quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ICs preenchidas por un delírio lúcido

PENSADORES E PENSAMENTOS NA FACULDADE
2002 - 2004



Iniciações Científicas contendo expressionismo de mais para terem sido consideradas como tais



O ano que pirei em depressão: mais ou menos, agosto de 2002.

Depois disso, tudo.

(relato lembrado na estruturação dessa monografia - final de junho, 04)


                      andy warhol`s sigmund freud


FREUD

(1 semestre de 2003)

matéria Filosofia da Arte. por Telma Lessa
seminários sobre Freud

... não há dúvida que os estudos ligados à psicanálise consistiram em uma grande descoberta científica no século passado. As teorias de Sigmund Freud e de outros pensadores que pretenderam entender a complexidade do inconsciente e da psique abriram caminho para um campo de estudo na Ciência que acabaria ligado ao pensamento filosófico, para se tornar sustentável e aceito, pois muitas das conclusões apresentadas por seus pesquisadores não podem ser demonstradas, deduzidas formalmente ou, até mesmo, empiricamente...
... com a elaboração da pesquisa tentarei esclarecer de um modo geral um pouco mais do processo de manifestação do inconsciente nas obras artísticas, contribuindo com um entendimento maior dos estudos psicanalíticos em relação à representação estética. Desse modo, pretendo demonstrar e compreender uma determinada sociedade contemporânea à um autor que nos mostra seu modo de entendê-la por meio de sua obra.


A Arte como Terapia

... A arte, em sua essência criadora natural, liberta o homem interna e externamente e, involuntária (inconsciente) ou voluntária (consciente), se torna uma força revolucionária que ao mesmo tempo é contra e a favor, no que se trata da formação da civilização. Eros prevalece sobre o princípio de realidade. O homem ganha a possibilidade de “jogar” com essa realidade como afirma Marcuse: “Eros redefine a razão em seus próprios termos. O que é razoável é o que sustenta a ordem de gratificação”.
Dessa forma, a arte real, se definida como aquela que apresenta um valor humano, pode ser nomeada como a Arte Terapêutica.

A Obra

O que é a arte, se não, uma representação da incompatibilidade subjetiva com o real.
O sujeito que consegue representar essa incompatibilidade em uma obra,
É um artista?

Para ser um artista, é preciso coragem.
Para que entendam sua representação, talento.

Uma obra de arte se faz na solidão.
A solidão da distância do olhar, a solidão da incompatibilidade.
O olhar distante.
O olhar sozinho do artista...

Eu tenho sido a minha obra.
Minha representação de tudo que não me agrada.
Agora, tento usar o papel e o lápis.

Eu represento a incompatibilidade no meu modo de ser.
A verdade do que eu sou, me apareceu na dor.
A arte, um meio de trazer da solidão, vida.




carl gustav jung



JUNG

setembro 2003

Seminários sobre Jung.
coordenadores: Georgina e Bento Prado

Após ler “O eu e o Inconsciente” de Jung: “personalidade mana” ...


JUST ANOTHER LANGUAGE
JUNG... twenty four/ seven/ two hundred three

The sun is shining different today
I know, no money can pay
This perfect moment is the union of some other days
Something I didn’t learn to express
But different of you, I’m trying to press
In this peace of paper, with this jokes of words
Just say I’m happy.
And you could, too. Just depend of you.
“All you need is love”…



(reunião e finalização dos textos que entrariam em relatos de uma alma ausente).



Siegfried Woldhek`s Zygmunt Bauman



BAUMAN

outubro de 2003

INTRODUÇÃO

“É nesse sentido que pós-modernidade é, para mim, modernidade sem ilusões.../Tudo está agora sempre a ser permanentemente desmontado, mas sem perspectiva de nenhuma permanência. Tudo é temporário. É por isso que sugeri a metáfora da” liquidez “para caracterizar o estado da sociedade moderna, que, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de manter a forma.../ É verdade que a vida moderna foi desde o início “desenraizada” e “derretia os sólidos e profanava os sagrados”, como os jovens Marx e Engels notaram. Mas enquanto no passado isso se fazia para ser novamente “reenraizado”, agora as coisas todas- empregos, relacionamentos, know-hows etc- tendem a permanecer em fluxo, voláteis, desreguladas, flexíveis”.

As proposições acima são de Zygmunt Bauman (1927), sociólogo polonês radicado na Inglaterra desde 1971. As idéias expostas por esse pensador, que serão utilizadas nesse ensaio, foram publicadas em uma matéria realizada por Maria Lúcia Garcia Pallares-Burk[1], publicada pelo caderno Mais, Folha de S. Paulo, edição de 19 de outubro de 2003. O título da matéria em questão é: “A Sociedade Líquida: Zygmunt Bauman defende a literatura como forma de compreensão da condição humana e ataca os muros da academia e a alienação dos intelectuais”.
Diria que minhas ambições também condizem com as de Bauman, quando este pretende com sua sociologia “amena”, sem intelectualismo, atingir um público composto de pessoas comuns, se esforçando por serem humanas, em um mundo cada vez mais desumano.
Meu esforço será exposto nesse projeto.

JUSTIFICATIVA

UM PASSEIO SOBRE A MODERNIDADE LÍQUIDA
Essa visão de mundo, que certamente deve ter sido levantada por pesquisadores, e descrita por Bauman como uma estatística geral da população de uma época recente, e não seria muito dizer que se trata de nossa, a que atualmente vivemos, me faz pensar muito em juventude, nas mudanças que ocorrem na vida de alguém que está passando para a idade adulta com toda sua ansiedade, medo e incertezas do futuro. Penso também em uma doença que apresenta muita dessas características e que é vista como um grave problema social no futuro e, já bem atual, que é a depressão (a angústia).
Apresento, abaixo, dois de meus textos que eu acredito mostrarem um pouco dessa idéia de alguém que procura algo no mundo, algo que lhe dê alguma estabilidade, uma segurança para seguir em um mundo em que, em poucos segundos, tudo pode se perder e, nas palavras de Bauman, exemplificando o estado de vida pós-moderna: “O chão onde piso pode, de repente, se abrir como num terremoto, sem que haja nada no que me segurar. A maioria das pessoas não pode planejar seu futuro por muito tempo adiante”.
Para viver em uma sociedade com esse modo de pensamento, ou sendo você próprio esse pensamento, é provável que se imagine uma ilusão, uma fantasia, ou se aceite tantas outras que existem na vida como modo de sobrevivência, eu diria, como modo de escapar do ‘extermínio’ à sua volta, garantindo a sua própria. Como essa ilusão, em sua essência literal, é de extrema liquidez, é provável também que você viva e comece a valorizar pequenos momentos da vida em que se consegue esquecer de tudo que está ao seu redor. Vejo isso tudo como uma meditação ou uma arte ou, então, em um casal de apaixonados que ainda não profanaram o amor e vivem um para o outro sem precisar do mundo.



Momento
Então...você quer saber o que eu sinto nesse momento?
Bom, eu sinto uma liberdade vaga. E,
sei que essa liberdade e sensatez irá acabar No momento
que a primeira pessoa que quiser cruzar
essa barreira entre o eu sozinho e a vida
que me cerca o fizer.

Sim...aí toda minha sensação de loucura se vai,
pois aí....aí eu tenho que entrar no jogo deles.
Fingir que eu vivo sem enxergar
todo o mal e a ignorância que existe
à minha volta,
dar a volta
e viver.

Assim eu me torno um humano.
Deixo meu lado louco, de lado.
Se é que a humanidade
deles é sensata?,
e vivo.

Vivo na loucura de achar alguém que pense dessa forma
faça com que eu veja que não existe o eu sozinho,
existe o
nós.

Onde está você?



Penso em nada.
Nesse nada,
Mais que tudo.

Aquilo tudo em que eu penso, agora,
Nada!

Quando penso em tudo...
Certa
Não é nada, não...
Mente
Não vejo nada.

quero ser nada!
tendo tudo:
para que o todo?.
quero o todo
sendo nada ao lado do tudo.

Ao todo, quero tudo e o nada.


UMA CONVERSA SOBRE OS INTELECTUAIS
“As classes educadas não estão mais interessadas na tarefa de ilustração e de elevação espiritual do povo. Os intelectuais pararam, em grande parte, de se definir pela responsabilidade que têm para com “o povo, a nação e a humanidade”.

A obra que apresento abaixo é um conto fantástico que satiriza um pouco dessa ansiedade dos intelectuais pelo saber, esquecendo-se que, por trás de muita sabedoria pode, e deveria existir, fantasia e espírito humano.

