar o mar vermelho ou o deserto de sal

Enquanto eles vão vampirizando quem ta eterno carnaval

 

Deve haver algum sentido em te esperar

O mar da ressaca fustigando e gente corre

Não há obsessor no nosso palco Nós os limpamos todos do Mar

Com nossa verve temperada nos séculos de um Amor lúcido e escorre

Amar o amor o destempero o sabor o suor a Luz a cadencia de duas vidas impar

 

Diga me onde e quando estamos limpos e vamos levando. (No Guarujá?.

Vamos ver os vampiros no palco do etéreo os carvalhos dos ossos sugando

Já estavam todos mortos mesmo em vida Só nós de nossa redoma

Fomos em vida uma foda de sonhos na Iris de uma flamejante cama

 

Diga-me quando e onde eu devo correr essa doença já assola o meu embuste

Vou com o peito aberto e os obsessores vampiros tiramos e atiramos em riste

(No Guarujá?.

Porque no nosso palco a única luz do espetáculo é o nosso corpo lúcido do prazer século e místico.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

acupuntura


Ele colocou a agulha em meu cotovelo

Seguiu dizendo que Jesus eram dois

Que um deles desceu da cruz, se casou com Madalena

Que eu poderia ser um iniciado na Rosa Cruz ou na Maçonaria

Falou duma certa gravidade de Tesla quando naves pousavam na esquina da Terra

Ele colocou outra agulha na parte superior da minha mão esquerda

Eu disse que as mensagens relatadas no meu grupo de quarta não pareciam autenticas

Ele assegurou que noventa por cento das mensagens eram pensamentos plasmados dos homens e não seres etéreos

Ele colocou uma agulha em meu pé A esse altura acho que era o direito o direito

Ele então falou que quando Jesus desceu aos mortos ele resgatou muita gente além de Judas

A realidade é que eu gostaria de entrar numa dessa aurora boreal na Dinamarca ao invés de ser picado como um marimbondo

Seguiu dizendo que Jesus eram dois

Que um deles desceu da cruz e se casou com Madalena

Desposou Madalena

Madalena então é a rainha do Universo

E a gravidade supõe então que os meus pés deveriam estar na Terra

Que seria impossível encostar-se a uma aurora ou desposar qualquer fêmea pois eu já era iniciado e portanto comprometido como Tesla foi observando as naves

Então eles eram dois

Um desceu da cruz

E desposou a rainha Madalena.

sábado, 11 de junho de 2016

Vépera de Valentino`s


Véspera de Valentino`s

 

(11 de junho).

 

“Eu vou escarrar nessa Terra para nascer um pé de vírus, e dos seus frutos eu extrairei as letras de um Amor translúcido e de Fé: a certeza que há milênios nós estamos lado a lado como uma concha que não larga o seu escaravelho. E o que nós faremos a partir dali será suavidade para um escroto estupro coletivo, tirando de ti a vontade que eu sei de estar vendo esse vídeo divulgado, Nós vamos nos superar numa cabana e no deserto da Namíbia. Ninguém chega perto do Amor que foi separado. Essa união tem sessão única e é melhor a plateia se contentar com Cannes, pois ali, na tenda, sobre o véu da espontaneidade e do verdadeiro, nenhum banal vai entrar para filmar o nosso casamento. Fiquem com os milhares de estupros coletivos dessa Terra: estaremos longe e disso não mais ouviremos. Detestamos vossos telejornais e merecemos o respeito de vazio. Minha intenção nessa carta é sumir com você mais e mais até que dos meus dedos no teclado só sobrem os calos.”

                                                                               Torah 12:23. Afastai-vos dos telejornais da Terra.

 

deveria ao menos ser mais justo escrever a carta

sendo eu que estou do lado do que irão julgar loucura

enquanto Você redime a nossa realidade a enigmas complexos

de aparições esparsas no limite da crueldade incrustada no fálico

Do ser e não ser. Ectoplasma. Vulva.

 

como quando eu estava no sítio ao meio aos demais animais e iria me masturbar olhando uma foto de uma fulana no celular

pedi aos céus que você me desse o sinal para que eu não caísse mais uma vez ao umbral, e eis que o meu celular toca com um número desconhecido no qual não tive reles resposta de ser você do outro lado da linha. Era você?

 

Conversamos e deixamos os demais leitores fora desse diálogo, Eu mesmo me vejo num sonho desperto, do qual não posso sentir o peso dos seus alvéolos dedos sobre a minha fronte, como a geada que se forma no vértice de uma folha, E aguarda que o relutante Sol apareça e lhe mostre: “Aqui estou, o beijo existe, o lábio quente te seca levando o teu vapor para outros ares”. É tudo tão louco, por que estou me privando mais um ano desse calor?

 

É irônico, As pousadas estão lotadas nas serras, entretanto eu mesmo que quisesse, não poderia levar uma fantasma à um check-in.

Seria engraçado abstrair dos demais preocupados com tais ou quais políticos absortos em propinas enquanto nós, destituídos da capacidade de tocar a Terra, descascaríamos beterrabas e nos deliciaríamos com o roxo em nossa tela, dedos valores roupas e blues. A quem nós vamos mostrar essa festa se estamos separados por energia, sua louca Grega. Sua túnica branca cobrindo o delga do seu corpo, cabelos descentes sobre as costas, olhos de cor do mar de Santorini, espaços entre os braços. Que desgraçado vai acreditar na nossa realidade para que eu possa debochar da sua inútil acareação apaixonada numa falida política. Somos ladrões de sonhos, contanto, sem espectro, Não dá para fazer a mágica.

 

Como na cena final do excelente “De Olhos bem Fechados” de um Kubrick que escapou como eu tento escapar. Se o telefone tocar agora, eu digo mesmo sem ter o teu o retorno: Nós deveríamos deixar dessa brincadeira e ir trepar, Logo, Muito Logo!

(Acantiza, 10:32:23 h., 11 de junho de 2016).



 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Informativo Peixinho Vermelho

Compilação temporal dos textos que escrevo para o jornal IPV do Centro Espírita Seareiros de Jesus de Americana - SP.



  IPV NOV./2016 nº 203– ANO 19

Coluna Espiritismo e a Mídia

 

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.
 
A médium Zibia Gaspareto foi entrevistada por Ana Maria Braga no programa Mais Você da Rede Globo. O título era conheça a história da Médium Zibia Gaspareto. Ana abriu espaço para escritora contar aspectos de como se descobriu médium. Conta ela que com treze quatorze anos gostava de ler e guardar frases de Filósofos mas foi com vinte e dois anos, já casada e mãe de dois filhos, que um dia acordou de madrugada ao lado do marido com o corpo formigando consciente mas não conseguiu controlar e falava em alemão sem conhecer a língua que pronunciava, o seu marido conhecia um pouco de alemão e tentava falar com Zibia e conta ela que a entidade em questão irritou-se porque o marido não conseguia responder. Eles deram sorte porque o marido chamou a vizinha duas horas da manhã de madrugada e a moça tinha um pouco de conhecimento e lhes disse que era mediunidade e coisa de espírito e fizeram uma oração. No dia seguinte o marido foi a uma livraria e lhe indicaram os livros de Allan Kardec. O casal começou estudar e uma vez por semana virou hábito fazer o evangelho no lar e foi ai que numa certa noite estudando ela sentiu uma dor imensa na mão direita e parecia que a mão se movia sozinha e o marido que tinha um pouco de conhecimento disse que poderia ser psicografia. A mão de Zibia começou escrever sozinha palavras sem muito sentido, contudo numa outra reunião do casal diz ela que começou a ditar e ela escreveu o primeiro livro e no ultimo capítulo ele assinou Lucius e desde então tem havido uma parceria dela com esse espírito que ela diz adorar e que enquanto Deus lhe der forças ela irá continuar fazendo.
Zibia contou que o espírito do marido dela que desencarnou há trinta e um anos de um infarto fulminante senta-se ao lado dela numa poltrona no quarto e a fica olhando sem dizer nada, mas que essa presença por si só é muito reconfortante e que o amor continua depois do desencarne. Zibia se diz considerar uma secretária que tem que seguir os horários e manter os pensamentos bons para não entrar em nenhuma e qualquer maldade para poder se manter em sintonia. Ela diz ter hora para começar escrever os romances, mas não ter hora para terminar. Hoje ela transcreve três vezes por semana e cada dia é um livro diferente. Ela escreve no computador e chama pelo livro, sem nome porque Lucius não escolhe o nome nem a capa do livro, isso é feito depois pela médium. Ela escuta uma voz dentro da cabeça e diz dar para saber o timbre e que é uma voz de homem e que ela conversa com ele em pensamento. Zibia tem oitenta e cinco anos e não aparenta, ela diz ser a alegria de viver, e que o filho dela sendo médium pintor fez um retrato de Lucius que ela guarda com muito carinho, sendo muito bom o contato com esse espírito porque ela o percebe e ele expande o imaginário e a vida da escritora e que essa é uma sensação muito boa. Zibia ajuda a muitas pessoas com a sua Literatura. A médium disse que atravessou uma obsessão grave por causa da influência espiritual no inicio dos trabalhos e a Federação Espírita a ajudou porque a encaminharam para uma sala onde ela chorou copiosamente por meia hora e a partir dali ela se policiou a melhorar. Eles mostraram uma entrevista de experiência de quase morte exibida pelo programa Globo Reporter. Zibia diz que a morte é misericordiosa e que Deus é muito generoso. Zibia escreveu trinta e cinco romances até hoje na parceria com Lucius. A médium diz que como disse Chico Xavier “o telefone funciona de lá pra cá”, justificando não poder falar com Lucius naquela hora, porém diz que se nós nos ligarmos em nosso intimo a gente conversa com Deus. Ana agradeceu a entrevista e elas se despediram.
 
 
  IPV SET./2016 nº 201– ANO 19

Coluna ESTUDOS:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 

Aniversário de nascimento de José Herculano Pires.

 
Comemora-se no dia 29/09/1914 o aniversário de nascimento de José Herculano Pires. Escritor, filósofo, repórter, redator, secretário, cronista parlamentar, crítico literário e professor José Herculano Pires nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou na capital em 09/03/1979.
Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César.
Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, Sonhos azues (contos), e aos 18 anos o segundo livro, Coração (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província de São Paulo e do Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e no Malho.
Foi um dos fundadores da União Artística do Interior (UAI), que promoveu dois concursos literários, um de poemas pela sede da UAI em Cerqueira César, e outro de contos pela Seção de Sorocaba. Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos.
Transformou em 1928 o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o jornal Diário Paulista e o dirigiu durante seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemaja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou Estradas e ruas (poemas), que Érico Veríssimo e Sérgio Millet comentaram favoravelmente.
Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, O caminho do meio, que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins.
Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados, são funções que exerceu na rua 7 de Abril por cerca de trinta anos.
Autor de 81 livros de filosofia, ensaios, histórias, psicologia, pedagogia, parapsicologia, romances e espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita. Lançou a série de ensaios "Pensamento da Era Cósmica" e a série de romances e novelas de "Ficção Científica Paranormal". Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível. Graduado em Filosofia pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: O ser e a serenidade. De 1959 a 1962, foi docente titular da cadeira de filosofia da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.
Foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, seção de São Paulo, onde lecionou psicologia. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1957 a 1959. Foi professor de sociologia no curso de jornalismo ministrado pelo Sindicato.
José Herculano Pires foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia de São Paulo. Organizou e dirigiu cursos de parapsicologia para os centros acadêmicos da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e em diversas cidades e colégios do interior.
Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo em 23/01/1948. O Clube funcionou por 22 anos.
Foi membro da Academia Paulista de Jornalismo, onde ocupou a cadeira "Cornélio Pires" em 1964, e pertenceu à União Brasileira de Escritores, onde exerceu o cargo de diretor e membro do Conselho no ano de 1964.
Exerceu ainda o cargo de chefe do Sub-Gabinete da Casa Civil da Presidência da República no governo do sr. Jânio Quadros, no ano de 1961, onde permaneceu até a renuncia do mesmo.
Espírita desde a idade de 22 anos, não poupou esforço na divulgação falada e escrita da doutrina codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida. Durante 20 anos manteve uma coluna diária sobre espiritismo nos Diários Associados, com o pseudônimo de Irmão Saulo. Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título "Chico Xavier pede Licença".
Foi diretor fundador da revista Educação Espírita, publicada pela Edicel.
Em 1954 publicou Barrabás, que recebeu um prêmio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo o primeiro volume da trilogia "A Conversão do Mundo". Publicou em 1975 Lázaro e, com o romance Madalena, concluiu a trilogia.
Traduziu cuidadosamente as obras da codificação de Allan Kardec, enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal, Argentina e Espanha. Colaborou ainda com o dr. Júlio Abreu Filho na tradução da Revista Espírita de Allan Kardec.
Ao desencarnar deixou vários originais, que vêm sendo publicados pela Editora Paidéia

 

Fonte: site da Fundação Maria Virgínia e J. Herculano Pires.



  IPV SET./2016 nº 201– ANO 19

Coluna PALESTRA:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 

O Pão da Vida.

 
Para dar inicio ao mês de Estudos Especiais no Seareiros, aconteceu no dia 08/08/2016 (segunda-feira) a palestra “O pão da vida” com o expositor Artur Valadares. Artur, 26 anos, natural de Patrocínio-MG, atualmente residindo em São Carlos/SP. Cursando doutorado em Engenharia Mecânica na EESC-USP. Estudioso e pesquisador do Evangelho e da Doutrina Espírita. Trabalhador da A. E. Obreiros do Bem, onde coordena o NEPE - Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho "Paulo de Tarso".
Cerca de 80 pessoas prestigiaram o evento e foram agraciadas com a temática do pão da vida, na metáfora eleita pelo próprio Cristo, o tão sagrado alimento espiritual de que todos temos necessidade de ingerir evoluindo e melhorando nossas vidas. O jovem palestrante prendeu a atenção do público com retórica inspirada descrevendo várias obras de escol da Doutrina. Foi uma noite muito agradável e todos ali saíram renovados sendo assim atingido em prática o tema: adquirimos o alimento da alma através da meditação nos ensinamentos glorificados do Evangelho e da Doutrina Espírita.
Fazemos o convite e temos a certeza de que todas as demais palestras do mês espírita trarão expositores e temáticas que atenderão o anseio do público pelo conhecimento e deixarão sentimentos revigorantes, que nos restam na alma, após tão belas abordagens. Aguardamos então que outros ilustres expositores tragam-nos suas luzes à nossas reflexões.
Parabéns Artur! Parabéns a todos os presentes.



