sábado, 12 de agosto de 2017

O Pequeno Príncipe, Esquetes.

ESQUETES DO LIVRO O PEQUENO PRÍNCIPE PARA AS CRIANÇAS DO NIDS – NÚCLEO DE INTEGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO SER
Escritos por Augusto César Cavalcanti.


ESQUETE 1. – PARA QUEM FOI ESCRITO O LIVRO.
NARRADOR I
                A Léon Werth.
                Peço descupas às crianças por ter dedicado este livro a um adulto. Tenho justificativa séria: esse adulto é o melhor amigo que tenho no mundo. Tenho outra justificativa: esse adulto é capaz de entender tudo, mesmo os livros para crianças.
NARRADOR II
                Tenho uma terceira justifacativa: esse adulto mora na França, onde passa fome e frio. Precisa de consolo. Se todas essas justificativas não forem suficientes, quero então dedicar este livro à criança que esse adulto foi outrora. Todos os adultos foram inicialmente crianças. (Mas poucos se lembram disso.) Assim, corrijo a minha dedicatória: A Léon Werth, quando era menino.

ESQUETE 2. – UM AVIADOR NO DESERTO E UM MENINO
AVIADOR
                Meu avião deu pane em pleno deserto do Saara. Vou dormir essa primeira noite a mil milhas de qualquer terra habitada. Estou mais isolado que um naufrágo numa jangada no meio do oceano. O tempo passou que nem percebi, já vai amanhecendo o dia. Mas que vozinha engraçada é essa?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Por favor... desenhe um carneiro para mim!
AVIADOR
                O quê?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Desenhe um carneiro para mim...
AVIADOR
                Mas... o que você faz ai?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Por favor... desenhe um carneiro para mim...
AVIADOR
                Mas eu nãi sei desenhar...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não faz mal. Desenhe um carneiro para mim...
                (o Aviador fez o desenho que ele aprendeu com seis anos de idade, uma jiboia fechada que engoliu um animal)
                Não! Não, não quero um elefante dentro de uma jiboia. Uma jiboia é perigosa demais e um elefante é grande demais. Em casa é muito pequeno. Preciso de um carneiro. Desenhe um carneiro para mim.
                (O Aviador desenha então o carneiro)
                Não, este já está muito doente. Faça outro.
                (O Aviador desenha outro)
                Mas veja... não é um carneiro, é um marrão. Tem chifres...
                (O Aviador desenha outro)
                Este é velho demais. Quero um carneiro que viva muito tempo.
                (O Aviador, sem paciência porque tinha pressa em começar a desmontagem do seu motor, rabisca o desenho de uma caixa)
AVIADOR
                Está é a caixa. O carneiro que você quer está dentro dela.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                É exatamente como eu queria! Você acha que vai precisar de muito pasto para esse carneiro?
AVIADOR
                Por quê?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Porque em casa é muito pequeno...
AVIADOR
                Vai, dar certamente. Eu lhe dei um carneiro bem pequenino.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não tão pequeno assim... Veja, ele dormiu...

ESQUETE 3. – O AVIÃO E DE ONDE VEM O PEQUENO PRÍNCIPE
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O que é aquela coisa?
AVIADOR
                Não é uma coisa. Voa. É um avião. É meu avião.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O quê! Você caiu do céu?
AVIADOR (falando modestamente)
                Caí.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Ah, como é engraçado...
                Ora, você também vem do céu! De que planeta você é?
AVIADOR
                Então você vem de outro planeta?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                É verdade que , ali em cima, você não pode ter vindo de muito longe...
AVIADOR
                De onde você vem, meu rapazinho? Onde fica “em casa”? Para onde quer levar meu carneiro?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O bom é que, com a caixa que você me deu, de noite ela vai lhe servir de casa.
AVIADOR
                Sem dúvida. E se você for bonzinho, vou lhe dar também uma corda para amarrá-lo durante o dia. E uma estaca.
O PEQUENO PRÍNCIPE (chocado)
                Amarrá-lo? Que idéia mais engraçada!
AVIADOR
                Mas, se não amarrar, ele vai para qualquer lugar e vai se perder...
O PEQUENO PRÍNCIPE (rindo)
                Mas aonde você quer que ele vá?
AVIADOR
                Qualquer lugar. Em frente...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não faz mal, é tão pequeno, lá em casa.
                Em frente não se pode ir muito longe...