De Como As Meias da Sabedoria Choveram do Céu

Houve certo dia no mundo em que todos os sábios resolveram conversar com suas meias.
O evento ocorreu do modo que aqui vos narro:
Os sábios recusaram-se a compartilhar suas fabulosas; sonhadoras; idealísticas idéias com uma boa parte de pessoas egoístas que nada entendiam além de sua medíocre visão de mundo.
Aborrecidos, resolveram que o melhor a fazer era compartilhar de seus conhecimentos com suas meias.
Conta-se que tudo começou quando um dos maiores entre as maiores sapiências observou uma criança falar livremente com uma de suas meias.

Parece estranho?
Pois, mais ainda é o fato de, dias depois, uma ventania direcionada por uma força maior ter feito com que todas essas meias subissem ao céu e lá permanecessem.

Agora vos digo, pessoas necessitadas do mais puro chulé da sabedoria:
Corram!, corram, antes mesmo de terminarem com a leitura desse humilde relato.
Corram, pois todas as meias da sabedoria estão chovendo do céu... Bem no seu quintal...

Mas há de se saber,
As meias têm suas regras fechadas.
Não cheguem apressados; afobados pela ânsia do saber.
Caso assim fizerem, as meias da sabedoria voaram para os céus novamente.
Vocês devem seguir pequenas regras antes de se aproximarem.
Uma delas, talvez a mais importante, deve ser seguida sem restrições,
Ao pé da letra (com ou sem meia),
Da letra que aqui vos digo, vai-se a regra:

“Antes de falar com as meias da sabedoria, favor passar o talco anti-higiênico que previne o ódio, a falta de fantasia e a falta de amor da humanidade. Caso contrário, volte com seu pé sujo e siga outro caminho”.

ENFIM, A LITERATURA

“Devo começar lembrando que meus professores na Polônia..., acima de tudo, consideravam os romancistas e poetas como seus camaradas de arma, e não como competidores e, muito menos, como antagonistas’’.

Continuando sua resposta, Bauman diz ver a sociologia como uma grande narrativa que tenta reinterpretar a experiência humana de estar no mundo. Experiência tal que pode muito bem ser encontrada em narrativas não científicas, romances, contos, poemas de um determinado escritor, ou qualquer outro ser humano que se proponha a “lutar pelos seus controles e destinos individuais” de modo a oferecer um “insight mais profundo” sobre como um modo de viver foi se formando em uma sociedade, ajudando, desse modo, no entendimento de outros seres humanos.
“...me lembro de ganhar de Tolstói, Balzac, Dickens, Dostoievski, Kafka ou Thomas Morus muito mais insights sobre a substância das experiências humanas do que de centenas de relatórios de pesquisa sociológica....aprendi a não perguntar de onde uma determinada idéia vem, mas somente como ela ajuda a iluminar as respostas humanas à sua condição, assunto tanto da sociologia quanto das “belle lettres”.

No texto abaixo, “O Barco”, que é parte de um poema/conto que estou escrevendo, está relatado o estado de alguém que acredita muito em suas ambições, idéias e ilusões do mundo de sua imaginação, mas que percebe que mesmo ela é limitada por uma realidade que só existe por quem tenha um porto seguro, um rumo, que é aquilo que nossa sociedade encontra nas suas crenças, no seu trabalho, enfim, naquilo que lhe é sagrado. Tornar esse sagrado como algo profano é tirar o chão de alguém, tirar-lhe o único significado que lhe apóia e motiva a acreditar na vida. Algo descrito desse modo torna-se muito parecido com as proposições de Bauman, em que ele justifica seu interesse pela obra de Jorge Luis Borges (1899-1986), que cito abaixo do meu texto.

O BARCO

Imagine a imaginação como a um barco.
Acredite em tudo no nada e sente-se para ver seu barco que naufraga
Sem nem mesmo perceber o marinheiro que ao leme draga
Procurando um sentido no mar revolto
Para não seguir sempre solto.

Sou só um pequeno barco que tendo um oceano na cabeça
talvez mereça,
Um leme.


“O que aprendi com Borges? Acima de tudo, aprendi sobre os limites de certas ilusões humanas: sobre a futilidade de sonhos de precisão total, de exatidão absoluta, de conhecimento completo, de informação exaustiva sobre tudo; sobre as ambições humanas que, no final, se revelam ilusórias e nos mostram impotentes”.

Tenho tentado solidificar meus sonhos tornando-os um trabalho responsável, vendo-os como algo que não exista somente para mim, mas como uma obra que traga um pouco mais de humanidade ao mundo. Alguns dos meus trabalhos não são essas verdades todas que trariam benefícios reais a quem os lê. Meus primeiros textos são de alguém que lutava com o mundo e consigo próprio para sobreviver. Eles trazem essa revolta. Mas tenho apurado minhas narrativas, vejo-a, a escrita, cada vez mais como uma arte de beleza e pureza que sobrevive no meu imaginar. Estou aprendendo a pensar mais nesse aspecto benéfico do que posso ser e escrever, esse aspecto que a arte me traz. A escrita me é um estado de alma e, para escrever bem, tenho que mantê-la bem.
Não pretendo, com o modo que escrevo, parecer-me demagogo ou impor alguma condição que não a mim mesmo. Pretendo, com o modo que escrevo, ser-me verdadeiro. Acredito que minha verdade possa ter valia para outras pessoas e, somente poderei mantê-la, se conseguir melhorar o modo como tenho vivido, melhorar minha alma.
Enquanto escrevo essas linhas, encontro-me acreditando novamente em meus sonhos, na essência do que sou, distante de uma realidade que me prejudica, uma realidade que não me permite tempo para imaginar. Então, a única imposição que me faço é que esse projeto, esse estudo, é uma grande parte do que preciso e do que acredito para minha vida e, se a instituição não o vê desse modo, então ela não me é boa e, se ela não me for boa, devo encontrar uma que seja, ou viver sem nenhuma.
Termino com duas citações desse pensador, Zygmunt Bauman, que acabei lendo por haver estado, em um domingo qualquer, sem pensar em contas de banco, seminários; compromissos da realidade, entre outras tarefas mais da vida cotidiana.

“...fora dos muros da academia os romancistas desfrutam da liberdade...Note que os dois cientistas sociais da modernidade realmente interessantes e ainda hoje extremamente tópicos foram Karl Marx (1818-1883) e George Simmel (1858-1918)...ambos eram free-lancers e nenhum deles ensinou na universidade!”
Essa abaixo, em especial, me inquieta bastante.
“Aqueles que embarcam em uma vida de conversação com a experiência humana deveriam abandonar todos os sonhos de um fim tranqüilo de viagem. Essa viagem não tem um final feliz – toda sua felicidade se encontra na própria jornada”.




O EU ATUAL
ATUAL CONSCIÊNCIA DA ESCRITA

junho de 2004

ONDE ESTÃO AS ABELHAS?

Escrever me é sempre segredo
É encanto, a alma respirando sem medo
Enquanto tento tanto descrever beleza;
Escrever a certeza do não certo
Pelo incerto caminho das letras que seguem
Como um pássaro voando do ninho. Entreguem
Minhas penas sobre o pergaminho!

Não mais delas preciso para voar
Pois dessas letras se faz o caminho
Daquele que escrevendo e pensando
Só pede em segredo (talvez voando):
Escrever; escrever; escrever e amar...

No escrever não se vê tempo
É só o que sinto nesse momento;
Vontade que esse maravilhoso Nada
Nade; navegue; se junte ao mar
Formando o oceano que se propaga
Pelo Mar das Letras que não se apaga
Na sua cabeça.

Já posso ao longe ver a peça.
Vocês são convidados. Joguem os dados!

Convido-os a abrir as cortinas
Por trás, cada texto trás uma sina
De quem não pede, além mais
Lêem; lêem; lêem. Vêem a paz
Por detrás desse humilde véu.