  IPV SET./2016 nº 201– ANO 19

Coluna ARTES:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 

Frédéric Chopin na Espiritualidade.

 
Geralmente, os espíritos se apresentam aos médiuns voluntariamente, e gostam de contar-lhes o que sentem, o que fazem, como vivem, seja no intuito de instruírem os homens, ajudando-os no progresso a realizar, seja testemunhando a própria imortalidade ou visando a ser tornarem lembrados dos seres queridos aqui deixados. Alguns, como o próprio Chopin, gostam da Terra, visto que é sempre vivamente atraído para os planos terrestres por forças telepáticas poderosas. Ele próprio afirma, para a sensibilidade mediúnica de Ivonne A. Pereira, que aqui, no Brasil, existem reencarnadas personalidades que lhe foram muito caras no passado, e que, no momento, lhe foi muito grato enviar notícias aos homens. Asseverou-nos que sabia ser ele muito amado pelos brasileiros, o que particularmente o enternece. No entanto, observa que ninguém lhe dirige uma prece, e que necessita desse estímulo para as futuras tarefas que empreenderá, ao reencarnar, quando pretende servir a Deus e ao próximo, o que nunca fez por intermédio da música. Declarou que pretende reencarnar no Brasil, país que futuramente muito auxiliará o triunfo moral das criaturas necessitadas de progresso, e que tal acontecimento se verificará do ano de 2000 em diante, quando descerá a Terra brilhante falange com o compromisso de levantar, moralizar e sublimar as Artes. Diz ele que dita falange será como capitaneada por Victor Hugo, Espírito experiente e orientador (a quem se acha ligado por afinidades espirituais seculares), capaz de executar missões dessa natureza.
Afirmou o instrutor espiritual Charles (instrutor da médium Ivonne A. Pereira) que Frédéric Chopin seria a reencarnação do poeta romano Ovídio, que viveu cerca de quarenta anos antes de Cristo, falecido no ano 16 da nossa era, e do pintor italiano Rafael Sanzio, pois que o intelectual, o artista, na sua evolução pelo roteiro do saber, dentro da Arte, há da passar por todas as suas facetas, sublimando-se até a comunhão com o Divino. E que Espíritos como Chopin, Beethoven, Mozart, Bellini, Rossini etc., naturalmente bondosos, embora ainda não santificados ou plenamente redimidos, não tem grande necessidade da reencarnação, porque progredirão mesmo no Espaço – a habitação normal dos seres espirituais, a verdadeira pátria como casa paterna; que vêm à Terra quando o desejam, e por uma especial solidariedade para com os humanos, a fim de estimularem entre esses o amor pelo Belo, pois que esse atributo, o Belo, é tão necessário às almas em progresso quanto o Amor, visto tratar-se também de um dos atributos do próprio Criador de Todas as Coisas, e que, sendo o Universo uma expressão da Beleza divina, e sendo o homem destinado a se tornar a imagem e a semelhança de Deus, deverá igualmente comungar com o Belo, a fim de poder compreender o Universo e com ele vibrar em toda sua arrebatadora, feérica e harmoniosa beleza. No entanto, todos os grandes artistas e gênios consagrados ao Belo deverão passar, outrossim, pelos ásperos caminhos das experiências e dos testemunhos, embora muitas vezes sem o caráter expiatório, até que, como toda Humanidade, cumpram os ditames da lei de amor a Deus e ao próximo, a par da própria característica de intérpretes do Belo por meio da Artes.
No entanto, seria erro supor que artistas geniais, só pelo fato de o serem, se santificassem ou se tornassem espiritualmente superiores, após o decesso corporal. Como homens, eles cometeram, muitas vezes, deslizes graves, rastejaram pelas camadas inferiores da moral, o que os fez sofrer, no Espaço, períodos críticos, humilhações e vexames, de que estariam isentos se, a par do ideal superior que abraçaram, como veros artistas, cultivassem também sólida crença em Deus, respeito por suas leis e moral elevada. Basta retrocedermos ao passado, examinando a vida de sofrimentos e provações que a maioria dos artistas geniais houve de enfrentar neste mundo, para aquilatarmos do grau dos seus deslizes anteriores, muito embora fossem gênios consagrados à Arte, desde períodos milenares, através das reencarnações. Não obstante, é fato observado que o verdadeiro artista, o artista enamorado do ideal da perfeição no Belo, ou gênio, e não apenas o artista mercenário, jamais carrega perversidade nos próprios atos. Naturalmente bondosos, parece que a comunhão constante com o Belo isenta-os da prática de perversão contra o próximo, e seus infortúnios, muitas vezes acres, e a dedicação ao grande ideal que alimentam, são levados em conta na Espiritualidade, concedendo-lhes méritos apreciáveis, sendo que a subsequente existência que alguns deles tiveram, escolhida voluntariamente e não imposta, conquanto obscura, não chegou a estabelecer expiação ou provação, mas um testemunho honroso de um caráter leal a si mesmo, cuja consciência se inquietara pela falta do cumprimento de uns tantos deveres, de que se descuram como gênio da Arte que foram, pois tudo indica que a Arte tanto empolga e arrebata o seu cultor que frequentemente o aparta dos caminhos da redenção, ou do amor a Deus e ao próximo.
Por mais não nos sobra espaço para expor as interessantes reminiscências da médium Ivonne A. Pereira das aparições de Fred, como carinhosamente se refere à entidade de Chopin. Diz ela que por vezes, sua presença se revela apenas por perfume, assim sendo, deixa recender o aroma de violeta. Porém, o próprio Chopin apresentou-se sorridente certa vez, e deu-vos a contemplar duas violetas acompanhadas de uma folha, rematando o gesto com a seguinte explicação:
- Não é cheiro de “terra molhada”... mas de folha de violeta colhida em dia de chuva...



  IPV AGO./2016 nº 200– ANO 19

Coluna ESPIRITISMO E CIÊNCIA:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 

Dante Alighieri: A divina comédia em vista do fluído cósmico universal.

 
Pretendemos aqui o início de uma série de artigos sobre o fundamental livro Devassando o Invisível de Yvonne do Amaral Pereira. Temos às mãos livro de retórica deveras interessantíssima, onde de cada página é possível extrair um artigo e estudo, entretanto nos deteremos nesse primevo artigo acerca do fluido cósmico universal citado no primeiro capítulo “Nada de Novo”.
Dante Alighieri, ilustre poeta e pensador italiano, nasceu em 1265 e desencarnou em 1321, autor do poema épico A divina comédia, considerado “uma das mais altas concepções do espírito humano”. O poema contém as ideias e filosofia da Idade Média e se divide em três pontos: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, e figura uma viagem do poeta ao mundo invisível. Pode-se acrescentar que essa obra imortal criou a poesia e a linguagem italianas.
Nas palavras de Ivonne A. Pereira amparada pelo autor Léon Denis deduz-se que A divina comédia não apresenta tão somente fantasias, como imaginaram os próprios eruditos, mas ocorrências reais do além-túmulo, que o poeta visionário mesclou de divagações, talvez propositadamente, numa época de incompreensões e preconceitos ainda mais intransigentes que os verificados nos dias atuais.
E como enxergava o poeta, como também enxergam os médiuns, nada mais se trata “de novo” que desdobramentos do fluído cósmico universal. Nos remetemos a pergunta 36 do Livro dos Espíritos: O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal? R. Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.
Para maiores conhecimentos nos recolhemos aos preciosos volumes do psiquista (pessoa que estuda o psiquismo) italiano Ernesto Bozzano. Dentre as comunicações analisadas por Bozzano, Ivonne resalta as concedidas pelo Espírito do artista cinematográfico Rodolfo Valentino, falecido em agosto de 1926, comunicando-se à sua esposa, nas sessões realizadas em Nice, na França:
“Aqui, tudo o que existe parece constituído em virtude das diferentes modalidades pelas quais se manifesta a força do pensamento. Afirmam-me que a substância sobre que se exerça a força do pensamento é, na realidade, mais sólida e mais durável do que as pedras e os metais no meio terrestre. Muitas dificuldades encontrais, naturalmente, para conceber tamanha coisa, que, parece, não se concilia com a ideia que se pode formar das modalidades em que devera manifestar-se a força do pensamento. Eu, por minha parte, imaginava tratar-se de criações formadas de uma matéria vaporosa, elas, porém, são ao contrário, mais sólidas e revestidas de cores mais vivas, do que o são os objetos sólidos e coloridos do meio terrestre... As habitações são construídas por Espíritos que se especializaram em modelar, pela força do pensamento, essa matéria espiritual. Eles as constroem sempre tais como as desejam os Espíritos, pois que tomam às subconsciências destes últimos os gabaritos mentais de seus desejos”.
Continuando Ivonne em sua brilhante retórica, ela cita um livro ainda mais antigo do que as obras de Bozzano – A vida além do véu – obtido também mediunicamente pelo pastor protestante Rev. G. Vale Owen, e que tornou-se celebre no assunto, pois que o Espírito da genitora do próprio médium narra ao filho, em comunicações periódicas, as mesmas construções fluídicas do mundo espiritual, isto é, jardins, estradas pitorescas, habitações, cidades etc. Como diz Ivonne, semelhante médium é, certamente, insuspeito, visto que, como protestante, seriam bem outras as ideias que alimentaria quanto à vida espiritual. Tais comunicações datam do ano de 1913. Como sugere a autora, convém deliciarmos, ainda, as nossas almas com alguns pequenos trechos de tão intrigante livro:
- Pode agora fazer-me o favor de descrever sua casa, paisagens etc.?- pergunta o Rev. Vale Owen ao Espírito de sua mãe.
E este responde:
É a Terra aperfeiçoada. Certo, o que chamais quarta dimensão, até certo ponto, existe aqui, mas não podemos descrevê-la claramente. Nós temos montes, rios, belas florestas, e muitas casas; tudo foi preparado pelo que nos precederam.
Trabalhamos, atualmente, por nossa vez, construindo e regulando tudo para os que, ainda durante algum tempo, têm que continuar a sua luta na Terra. Quando eles vierem, encontrarão tudo pronto e preparado para recebê-los. (cap. I – “As regiões inferiores do Céu”).
Damos aqui por encerrada essa primeira “viagem” pelo brilhante pensamento e retórica de Yvonne do Amaral Pereira. Sabermos o quanto de A divina comédia foi inspirado ou anímico para Dante, deixo-vos à vossa imaginação. Já adiantamos que seguirão muitas obras de deverá escol da espiritualidade citados nesse primoroso Devassando o Invisível. Aguardemos ansiosos os próximos artigos. Assim seja!     




  IPV AGO./2016 nº 200– ANO 19

Coluna ESTUDOS:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 
Para marcar o primeiro aniversário da notícia sobre a repressão aos espíritas, foi aberta, a 28 de agosto de 1882, a I Exposição Espírita do Brasil, na sede da Sociedade Acadêmica, à Rua da Alfândega nº 120 sobrado. O programa comemorativo, organizado pela própria Sociedade, intitulava-se "Festa do Espiritismo no Brasil" e estendeu-se até 3 de setembro. Os seus visitantes tiveram a oportunidade de apreciar variados trabalhos mediúnicos, como psicografias em caracteres normais, taquigráficos e telegráficos, em línguas estrangeiras (até orientais), psicopictografias, cópias da correspondência da Sociedade Acadêmica com associações espíritas estrangeiras, jornais e revistas espíritas da Europa e da América, obras espíritas diversas, retratos de vultos do Espiritismo de vários países e, também livros e jornais contrários à Doutrina. Na ocasião foi lançado ainda o jornal "O Renovador", pelo Major Salustiano José Monteiro de Barros e pelo Prof. Afonso Angeli Torteroli. Poucos meses depois, surgiria o "Reformador", sob a direção de Augusto Elias da Silva (21 de janeiro de 1883). Para a ideia da publicação deste último pesou a Carta Pastoral combatendo o espiritismo, publicada em 1882 pelo bispo do Rio de Janeiro, que motivou respostas por parte do médico Antônio Pinheiro Guedes.
A Arte espírita é o conjunto de expressões de cunho artístico produzidas sob influência direta do espiritismo. Atualmente, o Brasil é o país que abriga a maior quantidade de artistas e de produções de arte espíritas. A Associação Brasileira de Artistas Espíritas conta hoje com 139 associados e mantém uma lista de discussão formada por quase trezentos artistas espíritas de todo o país.
As primeiras expressões artísticas identificadas com a doutrina espírita surgem em 1858, pouco após o lançamento de O Livro dos Espíritos. Observa-se nesse primeiro período uma forte identificação entre arte e mediunidade. Já na Revista Espírita de agosto daquele ano, consta a reprodução de um desenho intitulado A casa do Profeta Elias, em Júpiter. A peça é do teatrólogo espírita Victorien Sardou, que a atribuiu ao espírito do ceramista francês Bernard Palissy. Três meses depois, o periódico publica relatos sobre um médium pintor norte-americano, identificado como E. Rogers. Já a edição de dezembro de 1858 traz o primeiro de uma série de textos que preencheriam ao longo dos anos a seção Poesia Espírita da revista. Trata-se do poema O despertar de um Espírito, atribuído ao espírito Jodelle, numa possível referência ao poeta francês Étienne Jodelle.
No ano seguinte, a arte mediúnica chega ao campo da música. A edição de maio de 1859 da Revista traz uma matéria sobre o fragmento de uma sonata atribuída ao espírito de Mozart, pelo médium Bryon-Dorgeval. Em 1860, Kardec utiliza pela primeira vez a expressão arte espírita, propondo-a como o terceiro elemento de uma tríade formada também pela arte pagã e pela arte cristã. Já nesse enunciado inicial, o sistematizador da doutrina parece mais propenso a uma arte inspirada pelo espiritismo do que a obras atribuídas a espíritos. Mesmo assim, nos anos seguintes só haveria registros esparsos de uma produção artística não-mediúnica entre os espíritas.