ESQUETE 4. - OS BAOBÁS           
O PEQUENO PRÍNCIPE
                É verdade que os carneiros comem arbustos, não é?
AVIADOR
                É. É verdade.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Ah! Fico contente.
                Então também comem baobás?
                Os baobás , antes de crescer, começam sendo pequenos.
AVIADOR
                De fato! Mas por que você quer que os carneiros comam os baobás pequenos?
O  PEQUENO PRÍNCIPE
                Ora! É uma questão de disciplina. Quando se conclui a higiene da manhã, é preciso fazer cuidadosamente a higiene do planeta. É preciso se impor a obrigação constante de arrancar os baobás logo que se diferenciam das roseiras, com os quais se parecem muito quando são novinhos. É um trabalho muito maçante, mas muito fácil.
AVIADOR
                Crianças! Prestem atenção aos baobás!

ESQUETE 5. – O POR DO SOL NO PLANETA DO PEQUENO PRÍNCIPE
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Gosto muito do pôr do sol. Vamos ver um pôr do sol...
AVIADOR
                Mas é preciso esperar...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Esperar o quê?
AVIADOR
                Esperar que o sol se ponha.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Sempre penso que estou em casa.
(De fato. Como todo mundo sabe, quando é meio-dia nos Estados Unidos, o sol está se pondo na França. Bastaria pode ir à França num minuto para assistir ao pôr do sol. Infelizmente, a França fica muito longe. Mas para o Pequeno Príncipe, em seu planeta tão pequeno, bastava puxar a cadeira  alguns passos. E você contemplava o poente toda vez que quisesse...)
O PEQUENO PRÍNCIPE 
                Um dia, vi o sol se pôr quarenta e quatro vezes!
                Sabe... quando a gente está triste demais, gosta muito do pôr do sol...
AVIADOR
                No dia das quarenta e quatro vezes, então, você estava tão triste assim?

ESQUETE 6. – O SENHOR COGUMELO
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Um carneiro, se come arbustos, come também as flores?
AVIADOR
                Um carneiro come tudo o que encontra.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Mesmo as flores que têm espinhos?
AVIADOR
                Sim. Mesmo as flores que têm espinhos.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Então os espinhos, para o que servem?
                ...
                Os espinhos, para o que servem?
AVIADOR (impaciente)
                Os espinhos não servem para nada, é pura maldade da parte das flores.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Oh!
                Não acredito em você! As flores são frágeis. São ingênuas. Tentam se assegurar como podem. Julgam-se terríveis com seus espinhos...
                E você? Acha que as flores...
AVIADOR (impaciente)
                Que flores que nada! Não acho nada! Estou ocupado com coisas sérias!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Coisas sérias!
                Você fala como os adultos!
                Você confunde tudo... mistura tudo! (o Pequeno Príncipe agita os cabelos muito dourados)
                Conheço um planeta onde há um senhor cor de carmim. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez nada além de contas. E o dia inteiro ele repete como você: “Sou um homem sério! Sou um nomem sério!”, e se sente cheio de or gulho. Mas isso não é um homem, é um cogumelo!
AVIADOR
                O quê?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Um cogumelo.
                Faz milhões de anos qua as flores produzem espinhos. Faz milhões de anos que, mesmo assim, os carneiros comem as flores. E não é sério tentar entender por que elas se dão tanto trabalho para produzir espinhos que nunca servem para nada? Não é importante a guerra dos carneiros e das flores? Não é mais sério e mais importante do que as contas de um senhor gordo e vermelho? E se eu, eu conheço uma flor única no mundo, que não existe em nenhuma parte a não ser em meu planeta, e que um carneriro pequeno pode aniquilar de um só golpe, como se nada fosse, uma manhã, sem se dar conta do que está fazendo, isso não é mais importante?
                Se alguém ama uma flor que é um exemplar único entre os milhões e milhões de estrelas, isto basta para ficar feliz ao olhá-las. “Minha flor está lá em algum lugar...”. Mas , se o carneiro come a flor, para ele é como se, de repente, todas as estrelas se pagassem! E isso não é importante!
                (O Pequeno Príncipe soluça e chora)
AVIADOR
                A flor que você ama não corre perigo... Vou lhe desenhar uma focinheira, para o carneiro... Vou lhe desenhar uma armadura para a flor... Vou... É tão misterioso, o país das lágrimas.