Cada papel contém um mel
Onde estão as abelhas?
Voando; sonhando; escrevendo
Por baixo das telhas !!!
(A.C – 10/03/2004 – 21:35:25s )


Foi-me dito que seria interessante começar a datar meus textos, dividi-los em temas de idéias análogas para que pudesse elaborar um ensaio filosófico sobre o processo de criação dos mesmos. Aceitei fazer de bom grado pois sabia que era um exercício que só me acresceria conhecimento e aumentaria minhas possibilidades de estar divulgando meus primeiros trabalhos nesses primeiros anos em que tento me firmar como alguém que gosta de escrever, portanto, seria bom planejar alguns anos próximos de vida próximo a esse ofício de grande beleza e, espero ainda, satisfação pessoal e profissional. Para tal, se fez importante separar esses trabalhos que realmente fossem de valia literária pensando na possível elaboração analítica e objetiva acima de seus significados, menos lingüísticos e mais simbólicos de sentidos que me são mais exatos por tê-los criado, sentidos que pretendo deixar mais entendíveis para os possíveis leitores que se interessem em lê-los. Digo, desde de já, que o texto deve sair assim mesmo, bem pessoal, cheio de afirmações sobre seu autor, não porque eu tenha um apreço por mim, mas somente porque acredito que se trata de uma análise intrinsecamente subjetiva com o intuito de tornar-se bem objetiva para um determinado estudo no campo filosófico, e esse campo é bom nesse aspecto para meu estudo, porque acho que não tem fim, definição, assim fico livre para escrevê-lo do modo que me parece dar vida a questões que nos fazem pensar; amar o pensamento por toda sua estrutura indeterminada que fica um pouco mais esclarecida quando se disserta de modo eficiente sobre ele. Acho que esse é o único modo eficiente que consigo para tornar-me entendido, ao menos nesse momento da minha vida: dissertar sobre mim mesmo. Ao menos até que alguém me oriente esse não ser o caminho mais correto se eu quiser tornar-me um estudioso, observador do mundo. É que realmente eu tenho me observado bastante, e isso a um extremo que pretendo esclarecer e tornar interessante de ser conhecido por alguém mais além de mim. Aliás, é isso que as pessoas do meu tempo tem feito: olhando-se compulsivamente, de modo, que elas estão mais preparadas para entender as razões mais essências daquilo que quero falar que estão longe de ser eu mesmo. Essa auto-análise me fez aceitar a grandeza do mundo que nos há por dentro, um mundo desconhecido por entre o pensamento, quem sabe um mundo além do nosso corpo físico, chame isso de alma; inconsciente dentre outros, eu costumo dizer alma mesmo, e por saber que são proposições difíceis de serem generalizadas ao total dos seres; afirmadas como verdades absolutas, contento-me em tornar-me louco ou gênio enquanto aceito que tudo isso valha somente a mim mesmo nesse princípio de dissertação expositiva. Contudo, por ver que não sou o único que o fez, quem sabe desde Sócrates, e por saber que falar de si é em muito falar dos outros, ao menos para quem tenha preocupações maiores que si mesmo, vou continuar no mais objetivo que o pessoal me permitir garantindo quem sabe um futuro e bom estudo científico e filosófico que começo por agora.
Sei que me foi estranho tê-los visto, as poesias; contos; roteiros; início de romance e tantos rabiscos mais reunidos ao meu lado; meus manuscritos e tudo mais que escrevi nesses tempos de Universidade. Isso porque, e espero deixar mais claro no ensaio que pretendo elaborar, eles marcam um processo de evolução humana; biológica (?) grandiosa que estava acontecendo em mim. Evolução de vida; temporalidade, evoluir é nadar contra a maré da normalidade e viver é o único processo que pode realmente nos fazer crescer e enxergar muito do que existe além de nós, portanto, olhar minha pilha de papéis é como ver muito disso tudo concretizado em matéria. Por isso me senti um tanto mal por ver que muito do que vivia, ou o do que não vivi e somente imaginei que estivesse vivendo estava grafado em tudo que fui lendo; em toda alucinação que pudesse existir nesse processo elaborado do pensamento de quem se descobre poder criar com o inexistente e que acaba sendo parte dessa inexistência nascida na alma.
Acredito que é da natureza humana negar; querer não ver o presente recente, (o atual nem mais existe!), e por isso os estudos históricos só são feitos depois da época ao qual remetem com o risco de não serem tão validos e realistas á ponto de tornarem-se matéria para discussão nessa mesma sociedade. É de minha natureza querer mudar o que foi passado. Quase joguei meus escritos primeiros. Então, pensei o quanto estavam evoluindo literariamente meus textos, e assim, estava evoluindo, eu mesmo, como ser que vive no mundo; ser social e que suga muita informação na área que me é valida: arte e filosofia humana. Do mesmo modo que não podemos apagar o passado, não pude destruir meus primeiros devaneios com o lápis e o papel, por mais antigos e antagônicos a mim contemporâneo que me parecessem ao vê-los agora. Na verdade gosto deles como gosto também de tudo que passei pois, se não, não seria o que sou atualmente e bem provavelmente esse ensaio não estaria sendo elaborado.
Irônico, um tanto conformista, mas o que se fazer?, é a vida seguindo com a mesma magia inexplicável que se há na belle arte.
Desde que comecei a enxergar a escrita como um meio de expressão que extrapolava a linguagem técnica de somente comunicar-se, lendo na beleza mística que envolve um belo romance; na magia que certos autores conseguem ao narrar uma personagem; um lugar de um mundo; um movimento contido dentro de um mundo de alguém imaginado, milhares de mundos surgidos do nada a guardados entre folhas, aliás, é sobre meu “nada” e de onde ele possa vir que pretendo dissertar nesse ensaio, comecei a entender que aquela era uma arte, pois somente dessa magia se faz uma arte, e fui apresentado á algo que por algum motivo existia em mim: um pouco dessa beleza intangível da criação que foi instigada pelos bons mestres aos quais pude ler. Aceitei, com um certo receio pelo desconhecido que tudo aquilo me era e que ainda é, nunca vi a arte; inspiração; criação como algo normal ao ser humano, muito menos como um meio de sustento, isso porque nada em que fui criado (família; amigos; interesses pessoais), me levavam a despertar alguma criação artística daquilo que vivia, daquilo em que existia. Sempre me vi como tal, o diferente, mas nunca pensei que isso pudesse ser concretizado em algo que, de certo modo, é bem prazeroso de ser feito e talvez me traga algum reconhecimento para que eu conheça mais pessoas como á mim, e não para ser conhecido por quem quer que queira e que nunca vai se interessar na proximidade humana disso tudo, na pessoa humana que sou. Logo, afirmei para mim mesmo e para quem quisesse ver que eu podia escrever sobre coisas que me eram como eram. Coisas existentes dentro de um mundo um tanto torto de tão belo, ao menos, no meu ver poético de como a realidade me é. Foi o que fiz, mais ou menos de dois anos para cá, agora estou em junho de dois mil e quatro, com quase vinte e dois anos, tentando saber ao certo sobre meus primeiros contatos com a folha de papel. O que me lembro sobre minhas primeiras inspirações são poucas redações, talvez cartas de amor para uma namoradinha, uma carta para meu irmão quando eu estava no colégio e que descobri por agora que ele havia perguntado a minha mãe se havia sido ela que tinha escrito por não parecer de minha autoria. Ela deve ter sido bem escrita, a carta, mas ele nunca me disse nada sobre. Sempre fomos “fechados” em casa com relação aos nossos sentimentos pessoais. Na verdade eu digo que sou até bem verdadeiro e procuro mostrar aquilo que sinto em relação ao que me cerca, (pessoas; coisas; guerras; bombas; detesto política, gosto de religiões orientais e as que se importam com o interior humano; conversas de bar e festas; além de conhecimento teórico em filosofia e apreciação das grandes artes, para mim: música; pintura; fotografia; escrita; cinema em si por unir isso tudo que citei acrescentado do grande valor humano da atuação), mas às vezes não se pode buscar o que se imagina poder sentir em uma realidade distante a sua. Algo bem platônico mesmo. Se não fosse assim, não teria escrito boa parte do que escrevi nesses anos de agora buscando em minha alma uma realidade mais emocionante do que a concreta e criada realidade em que está o mundo acomodado. Na verdade, acredito que minha alma seja aberta, ela quer mostrar todo o sentimento, bom ou mal, que está dentro de mim, quer mostrar-se em vida, e eu, por tentar domar isso tudo negando que havia algo por lá, vi ela explodindo em palavras e poesias para que não explodisse em doença. Não gosto de remédios, ao menos, não os lícitos, e assim, naturalmente ela se mostrou para que eu pudesse nos unir num todo regulado. Acredito na ilusão da regularidade. É minha luta de tantas manhãs, (tardes e noites, também).
Lembro-me de escrever com sentimento, o que mais vale em qualquer criação que se pretenda ser sentida é sentir na essência aquilo que se expressa, sendo dor, amor, raiva, tesão...e deixo aqui que alegria não é um dos meus sentimentos favoritos para criar. Acho que quando somos felizes, vivemos momentos felizes, e esses instantes não nos levam a divagar porque estamos bem e é o que importa sem que isso tenha que ser recriado em poesia. Só que como tenho aprendido nos livros e aulas sobre psicanálise e mais ainda nas almas dos autores aos quais li; vi; ouvi, nesses anos, digo que vou terminar esse ensaio com uma nova filosofia daquilo que é a escrita para mim.
Isso já acontece porque não vejo mais beleza em escrever na dor ou na falta de algo que não me faço ter, por dentro de meu quarto e nas páginas de um livro, por dentro de minha ilusão desmedida que vem sendo domada, então, digo que minha vida está mudando, e então, minha arte está mudando ou não existirá mais se eu não puder expressá-la com um pouco de realidade existencial que vai me levar a conhecer novas alegrias; também tristezas, mas que é a evolução que ambiciono enquanto posso buscá-la nesse grandioso mundo concreto; vivo repleto de mistérios encobertos esperando que algum curioso interesse-se em descobri-los.
O desconhecido é minha vida mais me causa espanto. É preciso lutar contra o medo de viver pois existe um mundo que desconheço que é um mundo vivo, onde as pessoas se relacionam e que aprendem e vivem dos seus fracassos ou vitórias em se relacionar uma com as outras.
Relacionar; trocar conhecimento com algo que é muito maior que teoria descrita, altamente imprevisível, por isso, muito mais complicado de se controlar, mas almejado por mim ao ver todo o mundo que se existe por trás dos olhos de alguém e que se perde se não for desvendado [a sedução é uma das melhores formas para tal, (sempre sou seduzido, o que acaba me desviando de meus princípios)], e mesmo menos tímido, se faz difícil relacionar-me com seres humanos por toda a estranheza que somos. E como qualquer representação, os seres humanos podem mentir. A falsidade torna essa tarefa de relacionar-se, conhecer ao outro na essência, um tanto cruel. Mas, existe toda beleza, também, de humanidade sincera, um pouco encoberta pela poeira da ambição em coisas sem valor real algum, que ainda espero narrar em outras obras por tudo que tiver vivido e conhecido.
Desse modo, espero ter exposto, com toda a sinceridade que pude, alguns fatos que me pareceram relevantes para introduzir meu ensaio. Ambientando-me no mundo em que vivo socialmente, espero dissertar com mais argumentos sobre a estrutura que existe no processo de pensamento, tendo como campo de observação minha criação literária e aquilo que me lembrar de ter pensado enquanto escrevia alguns de meus textos. Esse é o objetivo da elaboração desse ensaio filosófico de literatura comentada. Sendo a linguagem viva em sua essência por depender de um sujeito que fala; se expressa do modo que lhe convém, que no caso tem a mim como autor e observador, acredito ser possível descrever um pouco desse processo técnico; científico da lingüística estrutural que somente existe, ao menos na arte, unido à parte natural, pertencente ao ser humano como meio de transmissão de idéias.
Minha criação literária vem mudando exatamente por eu estar consciente disso tudo, de todo o processo que me levava a escrever uma vida antes de vivê-la. Nesse novo tempo, acredito que eu vá ter que encarar minha criatividade como um trabalho, uma profissão parecida com as outras que existem no mundo. Vou ter que ler tantos outros livros (matéria-prima) e realmente afirmar que tenho prazer em escrever (tornar-me entendido na essência complexa da arte), pois se não parecia, agora, isso tudo me aparece nesse ensaio como uma pesquisa extremamente complexa, de proposições contestáveis por seu caráter pessoal e não cientificista, merecendo dedicação, estudo e concentração daquele que o faça. Trabalho de consciência estudiosa que espero desenvolver no decorrer da crítica complexa e elaborada acima do que sou e que estará aqui descrita.