No Livro Obras Póstumas de Allan Kardec há três capítulos que considero de fundamental leitura aos artistas contemporâneos, são eles: Teoria da Beleza, A música celeste, A música espírita. Kardec define assim a beleza da feição humana: “Do que precede que se pode concluir que a beleza real consiste na forma que mais se distancia da animalidade, e reflete melhor a superioridade intelectual e moral do Espírito, que é o ser principal. O moral influindo sobre o físico, que apropria às suas necessidades físicas e morais, segue-se: 1˚ que o tipo da beleza consiste na forma mais própria à expressão das mais altas qualidades morais e intelectuais; 2˚ que, à medida que o homem se eleva moralmente, seu envoltório se aproxima do ideal de beleza, que é a beleza angélica.” Na estética das Artes, é desse tipo de beleza que se trata e que vem sendo retratada em diversas modalidades por diversos artistas da humanidade, e nesse processo de passagem para mundo regenerador, terá cada vez maior relevância nossa vista sobre as obras mediúnicas para percepção humana do mundo em geral.
Lembremos assim, para nossa luz individual, da cepa de vinha desenhada por Espíritos de grande escopo no capítulo Prolegômenos do Livro dos Espíritos.
 

 

Fonte: Wikipédia Brasil.



  IPV AGO./2016 nº 200– ANO 19

Coluna ARTES:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 

Conto: Um Possível Diálogo No Planeta Estrela de Luz.

 
(CÉU).
Tu és honrado de esquecer.
Foi o que adveio quando nasceste e eras página em branco.
No momento, cadenciado escute-me, há sentimento carregado em minha voz. Na letra dos volumes revolvidos sobre as mobílias do teu aposento, redunda tal infecunda impressão, espairece a prudência de você em mim! Na mesma intensidade que o som das gotas da chuva ressoando no beiral das vidraças o faz! Esqueça-os! O símbolo letra logo denotará poder! A Natureza é a voz de Deus aliciando a nossa energia! Desligue impostergavelmente o celular!  Aceite como único sentido nessa sala o som da minha voz! A lógica vai se explodir no meu colo! E estamos unidos, entregando-nos num sono profundo e maravilhoso! Vagarosamente estou encostando as pontas dos meus dedos na fronte de tua testa. Sinta a energia fluir por meus dedos e adormeça! Ouça a música erudita que começa agora!
Quando estiveres acolhido, diga-me o pretexto de tanto cansaço, tanto peso nos ombros.
No instante, só escute-me e sinta-me inteira convosco. O elemento integral dos polos: veja como eu sou cheiro, gosto e calor! Como o nosso sentimento é complexo e belo e permanece no todo de nosso ser! Vós sois, como tu és, como eu sou, da mesma energia!
A tristeza jaz em teu redor. Coube a mim jamais permitir a ti fundires com matéria de menor pureza! Tu não foste ornado na mesma matéria do mal!
És bom! Não dá para ocasionar até tua consciência qualquer sentimento de perdão, por si mesmo e pelo outro! Mas tu és importante para mim e és a bondade em essência! Deixe-me anelar um pouco de ti: o teu silêncio me diz!
Percebo que existia a disfunção hormonal em ti o que limitou o estimulo de prazer na tua puberdade. Assim, retirado da sensação de reflexo nas partes que formariam a tua personalidade harmônica, pelo prazer, pelo contato, fechaste em si mesmo a retidão da vossa expressão, incompleto e torturado em angustia e sofrimento. A devida experiência e inevitável perda deveriam formar-te como um todo! Vosso infindável amor se tornou ódio! Deus, por que permitiste? Por que deixaste sentir tamanho sofrimento?
Deixaste-me ir até ele antes que chegaste nisso? Não, Deus! Não deixaste! Acredito que Vossas Excelências sadicamente usam algumas personalidades para manter a estrutura que planejam para o Universo! Ao sacrifício de dilacerar a alma de um homem bom! Sois vós justos?
Percebo a tua consternação, meu amor! Eu sei que tu ainda estás ai! Além disso, como idealista humanitário em sentimento e inteligência, era lógico que tu irias ser condicionado pela dor e pela raiva, quando foi tirado de ti o que os comportamentalistas chamam de reforço positivo!
Os estímulos acessíveis não poderiam substituir a falta primeva! Foi interiorizado em ti um sentimento de culpa moral! Culpa que refreou em ti recorrer ao não sagrado, aos prazeres efêmeros, como paliativo da tensão. Como tu não recebeste educação de cristãos, há de se considerar o inconsciente freudiano na infância primeva de relevância para que tu ti reintegres! Tu deves perdoar vossos genitores!
Entretanto, ainda naquilo que os comportamentalistas chamam de reforço, lhe foi sugerido um paliativo que culminou construindo o teu progresso, que interessou o teu ser na totalidade! Ti confiaste de corpo às Ciências Humanas, as Positivistas e Naturais e também às Ciências Idealistas e Espiritualistas!
Estranho, contudo dotado de estrondosos potenciais adquiridos, noto tu não haveres lavrado nenhum trabalho intelectual! Nenhum que fosse de relevância entre os seus! Deus! Eu entendo! Vós, novamente em vossa redoma egoística! Mantiveram-no desacreditado de si mesmo! Fizeram desde a concepção para que pudessem usá-lo ao deleite como apoio para as vossas próprias descobertas! Malditos sois!
Querido, não foste pretensioso de tomar partido: porque sabias da complexidade do ser humano e achavas verdade onde houvesse verdade, independente do rótulo! Quiseste ajudar! Foi-lhe sugerido o mundo das ideias! E você se atarraxou nisso e criou! Você se impediu de existir para criar!
 Tu és um artista, meu amor. Um artista!
Que para distinguir verdadeiramente as classes onde o discurso do saber é inatingível, e porque tu ti negavas a ti mesmo o tempo todo, por não sentir-te completo e digno do saber, pela inferioridade de ti não ter provado afeto bom, tu ti atiraste em inúmeros trabalhos de menor relevância onde nunca ti adequaste! Deus, que tamanho sofrimento!
Agora descanse.
Tu tens que sentir o meu amor fluir até o teu ser! Há tanto afeto no que tu crias! Agora antevejo pelos vossos olhos! E ainda assim, ninguém pudera supor que ali permanecia a mensagem que eu precisava para ti encontrar, entre tantos! Contudo, agora tu precisas sentir um pouco disso em retorno. Confie! O amor que tu expressaste foi pura caridade! O Mestre não cobra a caridade e nem espera ser compreendido por ela!
Portanto, com a idêntica sentença que eu iniciei a minha fala, tu és honrado de esquecer! Esqueça-os!
Nada que eu faça irá trazer até a tua consciência o perdão! Quiçá, pudesse o reflexo de um afeto tão misericordioso, entregue e despretensioso, como foi a vossa Arte, refletir até ti pela vontade de um deles!
Entretanto, por favor, devotada em atitude compassiva, aqui apresento-me a ti, entregando-me aos vossos sentidos, deixe-me fazer-te chegar o meu afeto!
Cadenciadamente, oculto para ti a minha voz! Sinta-me por meus gestos e atitudes, eu te guio e tu vais se acostumando ao contato, condicionando a exteriorizar o teu afeto em relação a mim!  Destarte, aos poucos tu vais aprender o meu tempo como eu vou aprender o teu! Porquanto a nossa energia tem a mesma matéria, tu irás ti fundindo a mim, e em contrapartida, eu farei o mesmo na maior intensidade que eu conseguir em ti! Vamos confiar de modo tão frequente que condicionalmente toda energia ruim que lhe foi canalizada em afetos fracos será superada! Além mais, tu criarás com maior vigor! Atitude e confiança geram obras por demais belas, ainda mais preciosas ao que tu expressaste até hoje, eu me dou como prova! Pois igualmente ocultei-me em remorsos ao lhe ver, e foi ti quem me adormeceu e acordou! Nós vamos sempre nos encontrar e nos lembrar de quem somos: somos afeto do mesmo afeto, e nenhum mal pode superar tamanho bem por tanto tempo! Caem-se as cortinas e o tempo é a derrota dos fracos, dos ainda ignorantes, e nós os resumimos e os deixamos ao mal! E o mal está fora da redoma de quem é bom! Você acordou! Eu calo-me ao teu toque! Que assim seja!




  IPV JUL./2016 nº 199– ANO 19

Coluna EFEMÉRIDES:

 

                                                                                        Por Augusto Cavalcanti.

 

Comemora-se em 06 de julho de 1932 a primeira publicação do livro Parnaso de Além-Túmulo, escrito por espíritos diversos, espíritos de escritores brasileiros e portugueses, desencarnados e vindos ao nosso conhecer pelas mãos aureoladas do médium Francisco Cândido Xavier. Como as tenho poucas linhas para descrever o encantamento da descoberta deste livro, e de um médium ainda em formação, deixo-vos com as palavras de Manuel J. F. Quintão, que escreveu o prefácio no tempo em que o livro e o médium apareciam para o público. Parnaso de Além-Túmulo é impactante já pelo título, não é mesmo? Aproveitem o assento e tirem uma boa viagem pela poesia. É de suma beleza ler as palavras introdutórias de Chico Xavier no também prefácio e além: o entusiasmo de Haroldo de Campos (desencarnado) ao introduzir-nos palavras para a segunda edição de 1935.

 

Mas, perguntarão: – quem é Francisco Cândido Xavier? Será um rapaz culto, um bacharel formado, um acadêmico, um rotulado desses que por ai vão felicitando a Família, a Pátria e a Humanidade?

Nada disso.

O médium polígrafo Xavier é um rapaz de 21 anos, um quase adolescente, nascido ali assim em Pedro Leopoldo, pequeno rincão do Estado de Minas. Filho de pais pobres, não pôde ir além do curso primário dessa pedagogia incipiente e rotineira, que faz do mestre-escola, em tese, um galopim eleitoral e não vai, também em tese, muito além das quatro operações e da leitura corrida, com borrifos de catecismo católico, de contrapeso.

(...) Agora, diz-nos este que também as produções são recebidas de jacto.

Não há ideação prévia, não há encadeamento de raciocínios, fixação de imagens.

É tudo inesperado, explosivo, torrencial!

Do que escreve e sabe que está escrevendo, também sabe que não pensou e não seria capaz de escrever.

Há vocábulos de étimo que desconhece; há fatos e recursos de hermenêutica. Figuras de retórica, que ignora; teorias científicas, doutrinas, concepções filosóficas das quais nunca ouviu falar, de autores também ignorados e jamais lidos!

 

Alguns Poetas e excertos de poemas da coletânea:

 

Imagens de turíbulos e rosas

Aromatizam todos os empíreos...

Há na Terra canções maravilhosas

Entre as luzes e as lágrimas dos círios.

(Alphonsus de Guimarãens)

 

Excelsa e sereníssima Senhora,

Que sois toda Bondade e Complacência,

Que espalhais os eflúvios da Clemência

Em caminhos liriais feitos de aurora!...

(Antero de Quental)

 

Há mistérios peregrinos

No mistério dos destinos

Que nos mandam renascer:

Da luz do Criador nascemos,

Múltiplas vidas vivemos,

Para à mesma luz volver.

(Castro Alves)

 

Jesus ou Barrabás?

 

Sobre a fronte da turba há um sussurro abafado.

A multidão inteira, ansiosa se congrega,

Surda à lição do amor, implacável e cega,

Para a consumação dos festins do pecado.

 

“Crucificai-o!” – exclama... Um lamento lhe chega

Da Terra que soluça e do Céu desprezado.

“Jesus ou Barrabás?” – pergunta, inquire o brado

Da justiça sem Deus, que trêmula se entrega.

 

Jesus! Jesus!... Jesus!... – e a resposta perpassa

Como um sopro cruel do Aquilão da desgraça,

Sem que o Anjo da Paz amaldiçoe ou gema...

 

E debaixo do apodo e ensangüentada a face,

Toma da cruz da dor para que a dor ficasse

Como a glória da vida e a vitória suprema.

(Olavo Bilac)




IPV JUL./2016 nº 199– ANO 19

Coluna NOSSA GENTE:

 

                                                                                                             Pelo: DCD.

Chamo-me Augusto César Cavalcanti de Souza, nasci na cidade de Santo André, conta-me a minha mãe e pai “numa manhã fria de 13 de julho de 1982”. Formei-me em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos em 2004. Eu tenho três irmãos João César, Luiz Felipe e Carlos Estevam (Kaká).

Nem cheguei à viver em Santo André porque os meus pais e o João já aqui estavam estabelecidos, o primogênito tinha asma então os ares de Americana eram melhores que os de lá para o bebê. Assim aqui na “princesa tecelã” me conheço crescendo e fazendo os meus primeiros amigos nos nem tanto ordeiros primevos anos de minha vida.

Meu contato com o Espiritismo ocorreu por volta de 2002, quando eu já estava na Universidade e me meti a escrever contos, poesias e roteiros de cinema os quais sai divulgando para os mais chegados e, ás vezes nem tanto, eu realmente mandava os textos para quem passasse em minha frente e me piscasse um olho e em extensas listas de e-mail. Entretanto numa das conversas com uma grande amiga sobre esse meu processo criativo eu disse: Dê (Denise) não sei muito bem o que me ocorre, de vez que estou bem mais quando vou a diversos lugares, festas, meio de demais pessoas me sinto mal. Ela então me deu o “Pentateuco”! no que chamo hoje: um livro que aparenta uma Bíblia antiga e que contém as cinco obras básicas de Allan Kardec mais obras póstumas. Foi um divisor de águas na minha vida. De 2003 à 2005, em meio à poesias, filmes, demais livros loucos, eu devorei a lógica de Kardec e fui completamente absorvido pelas explicações de cunho religioso que tanto me faziam falta na vida até ali. Foi maravilhoso e ainda o é me entregar de corpo alma e inteligência a retórica dos espíritos.