ESQUETE 7. A FLOR DO PLANETA DO PEQUENO PRÍNCIPE
FLOR
                Oh! Acabo de despertar... O senhor me perdoe... Ainda estou toda despenteada...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Como a senhorita é linda!
FLOR
                Não é mesmo? – respondeu a flor suavemente. – E nasci ao mesmo tempo que o sol.
                É hora do desjejum; o senhor faria a gentileza de me atender...
                Eles podem vir com suas garras, os tigres.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não há tigres em meu planeta.  E além disso, tigres não comem ervas.
FLOR
                Não sou uma erva.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Perdoe-me
FLOR
                Não temo os tigres, mas tenho horror a correntes de ar. O senhor não teria um anteparo?
                De noite, o senhor me colocará sob uma redoma. Faz muito frio aqui em sua casa. Está mal instalada. Lá , de onde venho...
                E o anteparo?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Eu ia buscar, mas a senhorita estava falando comigo!

(Na manhã da partida o Pequeno Príncipe colocou o planeta em ordem. Limpou dois pequenos vulcões ativos nos quais aquecia o café da manhã e um vulcão inativo. E também arrancou os últimos brotos de baobás. E quando regou a flor uma última vez e preparava-se para abrigá-la sob sua redoma, sentiu-se com vontade de chorar.)

O PEQUENO PRÍNCIPE
                Adeus...
                Adeus.
FLOR
                Fui tola. Você me perdoa? Trate de ser feliz.
                Mas claro, eu amo você. Você nunca soube, por culpa minha. Não tem impontância. Mas você foi tão tolo quanto eu. Trate de ser feliz... Deixe essa redoma em paz. Não quero mais.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Mas o vento...
FLOR
                Não estou tão resfriada assim... O ar fesco da noite me fará bem. Sou uma flor.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Mas os animais...
FLOR
                Tenho de tolerar duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas. Parece que são lindas. Senão, quem  me virá visitar? Você vai estar longe. Quanto aos animais ferozes, não tenho medo. Tenho minhas garras.
                Não se demore tanto, é irritante. Você decidiu ir embora. Vá.

ESQUETE 8 – O SÉTIMO PAÍS QUE O PEQUENO PRÍNCIPE VISITOU: A TERRA.
NARRADOR
                A Terra não é um planeta qualquer! Ela conta com cento e onze reis (sem esquecer, claro, os reis negros), sete mil geógrafos, novecentos mil homens de negócios, sete milhões e meio de beberrões, trezentos e onze milhões de vaidosos, isto é, cerca de dois bilhões de adultos.
                Para lhes dar a idéia das dimensões da Terra, digo que, antes da invenção da eletricidade, era preciso manter um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil e quinhentos e onze acendedores de lampiões no conjunto dos seis continentes.
                Visto a certa distância, isso criava um efeito deslumbrante. Os movimentos desse exército eram regrados como os de um balé. Primeiro vinham os acendedores de lampiões da Nova Zelândia e da Austrália. Depois de acenderem seus lampiões, iam dormir. Então entravam na dança os acendedores de lampiões da China e da Sibéria. Depois eles também desapareciam nos bastidores. Então vinha a vez dos acendedores de lampião da Rússia e da Índias. Depois, a dos da África e da Europa. Depois, a dos da América do Sul. Depois, dos da América do Norte. E nunca erravam na ordem de entrada em cena. Era grandioso.
                Somente o acendedor do único lampião do Polo Norte e seu confrade do único lampião do Polo Sul levavam uma vida de ócio e indolência: trabalhavam duas vezes por ano.
                Os adultos, claro, não acreditarão. Eles imaginam que ocupam muito espaço. Julgam-se importantes como baobás. Recomendem, então, que façam os cálculos. Eles adoram números: vão gostar. Mas não percam tempo com essa amolação. É inútil. Vocês confiam em mim.