Relato escrito para entrar no desenvolvimento desse ensaio:

A dualidade da alma:
Dentre os processos estranhos que acontecem em nossa vida, descobrir que você não é somente um corpo físico capaz de tomar decisões e de se controlar totalmente, seja em sentimento ou racionalidade do pensamento, é um dos maiores, se não, o mais complexo dos processos mentais.
A descoberta dessa dualidade concreta entre corpo e alma, e entende-se o que gostaria de começar a deduzir como um dos grandes dilemas que qualquer humano pode notar em seus sonhos ou na vida que lhe existe por dentro, nos seus pensamentos, me foi dada porque era preciso uma auto-regulação dos meus atos. Eu não podia mais negar meu lado sensitivo com toda sua gama de sentimentos esquecidos em minha busca de caminhos que não serviriam para mim na minha relação com o mundo.
Muito da minha produção existiu por causa dessa “guerra” do poeta consigo mesmo, do poeta com o fora de si.
Agora eu tento olhar tudo isso de fora, me ver de fora para que eu consiga elaborar meu texto de um modo realista e objetivo. Se não fosse místico até mesmo para mim que presenciou no “osso” tudo o que tento aceitar como normalidade, parte da evolução de um ser consigo mesmo, mas digo, os extremos foram extrapolados.
Tento todo dia me regular com minha alma, e sei que se ela quiser, ela sempre vai ganhar das minhas pretensões concretas e previsíveis.
Mas, a verdade é que notando isso tudo, minha grande intenção é que nós sigamos juntos. Deve haver um respeito pelo fantástico, por meu imaginário, assim como, devo entender que fantasiar somente não me leva a viver todo o mundo de pessoas e tudo que se tem em volta para ser descoberto.
Acho que depois disso tudo, muito deixado nos meus textos, tenho conseguido manter o ambiente bem calmo por dentro.





Trechos de um ensaio sobre os textos autobiográficos Miscelânea I, II e III, de Federico Fellini

A mentira é sempre mais interessante do que a verdade. A mentira é a alma do espetáculo e eu gosto do espetáculo. (...) O que deve ser autêntica é a expressão que sentimos ao mostrar e ao exprimir. Fellini

Como situar a arte no mundo atual?
Se o mundo passasse por uma guerra mundial, certamente, teríamos grandes obras “apoiadas” nessa tragédia. A fome; desespero; angustia...
Fellini propõe sua visão do viver e criar nessa sociedade contemporânea. Um ver para dentro, dentro de nós mesmos, procurando na metafísica e na espiritualidade um ponto de apoio para descrença, por não ter um “fora”, um mundo, que mesmo inteiramente discutível é de discussão descentralizada, sem um único problema, como uma grande guerra.
Um criar nos mistérios irracionais de nossa vida interna: o amor; a salvação, Deus...
A massa já esta meio “esperta” quanto aos conflitos internos e externos a elas. Talvez estejamos destinados a converter-nos em uma sociedade de artistas, justificando, com essa afirmação de Fellini, o não mais aparecimento de grandes seres que inspiram e servem como novos guias instituindo regras novas ao mundo.

Vivemos em constantes conflitos e estamos sempre revendo nossas regras e “manias”. Não nos é mais necessário que alguém no mundo nos mostre novos modos de agir, mas que faça isso com uma boa retórica e com a beleza que somente os grandes mestres possuem. Essa tornasse a função da filosofia e da arte em nosso meio. Filtrar aquilo que boa parte das pessoas entendem, mas que não possuem meios mais técnicos ou culturais para fazer.

Ainda comentando a arte de nosso tempo, Fellini enxerga a expressão estética amorfa; perdida de seu tempo, (...) diante de um quadro abstrato, de uma antinovela, da pop-art, de um filme experimental, temos um mesmo e idêntico julgamento que formularia, a respeito um homem há dois mil anos atrás.

Para mim, o neo-realismo é um modo de ver a realidade sem nenhum preconceito (...) qualquer que seja a realidade, não apenas a realidade social, mas também a realidade espiritual, a realidade metafísica, tudo que há no interior do homem (...) Uma paisagem, por exemplo, tem muitas dimensões, e a mais profunda, aquela que somente uma linguagem poética pode revelar, não é menos real.




Lacan`s Saussure




relato sobre Lacan.
7 semestre em Sanca. aula ministrada por Richard Simanke

Existem sentidos propostos as “coisas” em uma comunidade, e o próprio termo comum, de comunidade, já define nele que o normal é somente um grupo de idéias aceitas e generalizadas como são
O imaginário não é um erro, é somente a representação própria da subjetividade
A linguagem, qualquer que for, somente é interpretada e nunca explicada. Como a arte! A na ser que o autor a explique se entender de onde ela vem ou como opera seu processo criativo.
Uma sociedade que reconhece a ilusão de seus indivíduos tornasse uma comunidade e essa ilusão é dita como normalidade. Um sujeito alienado não enxerga o símbolo das coisas, mas as vê como elas são para eles, portanto não se enquadra, convive, nessa mesma sociedade.

O simbólico introduz descontinuidade no real. Lacan


Relato antes de começar a ler, fim de junho de 2004, A Sensibilidade do Intelecto, de Fayga Ostrower, antes de me dedicar à pintura, a qual não domino ainda a técnica a ponto de deixar que o pensamento flua sobre a tela sem interrupção da razão:

Sou um pintor que usa palavras!
Ainda não aprendi a pintar, continuo escrevendo.