Minha ida ao Seareiros, como um bom casamento não foi definitiva. Em 2005 eu conheci e comecei a frequentar o meu grupo de estudos de quarta-feira à noite e, entre idas e vindas (nesse ínterim morei na Irlanda e na Itália e num navio de cruzeiros) eu vinha e ia. Contanto em 2011 eu tive uma grave estafa psicológica e foi a deixa para que eu levasse com mais disciplina a minha vida e o espiritismo.

Desde de tal são muitos livros espíritas “devorados” por minha gana de imaginação e conhecimento, como diz Hermínio C. de Miranda no Diálogos: Kardec foi o começo, não o fim da Doutrina. Frequentei vários grupos no Seareiros desde 2012, fui à Mocidade também, mas agora estou devoto ao meu antigo e primeiro grupo das quartas à noite e também frequento o Lar da Mãe Esperança de Dona Clementina. E graças a Deus conheci e comecei a frequentar aos primeiros domingos de cada mês as reuniões do IPV – Peixinho Vermelho, porque encontrei amigos e um meio de me expressar. Desse modo é com grande felicidade que dou o meu humilde depoimento para esse informativo que tanto adoramos. Agradeço por demais ao Seareiros e as oportunidades de caridade que me surgem a cada ida ao centro. Um grande abraço fraterno aos amigos: desejo que a minha historinha vos sirva de passeio e alegria, Assim seja!




IPV julho/2016 nº 199 – ANO 19:

Coluna Espiritismo e Ciência:

 

 

por Augusto Cavalcanti

 

O Bom Samaritano em vista da Linguística Contemporânea

 

Linguística (do francês linguistique) segundo o dicionário Aurélio é a ciência da linguagem e, em particular, da linguagem articulada. A própria palavra linguagem vem do provençal lenguatge e, é descrita pela mesma fonte como sendo o uso da palavra articulada ou escrita como meio de expressão e de comunicação entre as pessoas. Contanto o nosso objetivo nesse artigo não será nos tornarmos, mesmo com as diretrizes aqui inscritas, de cunho puramente dissertativo ou científico como se mostra até o momento, destarte nos proporemos uma abordagem emocional e, às vezes poética, como alcança a oratória do autor Haroldo Dutra Dias no livro que me proponho uma despretensiosa resenha e que tem por nome “Parábolas de Jesus – Texto e Contexto”.

Guardo como mesma premissa deste autor que os textos dos evangelhos, como nas formas literárias, poéticas e líricas, que tanto me enriquecem o conhecimento e a imaginação, tenham com absoluta certeza sido reproduzidos, através daquilo que foi contado, em linguagem articulada pela voz do Cristo e, depois feita em letra pelos evangelistas e por Paulo de Tarso, compreendemos essas todas como passagens para o sublime e o foram reproduzidos para atingirem mais ao que vai ao sentimento, aos corações humanos, à que se pretender algum sentido cognitivo e científico dos versículos.

Contanto como todos nós espíritas sedentos de estudo e iluminados pelos ensinamentos da Doutrina, legado-nos pelas mãos sublimes de Allan Kardec, nas vozes de Emmanuel “(...) temos sede das tuas palavras de vida eterna, escoimadas de qualquer suplementação.” (Palavras de Vida Eterna, Francisco Cândido Xavier) sendo escoimar, livrar de impurezas, limpar e, suplementar, aquilo que amplia, acrescenta, damos aqui a proposta nesse esclarecimento à luz da Linguística naquilo que seria amainar e extrair a palavra de Jesus em sua essência e disso se faz mister o estudo deste livro de Haroldo D. Dias.

           

Desse modo, acreditamos que acima de todas as técnicas e ferramentas exegéticas (comentário ou dissertação para esclarecimento ou minúcia interpretação de um texto ou de uma palavra, aplicado de modo especial em relação à Bíblia) se encontra a compreensão. Aquela que nasce do coração, do sentimento e se aperfeiçoa na exemplificação. (...) Somente compreende de forma integral quem aplicou o ensino em sua própria vida. (...) Nesse diapasão, a leitura dos Evangelhos constitui uma jornada de ascensão espiritual, na qual a ampliação do entendimento e da compreensão é proporcional ao crescimento espiritual do leitor. Haroldo Dutra Dias.

 

Não devemos nos desesperar, caros leitores: o que mais se pretendeu até esse instante do texto foi afirmar que mesmo sem o aparato cientifico da Linguística atual, que será abordado abaixo, a conclusão mundana nos dá inúmeras provas que o que está realmente em jogo na nossa ascensão espiritual na leitura da Bíblia é o nosso coração aberto para o sagrado e acima de tudo, difundir e aplicar a mudança que os textos Bíblicos nos ocasionaram em nossa seara de bondade e amor, acima de tudo Amor, nas nossas atitudes pela vida afora.

Retornemos então tranquilos em nossa consciência de meros alunos de Haroldo na dialética de seu livro sobre Jesus. O autor julga de vital consideração à comunidade de fala, em se estudar qualquer enunciado linguístico, em especial os textos do Novo Testamento, já que Jesus sempre adaptava o seu ensino à comunidade de ouvintes, utilizando símbolos da agricultura, da pesca, do exército romano, dos rituais judaicos, da hermenêutica dos Doutores da Lei, conforme variava o público e, como existiam diversos grupos ao tempo de Cristo (ver introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo, item III, de Allan Kardec) como os fariseus, saduceus, samaritanos, o ensino do Mestre variava, na forma e no fundo, dependendo do seu interlocutor. 

Do Manual da Linguística, de autoria de Mário Eduardo Martelotta:

 

            “Dessa forma, as novas disciplinas vêm priorizar os fatores sociais, culturais e psíquicos que interagem na linguagem. Esses fatores são considerados essenciais porque o homem adquire a linguagem e dela se utiliza dentro de uma comunidade de fala, tendo como objetivos a comunicação com os indivíduos e a atuação sobre os interlocutores. (...) Nas comunidades organizam-se agrupamentos de indivíduos constituídos por traços comuns, a exemplo de religião, lazeres, trabalho, faixa etária, escolaridade, profissão e sexo”.

 

E mais adelante, na fala de Ingedore Villaça Koch, Introdução à LinguísticaTextual:

 

“Desta forma, na base da atividade linguística está a interação e o compartilhamento de conhecimentos e atenção: os acontecimentos linguísticos não são a reunião de vários atos individuais e independentes. São, ao contrário, uma atividade que se faz com os outros, conjuntamente”.

 

O que se quer aqui deixar aclarado é que se faz mister compreender diacronicamente o contexto em, que viveram os sucessores e os contemporâneos de Jesus para se bem compreender cognitivamente o conteúdo do Novo Testamento. É nisso que se tem debruçado a escolástica moderna da linguagem para melhor enquadrar os leitores da Bíblia na nossa atual sociedade de aplicativos e conexões que surgem e somem a todo o momento.

Nos pormenores de nos delongarmos excessivamente na ciência esquecendo-nos da premissa básica do coração, encerramos aqui a resenha sobre o capítulo dois, Linguagem e Linguística, palavras iniciais do essencial livro Parábolas de Jesus – Texto e Contexto, de Haroldo Dutra Dias. Nos demais capítulos o autor abordará as Concepções do Texto, o Contexto, Gêneros Literários, as Parábolas (apresentado-nos o conceito judaico de Torah oral e escrita), e concretiza oferecendo-nos, agora detentores de todos esses pormenores estudados, o entendimento embasado de O Bom Samaritano.

Como nunca deixa de ser demais aos nossos corações atentos e saudosos da palavra, termino com o sermão do monte, proferido por Jesus e que está no penúltimo capítulo do livro.

“Ouviste que foi dito: “Amarás o teu próximo” e “Odiarás o teu inimigo”. Eu, porém, vos digo: Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos de vosso Pai, (que está) nos céus, já que seu sol desponta sobre maus e bons, a cai chuva sobre justos e injustos. Pois, se amais os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os mesmos os publicanos? E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também os gentios o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos, como é perfeito vosso Pai Calestial”. (Mt 5:43-48).


 


IPV outubro/2014 nº 180 – ANO 17:

Coluna Eventos:

 

Segurança – Vigilância Cristã:

 

Por Augusto Cavalcanti.

 

 

Aconteceu no dia 20 de setembro de 2014 a palestra Segurança – Vigilância Cristã com a expositora Maristela Bosso (CEAK Campinas) que foi parte da semana anual do Tema Específico do Seareiros. Um público de cerca de setenta pessoas pode participar da exposição que começou com a apresentação do vídeo institucional da casa e prece proferida pela palestrante.

Dando inicio a palestra Maristela citou uma bela frase de Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade os fará livres” que serviu de abertura para tudo que seria nos transmitido. Penso que essa máxima cabe muito bem a essa semana de tema específico pelo esclarecimento que conseguimos absorver no Seareiros. Tenho para mim que a descoberta da Doutrina Espírita e as cinco obras básicas de Kardec são grande aparatos para nos esclarecer nos tornando mais livres de alma. Falando ainda sobre o pensamento e a vontade, a palestrante recorreu a Léon Denis onde esse pensador nos diz: “o pensamento é criador. A vontade é a maior de todas as potências. A vontade Divina é o supremo motor da vida universal.”.

Maristela nos mostrou nessa pirâmide de slides iniciais pensamentos para nos dizer que nós temos dentro de nós tudo o que é necessário para termos uma vida de vigilância. Vigilância da frase proferida por Cristo “Vigiai e Orai”, para não cairdes em tentação. Contudo no que seria um vigiar no sentido de vigiar procedimentos, aspecto espiritual do termo, estar alerta; atento, vigilante da nossa própria vida e em relação a tudo e a todos. Para tal feito devemos observar e analisar nosso pensamento, sentimento, palavras e ações. Nossos principalmente e dos que convivem conosco.

Continuando a sua linha de argumentação, a palestrante nos alertou que não podemos ceder a instigação ou ao estímulo para o que for o mal. E assim, se referindo a pergunta 919 do Livro dos Espíritos ela reproduziu os dizeres: “qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nessa vida, e resistir ao arrastamento do mal?” no que os espíritos responderam: “ um sábio da antiguidade vos disse “Conhece-te a ti mesmo”

Nos esclareceu ainda que não devemos ensejar sintonia mental ou afinidade fluídica com os espíritos inferiores, pois temos o corpo como um templo, citando o belíssimo pensamento do Cristo: “Derrubai esse templo e em três dias eu o reconstruirei” no que ele se referia a morte de seu corpo e posterior ressurreição. Com essa postura de vigilância cristã aceitamos o corpo como instrumento sagrado e temporário para aprendizagem, resgate e convívio com os demais.

Maristela citou então André Luiz: “virtude não é uma voz que fala, e sim, o poder que irradia” e para abertura de sua prece de encerramento se remeteu a pergunta 919 feita a Santo Agostinho do que deveria ser feito para se conhecer no que o sábio nos alertou: “Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra: ao fim da jornada eu interrogava minha consciência, passava em revista o que eu fizera, e me perguntava se não faltava algum dever, se ninguém tinha nada a se lamentar de mim. Foi assim que eu consegui me conhecer e ver o que havia para reformar em mim. Aquele que em todas as noites se lembrasse de todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bem e de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardião para o esclarecer, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria”. Sem dúvidas uma tarefa difícil e que deve ser treinada todos os dias.

Assim foi feita uma prece fervorosa e inspirada proferida por Maristela dando encerramento a tarde de grandes ensinos nos transmitidos e agradeço em nome desse jornal a palestrante e a casa pela semana do Tema Específico. 

 



IPV outubro/2014 nº 180 – ANO 17:

Coluna Eventos:

 

Ação e Reação:

 

Por Augusto Cavalcanti.

 

 

Aconteceu no dia 18 de setembro de 2014 a palestra Ação e Reação com a expositora Solange Pinese que foi parte da semana anual do Tema Específico do Seareiros. Um público de cerca de cinquenta pessoas pode participar da exposição que começou com uma prece e posterior apresentação do vídeo institucional da casa.

Dando inicio a palestra Solange nos disse um pouco sobre o tema escolhido. Para poder dissertar sobre as consequências de nossos atos nessa e nas posteriores vidas fomos abordados com Ação e Reação que é a nona obra da séria A Vida no Mundo Espiritual do espírito André Luiz pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Nesse livro, André Luiz passa aproximadamente três anos na Mansão Paz, uma casa de auxílio espiritual que se encontra nas zonas inferiores, e que tem ligações com Nosso Lar, que se encontra em esferas superiores. Lá, ele tem como mentores o Instrutor Druso, que é diretor da instituição, e especialmente o Assistente Silas.

Para quem pudesse fazer analogia com uma casa tranquila e abastada pelo termo mansão, Solange logo nos explicou que a realidade ali vivida era bem diversa de calmaria. A Mansão da Paz é um lugar de auxílio para espíritos muito sofredores, mutilados, e que em algum momento esboçaram algum arrependimento e por isso estavam ali para se regenerarem para o processo reencarnatório. Ela ainda frisou o auxílio que é a prece para os espíritos nesse estado, pois é nesse momento de transmissão de bons fluidos que muitos despertam para serem acolhidos.

A palestra como o livro ilustrou diversas histórias que nos dão entender as consequências das nossas más atitudes e que, como lei universal, sempre teremos que resgatar. Vou reproduzir aqui a história contada de Antônio Olimpio.

Logo após seus pais desencarnarem, Antônio herdou boa fortuna, mas que teria que dividir com seus dois irmãos, Carindo e Leonel. Inconformado com isso, certo dia, convidou-os a uma volta de barco, fê-los tomarem um tranquilizante com a bebida, e depois conduziu o barco a um local do rio em que a água se movimentava com violência. Aproveitou que o barco se movimentava descontroladamente, e empurrou seus dois irmãos no rio, viu-os se afogarem. Quando chegou ao porto, disse que foi um terrível acidente. Ele, seu filho Luiz, ainda criança, e sua esposa Alzira não desfrutaram das posses como gostariam. Os dois irmãos desencarnados tornaram-se seus verdugos, fazendo com que Alzira, a esposa do homicida, ficasse louca e se suicidasse no mesmo rio da tragédia anterior. Oímpio também sofreu por causa de seu versugos obsessores. Tão logo desencarnou o homicida, foi perseguido pelos seus rivais. Seu filho, Luiz, ao herdar a herença também foi perseguido pelos inimigos de seu pai, quase atingiu a insanidade. Mas após longa drama, em que é narrada toda a história, e também o processo de recuperação dos dois obsessores, que trabalhavam juntos com diversas entidades malígnas, foram convertidos, e sujeitos a reencarnar em breve tendo Alzira como mãe e Olimpio com pai.