ESQUETE 9 – A LIÇÃO DA RAPOSA: TU ÉS RESPONSÁVEL POR QUEM CATIVAS
RAPOSA
                Bom dia.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Bom dia.
RAPOSA
                Estou aqui, sob a macieira...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Quem é você? É muito bonita...
RAPOSA
                Sou um raposa.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Venha brincar comigo, estou tão triste...
RAPOSA
                Não posso brincar com você. Não sou domesticada.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Ah! Desculpe... O que significa “domesticar”?      
RAPOSA
                Você não é daqui; o que procura?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Procuro os homens. O que significa “domesticar”?
RAPOSA
                Os homens, têm espingardas e caçam. É muito incômodo! Também criam galinhas. É a única coisa que têm de interessante. Galinhas, é o que você procura?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não. Procuro amigos. O que significa “domesticar”?
RAPOSA
                É uma coisa muito esquecida. Significa “criar laços”...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Criar laços?
RAPOSA
                Isso. Você, para mim, ainda não passa de um menino igual a cem mil meninos. E não preciso de você. E você também não precisa de mim. Eu, para você, não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se você me domesticar, teremos necessidade um do outro. Você será para mim único no mundo. Eu serei para você única no mundo...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Começo a entender. Há uma flor... creio que ela me domesticou...
RAPOSA
                É possível. Vê-se de tudo na Terra.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Oh! Não é na Terra.
RAPOSA
                Em outro planeta?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Sim.
RAPOSA
                Há caçadores nesse planeta?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não.
RAPOSA
                Ah, isso é interessante! E galinhas?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Não.
RAPOSA
                Nada é perfeito.
                Minha vida é monótona. Caço as galinhas, os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem, e todos os homens se parecem. Então sinto um pouco de tédio. Mas, se você me domesticar, minha vida ficará como que ensolarada. Reconhecerei um som de passos que será diferente de todos os outros. Aos outros passos, eu me enfio embaixo da terra. O seu me chamará para fora da toca, como uma música. E outra coisa! Está vendo lá embaixo os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me evocam nada. E isso é triste! Mas você tem os cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiver me domesticado! O trigo, que é dourado, me lembrará você. E amarei o som do vento no trigo...             
                Por favor... me domestique!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Bem que gostaria, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a fazer e muitas coisas a conhecer.
RAPOSA
                Só se conhecem as coisas com que se criam laços. Os homens não têm mais tempo de conhecer nada. Compram as coisas feitas nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se você quer um amigo, me domestique!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O que é preciso fazer?
RAPOSA
                É preciso ter muita paciência. No começo você vai se sentar um pouco longe de mim, assim, na relva. Vou olhá-lo pelo rabo do olho e você não dirá nada. A linguagem é fonte de mal entendidos. Mas, a cada dia, você poderá se sentar um pouco mais perto...
                Mais valeria voltar a mesma hora. Se você vem, por exemplo, às quatro horas da tarde, desde as três começarei ficar feliz. Quanto mais a hora avançar, mais feliz me sentirei. Às quatro, já estarei me agitando e me inquietando; descobrirei o preço da felicidade! Mas, se você vem a qualquer momento nunca saberei a que horas vou preparar o meu coração... É preciso ter rituais.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O que é um ritual?
RAPOSA
                É também outra coisa muito esquecida. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora diferente das outras horas. Há um ritual, por exemplo, entre meus caçadores. Nas quintas-feiras, eles dançam com as moças da aldeia. Então a quinta-feira é um dia maravilhoso! Vou passear até as vinhas. Se os caçadores dançassem a qualquer momento, todos os dias se pareceriam e eu não teria meus dias de folga.
(Assim o pequeno príncipe domesticou a raposa. E quando a hora da partida se aproximou)
RAPOSA
                Ah! Vou chorar.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                É culpa sua; não lhe desejava nenhum mal, mas você quis que eu a domesticasse...
RAPOSA
                Pois claro.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Mas você vai chorar!
RAPOSA
                Pois claro!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Então você não ganha nada com isso!
RAPOSA
                Ganho sim, por causa da cor do trigo.
                Vá rever as rosas. Você entenderá que a sua é única no mundo. Volte para se despedir de mim e lhe darei um segredo de presente.
O PEQUENO PRÍNCIPE (que foi rever as rosas da Terra)
                Vocês não se parecem em nada com minha rosa, ainda não são nada. Ninguém criou laços com vocês e vocês não criaram laços com ninguém. São como era minha raposa. Não passava de uma raposa igual a cem mil outras. Mas fiz dela a minha amiga e agora é única no mundo.
                São bonitas, mas são vazias. Não se pode morrer por vocês. Claro, minha rosa, um passante comum julgaria que ela é parecida com vocês. Mas ela sozinha é mais importante que todas vocês, pois foi ela que reguei. Pois foi ela que coloquei sob a redoma. Pois foi ela que protegi com o anteparo. Pois foi dela que removi e matei as lagartas (exceto duas ou três para as borboletas). Pois foi ela que escutei a se queixar, a se gabar ou até, às vezes, se calar. Pois é minha rosa.
(O pequeno príncipe voltou para encontar a raposa)
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Adeus...
RAPOSA
                Adeus... Eis o meu segredo. É muito simples: não se vê bem a não ser com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O essencial é invisível aos olhos
RAPOSA
                É o tempo que você perdeu com sua rosa que torna sua rosa tão importante.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                É o tempo que perdi com minha rosa...
RAPOSA
                Os homens esqueceram essa verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você fica responsável para sempre pelos laços que cria. Você é responsável por sua rosa...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Sou responsável por minha rosa...