Blake`s Tiger


11 de agosto de 2004.
Sobre o livro: Escritos de William Blake, Coleção Rebeldes e Malditos
ed. LePM, 1984, trad. Alberto Marsicano e Regina de Barros Carvalho

William Blake nasceu em Londres, a 28 de novembro de 1757 e morreu em 1827 na mesma cidade. Suas influências literárias foram Swedenborg, Jacob Boheme, Paracelso, Spencer, os Elizabetanos, Locke, Bacon e Winnckelmann, além de outros escritos do ocultismo e dos alquimistas.
Pensou em tornar-se pintor mas não pôde pagar pelos estudos dessa arte optando pela técnica da gravura.
Em 1787, já trabalhando com impressão, desenvolve um novo e revolucionário método de prensagem onde podia utilizar todos os matizes de cores possíveis.
Blake sobreviveu, atravessando algumas crises financeiras, exercendo o ofício de impressão e realizando gravuras até o fim de sua vida.
Algumas obras:
O Casamento do céu e do Inferno (1790)
O Livro de Urizen (1794)
América (1793)
Milton (1804 – 1808)
Jerusalém (1804 – 1820)

Guiam-te mais os erros dos sábios
Que as perfeições do otário.
W. B.

Blake por outros autores:

Se falou confusa e obscuramente, foi porque falou coisas as quais não podia achar modelos de expressão no mundo que conhecia.
William Butler Yeats.
Em sua primeira fase, Blake se interessa pela beleza verbal; na segunda, apresenta a ingenuidade aparente; na realidade, uma inteligência madura
T.S. Eliot

Comparações da literatura de Blake com alguns textos de minha autoria:

A Voz do Velho Bardo (fragmento), Blake.
Dissiparam-se as dúvidas e as névoas da razão,
As árduas disputas e os terríveis tormentos.
A insensatez é um interminável labirinto,
De emaranhadas raízes que embaraçam os caminhos.
Quantos ali já tombaram!

O Segredo da Gruta dos Ecos (fragmento), escrito em 9 de fevereiro de 2004.
Alívio sente aquele que ultrapassa
O arriscado caminho do pensar
Com toda sua trama; trapaça
Iludindo para ao homem escravizar.
Baconatã já não estava mais sonhando

Para Deus (fragmento) – Blake.
O anjo que guiou meu nascimento disse
Pequena criatura feita de júbilo profundo
Vá e ame sem ajuda de nenhum rei do mundo

O ainda Eu e o provável fim do Eu em tudo (fragmento), maio de 2004.
quis o universo criar um anjo sofredor. sua função na Terra, como no nome já diz, é sofrer. esse anjo decaído cae agora sofrendo por todos que pode, por aqueles que só viu uma vez na vida, por aqueles em quem acredita estar a beleza do amor verdadeiro que levita em volta de nossas peles egoístas e orgulhosas. por aquele que de tantas falhas se fez bom.
um anjo de vidro.

Comentários sobre alguns poemas de Blake:

Sensualidade e erotismo sombrio contanto belo; energia:
A Pequena Menina Perdida, pág.119:
And her bosom lick, / And upon her neck, / From his eyes of flame, / Rube tears there came;

Filosofia do pensamento; dos cinco sentidos:
The Fly, pág 115.
Am not I / A fly like thee? / Or not thou / A man like me?

Sonoridade; ritmo de acordo com o tema: Spring, pág. 108.
o que vejo em Blake:
Vejo uma filosofia humana de desespero e incompreensão do gênio por trás de suas metáforas e, pelo o nome escolhido para o poema abaixo, ou lendo-o em outros, acredito que Blake se identifique ao Lírio, mas que, como toda alma contundida pela bondade, se vê sempre tendo que se proteger. Compare os poemas abaixo:

O Lírio

A Rosa modesta eriçou um espinho,
A humilde Ovelha um chifre ameaçador;
E o Lírio branco num deleite de Carinho,
Nem o espinho ou a ameaça, mas a luz e o esplendor.
(Songs of Experience - tradução de Alberto Marsicano)

Uma resposta para o Cura

Por que não aprende a paz com o carneiro?
Porque não quero que me toses o velo.
(notebooks Poems and Fragments – tradução de Regina Carvalho)





Fayga Ostrower`Sensibilidade





agosto / setembro (2004)


num dia de domingo
ou de férias na areia da praia
sentindo a boa brisa de dentro do espírito
soprando a beleza que faz ver verdade única que será...

o pai ensina seu filho nadar num mar calmo como piscina
a mulher folheia sua revista semanal sentada debaixo das folhas de uma goiabeira
o belo casal de jovens ainda tímidos tentando se apaixonar sentados sobre uma toalha
o velho transcorre toda sua sabedoria serena de raciocínio calado em uma palavra-cruzada

... caminhando para que os passos passem e levem consigo um ar de vida que nasce
concentre-se e vai ver o campo de folhas negras voando ao vento sem destino

o campo seria seu encéfalo de segredos atrás de seus olhos
as folhas negras, somente palavras seguindo no ritmo desmedido
sopradas ao vento sem destino no emaranhado do seu pensamento

por um tempo é certo
minhas folhas são palavras, enquanto as suas...?

seguindo o universo e tranqüilamente, saiba:
vão crescer no inverno, brilhar no verão, florir na primavera e se fazer eternas no outono.

somente veja o vento soprando por dentro de você e por todo o fora de si
concretize suas folhas para que as plantas se reconheçam num campo infinito de espécies
diferentes nos seus pontos mas perfeitas na proporção que as separam no espaço espiralado.

as palavras em si são pedras mudas.

o dito não é mais palavra em si mesma
porque a palavra é o não dizer pensando ser dito

e,
se você pensar serem essas palavras suas
caso elas ecoem melodias nos seus ouvidos
pela analogia consigo no que és por dentro
e,
esquecendo assim de mim como quem as desfez
transfigurando-as de um grande campo de signos
se,
não (verdes) somente pedras (pretas)
sei,
elas não mais são mudas!

talvez,
possa valer escrever.

1 agosto 2004




Carta aos filósofos.

O texto acima é de minha autoria. Transcrevi-o unicamente para tentar descrever seu sentido semântico para assim concretizar uma breve dissertação sobre o estudo que talvez eu possa realizar. Não se trata de justificar a validade literária desse escrito, mas o que objetivamente sei é que ele é em grande parte uma síntese poetizada do conteúdo pequeno que absorvi numa aula sobre Lacan, mais concretamente na parte da semiologia e dos estudos da linguagem, e também é inspirado em um excelente livro que não me deixa ser objetivo em minha proposta pois, a cada parágrafo, remeto-me a uma nova reflexão. O livro chame-se A Sensibilidade do Intelecto, da artista plástica Fayga Ostrower.
A poesia é uma das formas de me comunicar, talvez aquela em que eu configure a maior complexidade de sentidos, contanto, é um tanto abstrata em sentido próprio e fechado nela mesma. Vejo na poesia (ou na Poética) o caminho que pretendo seguir em uma possível pesquisa, e já me proponho apresentá-la agora para que o texto seja lido com os olhos atentos nesse objetivo. As palavras que concretizam a essência da arte nos comunicam a parte mística, a beleza corrente dentro de nossas almas, e também nos atingem em outras áreas de nossa consciência, sobretudo o raciocínio. A escrita se faz da união do misterioso; desconhecido com o concreto. Creio que um estudo da estrutura, sobre e na criação, de um poema torna-se pois um estudo sobre os infindáveis caminhos de nossa percepção com a possibilidade de objetivar parte desse processo. Cito Fayga, “a percepção, não sendo somente um ato fisiológico mas um processo dinâmico da mentalidade humana, processo ativo e participativo, é uma ação e não uma reação mecânica e instintiva ante estímulos recebidos passivamente... a percepção mobiliza todo nosso ser sensível, associativo, inteligente, imaginativo e criativo, além de reativar certas vivências na memória transfigurando seu conteúdo emotivo representado no ato criador... perceber é sinônimo de compreender, e toda percepção está ligada ao criar... criar é a via prioritária do homem para entender o mundo à sua volta” (pág 73).
É provável que em todos os processos criativos de entendimento do mundo, transposto ao estudo cientifico; artístico, ou vivenciais cotidianos, estejam ligados em seus princípios mentais á percepção humana das formas. Em um estudo simbólico de Augusto de Campos sobre a imagem da serpente que permeia os textos do poeta Paul Valéry, uma das citações remete ao químico alemão F.A KeKulé, descobridor da estrutura molecular do benzeno, dizendo ele ter vislumbrado-a inicialmente em uma imagem onírica de uma serpente comendo a própria cauda, imagem encontrada também nos manuscritos do poeta. São inúmeros outros exemplos de grandes cientistas que remetem ao mesmo insight criativo, imagético e formal, antes de transcrevê-los em cálculos.
Galileu disse que o livro do mundo está escrito em matemática, geometria nada mais é que a medida da terra (de sua própria derivação semântica), e distanciada da regularidade física dos números, as formas de arte são representações do mundo que passam pelo filtro humano, e portanto, mais rudimentares e desacreditadas em estado, mas com o infinito do ser humano em sua essência e talvez não menos verdadeiras.
Quanto ao poema do inicio, o que posso dizer é que ele foi escrito em duas partes. Na primeira escrevi sobre o que estava pensando, sobre as palavras em si e no que dá a elas o poder de se tornarem mais que palavras. Escrevi os versos sobre as palavras sendo pedras mudas e depois para comprovar em escrito que as mesmas podem ter mais que sentido concreto, semântico, acrescentei os versos iniciais que remetem as pessoas para situações que elas possivelmente já teriam vivido em suas vidas. Isso as faz compartilhar em sentimento com aquilo que estou narrando. Sei que boa parte dessas idéias sintetizadas, dessa forma de equilíbrio do texto e outros versos, foram pensados enquanto os escrevia. Estruturei o texto de baixo para cima para conseguir transpor a idéia exposta sinteticamente em uma poesia curta no final que, para se tornar mais entendível, sensitiva, precisava desse distanciamento meu da narrativa, remetendo os leitores a se verem naquilo que lêem. Assim, enquanto não se acabarem os domingos, as praias, pessoas que andam em procura da calma , os pais e os filhos com suas esposas convivendo em família, os casais se apaixonando, e os homens envelhecendo, o ciclo evolutivo da vida e o universo misterioso que cerca isso tudo, minha poesia pode ser válida. Não sei se é claro o meu intento, mas pude comprovar que funcionou com algumas pessoas que o leram.