Olimpio assim restitui a vida tirada e a fortuna roubada como pai numa nova reencarnação. Solange disse-nos sobre como os espíritos obssessores aprendem aproveitar as tendências melévolas da humanidade para incitar o obsediado no mal, e mais uma vez compreendemos que são nossas próprias mazelas que nos causam as doenças e o descontrole.

Contou-se então a história do assistente Silas que em sua vida havia utilizado mal da profissão de médico, que não exerceu, pois por ganância decidiu cuidar da fortuna e incitou seu pai matar a namorada, por ódio de uma traição revelada e alimentada pela trama do filho. No fim descobrimos que seu pai era o diretor da Mansão Druso e eles reencontram emocionados uma moça cadavérica advinda do umbral que se trata da antiga namorada assassinada. Num próximo plano reencarnatório Silas será médico novamente e cuidará da moça que advirá como sua irmã com problemas mentais.

Foi uma noite muito agradável e agradeço os ensinamentos compartilhados por Solange em nome desse jornal. Que venham muitos setembros com tema específico nessa casa abençoada, Amém. 



IPV outubro/2014 nº 180 – ANO 17:

Coluna Eventos:

 

O EU NO MUNDO:

 

Por Augusto Cavalcanti.

 

 

Aconteceu no dia 17 de setembro de 2014 a palestra O Eu no Mundo com o expositor Sandro Cosso (CEAK Campinas) que foi parte da semana anual do Tema Específico do Seareiros. Um público de cerca de cem pessoas pode participar da exposição que começou com uma prece proferida pelo presidente do Seareiros Orlando Cioldin e posterior apresentação do vídeo institucional da casa.

Para alegria deste que escreve, o palestrante começou a palestra com a alegoria filosófica do mito da caverna de Platão, conceito apresentado pelo sábio pensador no livro A República. A imagem que Sandro Cosso escolheu para nos mostrar em slide o mito ainda está em minha memória e creio que nas dos demais presentes. Ele explanou, com auxilio do belo quadro, do que fala o mito, é mais ou menos assim: um grupo de pessoas presos em uma caverna somente conhecia a realidade pela sombra refletida por uma fogueira na parede da mesma, um dia um homem conseguiu sair da caverna e descobriu um mundo todo cheio de cores e vida, ele então voltou transformado para caverna e informou os demais que a realidade era diferente daquilo que eles conheciam. O homem dotado destes conhecimentos foi tratado pelos demais como um lunático e incompreendido.

Eu li esse livro de Platão na Universidade em São Carlos e é um dos mais belos momentos literários que posso me lembrar na minha pequena existência. E foi somente com o empurrãozinho de Sandro Cosso que pude perceber, já hoje um pouco mais amadurecido, o quão espírita pode ser interpretado esse texto. Se entendermos, por exemplo os profetas, ou mesmo o Cristo, ou até mesmo o nosso Chico, como homens que de certo modo saíram da caverna e voltaram para nos informar o que há de verdade no mundo espiritual, o mundo real, para nós que ainda enxergamos as sombras, é uma viagem em nome da boa filosofia e da doutrina e fiquei muito feliz por essa nova abordagem em meu conceito.

Sandro então nos apresentou uma outra figura em slide, um iceberg, onde fica vigente a parte aparente da grande rocha de gelo acima da superfície, e o seu colossal tamanho abaixo da superfície. Explanou que para média geral da humanidade o conteúdo aparente da pedra é como nosso conteúdo material, corpo, sendo o conteúdo submerso e imenso como nosso conteúdo espiritual. Mais uma vez me faz pensar nas pessoas que conseguem ter uma sensibilidade e inteligência mais apurada de viver mais o todo que somos, enxergando mais o que está submerso de nossos sentidos rudes e o quanto, às vezes, somos injusto em julgá-los como seres fora da órbita, e literalmente, para vossa alegria, o são mesmo.

Ele nos disse então que as redes sociais sempre existiram de uma forma ou de outra e que elas captam como um filtro aquilo que estabelecemos como interesse. Por exemplo, se no facebook somente formos atrás de fofocas efêmeras, será somente isso que aparecerá em nosso muro. E vice versa, se tivermos um conceito melhor do que procuramos, nosso muro será assim melhor preenchido. Citou também o centro espírita como uma grande rede social, e de fato, para o nosso deleite, o é casa sagrada de encontro e cura de diversos seres encarnados e desencarnados.

Nos somos em atitude parte integrante do mundo, e construímos nele o que desejamos e podemos como melhor de nós, assim é como deveríamos agir, e creio que todos os presentes saíram um pouco ou muito mais felizardos dessa sessão. Se ainda não o suficiente para enxergarmos menos sombra e mais realidade, menos superfície e mais alma, estamos no caminho disto. Obrigado Sandro, é meu agradecimento em nome desse jornal. Boralá para próxima palestra!



IPV outubro/2014 nº180– ANO 17:

Coluna: Estudos:

 

Congresso Espírita Mundial e Congresso Espírita Pan-Americano

por Augusto Cavalcanti

 

 

No dia 03 de outubro de 1998 se deu a abertura em Portugal do segundo Congresso Espírita Mundial e no mesmo dia 03 de outubro, porém no ano de 1947, realizou-se a abertura do primeiro Congresso Espírita Pan- Americano na Argentina. Ambos os congressos se realizam a cada três em três anos e falaremos um pouco sobre eles, para que eu como articulista responsável por essa nobre tarefa entenda, e para que os nossos leitores entendam, um pouco mais da abrangência mundial dos movimentos divulgadores e reguladores da Doutrina.

Entrevistado pelo site Estante Literária da EspiritaVox, Divaldo Pereira Franco deu a seguinte análise a respeito do II Congresso Espírita Mundial, que havia sido recentemente realizado em Portugal, e de sua importância para o Movimento Espírita o médium respondeu, (Divaldo): “Todos os congressos têm por finalidade oferecer qualificação dos propósitos para os quais são convocados. Os congressos espíritas oferecem o grande significado do pensamento da Doutrina, para que sejam debatidos os seus temas essenciais, e, acima de tudo, atualizados, porquanto o progresso da ciência é ininterrupto e, inevitavelmente, necessitamos fazer as pontes entre a revelação de que Allan Kardec foi objeto, com essas mesmas conquistas da tecnologia e da ciência, na sua fase mais elevada do pensamento. É natural, portanto, que os congressos tragam para o Movimento uma valiosa contribuição. Muitas vezes lamentamos que, pela diversidade dos temas, os mesmos não podem ser aprofundados, em razão da exigüidade de tempo. O II Congresso Mundial de Espiritismo caracterizou-se pela admirável organização, pela qualidade, pelo elenco de temas apresentados, o que constituiu uma verdadeira glória para o Movimento Espírita, que pôde reunir 3.065 pessoas de 27 países diferentes, incluindo as ex colônias ultramarinas de Portugal. No entanto, nós advogamos a tese de que um número menor de temas sempre oferece oportunidade de um estudo mais amplo, de debates mais largos, ensejando as grandes pontes de atualização entre aquilo que está exarado na Codificação e vem sendo realizado pelas conquistas contemporâneas”.

Segundo o site da FEB (Federação Espírita Brasileira), com a realização dos Congressos Espíritas Mundiais, o Conselho Espírita Internacional procura consolidar um espaço no âmbito internacional para a divulgação dos ensinos espíritas em todos os países. Destaca ainda a presença de reconhecidos oradores de diferentes nacionalidades, programas e temários sempre atuais e a presença crescente de milhares de congressistas, fazendo de cada Congresso Espírita Mundial um evento único.

O primeiro congresso mundial, realizado pelo CEI, ocorreu em Brasília, no ano de 1995. O segundo foi em Portugal na capital Lisboa, no ano de 1998. A cidade de Guatemala em Guatemala foi em 2001 sede do terceiro congresso espírita mundial. O 4º congresso, em homenagem ao bicentenário de Allan Kardec, em 2004, foi realizado em Paris, na França, e em 2007, no ano de comemoração dos 150 anos do lançamento do Livro dos Espíritos, a cidade de Cartagena, na Colômbia foi palco do 5° Congresso. O 6º Congresso Espírita Mundial, realizou-se em Valencia, na Espanha. O 7º. Congresso Espírita Mundial foi realizado em Havana – Cuba, em março de 2013. Como o evento ocorre de três em três anos, o próximo será em 2016 em cidade e país ainda não divulgado.

Se mantiverem a sequência de intercalação de sedes entre países latino-americanos e do leste Europeus, é provável que o evento ocorra novamente na Europa. Muito interessante essa escolha dos países, são culturas realmente fortes em cada país sede e, sinto-me feliz de vê-los unidos nesse intuito de proliferação dos estudos Espíritas.

A CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana), instituição espírita de caráter confederativo e associativo, formada por pessoas físicas e por instituições legalmente constituídas, na América, na Europa e na Oceania, foi fundada em 5 de outubro de 1946, durante o primeiro Congresso Espírita Pan-Americano, realizado na cidade de Buenos Aires, Argentina.

Com a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial, que afetaram as atividades do Espiritismo na França, seu país de origem, também na Espanha e em todos os países da Europa, culminando no desaparecimento da Confederação Espírita Internacional, que tinha sede em Paris, ainda afetando a publicação dos principais periódicos espíritas de língua espanhola, pois antes das guerras, a Espanha fornecia normalmente revistas, livros e material doutrinário para as instituições e comunidades espíritas da América Latina, vigente e diante dessas adversidades, foi dada a proposta da Confederação Espírita Argentina da criação de uma Confederação Espírita da América, para organizar o movimento espírita no continente.

Realizou-se em Buenos Aires, Argentina, o I Congresso Espírita Pan-americano, contando com representantes da Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Equador, Estados Unidos, Honduras, México, Porto Rico e Uruguai.

O Congresso tomou a decisão de fundar a Confederação Espírita Pan-americana, cujo estatuto adotou a integração do Espiritismo Latino-americano, dentro de um programa mínimo de objetivos comuns, e o estabelecimento de Congressos Periódicos que seriam realizados de três em três anos, com o objetivo de apreciar todas as ações desenvolvidas durante o período da gestão anterior, examinar as questões relacionadas com o corpo da Doutrina Espírita, e a organização do Movimento Espírita, bem como, a revisão dos estatutos, quando se fizer necessário.

 

 

IPV julho/2014 nº177– ANO 17:

Coluna: Arte e Espiritismo:

 

Conto: Você pode lembrar-se quem você era, antes que o mundo lhe dissesse quem você deveria ser?

por Augusto Cavalcanti

 

 

Vou escrever no tempo do Império, quando me diverti com a menina negra Mariazinha. Não foi a minha primeira mulher, porque o meu pai, como um bom Coronel, me levou à casa da Madame e me envolvi com uma de lá, metida à francesa. Mas Mariazinha era melhor, porque a menina, com quem dividi a infância, me amava. Eu gostava de homens também. Foi quando meu pai passou a me odiar. Mamãe choramingava pelos cantos a vida monótona em que se enfiara: casamento cômodo, vida enfadada. Eu sempre precisei demais, nunca estive contente, mas tinha medo...

Treze de maio de 1888. O dia em que a Princesa Isabel assinara a Abolição da Escravatura, data que deu, a ela, a glória e o adeus ao trono e, a mim: adeus àquela encarnação. Morrera ali, vitimado de parada cardíaca, causada por dose excessiva do sedativo. E aquele olhar da enfermeira, só agora posso entender aquele derradeiro e fulminante (como a dose em sua agulha) olhar. Nós fomos marido e mulher em outra vida. Eu tive uma vida de excessos e causei dor à enfermeira, naquela época Eloàde. Ela se desesperou com o marido ausente e ligado as rodas bohêmias francesas, sinais da luz que viria a brilhar naquele século, no pincel de tantos excessivos pintores, e tanto estimulava os sensitivos, como eu era. Kardec ainda não era falado, não tinha ainda escrito o seu tratado Espírita. Tanto desentendimento que seria evitado... tanta paixão para um só corpo: um livro. Os espíritos que ali estavam: deles nós tivemos falta, Eloàde. E trocar o egoísmo por amor.

Eu desejaria falar mais, lembrar mais, mais esse medo: esse medo me domina até que eu perca os sentidos. Acordo e um dos socorristas, dos mais solícitos, está ao meu lado. Ele me diz, com uma cara angelical, que eu preciso repousar. Eu digo que entendo das coisas. Ele diz saber disso. O que me desespera aqui é que sabem de tudo. E onde está Mariazinha então? Por que com ela não posso falar? E quando vou me lembrando da casa antiga, mamãe, papai, do meu irmão... da ganância deles e do egoísmo nosso, tudo toma um tom de entardecer, sinto de novo o meu braço sofrer a agulhada com o líquido fatal e desfaleço... O que estaria acontecendo naquela terra, meu Deus?

O que está acontecendo comigo? A doença não passa com a morte? Disseram-me Ezquizofrênico. Tenho por mim que isso vem me acompanhando desde o tempo da França, talvez mais... foi muito abuso de tudo: abuso de pensar a vida momentânea, não me ligar as coisas da alma, do espírito. Porém o pior que as bebidas, mulheres fúteis e homens também, sexo volátil, o pior mesmo é o meu excesso de mim mesmo.

Na fazenda, o meu adoecer foi até que bom para todos. Meu pai morrera aos poucos de vergonha do filho, justo o mais velho, o nascido para cuidar das terras, agora um louco, que já diziam impotente com as mulheres e solícito até aos galanteios masculinos. Mamãe estava cansada dos meus insultos, já que agora estava mais agressivo e tomara liberdades de acusá-la, na frente das mucamas e tudo. O meu irmão, único e mais novo, nem se fala como sorrira com o “incidente”: teria a herança toda para ele.