ESQUETE 10. – PROCURANDO UM POÇO
AVIADOR
                Ah! Suas lembranças são muito bonitas, mas ainda não consertei meu avião, não tenho mais nada para beber e também ficaria muito feliz se pudesse andar com toda a calma até uma fonte.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Minha amiga raposa...
AVIADOR
                Meu rapazinho, não se trata mais da raposa!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Por quê?
AVIADOR
                Porque vamos morrer de sede...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                É bom ter tido um amigo, mesmo que a gente vá morrer. Fico contente, eu, de ter tido uma amiga raposa...
                Também tenho sede... vamos procurar um poço...
AVIADOR
                Então você também tem sede?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                A água pode ser boa também para o coração...
                As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê...
                O deserto é belo.
                O que embeleza o deserto, é que ele esconde um poço em algum lugar...
AVIADOR
                Sim, seja a casa, sejam as estrelas ou o deserto, o que faz a sua beleza é invisível!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Fico contente que você concorde com a minha raposa.
(O aviador encontra o poço com o pequeno príncipe adormecido no colo)

ESQUETE 11.- COMEÇO DE UMA DESPEDIDA.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Os homens, se enfurnam nos expressos, mas não sabem mais o que procuram. Então se agitam e giram em círculos...
                Não vale a pena...
AVIADOR
                É estranho, está tudo pronto: a polia, o balde e a corda.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Ouça, acordamos esse poço e ele canta...
AVIADOR
                Deixa que eu faço, é pesado demais para você.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Tenho sede dessa água, dê-me de beber...

AVIADOR  (Em pensamento)
                (E entendi o que ele havia procurado. Ergui o balde até os seus lábios. Ele bebeu, os olhos fechados. Era doce como uma festa. Essa água era muito diferente de um alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da polia, do esforço de meus braços. Era boa para o coração, como um presente. Quando era pequeno, era assim que a luz da árvora de Natal, a música da Missa do Galo, a doçura dos sorrisos compunham todo o brilho do presente de Natal que eu ganhava.)

O PEQUENO PRÍNCIPE
                Os homens daqui cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...
AVIADOR
                Não encontram
O PEQUENO PRÍNCIPE
                E no entanto poderiam encontrar o que procuram numa única rosa ou num pouco de água...
AVIADOR
                Certamente.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Mas os olhos são cegos. É preciso procurar com o coração.
                Você precisa manter a sua promessa.
AVIADOR
                Que promessa?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Você sabe... uma focinheira para o meu carneiro... sou responsável por essa flor!
(O Aviador tira do bolso os seus esboços)
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Seus baobás se parecem um pouco com repolhos...
AVIADOR
                Oh!
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Sua raposa... as orelhas... se parecem um pouco com chifres... e são compridas demais.
AVIADOR
                Você está sendo injusto, rapazinho, eu não sabia desenhar nada além de jiboias fechadas e das jiboias abertas.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Oh! Servirão, as crianças sabem.
AVIADOR
                Você tem planos que desconheço...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Você sabe, minha queda na Terra... amanhã faz aniversário...
                Caí bem pertinho daqui...
AVIADOR
                Então não foi por acaso que, na manhã em que o conheci, oito dias atrás, você andava assim, sozinho, a mil milhas de todas as regiões habitadas? Estava voltando ao local da queda?
                Por causa, talvez, do aniversário?...
                Ah! Estou com medo...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Agora você precisa trabalhar. Precisa voltar para a sua máquina. Eu o espero aqui. Volte amanhã ao anoitecer...
AVIADOR (Em pensamento)
                (Mas não fiquei tranquilo, lembrei-me da raposa. Quando se criam laços, a gente corre o risco de chorar um pouco...)