Nas minhas outras propostas de pesquisa havia elaborado dissertações que correlacionavam meus escritos literários com psicanálise e com ensaios de sociólogos que classificavam o mundo pós-moderno dentre suas características próprias de relações humanas. Vejo-os como bons ensaios para época em que os escrevi e, pelo pouco que estava compreendendo em meus primeiros estudos sobre vida, acredito que com pouca objetividade e responsabilidade de pesquisa. O mesmo que, temo, poderá acontecer ao formular uma nova proposta sem que me seja indicada, por um orientador experiente e com grande embasamento cultural, uma possível bibliografia para formular uma clara hipótese de interesse científico a ser seguida e aprofundada.
Esse texto foi escrito com esse intuito. Acredito haver sintetizado o campo de meu interesse no qual provavelmente eu possa ter prazer e capacidade para pesquisar. Gostaria de elaborar um estudo estrutural da arte escrita. Acabei não dissertando somente sobre o poema do início, o que mostra um começo de objetividade, já era tempo!, e terminando antes do esperado minha argumentação. Acredito que escrever mais só iria acrescentar na divagação da narrativa, princípio básico para formar um filósofo ou um artista, mas que provavelmente deixaria meu texto redundante e me desconcentraria, bem como seus prováveis leitores, do objetivo central do mesmo que é ajudar-me a preparar um projeto de pesquisa de nível de pós-graduação.
Termino com mais uma citação do livro de Fayga Ostrower, para acrescer algo mais à idéia dificultosa que é manter a objetividade dessa possível pesquisa:

“criar, formar, dar forma às coisas não depende necessariamente da capacidade de verbalizar ou conceituar (ainda que possa abrangê-la). Depende, sim, de um senso interior de forma, de equilíbrio e justeza das formas, enfim, depende da sensibilidade conscientizada, ordenadora, significadora do ser humano” (pág. 266).

Atenciosamente, acantiza. e-mail: gutao_ufscar@hotmail.com

(Escritos do mesmo assunto. blábláblá de quem não acredita que é só criar sem ficar se justificando. Tempos de dúvida. Sem dúvida não há mais blábláblá e só beleza)!

A linguagem, como sistema de signos, não é eficiente para expressar a essência subjetiva do sujeito!
Como as palavras em um sistema, em um determinado discurso literário, deixam de serem somente signos, elementos de significado pré-existente na estrutura gramatical da língua, para se correlacionarem criando uma estrutura significante; dando forma na arte da escrita?
O que faz parte da forma existente nas artes que a diferencia da linguagem verbal em si?
Delineando previamente a relação desses dois discursos de linguagem em estrutura, na ordem que classifica uma estrutura:

* Sistema que apresente elementos de composição (palavras)
* Ordem nas relações: (como pode a ordem gramatical ser desestruturada, contanto mantendo um sentido novo; formal no âmbito das artes?)
* Operações de combinação entre os elementos.

“Na Gestalt, a ordem dos fatores sempre altera o resultado. As complexidades resultantes de cada síntese dos componentes e dos relacionamentos constituem parte integrante de cada forma, caracterizando o seu conteúdo expressivo. São esses processos que se devem ser entendidos no ato de percepção e de criação artística...”
A forma é fenômeno da verdade do sujeito. Todo fenômeno seria feito de uma essência; verdade, e uma aparência entendida como erro e ilusão e o imaginário está contido no meio dessas duas partes do entendimento humano.
“Está é a diferença fundamental entre arte e geometria, cujos termos podem ser transpostos em outros símbolos, ou mesmo em outras linguagens, sem alterar o seu sentido...”
“Contudo na arte, as formas relacionadas e ordenadas em uma certa medida de espaço tempo formulada pelo autor, identificando sua matéria especifica, com sua específica característica pessoal, de sua personalidade, tornam-na portadora de um certo sentido sensual e portadora de um conteúdo expressivo”.
“Sendo a percepção o processo mental que constantemente organiza os estímulos visuais, os estímulos são elaborados em termos de conteúdos emocionais e intelectuais...... A noção de complexidade refere-se ao grau de organização de um fenômeno, físico ou mental, ao modo específico pelo qual se interligam os componentes, estabelecendo um equilíbrio dinâmico – um equilíbrio ativo. ... Em vez de uma combinação de fatores aleatórios e desconexos, lidamos com configurações que apresentam um alto grau de integração coerentes – obra de arte. Ao serem complexas as coisas não se tornam mais complicadas, e sim, mais especificas em sua diferenciação, mais verdadeiras”...

“É uma época maravilhosa porque é justamente o naufrágio de uma série de ideologias, de conceitos, de convenções. Nossa sociedade não espera pela força das coisas, ela a constrói. Não há soluções de continuidade... Não vejo nisso o signo da morte da civilização, mas, ao contrário, de sua vida. É o fim de uma certa fase da humanidade. Os jovens têm consciência do surgimento de um mundo novo”.
Federico Fellini, in Miscelânea III
O simbólico introduz descontinuidade no real. Lacan.


Maria Lúcia Garcia Pallares-Burk é professora aposentada da USP e pesquisadora associada do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Cambrige(Reino Unido). É autora de “As Muitas Faces da História”(ed. Unesp).

Lírica dum Cotidiano Escrito


2002.



Nota do roteiro Linha Cruzada

(...) Eu não tenho um argumento ainda, mas o que eu quero é fazer com quem esteja assistindo simpatize com a idéia de Tiago, se identifique com o cara e depois eu preciso aumentar a pressão e o suspense final quando os bandidos vão invadir a casa e matar o cabra. Tenho que fazer isso com um diálogo mais fera, e também aumentando a seqüência paralela do fim. Também vou aumentar o lance do cara usar um roteiro para chavecar, a mina usar frases de programa de tv.

Estou a fim de trabalhar nesse lance e pode rolar um vídeo. Acho que se eu der uma aumentada e melhorada no roteiro ele pode ficar bem bom. Tou a fim de mostrar para um pessoal e ver se eles tão nessa para produzir o lance. E aí, o que vc acha?
Falou. Guto.