Dizem aqui que eu era de outro tempo, e isso soa até como bondade e me torna mais calmo. A equipe socorrista sabe como falar com a gente. Talvez se eu tivesse nascido na Corte? Sabe, eu até fui lá: Rio de Janeiro. Mas senti muito medo daquela modernidade. Quando é que alguém portador de um caráter egocêntrico, que gostava de se gabar de si, poderia fazer isso no meio de tanta gente estudada, versada? Voltei para o interior e para Mariazinha.

Onde ela estaria agora?

Brincando de soslaio com as camélias que o avô recebera do neto e plantara em lugar escondido? Ela, eu não me lembro de outras vidas, não. Também pudera: somos deverás diferentes. Dizem aqui que espíritos diferentes, diferentes escalas evolutivas (como dizem) não ficam muito juntos, não: só com o véu da pele. Eu não entendi muito bem isso. Acho que quando ela não for negra, a gente vá até se casar.

Mas eu penso em Eloàde também, e vai me causando calafrios... como ela virara enfermeira? Então, eu lembro que acertamos que seria assim, naquela França que esvanecia o moderno, seria assim o nosso acerto em terras brasileiras, modernas, e, me dá muito medo... meu braço vai coçando, o “belisco” ardido da agulha, me dá muito medo e perco os sentidos. Alguém me ampara e os pensamentos começam de novo. Disseram-me que estou em um hospital. Acho que nunca vou sair da maca. Você sabe me dizer?    



IPV jun/2014 nº 176 – ANO 17:

Coluna LEIA, ASSISTA E APRENDA:

 

FILME:

O ANJO

Os Laços de Amor são Eternos

por Augusto Cavalcanti

 

O Anjo “Os Laços de Amor são Eternos” é um longa metragem espírita, produzido e dirigido pelo cineasta catarinense Marcelo Niess, e foi lançado em 2012. A frase "Os laços de amor são eternos" é uma homenagem que o diretor fez à Zíbia Gasparetto, como agradecimento à obra "Laços Eternos", naquilo que deve ter sido (livro) um auxílio reconfortante na diretriz moral adotada naquela época da vida de Niess.

A história narrada no filme aborda temas importantes do Espiritismo como a perda de entes queridos, a descrença na justiça divina, o perdão, como libertar-se e dar a liberdade para as pessoas que se foram e que agora vivem em outro plano, discussões essas que já são bons motivos de dica para um sábado à noite. Descobrimos esses episódios dramáticos, que todos estamos sujeitos em realidade, pela emulsão de sentimentos apresentados pelo jovem casal em torno da perda do filho querido, em um acidente, aparentemente causado pela irresponsabilidade do envolvido. De um primeiro momento de dor e luto, eles vão descobrir um novo sentido e perspectiva para viver e, a partir dali, resta um grande ensinamento: o tempo e, com o tempo, aprendemos que o amor e a bondade espera o nosso discernimento e reina no fim como principio, diretriz para a paz moral do espírito, e ainda, o amor existe para aqueles que não se trancam em revolta contra os fatos ocorridos. Revoltar-se somente nos induz para termos más sugestões de pensamento, enquanto que o amor, e a crença da continuidade da vida, ornamentados sempre pela Leis de Deus, nos evoca sublimes estados de esperança no pensamento, no conforto de saber que haverá o reencontro com quem vivemos e amamos sempre.     

Niess nos diz no blog do filme (http://filmeoanjo.blogspot.com.br/) que o enredo é baseado na experiência pessoal dele, e tem como objetivo principal levar uma mensagem de paz, conforto e esperança para aqueles que estão sofrendo com a perda de um ente querido. Viver não é fácil, uma perda assim é uma prova e tanto, entretanto, propago, com eles, a premissa de que compartilhar é melhor que re-guardar o luto, torna tudo mais leve e, enquanto dividimos nossa experiência, alguns criam obras para nos entreter e ensinar, como fizeram a escritora Zíbia e o cineasta Marcelo.

Parabéns ao grupo de envolvidos na produção e boa sessão aos nossos leitores.

 


IPV julho/2014 nº177– ANO 17:

Coluna LEIA, ASSISTA E APRENDA:

 

FILME: Como Estrelas na Terra, toda Criança é Especial.

por Augusto Cavalcanti

 

“Como estrelas na Terra, toda criança é especial” é um longa-metragem indiano, dirigido e produzido por Aamir Khan. Há algum tempo a indústria cinematográfica na Índia vem despontando com um grande avalanche de produções, fato esse que rendeu-lhes o nome de Bollywood. Geralmente esses gêneros de filmes foram marcados pelas inserções musicais, durante o enredo da trama e, na sinceridade que me cabe como resenhista que aqui me proponho, não vi muitos dos “bollywoods” que apresentem o lado espiritual, tão presentes na cultura indiana, como tema. Entretanto, nesse belo filme com tom dramático e realístico, as vicissitudes da sociedade indiana, nem sempre justa às mulheres em maior parte, ficam muito presentes e, as músicas, seguem em segundo plano apresentando-nos as vivencias das personagens por vídeos clipes.

O filme é a estréia na direção de Khan, que também é roteirista e ator (ele interpreta, neste filme, o professor do menino Ishaan). Cabe também destacar a atuação do ator principal, o ainda garoto Darsheel Safary, destacando-se com grande maturidade cênica ao interpretar, primeiro, a sua revolta em não ser compreendido e, depois, mostrando toda sua solidão e sofrimento. 

O filme nos apresenta Ishaan, um menino com oito anos, que nasceu com dislexia e, por isso, conta com a dificuldade da incompreensão dos outros. Seu pai, acreditando que o seu mau desempenho na escola advém da preguiça, resolve interná-lo em um colégio interno. Para mãe, por viver em uma sociedade onde o homem é que detém os direitos, somente cabe acatar a decisão paterna. No internato o menino entra em profunda depressão, no entanto, um professor substituto de artes irá notar que existe algo errado com o menino e com muito carinho e dedicação, paciência de um verdadeiro tutor, consegue resgatar o interesse da criança pela vida. Ishaan retorna a ser o menino cheio de imaginação, que gosta muito de desenhar e brincar.

Um ponto interessante da narrativa é expor a pressão que a Índia moderna, e creio que todos os demais países e, pais em geral, exercem sobre a criança: ser sempre o melhor e ter uma profissão socialmente aceita, como a de médico ou engenheiro. Ishaan, como parece acontecer com toda criança disléxica, nasceu com enorme criatividade e desenvolvimento artístico, mas para o seu pai, isso de nada importa.

Se nos depararmos com uma criança solitária, que tem como amigos os cães e os peixes do aquário, como Ishaan, onde suas brincadeiras passem por poças d'água e pipas, que não presta nenhuma atenção nas aulas, podemos estar perante um disléxico, e cabe a todo bom educador se preparar para lidar com isso, assim deveriam assistir ao filme, bem como pais com crianças disléxicas, e essa é nossa dica aos leitores do mês de julho, mês que é de costume a essas “estrelas na Terra”, brasileiras, estarem de férias escolares, ideal para uma sessão em família. Com certeza uma imersão numa história tocante e na cultura ocidental: aproveitem!  

 



IPV outubro/2013 nº 169 – ANO 16:

Coluna Eventos:

 

OBREIRO: POSSO SER:

 

Por Augusto Cavalcanti.

 

 
Aconteceu no dia 12 de setembro de 2013 a Palestra com a expositora Rosana Bassani que foi parte da semana anual do Tema Específico do Seareiros. Um público de cerca de trinta pessoas pode participar da exposição que começou com a abordagem da história do trabalho para que se definisse a palavra obreiro. Na tradição bíblica Adão e Eva teriam sido expulsos do jardim do Édem para sobreviver do sacrifício do suor do trabalho e também na cultura Greco-Romana, da qual nós Ocidentais herdamos nossas raízes culturais, o trabalho era visto como atividade destinada aos baixios da sociedade. Isso foi nos relatado para sabermos que a nossa visão de trabalho como sacrifício está arraigada aos princípios da civilização, até mesmo a palavra latina que descende a palavra trabalho remete há algo como sacrilégio. Bassani apresentou-nos algumas telas de famosos pintores que representaram as parábolas, como a dos obreiros da vinha e a do menino Jesus com seu pai carpinteiro. Aqui existe uma mudança na abordagem, pois Jesus teria, desde criança, nos mostrado que o caminho para perfeição começa pelo trabalho. Somente depois, adulto, ele teria iniciado sua obra intelectual de esclarecimento da humanidade. A expositora partiu para finalização nos mostrando que podemos sim ser Obreiros, religiosamente dito como aquele que permeia a caridade, leva a palavra do evangelho, da boa nova, em suas atitudes e, exemplificou que aquele que trabalha com dedicação ao que faz, melhor se for como voluntário, realiza essa tarefa. Foi uma noite muito agradável e tenho certeza que as pessoas que estiveram presentes saíram com bons conhecimentos desse encontro



IPV setembro/2013 nº 168 – ANO 16:

Coluna Eventos:

 

9˚ ENCONTRO DA CANÇÃO ESPÍRITA:

por Augusto Cavalcanti

 

Aconteceu no dia 03 de agosto de 2013, no Teatro Paulo Autran, o 9˚ Encontro Da Canção Espírita. O evento teve como público alvo toda sociedade, de qualquer faixa etária, e a entrada foi gratuita. Quem organizou esse encontro foi o colaborador do nosso informativo, o músico e professor Clayton Prado.

A noite de música e festa foi prestigiada por um público de trezentas pessoas e, é uma realização anual da U.S.E de Americana – União da Sociedades Espíritas de Americana e Nova Odessa, através do seu Departamento de Artes. O evento acontece todos os meses de Agosto e existe desde 2005. O encontro conta com a colaboração de doadores anônimos.

A transmissão ao vivo foi feita pelo canal Dubem: WWW.redeamigoespirita.com.br, ainda está disponibilizado para venda o DVD que foi gravado ao vivo por Yuri e Ângela produções. Aos interessados, favor entrar em contato com Clayton pelo e-mail: claytonprado1@gmail.com.

As apresentações começaram ás 20:30 com a banda Cartas de Bordeaux de São Paulo. Cada música era acompanhada por pequena introdução da apresentadora e contavam com o tempo de duas músicas por artista. A organização foi um ponto notável de toda a noite.

Depois foram se apresentando os demais músicos profissionais e amadores e contavam ainda com uma banda de apoio que acompanhou todos os artistas.

Ao todo foram se apresentando o Grupo Toque na Alma de Araras, Wilson Franchi e Alan de Americana, Leleco de Bauru, Grupo Vocal Flora Luz de Americana, Rosa Maria de Americana, Paulo Roberto de Oliveira e Mara Moura de Americana, Grupo Musical da Associação de Americana, Mauricio e Marlene Moura de Americana, Clariana Leite de Americana, Grupo Vocal Bezerra de Menezes de Americana, Lirálcio Alves Ricci de São Paulo e Banda de Apoio do Departamento de Artes.

A noite foi uma grande celebração de mensagens Espíritas, musicadas por todos esses compositores e colaboradores participantes. A divulgação dos princípios doutrinários foi atingida e todos os presentes celebravam a cada participação com muita salva de palmas e, também gritos entusiasmados para os autores da cidade. Fica a certeza que todos os presentes aguardam ansiosos o próximo ano e, se Deus, e os artistas quiserem, mais uma noite de grande festa, prece e celebração do Espiritismo.




IPV setembro/2013 nº 168 – ANO 16:

Coluna Espiritismo e Ciência:

 

DNA ESPÍRITA:

por Augusto Cavalcanti

 

Cientistas revelam: DNA possui funções medíunicas: telepatia, clarividência e contato interdimensional. Essa foi a notícia divulgada em 1 de agosto de 2013, na qual cientistas russos afirmam “Nosso DNA é um biocomputador”.

Quando cientistas começaram a desvendar o mundo da genética, compreenderam a utilidade de apenas 10% do nosso DNA. O restante (90%) foi considerado “DNA LIXO”, ou seja: sem função alguma para o corpo humano.

Porém, este fato foi motivo de questionamentos, pois alguns cientistas não acreditaram que o corpo físico traria algum elemento que não tivesse alguma utilidade.

E foi assim que o biofísico russo e biólogo molecular Pjotr Garjajev e seus colegas iniciaram pesquisas com equipamentos “de ponta”, com a finalidade de investigar os 90% do DNA não compreendido. E os resultados apresentados são fantásticos, atingindo aspectos antes considerados “esotéricos” do nosso DNA.

O que as pesquisas estão concluindo?

1- O DNA é telepático.

A partir das últimas pesquisas, cientistas concluíram que o nosso DNA é receptor e transmissor de informações além tempo-espaço.

Segundo essas pesquisas, o nosso DNA gera padrões que atuam no vácuo, produzindo os chamados “buracos de minhoca” magnetizados. São “buracos de minhocas” microscópicos, semelhantes aos “buracos de minhocas” percebidos no Universo.

Sabe-se que “buracos de minhocas” são como pontes ou túneis de conexões entre áreas totalmente diferentes no universo, através das quais a informação é transmitida fora do espaço e do tempo.

Isto significa que o DNA atrai informação e as passa para as células e para a consciência, uma função que os cientistas estão considerando como a internet do corpo físico, porém muito mais avançada que a internet que entra em nossos computadores.

Esta descoberta leva a crer que o DNA possui algo que se pode chamar de telepatia interespacial e interdimensional. Em outras palavras, O DNA está aberto á comunicações e mostra-se suscetível a elas.

Pesquisas relacionadas à recepção e transmissão de informações através do DNA estão explicando os fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos de cura e auto cura e outros.

2- Reprogramação do DNA através da mente e das palavras.

O grupo de Garjajev descobriu também que o DNA possui uma linguagem própria, contendo uma espécie de sintaxe gramatical, semelhante á gramática da linguagem humana, levando-os a concluir que o DNA é influenciável por palavras emitidas pela mente e pela voz, confirmando a eficácia das técnicas de afirmação, de hipnose (ou auto hipnose) e de visualizações positivas.