ESQUETE 12. – INDO PARA CASA. A DESPEDIDA
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Fico contente que você tenha descoberto o que faltava em sua máquina. Poderá voltar para casa...
AVIADOR
                Como você sabe?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Eu também, hoje, volto para casa...
                É bem mais longe... é bem mais difícil...
                Tenho o carneiro que você me deu. E tenho a caixa para o carneiro. E tenho a focinheira...
AVIADOR
                Meu rapazinho, você sentiu medo...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Sentirei muito mais medo esta noite...
AVIADOR
                Meu rapazinho, quero ainda ouvir sua risada...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Esta noite fará um ano. Minha estrela estará exatamente acima do lugar onde caí no ano passado...
AVIADOR
                Meu rapazinho, essa história de serpente, de hora marcada, de estrela não será apenas um sonho ruim?...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                O que é importante não se vê...
AVIADOR
                Certo...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Assim é com a flor. Se você ama uma flor que está numa estrela, é doce olhar o céu à noite. Todas as estrelas ficam floridas.
AVIADOR
                Certo...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Assim é como a água. Aquela que você me deu a beber era como uma música, por causa da polia e da corda... lembra... era boa.
AVIADOR
                Certo...
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Você olhará as estrelas à noite. Em casa é pequeno demais para eu lhe mostrar onde fica. É melhor assim. Minha estrela será para você uma das estrelas. Então você amará fitar todas as estrelas... Todas serão amigas suas. E além disso vou lhe dar um presente...
AVIADOR
                Ah! Rapazinho, rapazinho, como amo ouvir esse riso.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Será este, justamente, meu presente... será como foi com a água.
AVIADOR
                O que você quer dizer?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                As pessoas têm estrelas que não são iguais entre si. Para uns, os que viajam, as estrelas são guias. Para outros, não passas de pequenas luzinhas. Para outros, que são cientistas, são problemas. Para meu homem de negócios, eram ouro. Mas todas essas estrelas ficam caladas. Já você terá estrelas como ninguém mais...
AVIADOR
                O que você quer dizer?
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Quando você olhar o céu, à noite, e como estarei numa delas, como rirei numa delas, será como se todas as estrelas rissem. Você terá estrelas que sabem rir.
                E quando você se sentir consolado (a gente sempre se consola), ficará contente por ter me conhecido. Será sempre meu amigo. Terá vontade de rir comigo. E, às vezes abrirá sua janela, à toa, só pelo prazer... E seus amigos ficarão muito surpresos ao vê-lo rir olhando o céu. Então você lhes dirá: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”. E pensarão que você é louco. Uma bela peça que lhe pregarei...
                Será como se, em lugar das estrelas, eu lhe tivesse dado um monte de pequenos guizos que sabem rir...
                Esta noite... você sabe... não venha.
AVIADOR
                Não vou abandoná-lo.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Digo-lhe isso... também por causa da serpente. Para que não pique você... As serpentes são maldosas. Podem picar só pelo prazer...
AVIADOR
                Não vou abandoná-lo.
O PEQUENO PRÍNCIPE
                Na verdade, elas não têm mais veneno para a segunda picada...
                Ah! Você está ai...
                Você faz mal. Vai sofrer. Vai parecer que morri e não será verdade
                Você entende. É longe demais. Não posso levar esse corpo. É pesado demais.
                Mas será como uma casca velha abandonada. Cascas velhas não são tristes...
                Será agradável, sabe. Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão poços com uma polia enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...
                Será tão divertido! Você terá quinhentos milhões de guizos, eu terei quinhentos milhões de fontes...
                É ali. Deixe-me dar um passo sozinho
                Sabe... minha flor... sou responsável! E ela é tão frágil! E é tão ingênua! Tem quatro espinhos de nada para protegê-la contra o mundo...
                Pronto... É isso...
(Houve apenas uma cintilação amarela perto de seu tornozelo. Ele ficou imóvel por um instante. Não gritou. Caiu suavemente como cai uma árvore. Não fez sequer um ruído, por causa da areia.)