(e-mail para Prof. Leonardo Andrade, passei dois roteiros Legendas e esse. Ele gostou de Legendas:”parece coisa de autor do Balconista”)


férias e o bicho ta pegando aqui na goma.
Brincadeira, mas é uma brincadeira que pode ser levada a sério.
Vamos por pequenos pedaços:

Farei um roteiro mais detalhado do que aquele que mandei para vcs e, é com ele que vou dirigir. Eu devo fazer isso hoje e mandar para o grupo.
Nem quero fazer o story board para guia de direção pq vão rolar dirigir só com o roteiro decupado e o trampo é curto para ser necessário que o faça. Não estou a fim de ficar viajando, estou a fim de arrumar as locações, pois só com elas definidas é que eu vou realmente enxergar a cena na real, já que vai ser difícil encontrar locações iguais às que eu penso no papel. Nós não somos Róliud!
Mas, talvez seja importante, eu acho que é, ter um story board no projeto escrito e se for,(Estela e grupo?) pretendo mandar a decupagem e com ela vai ser possível ter um story board sem minha presença. Se o Frelipe, que curte desenho, tiver a fim? Ele pode ir fazer com o Zé. Eu acredito que é desnecessário alguém ir para Rio Claro, aí fica com a produção, para fazer esse trampo. Posso mandar o roteiro para o Zé e ele faz com o amigo dele.
Vocês podem pensar que tenho que estar presente, mas eu já falei que só com o roteiro eu vou conseguir fazer a cena e eu não vou fazer uma coisa que para mim não rola agora. Se o Zé fizer, e mais alguém tiver a fim de, eu agradeço e até posso usá-lo na gravação.

Para produção de cena nós vamos precisar de carrinho e de tripé, o resto é câmera na mão. O trampo maior está na iluminação. Eu passei uma idéia para vcs, no roteiro que eu mandei, da luz que eu pretendo ter nas cenas. Alguém mais, além do Eminem, não está conseguindo abrir o arquivo? Bom, de qualquer forma vcs já devem ter uma idéia dos equipamentos que nós vamos precisar para fotografia e é preciso defini-los para produção. Mandem um e-mail para o grupo com sua idéias de equipamentos, isso vale pra todos. Acho que chegaram bons aparelhos, para várias áreas, no departamento e agente precisa conseguir usa-los.

Claudia e Carol, vcs pensaram e falaram com atores? Isso é importante e, é um bom motivo para eu ir pra Sanca. A gente precisa agilizar uns atores logo, pra eu ficar de boa e poder trampar em outras coisas. Acho que essa é das partes mais foda do trampo, pq são pessoas e não objetos. Elas pensam, falam, vivem. Deixa eu parar de viajar, mas vamos arrumar uns bons atores, blz?

Bom, eu vou trampar na decupagem. Espero a resposta de vcs e, também, bom motivo para eu ir para Sanca no começo da primeira semana. Bons motivos são locações e atores! Decisões de equipamento, projeto escrito, a gente pode fazer por e-mail? Se alguém achar que não, eu curto critica e discussão. Elas tornam minha vida mais emocionante.
Já ia me esquecendo, agente tem que começar a pagar o dizimo mensal.
Valeu.
Bjos e abraços, Guto.


2003.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2003, 16:26:48

guto eu amei tudo isso, soh q aki o mundo esta sendo diferente EH OUTRA ORTOGRAFIA e essa eh mto foda intenda.....
cara as coisas estão do meu lado aki, estou morando mto bem em meu LOFT, tenho meu amor ao meu lado (isso eh uma bosta + ela tah sempre comigo), meu trampo fazendo + de 1000 euros, estou com uma mohtinha HONDA SFX, um tezao, cara deixar tudo isso soh se for p/ morar na Irlanda, imagina o que eu conquistei aki....
QUANDO VEJO QUE ESTA QUEBRANDO A CUCA AI, COMO EU QUEBRAVA, as vezes eu queria estar fazendo isso ainda, + a realidade Européia eh simplesmente outra cara, meu desejo uma porrada de SUCESSO p/ vc, em agosto vou passar as férias ai em americana e gostaria de conversar mto contigo, + caro amigo me desculpe, eu quase naun estou falando potugues, imagina quanto tempo levei p/ escrever isso e quantas vezes eu apertei a tecla CANC. (queste italiano sta me lasciando pazzo, esceviendo cosi sta molto meglo) possiamo andar avante cosi....

Um
Bacio
Di tuo amico, Paulinho.


terça-feira, 11 de março 03, 10:06:47

Oi Guto,

Beleza de textos. Estranho é lindo. Evolução inquieta. Análise no Banheiro sensual. Os três com uma linguagem simples, coloquial, que dá a eles um tom especial.
Vc nasceu para escrever, como eu suspeitava.
E para pensar...
Revisei os textos, espero que vc não se importe. Vamos pensar em selecionar alguns deles para a Olhar 6, ta?

Josette Monzani.

-

Tenho pensado em começar uma terapia. Pensei em unir minha pesquisa com uma análise seguindo aquela idéia de alguém querer estudar meus textos. Penso em ser um bom começo no meu caso. Naun sei quem procurar, gostaria que fosse alguém que se interessasse pelo que faço, pelo que escrevo. Gostaria de falar com alguém que tenha experiência com pessoas com dons artísticos, pois sei que deve ser uma análise diferenciada.
Vamos nos falar. Não desanime. Preciso de apoio e acho que chegou a hora de ser alguém de fora.

-

Olá Guto, fui lendo seus textos. Estão ótimos!!! E me levantaram o astral. Valeu!! Li A Geladeira; Amizade; A Obra (bárbara, precisa ser publicada); Dia de Anjo (sua cara); Another Language; Não é Nada (assim como A Obra, bem influenciada pelo concretismo: linda). Adorei todos. Separe-os em grupo:

1) a arte; função da arte (A Obra; Another Language) 2) o pensamento; a mente (Surfing...; Não é Nada) 3) casos corriqueiros( transas; família, etc.: Dia de Anjo; O sofá; Eunuco; A Geladeira) 4) barra pesada (Linha Cruzada; Amizade) veja se há outros temas recorrentes. Separe os trabalhos dentro de cada item. Vamos ver o que dá... vou ler os demais. Parabéns!

Josette Monzani.

-
O parecer des

Apareceu

O pai e ser

É seu

-


Astral:
Astro
Ostra;
Trás
O sal,
O
Sol,
Latras.

Viu só?? Esse eu fiz pra vc.

Olha só o parecer: “Proposta ousada, este projeto deixa entrever talento e determinação. (...) a proposta tem todas as condições de ser desenvolvida; o estudante revela grande potencial e merece o apoio da Instituição.

Proposta: "Recomendada”.


-
 O amor é um vírus. Alguém. Provável Canceriano.
-


07/07/2003,

Prezado Prof. Orlando,
Encaminhei à Coordenação da Iniciação Cientifica dois projetos.
Um deles foi aprovado, ou melhor, renovado.
O outro, apesar do parecer favorável, não foi contemplado com uma bolsa.

Venho portanto solicitar-lhe um pedido de reconsideração desse projeto intitulado: “ Interfaces entre o documental e o ficcional no cinema brasileiro, que tem como sub-projeto: “Arte e Inconsciente”, do aluno Augusto César Cavalcanti de Souza.
Trata-se de um excelente aluno, contista, poeta e cineasta, com muita vontade de levar em frente uma carreira acadêmica (aliada à sua prática criativa).
É um pesquisador aplicado. É aluno do Bach. em Imagem e Som e vêm fazendo cursos na Psicologia e Filosofia, muitas vezes apenas como ouvinte (mas participante dos seminários e fazendo entrega do trabalho final), pelo prazer e interesse em adquirir conhecimentos ampliadores do seu alcance intelectual.

A pesquisa que vimos desenvolvendo, em parceria com o Prof. Dr. Bento Prado Jr., é bastante rica e instigante.

Conforme disse o parecerista: “Proposta ousada, este projeto deixa entrever talento e determinação”. Estas palavras bem revelam o perfil de Augusto César. Mais à frente: “(...) a proposta tem todas as condições de ser desenvolvida; o estudante revela grande potencial e merece o apoio da Instituição”.

É exatamente isso que venho lhe pedir: uma chance para o desenvolvimento desse aluno que, para bem desempenhar essa tarefa, necessita de uma bolsa de Iniciação Cientifica.
Esperando contar com sua compreensão, despeço-me reiterando meus protestos de estima e consideração.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Josette Monzani
DAC-CECH


Setembro 2003

Querido Guto!