Esta foi uma descoberta impressionante, pois diz que se nós adequarmos as frequências da nossa linguagem verbal e das imagens geradas por nosso pensamento, o DNA se reprogramará, aceitando uma nova ordem e uma nova regra, a partir da idéia que está sendo transmitida.

O DNA, neste caso, recebe a informação das palavras e das imagens do pensamento e as transmite para todas as células e moléculas do corpo, que passam a ser comandadas segundo o novo padrão emitido pelo DNA.

Os cientistas russos estão sendo capazes de reprogramar o DNA em organismos vivos, usando as frequências de ressonância de DNA corretas e estão obtendo resultados bastante positivos, especialmente na regeneração do DNA danificado.

Utilizam para isso a Luz Laser codificada como a linguagem humana para transmitir informações saudáveis ao DNA e essa técnica já está sendo aplicada em alguns hospitais universitários europeus, com sucesso em vários tipos de câncer de pele. O câncer é curado, sem cicatrizes remanescentes.

3- O DNA responde á interferências da luz Laser.

Continuando nessa linha de pesquisas, o pesquisador russo Dr. Vladimir Poponin, colocou o DNA em um tubo e enviou feixes de Luz Laser através dele. Quando o DNA foi removido do tubo, a Luz Laser continuou a espiralar no DNA, formando como que pequenos chacras e um novo campo magnético ao redor do mesmo, maior e mais iluminado que o anterior.

O DNA mostrou-se agir como um cristal quando faz a refração da Luz, concluindo que o DNA irradia a Luz que recebe.

Esta descoberta levou os cientistas a uma maior compreensão sobre os campos eletromagnéticos ao redor das pessoas, assim como também compreenderam que as irradiações emitidas por curadores e sensitivos acontecem segundo esse mesmo padrão: receber e irradiar, aumentando e preenchendo com Luz o campo eletromagnético ao redor.

   

As pesquisas estão ainda em fases iniciais, e os cientistas acreditam que ainda vão descobrir muitas outras coisas interessantes.

Por enquanto, as conclusões nos estimulam a continuarmos com as técnicas de afirmações positivas, cuidando dos nossos pensamentos e das imagens por ele geradas, a fim de que as transmissões sejam correspondentes a saúde, ao bem estar e a harmonia, enviadas não apenas ao DNA como também para todo o corpo.

Resta a certeza de que o nosso DNA agradece por suas informações positivas transmitidas a ele.

Que tal melhorar as suas transmissões verbais e mentais?

Comunique-se positivamente com seu corpo e reprograme seu DNA.

 

Todas as informações do texto acima etão contidas no livro “Vernetzte Intelligenz” von Grazyna Fosar und Franz Bludorf, ISBN 3930243237, resumidos e comentados por Baerbel. O livro, infelizmente, só está disponível em Alemão até agora. Você pode alcançar os autores aqui:

Kontext – Forum de Ciência Border


Também poderá ouvir o próprio Pjotr Garjajev falar neste vídeo: http://www.facebook.com/l.php?u=http://www.youtube.com/watch?v%3DCOkbjvK0qws&h=ZAQGwP_TW&s=1

 




IPV setembro/2013 nº 168 – ANO 16:

Coluna LEIA, ASSISTA E APRENDA:

 

FILME: A DUPLA VIDA DE VÉRONIQUE

por Augusto Cavalcanti

 

A Dupla Vida de Véronique (La Double vie de Véronique) é uma co-produção franco-noruego-polonesa dirigida por Krzysztof Kieslowski e com trilha sonora de Zbigniew Preisner. È considerado uma das obras-primas do cinema autoral. O tom espiritualista da trama é realizado com maestria pela direção magnífica de Kieslowski, que narra essa fábula através de imagens, sons, cores em gestos de detalhes exímios.

A história é bastante simples: duas jovens, de mesma idade e que nasceram no mesmo dia, que não se conhecem, que moram em países diferentes e que têm o mesmo gosto musical, mas que possuem uma ligação metafísica inexplicável e, de alguma maneira, parecem sentir a presença uma da outra, como se fossem espíritos afins que planejaram de modos semelhantes viverem essa existência.

O filme abre com a história de Weronika (papel da belíssima atriz Irène Jacob), uma jovem polonesa com um talento absurdo para a música erudita. Sua voz é incomparável. Após conseguir entrar em uma escola de música, Weronika se apresenta pela primeira vez e morre, com um ataque cardíaco. Véronique (Irène Jacob) é uma jovem francesa com um grande talento musical. Sua vida seguia bem até que ela sente como se estivesse só. Perde o interesse na música e acaba se relacionando um manipulador de fantoches, Alexandre Fabbri (Philippe Volter), que a conduz para uma espécie de conto da vida real.

Não é um filme para admiradores de enredos lógicos, pode ser considerado um filme vago, que se completa dentro do espectador, mas é um filme premiadíssimo, com atuação e trilha sonora impecáveis, que consagrou Kieslowski, que desencarnou em 1995, um dos mais influentes cineastas contemporâneos.  



IPV agosto/2013 nº 167 – ANO 16:

Coluna Hermínio Corrêa de Miranda:

 

HERMÍNIO CORRÊA DE MIRANDA:

por Augusto Cavalcanti

 

Hermínio Corrêa de Miranda, ou simplesmente Hermínio C. Miranda, autor de Diálogo com as Sombras, Diversidade dos Carismas e Nossos filhos são Espíritos, desencarnou no dia 8 de julho de 2013 na cidade do Rio de Janeiro, aos 93 anos de idade. O sepultamento ocorreu por volta das 15 horas do dia posterior, terça-feira, no Jardim da Saudade – Sulacap. O Conselho do Informativo Peixinho Vermelho homenageiam o inolvidável divulgador do Espiritismo e externam o apoio vibratório aos seus familiares.

Nascido em Volta Redonda em 5 de janeiro de 1920, Hermínio viria se tornar um dos principais pesquisadores e escritores espíritas do Brasil. Ele era formado em Ciências Contábeis tendo trabalhado na Companhia Siderúrgica Nacional até a sua aposentadoria. No desenvolvimento de uma personalidade é medida pretensiosa apontar com precisão quando uma pessoa se torna espírita, entretanto ele teria aderido a doutrina em 1957 movido por interesse pessoal. Seu primeiro livro Diálogo com as Sombras foi publicado em 1976, e demonstra um grande conhecimento de um autor já amadurecido, profundamente dedicado aos conceitos e responsabilidades inerentes a estruturação de grupos mediúnicos no diálogo com o plano espiritual.

Hermínio colaborou durante muitos anos com a revista “Reformador”, escrevendo a sessão “Lendo e Comentando”. Era possuidor de uma memória privilegiada e apresentava aguçada capacidade de ler em diversas línguas. No livro Reencarnação e Imortalidade, pág. 17, ele descreve o seu trabalho "o historiador ou historiógrafo não deve imaginar fatos inexistentes para preencher lacunas ou justificar a "sua" filosofia da História. Deve limitar-se a narrar os fatos, tal como se apresentam na documentação existente ou na melhor e mais verossímil tradição".

Autor de diversos clássicos da literatura espírita, os temas de maior interesse de Miranda tratam do tempo, de regressão de memória, de reencarnação, de autismo, de múltiplas personalidades, dos primórdios do Cristianismo. Foram mais de 40 livros publicados e todos os seus direitos autorais foram cedidos a instituições filantrópicas.

Segundo o pesquisador Wilson Garcia, ao lado de sua farta produção na linha da reencarnação, Miranda revela-se igualmente interessado nos fatos mediúnicos, privilegiado que foi pela convivência com alguns médiuns férteis em material de análise. Sua capacidade de registrar as informações obtidas por esta via, bem como de ampliá-las com pesquisas bibliográficas, permitiu-lhe escrever inúmeros livros, numa relação de que desponta a série Histórias que os Espíritos Contaram.

Hermínio realizou pesquisas sobre reencarnação de personalidades notórias na ciência e na história, como Giordano Bruno e Fénelon. Investigou profundamente a mediunidade, a "paranormalidade", deixando como legado um vasto material de estudo que revela, sobretudo, o seu exemplo inspirador para os estudiosos do presente e do futuro.

Ainda nas palavras de Wilson Garcia, esta relação íntima com o plano invisível, que Hermínio diz ter durado algumas décadas em ambiente apartado do centro espírita, principiou por uma constatação: "Ao iniciar-se a tarefa, o conceito que eu formulava acerca dos espíritos era o dos livros que estudara durante o período de instrução e formação. Para mim, seriam entidades que, de certa forma, transcendiam a condição humana, quase como abstrações vivas, situadas numa dimensão que meus sentidos não alcançavam. Mas não era nada disso, os espíritos são gente como a gente! Sofrem, amam, riem e choram. Experimentam aflições, desalentos, alegrias, esperanças, tudo igual".

Também aqui, o material colhido por Miranda vai servir para as diversas outras obras que escreve, como é o caso, por exemplo, do livro Condomínio Espiritual, em que penetra com certa ousadia no terreno das ciências psicológicas, analisa a Síndrome da Personalidade Múltipla (SPM) e apresenta conclusões do tipo: "Se o leitor estiver a perguntar-se por que razão entra em cena a mediunidade nesta discussão, devo dizer-lhe que, a ser legítima a proposta de que são autônomas as personalidades que integram o quadro da chamada grande histeria (SPM), é de pressupor-se no paciente faculdades mediúnicas mais ou menos indisciplinadas, mas atuantes, que permitem não apenas o acoplamento de outras individualidades ao seu psiquismo, como manifestações de tais entidades através de seu sistema psicossomático" (pág. 26). Para deixar ainda mais claro o seu pensamento, Miranda afirma: "Pela minha ótica pessoal, a SPM não seria psicose nem neurose, mas faculdade mediúnica em exercício descontrolado" (pág. 252).

Em acordo com os argumentos apresentados por Garcia, ainda no plano das vidas sucessivas, Hermínio Miranda acredita ser a reencarnação de um dos fiéis colaboradores de Martinho Lutero ao tempo da Reforma, tendo por esta personalidade uma inusitada admiração. Seus estudos sobre vidas anteriores incluem Lutero (este seria a reencarnação de Paulo). Isto talvez explique, entre outras coisas, o também grande interesse de Miranda pela teologia e, em especial, o Cristianismo, valendo destacar aí os dois volumes de As Marcas do Cristo e ainda Cristianismo: A Mensagem Esquecida.

Garcia finaliza com alguns aspectos de analise do processo criativo e autoral de Miranda. Diz ele que Hermínio não é um escritor que se poderia dizer popular. Conquanto em alguns instantes demonstre intenções nessa direção, sua linguagem o trai, seu estilo é denso e portador de uma seriedade do tipo que não se permite, leves que sejam, algumas pitadas de jocosidade. Às vezes tenta, mas não logra sucesso. Por isso, seria interessante analisar a razão da excelente vendagem de seus livros.

Para somar no conjunto de competências, tendo vivido nos Estados Unidos, Miranda mostra-se como exímio tradutor. Constam na sua bibliografia a tradução comentada de A feira dos casamentos de J. W. Rochester e Processo dos espíritas de Madame Pierre Leymarie. Em O mistério de Edwin Drood, de Charles Dickens, a sua tradução valoriza o original. Todavia, a rica construção literária de A história triste, de Patience Worth, cujo enigma investigou, talvez seja sua mais primorosa tradução.

Para além desses exemplos escolhidos, a personalidade de Hermínio restará como fonte futura e segura para novos escritores espíritas, curiosos atentos de diversas outras filosofias, doutos e cultos ou leigos que se descobrirão amantes da vida em sua plenitude. Sua contribuição para as ciências neurológicas e da mente humana são notórias. Resume assim Hermínio o cerne da Doutrina "O Espiritismo está coerente com essa mensagem imortal, e, por isso, implantou-se tão solidamente sobre alicerce de três "pilotis": ciência, filosofia e religião. Hoje, examinando os fatos do ponto de vista privilegiado da perspectiva, sabemos que o suporte religioso é o mais importante dos três". "O Espiritismo (...) se resume, em última instância, em uma proposta clara e objetiva de esforço pessoal evolutivo para substituir religiões salvacionistas, dogmáticas e irracionais. Fé racionalizada, purificada e sustentada pela experimentação, continua sendo fé, mais do que nunca. Se isto não é religião, que seria, afinal?" As Mil Faces da Realidade Espiritual, pág. 271.

 

Fontes Pesquisadas: EspiritNet, Wikipédia, Site da FEB.




IPV julho/2013 nº 166 – ANO 16:

Coluna ENTREVISTA:

 

DERMEVAL CARINHANA

por Augusto Cavalcanti.

 

Aproveitando o encontro proporcionado pela USE Intermunicipal de Americana e Nova Odessa, na Associação Espírita de Americana, no dia 15 de junho de 2013, transcrevemos abaixo a entrevista realizada com o palestrante Dermeval Carinhana.

 

Sr. Dermeval, o que atraiu um mestre e doutor em Química ao Espiritismo?
Quando virei Espírita era tudo muito diferente e em algum momento, quando jovem, ficou evidente que o que o jovem tem para explicar não era o suficiente.

E o que tem a Química para contribuir com a Espiritualidade?
Não diria a Química propriamente. A mesma coisa que me fez buscar a Ciência me fez buscar entender o que realmente fazemos nesse mundo. É um grande erro imaginar que um cientista é melhor ou pior Espírita. O bom Espírita é o que procura o bem.

O Sr. é editor da Revista de Estudos Espíritas, é muito difícil selecionar boas matérias para revista?
Se você tem um grupo de pessoas em sintonia, não é. O objetivo da revista é colocar no papel o dia-a-dia de um Centro Espírita. Esse é o grande laboratório do Espiritismo.

Qual é o seu trabalho na Associação Brasileira dos Divulgadores do Espiritismo (ABRADE)?
Como muitos outros espalhados pelo Brasil, contribuir com a propagação e desenvolvimento das idéias Espíritas.