ESQUETE 13. FIM
AVIADOR (Em pensamento)
                (Esta, para mim, é a paisagem mais bela e mais triste do mundo. É a mesma da página anterior, mais desenhei mais uma vez para mostrar-lhes bem. Foi aqui neste lugar que o pequeno príncipe apareceu e depois desapareceu.
                Olhem atentamente essa paisagem para poder reconhecê-la, se algum dia vocês forem até a Àfrica, no deserto. E se por acaso passarem por lá, peço-lhes que não se apressem, aguardem um pouco sob a estrela! Se então um menino se aproximar, se estiver rindo, se tiver cabelos dourados, se não responder às perguntas que lhe fizerem, vocês adivinharão quem ele é. Então façam uma gentileza! Não me deixem tão triste: escrevam-me logo contando que ele vlotou...)


FIM.

Um Presente para Vincent

UM PRESENTE PARA VINCENT
Peça teatral em 1 ato.
Uma peça de Regina Romani e Augusto César Cavalcanti

Prólogo
Um menino de doze anos, após ter um sonho revelador, se diz ser a reencarnação do pintor Holandês Vincent Van Gogh. Ele então reivindica o dinheiro da venda de um de seus quadros para comprar uma bola de futebol. A peça se passa no consultório médico.

Personagens
Mãe do Menino
Arthur
Dr. Rodrigo

1 ATO. CENA 1
Num consultório médico temos uma mesa no centro da sala. De um dos lados está o Dr. Rodrigo com o seu jaleco branco e do lado oposto da mesa estão Arthur, um menino de 12 anos, e a sua mãe, uma senhora de uns quarenta anos de idade.

DR RODRIGO
Olá, por favor sentem-se.
MÃE DO MENINO
Dr. Por favor ajuda o meu menino, eu acho que ele enlouqueceu.
Dr. RODRIGO
Calma. Contem-me com calma o que está acontecendo.
MÃE DO MENINO
Foi tudo culpa do sonho Dr. O meu menino foi dormir tão bem e acordou assim ó.
DR. RODRIGO
Mas ele está tão calmo. Como é o seu nome?
ARTHUR
Eu me chamo Arthur Dr., mas o senhor pode me chamar de Vincent, se quiser.
MÃE DO MENINO
Ai Dr. Vai começar isso tudo de novo! Acho que esse moleque quer me enlouquecer também. Ele sempre foi meio fora dos trilhos mas isso já é demais. Vincent , que droga de Vincent é esse! Que droga viu. Ele sempre foi um garoto tão bom.... (a mãe do menino começa chorar)
DR. RODRIGO
Calma minha senhora, deixa eu falar um pouco com o Arthur. Então Arthur, por que eu deveria te chamar de Vincent?
ARTHUR
Hora doutor, essa é fácil de acertar. É Vincent, de Vincent Van Gogh, o pintor.
Dr RODRIGO
Vc leu sobre ele, viu algum desenho, histórias na TV?
ARTHUR
Não doutor. Eu só sonhei. Sonhei com quadros lindos e imagens lindas... o Sr. Quer ouvir o que sonhei, foi bem assim ó: O Impressionismo não oferecia liberdade suficiente para que eu exprimisse as minhas emoções, tomei outro caminho, diferente de Cézzane e Seurat que era severo e clássico. Os meus primeiros interesses foram a Literatura e a Religião e eu estava insatisfeito com os valores da sociedade industrial. Trabalhei como pregador laico junto dos mineiros de carvão, que viviam na maior miséria. Este sentimento profundo pelos pobres domina os meus quadros do período pré-Impressionista. Lembro dos Comedores de Batatas. Neste período ainda eu não tinha descoberto a importância da Cor. E para explorar minha realidade espiritual com os novos meios à minha exposição, parti para Arles, no Sul da França. Foi aí, entre 1888 e1890 que produzi os meus quadros mais importantes. A seara parece um mar cheio de turbulência , em Seara de Trigo com Ciprestes, a seara parece um mar tormentoso, as árvores erguem-se do chão como labaredas, e os montes e as nuvens palpitam com o mesmo movimento ondulante. Era a cor e não a forma que determina o conteúdo expressivo dos meus quadros. Quero pintar homens e mulheres como algo de eterno, aquilo que a auréola costumava simbolizar ... e um anjo me falou que eu sou Vincent Van Gogh.
MÃE DO MENINO
DR. Pelo amor de Deus, salva o meu menino, ele é tão bom.
DR. RODRIGO
Como ele está calmo eu vou começar com um antipsicótico leve. E também vou pedir uns exames de laboratório.
MÃE DO MENINO
Ai doutor, ele vai tomar remédio?
DR RODRIGO
Sim, mas é bem leve, porque ele está aparentemente calmo.
ARTHUR
Eu só quero comprar uma bola de futebol Dr.
DR RODRIGO
Vc vai poder comprar a bola de futebol e jogar muito futebol ainda, menino. Vc só ficou um pouco doente e vamos resolver isso.
ARTHUR
É que nós não temos o dinheiro para bola Dr. Não tem como o senhor conseguir que me deem um pouco do dinheiro da venda de uma dos meus quadros para eu comprar a bola?
DR. RODRIGO
Eu receio que isso não seja possível meu menino, mas vc vai ficar bem. Vamos fazer assim: vc promete tomar o remédio direitinho e fazer os exames, e ouvir a sua mãe, e quando vc voltar aqui mês que vem eu te dou a bola de presente, pode ser?
ARTHUR
Assim está bom. Mas eu devolvo o dinheiro pro senhor, quando eu voltar pintar quadros, okay?
DR. RODRIGO
É só vc estudar que vc vai pintar quantos quadros vc quiser, menino esperto assim não se acha fácil. Mas tem que tomar o remedinho direito e ouvir a sua mãe.
ARTHUR
Está bom assim médico. Agora quero ir brincar.
DR. RODRIGO
Pode ir. Vc dá um comprimido para ele depois do almoço e um depois da janta. Faça os exames e nos vemos mês que vem.
MÃE DO MENINO
Muito obrigado Dr. Rodrigo, o Senhor é um anjo.
DR RODRIGO
Não, não, sou um médico, se eu fosse anjo, eu voava. E tenho que ficar na Terra para atender os meus pacientes, por enquanto hahaha.