Vamos falar um pouco de sua produção literária. Qual foi o processo de criação de “Como Nasce um Centro Espírita”?
O livro é um resultado de anos de trabalho dentro de uma reunião mediúnica. No inicio, não sabia que seria livro. O processo foi natural.

E como foi escrever “Confrontando a Razão”
Foi uma solicitação do editor que tomou contato com o livro anterior e pediu algo semelhante: foi o processo de análise dos pontos trazidos pelos autores espirituais.

O seminário de hoje foi sobre o diálogo com os Espíritos, em toda a sua experiência, o que o Sr. acha que é nossa maior contribuição, como espíritas, em sermos dialogadores?
Mostrar a simplicidade e naturalidade da vida, seja ela no mundo material, seja ela no mundo invisível. Somos todos Espíritos filhos de um mesmo Criador.

 



IPV julho/2013 nº 166 – ANO 16:

Coluna Artes:



por Augusto Cavalcanti

 

Nesse dia 07 de julho devemos celebrar a data de desencarne da personalidade de Arthur Conan Doyle. O escritor e médico britânico, natural da Escócia, mundialmente famoso por haver criado a personagem Sherlock Holmes, desencarnou, nesse mesmo dia, na data de 1930.

Entretanto o que traz o Sir Conan Doyle à uma coluna de Artes, dentro de um informativo Espírita, não seria o seu famoso detetive, e sim o afinco com que sua pessoa viveu, pesquisou e escreveu em contado com o Espiritismo, nos centros de estudos da Doutrina Espírita, ainda recentes para época em que ele escrevia. Arthur foi Presidente Honorário da Federação Espiritualista Internacional, de 1925 à 1930, Presidente da Aliança Espírita de Londres e Presidente do Colégio Britânico de Ciência Espírita.

A convicção do autor com o Espiritismo foi tanta que para receber o título de Par (Peer) foi-lhe imposta à condição, não aceita, de abandonar as crenças. Os primeiros contatos de Arthur com as sessões mediúnicas denotam de 1887. Depois de uma séria de mortes de parentes queridos, o autor, em profunda depressão, encontrou consolo na Doutrina Espírita.

Esse envolvimento levou-o escrever sobre o assunto. No auge de sua fama, em 1918, enfrenta os céticos e pública “A Nova Revelação”, obra em que manifesta a sua convicção na explicação espírita para as manifestações paranormais, estudadas a esmo durante o século XIX, e inicia a feição de uma séria de outras obras, em meio a palestras sobre o tema. Em “A Chegada das Fadas” (1921) reproduziu teorias da existência de espíritos. Posteriormente, em “A História do Espiritismo” (1926) ele narra detalhes dos casos mais intrigantes do Espiritualismo Moderno, como os de Emanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis, as irmãs Fox (caso de Hydesville), Daniel Dunglas Home, Eusapia Paladino, Madame d'Esperance, sendo o livro um clássico que serve de referência histórica e fartamente citado em meio ao tema Espírita.

Ainda sobre “A História do Espiritismo”, obra de natureza histórica, o autor aborda a história dos movimentos espiritualista anglo-saxônico, francês, alemão e italiano, com destaque para os fenômenos físicos e as materializações espirituais produzidas por Eusápia Paladino e Mina "Margery" Crandon. O assunto foi retomado em "The Land of Mist" (1926), de natureza ficcional, com o personagem "Professor Challenger".

Os trabalhos do autor sobre o tema foram um dos motivos pelos quais a sua compilação de pequenas histórias, “As Aventuras de Sherlock Holmes” foi proibida na União Soviética em 1929, por suposto ocultismo.

Algumas curiosidades podem ainda ser ditas sobre Conan Doyle. No dia 07 de julho daquele fatídico 1930, acometido por um ataque cardíaco, as suas ultimas palavras teriam sido dirigidas à sua mulher “Você é maravilhosa”. Há uma estátua em honra a Conan Doyle em Crowborough Cross, Crowborough, onde Conan Doyle viveu por 23 anos. Também há uma estátua de Sherlock Holmes em Picardy Place, Edimburgo, Escócia, próximo à casa onde Conan Doyle nasceu.

 



IPV jun/2013 nº 165 – ANO 16:

Coluna PALESTRAS:

 

JAMIRO DOS SANTOS FILHO:

por Augusto Cavalcanti

 

Para celebração dos trinta e três anos do Centro Espírita Caminho de Damasco, no dia 25 de maio de 2013, às 19:30, em Nova Odessa, foi recebido com muito carinho e apresentação musical o escritor Jamiro dos Santos Filho.

A palestra e celebração de aniversário contou com umas 100 pessoas, incluso um integrante da fundação do Centro Espírita Caminho de Damasco, além de participantes de diversos Centros Espíritas de Nova Odessa e região.

Jamiro é natural de Anápolis, Goiás, mas criado e residente em Araguari, Minas Gerais, onde trabalha com muita dedicação na divulgação e estudo da Doutrina Espírita, é também fundador do Centro Espírita Nosso Lar.

No início o autor agradeceu por estar pela terceira vez na casa e colocou como pergunta se alguém lembrava do convite que ele havia feito no ano passado. Falou-nos então, apresentando o seu livro mais recente Um Estranho Convite, nos lembrando que na ocasião havia nos convidado para ir ao Umbral em companhia dele.

Expôs assim de modo muito bem humorado a questão do porquê um espírita, que deveria ser o mais preparado para o outro lado, muitas vezes é o que mais tem medo do Umbral. Disse-nos então que os anjos estão aqui para baixo, que o Céu, na maioria das vezes, sendo nossa pretensão como além vida, como espíritas que o almejam ao desencarnar dessa existência, está “desanjado”. Comentou de lembrarmos sobre a responsabilidade das equipes espirituais que trabalham nos Centros Espíritas e frisou com muita certeza que o Umbral é um estado de consciência, que se tirarmos as luzes de nossas cidades, a Leis, os hospitais, as equipes de assistência, tudo que temos como recurso e assistência de sobrevivência, poderíamos constatar, em nossas realidades, aquilo que encontraremos se formos ao Umbral.

Fez uma comparação muito feliz da simples troca por nomes das manias que as pessoas procuram e acabam metodicamente encontrando nas religiões. Assim se uma pessoa fosse habituada e Igreja ela aprende ter medo do Inferno, o espírita teria medo do Umbral, Na Igreja água benta, para o espírita, água fluidificada, Na Igreja confessionário, para o espírita atendimento fraterno, e assim por diante, nos tentando fazer entender que estaríamos esquecendo do âmago de sermos Espíritas, de divulgarmos uma doutrina de conhecimento e entendimento sobre a vida que tem mais do que isso a nos dizer.

O autor ressaltou por várias vezes a importância da leitura das Obras de André Luiz, até brincou que já teria dito isso vezes demais na palestra, mas foi humilde por não apresentar um de seus livros Entrevistando André Luiz como método de conhecimento deste, deverás importante autor espiritual, que veio nos esclarecer pela mediunidade do outro “mineirinho” e médium, por excelência de vida, Chico Xavier.

Continuando com as comparações entre as instituições religiosas, ele nos esclareceu que é muito mais convidativo à um “necessitado” ser seduzido por uma proposta Evangélica, do que ir ao Centro Espírita e somente ouvir sobre Leis de Causa Efeito, o remetendo como “pecador”, por justiça aos erros cometidos nessa existência, à um futuro não muito vantajoso pós-morte do corpo. Disse-nos ainda que agindo dessa forma, sem a caridade do acolhimento, somente conseguiremos esvaziar as nossas Casas Espíritas.

Concluiu, desse modo, elucidando a nossa responsabilidade como espíritas esclarecidos, responsabilidade de divulgadores de uma Doutrina esclarecedora, de Amor, permeando nas palavras a oportunidade, que muitos nos esquecemos, de proliferarmos o lado da mensagem de Felicidade e Alegria, estados que podemos encontrar na lembrança e na perspectiva da Mensagem da Lei da Misericórdia Celestial, tão divulgada por Jesus Cristo, e por missionários de humildade, como Chico Xavier e Jerônimo Mendonça, outros dois mineiros, como ele orgulhosamente, nos fez lembrar.

Continuou ainda nos informado sobre o Cristianismo Redivivo que podemos esclarecer e divulgar, sobre sermos parte de uma religião que não deve ver o passado do ser humano, uma Doutrina que deve levar o Amor e a Consolação e se disse vergonhoso de ser espírita quando vê más palestras ou divulgação puramente sensacionalista como a divulgada na Lei de Justiça que teria levado a tantos jovens que desencarnaram na tragédia de Santa Maria. Se fosse somente um acerto de contas de Causa e Efeito, onde estaria a justiça na Lei da Misericórdia?

Encerrou com a parábola do filho pródigo, com uma história de Chico, apresentando seu livro com capa ilustrado pela flor de lótus que nasce no charco. Foi feita uma prece de encerramento e as pessoas agradeceram com muitas palmas.



IPV jun/2013 nº 165 – ANO 16:

Coluna LEIA, ASSISTA E APRENDA:

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FILME: ALÉM DA VIDA (HEREAFTER) EUA 2010

por Augusto Cavalcanti

 

As produções de cinema não medem esforços financeiros para representar o lado de lá da vida. Quando não o fazem nas locações, como é o caso de Nosso Lar, o fazem na representação de desastres naturais que, muitas vezes, deixam à experiência de quase morte como ensino. Digo isso para me referir à sequência de abertura do filme Além da Vida (Hereafter). O arrebatador tsunami de 2004, causado pelo terremoto no Oceano Indico, na costa da Tailândia, nos coloca em choque e apresenta a primeira das três personagens desse drama, personagens que trazem em comum seus problemas pela comunicação com a morte.

Marie Lelay (Cécile de France), uma jornalista da televisão francesa, é retirada sem vida das águas. Após ter uma experiência de quase morte, ela retorna a consciência. De volta à França, a experiência passada mudará a sua vida, e sua nova perspectiva é narrada em um livro.

Em São Francisco, George Lonegan (Matt Damon), um médium e ex-profissional da vidência, leva a vida no anonimato, esquivando-se para não render-se aos anseios do seu irmão, que insiste em incentivá-lo viver à custa de seus dons mediúnicos.

Em Londres, Marcus (Frankie McLaren), passa a interessar-se por vida além da morte depois de perder o seu irmão gêmeo em um atropelamento. A influência de seu irmão morto torna-se vital em seu destino.

O filme nos prende até o final para sabermos como essas três histórias se unirão.




IPV jun/2013 nº 165 – ANO 16:

Coluna CONHECENDO OS DEPARTAMENTOS:

 

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO – D.C.D.:

por Augusto Cavalcanti

 

É pretensão da presidência e do conselho editorial do Informativo Peixinho Vermelho – IPV, do Seareiros, utilizarmos deste espaço por alguns meses para esclarecer alguns tópicos sobre o trabalho desenvolvido por cada departamento que a casa possui, suas funções, seus objetivos, metodologia aplicada, etc.

Neste mês falaremos especificamente do Departamento de Comunicação e Divulgação – D.C.D. que elabora e distribui gratuitamente 1.500 exemplares do Informativo Peixinho Vermelho – IPV. Tendo em vista seu papel educativo, social e informativo, elabora esse projeto com parceria e envolvimento de todos os demais departamentos do Seareiros.

O informativo tem como meta expandir a divulgação da Doutrina Espírita; buscar meios para sua auto sustentação buscando novas formas e parceiros; busca integrar as Casas Espíritas, potencializando a divulgação da Doutrina e divulga as atividades das Casas Espíritas de Americana e região, juntamente com as do Seareiros.

Visa atingir o público em geral de qualquer faixa etária, notadamente às pessoas não espíritas de Americana e região, facilitando ao público leigo o entendimento dos conceitos da Doutrina Espírita, incentivando o leitor a visitar um dos Centros Espíritas da região.

Um dos maiores incentivos é motivar a interatividade entre as Casas Espíritas, bem como maior participação das mesmas também através das matérias.

Tem como enfoque teórico doutrinário desmistificar conceitos errôneos em relação ao Espiritismo; transmitir a importância de uma educação moral para formação do ser humano; apresentar a Doutrina como um dos meios de buscar o autoconhecimento, desenvolver análise mais criteriosa do individualismo, enfocando a necessidade da participação do homem na sociedade em que vive, como agente transformador de si e da responsabilidade dele perante a sociedade e a comunidade em que vive, no desenvolvimento dos seus talentos, deste modo despertando os questionamentos, o uso do raciocínio e da lógica.

Tem como enfoque prático a orientação o auxilio e o encaminhamento de pessoas que necessitam de auxílio espiritual, bem como desenvolve ações que possam reverter em colaboração às Casas Espíritas de Americana e região, inclusive, demais projetos do Seareiros.

Mensalmente (todo 1º domingo às 09h30) é realizada reunião para definição da pauta, aberta a qualquer pessoa que dela queira participar. Definidas as matérias e temas há uma divisão de trabalho entre a equipe de voluntários para: elaboração de artigos; revisão doutrinária; edição; diagramação; revisão ortográfica geral; confecção de fotolito; encaminhamento para impressão em gráfica e posterior distribuição gratuita dos exemplares.

Os recursos materiais são: fotolito, impressão (gráfica), computador, impressora, máquina fotográfica, gravador, scanner, doações, contribuição de anunciantes e outras formas lícitas de capitação de recursos.

Também é necessário arquivar e encadernar anualmente exemplares sequenciais para utilização em pesquisas e consultas em geral, bem como criar arquivos informatizados das edições do informativo disponibilizando para alocação no site do Seareiros (http://www.seareiros.com.br/)

O informativo tem como parceira de divulgação a Rádio Comunitária Vida Nova – FM 104,9 mgz (http://www.fmvidanova.com.br/), de segunda à sexta, das 07h30 às 09h00, no programa Sinal Verde e a Rádio Brasil – AM (http://www.radiobrasilsbo.com.br/), aos domingos, das 09h30 às 11h00, no programa Visão Espírita.

A interação com o leitor, o contato com a coordenação do departamento poderá ocorrer via postal ou através da internet (e-mail: dcd.seareiros@gmal.com).