A mãe e o menino saem. O médico fica na mesa. A cena se fecha.


FIM.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

singela lírica a dona Sônia

hj quando não conseguia dormir pensava que alguma coisa fosse se desintegrar em minha mente e ossos, eu queria o consolo de suas mãos mãe sobre os meus cabelos fazendo com que tudo se restabelecesse. vc estava desdobrada no sono e podia sentir o meu desconforto. vc tentou fazer com que eu escutasse a melodia dos que realizam o resgate no umbral. eu desci, não suportei tomei três lorax 2mg e trago pra dança espíritos de zomba acostumados com esses químicos.Logo ela desce tomar o cafe e as coisas voltam aos seus lugares .Tem sido dias das mães interessantes, as descobertas desses cenas aguardadas no ato final. viveremos muito ainda velha, numa simbiose matéria espírito. um dia descobriremos se estou decifrando a dança. Amo-te

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

cascas


Você precisa tirar a casca amor para saber o que é Amor

Você precisa tirar a casca desejo para saber o que é Desejo

 

Maíne era mais mãe de família que Lívia na aula de inglês

Mas Lívia era mais quente e gostosa

 

Que clarividência esse sonho dessa noite me trouxe Acho que ajudei fazer um filme Ou assisti a um filme em outra dimensão (Um garoto recebia uma mensagem, um drone perseguia o garoto, a mensagem dizia que o hotel e tudo mais eram fraude, a mãe falou que uma bomba explodiu na mão dela, abrindo um espaço tempo, no fim, o garoto morto de outro filme diz algo como ele estar preso).

 

Victor Hugo espírito não tem mais a ironia Não joga mais com as palavras Porque está na verdadeira dimensão Onde certamente as coisas da Terra se tornam mais chatas

Portanto meu amigo, como disse o poeta Vinicius: a vida é para valer e é uma só. Quando estivermos fora dessa já não somos mais o que somos.

Portanto a perda do tempo é não ter provado desejo e amor nem em Lívia ou Maíne. Isso não volta!

 

Eu estou me limpando dos símbolos para te receber Você ainda vai me querer?

Quando ambos percebermos que as palavras não tem mais sentido,

Aqui a soma dos fatores altera a diferença

Você ainda vai me querer?

Além mais das cascas?