Antes de qualquer coisa quero desejar-lhe uma boa semana e pedir carinhosamente “se cuide hein garoto...”! Sei que parece frase de mão que enche o saco, mas interprete como “preocupação com um amigo que quero muito bem”. Meu computador fica no trabalho e só tive acesso aos seus textos hoje de manhã (já imprimi todos), fica um pouco difícil lê-los aqui então lerei em casa com calma. Obrigado por enviá-los. Vou te confessar uma coisa, ao passar os olhos rapidamente por algumas frases me surpreendi. Guto, não sou especialista em literatura, em vocábulos, em gramáticas, enfim nessas porcarias técnicas, mas nos meus 40 e tantos anos (hehehe, não espalhe), aprendi a entender de sentimentos e acho que você deve ser um daqueles “tesouros” disfarçados, aquelas jóias que poucos identificam, ou quem sabe aqueles anjos que poucos vêem. Por isso te peço mais uma vez, se cuide..., afinal o mundo não tem tantos tesouros assim, que mesmo disfarçados com certeza um dia serão encontrados, vamos apostar? Bom, preciso trabalhar, vou ler seus textos com calma e com muito carinho e depois marcamos um dia para batermos aquele papo, falo! Com cerveja claro....Apesar de ter idade para ser sua mãe, gostaria de tê-lo como um grande amigo, sinto que aprendo tanto com jovens sensíveis como você (Você anda bem disfarçado heim menino, ninguém diz que você é digamos um tanto quanto que especial e sensível em relação a sentimentos....) Desculpe o e-mail enorme, é que fico feliz em saber que ainda existem pessoas dando importância para o que realmente tem....Até Breve

Um Abraço

Denise (Contatto)

-

(...) bem, saber quem somos, mas acredito que essa fase já me fez evoluir o que eu precisava e agora isso tem me prejudicado. Eu desperdiço energia com idéias e defesas que já não me são necessárias. Realmente o medo me impede de conseguir minhas verdadeiras sabedorias que são: meu espírito de descobertas; minha vontade de criar; minha vontade de ajudar aos outros e a última, que acho que impede todas as outras, meu medo de conhecer alguém, me relacionar e amar. Eu não consigo ser esse guto que você conhece quando vejo uma moça bonita que me interesse, eu já penso que é melhor ficar distante e que não daria certo . E eu penso, e sei que isso é muito verdade, que quando eu tiver essa pessoa eu vou parar um pouco de pensar em coisas desnecessárias e vou saber usar minha inteligência em coisas produtivas pq eu vou sentir em mim um porquê para tudo isso sabe, vou me sentir be, feliz(como já me ocorreu por diversos motivos) e desejar que as outras pessoas sintam isso tb. Sei que isso não é tudo, mas pra mim é bastante e é o que eu quero. ALL YOU NEED IS LOVE- Beatles hehe Vc entende que para isso eu naun existe um local. Pode ser na esquina de casa, ou no Himalaia. Nunca sabemos quando e onde vai rolar, mas o que eu penso é que já tive minhas chances por aqui nas meninas que me interessam, poucas, pq tenho idéia fixa e as coisas não deram certo, talvez por toda essa confusão e crescimento que tenho vivido em mim. PAREÇO UM LOUCO,

DIZ

AI?

Mas o certo é que as coisas mudam em ambientes novos e agora já tenho conhecimento desses meus erros e medos e posso jogar com eles. Ainda é difícil, mas sei que um olhar e um sorrisinho me deixam bem forte e confiante, mesmo sendo bem tímido eu chego lá. Bom, está vendo é tudo isso de bonito...! chega um pouco de pensamento e filosofia, lembre-se da mensagem que te passei...sem amor isso tudo nada vale, vc vê a vida com olhos tristes e só diz besteira. Sei disso!!!
Reze para que o amigo-filho encontre logo esse sorriso, que aliás deve estar bem próximo e eu nem noto, pq aí eu serei esse belo guto que vc conhece para ela,e, para todos...
Ah, e é sexta hein!!! Procure um belo programa,

Beijo.



2004.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2004 00:13:54

Oi Guto...

E aí??? É meio estranho estar escrevendo para vc... É que faz tanto tempo q não nos falamos q eu nem sei por onde começar...
Bom, primeiro eu quero falar que não acredito que estive em Americana, q meus pais encontraram com vc, sua mãe e seu irmão e eu nem sabia q eles tavam indo ver vcs... mas td bem... perdi uma grande oportunidade de te conhecer... pq pelo visto vc mudou bastante desde a ultima vez que nos vimos... Descobriu q tem um dom mto especial e, pela “amostra” q eu vi (li), soube mto bem expressa-lo!
E já q o q vc quer é palpites sobre seus textos, talvez eu possa dizer alguma coisas sobre eles...Não sou nehuma intelectual e nem tenho tanto repertório para julgar ou classificar, mas sou boa leitora (sou bem curiosa e bisbilhoteira, se é que me entende...)

Gostei demais de todos.. “O Sofá” foi um que não achei “forte”... mesmo do jeito que vc escreveu, as palavras que vc usou não ficou grosseiro, ficou natural... Gosto do jeito que vc escreve... como eu posso dizer... é simples e ao mesmo tempo inteligente, eu tenho a sensação de estar na sua frente te ouvindo contar a historia... Eu ri lendo “Surfing inside my mind” (“estava chateado por descobrir q até no meu cérebro existe burocracia”)...
Mas o que eu mais gostei foi o q tem um poema “O sonhador e o barco” no meio do texto... Já li e reli não sei qtas vezes pra descobrir pq gostei tanto...não consigo dizer: “Gostei por isso, isso e aquilo”, simplesmente achei um tesão... Acho q não era esse tipo de comentário q vc esperava ouvir sobre seus textos, mas é tudo que posso te dizer... Infelizmente sou uma atriz que não teve tempo de parar para estudar e ler muitas coisas de diversos escritores... tive que fingir que minha prioridade era o Vestibular e não o Teatro...mas não pretendo fingir mais por muito tempo...acho que vc me entende...Se eu não estiver no palco, eu não respiro...
Ah! Pode até me achar burra, mas não entendi “A Geladeira”...Nossa, comecei a ler e daí eu me perdi e já não sabia mais que falava o q... Vou sentar com calma e ler novamente e ver se cai a ficha...Mas foi o único que não entendi...eu acho né...às vezes eu to me achando a esperta e não entendi nenhum deles...

Well, pra quem não sabia como começar até q falei bastante hein!
Sabe como é neh...com o tempo a gente vai se soltando... Ah! E vê se vem mesmo pra cá... assim a gente conversa bastante e eu te levo pra conhecer um pouco de Curitiba, q é bem linda, e a gente toma uma cerveja (só, por favor, não comenta a parte da cerveja com meu pais, beleza??? Hehehe)
Até a próxima...bjos..
Luciana (filha Mauro e Roseli prima mãe)
ps: agora que vc achou seu dom dentro de vc, nunca mais o esconda! Se foi uma coisa que eu aprendi no Teatro é q nós, artistas, enxergamos coisas q as pessoas normais não vêem ... nós somos aqueles q não precisamos saber quem somos, pq podemos ser uma pessoa diferente a cada dia!!!


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004 11:27:21


Bom dia Guto! Antes de mais nada, quero te pedir mil desculpas por não ter me manifestado anteriormente, é que final de mês e começo é o pico de serviço aqui no escritório e as 24hrs do dia acabam sendo insuficientes. Apesar de eu achar que existem coisas na vida muito mais importantes do que só trabalho, trabalho.... às vezes agente deixa se envolver pela correria do dia a dia, me desculpe mais uma vez. Quanto aos seus textos, você acha mesmo que eu poderia ter me assustado? Acho que me assustaria se eles fossem diferentes, ele sã a sua cara meu querido e quero te dizer que gostei muito deles. Acho até que sou um pouco suspeita pra falar porque sempre gostei de tudo que se refere a sentimentos e emoções, a filosofia de vidas, valores, enfim esses assuntos que poucos conseguem entender o que agente que dizer, né. Eu vejo em seus textos algo muito bonito e profundo que talvez se tivesse de explicá-los para alguém eu não conseguiria. É como se eu estivesse viajando dentro de você (não dentro de sua parte física, a parte biológica do ser humano não é o meu forte, hehehe), e a cada texto eu vejo mais e mais “o eu do Guto na sua essência” e gosto do que vejo.

Seus textos, meu querido, com certeza terá um público selecionado, um público dirigido, que goste de filosofia, de coisas simples, mas belas, que consiga ver nos detalhes e nas pequeninas coisas que acontecem no nosso dia a dia algo mais profundo e mais significativo. O que quero dizer é que você não é um artista de povão, que escreve uma obra e vende pra burro, faz um tremendo sucesso no momento e depois caí no esquecimento porque é só modismo. Os seus textos não são de momento porque sentimento é eterno, imagino os seus livros sendo comentados daqui a cem anos por exemplo. Lembra quando te falei que muitas vezes as pessoas entendem mais tarde o que a gente diz hoje? Enfim Guto, arte não tem idade, sempre será arte e sempre achei os seus textos uma arte e não simplesmente textos. Acho que você entende o que quero dizer, e arte é polemica, agradam uns e desagradam outros, essa é a essência da arte. Acho também que você vai deparar com alguém que não goste dos seus textos e será ótimo porque daí você terá a prova concreta que você faz arte, que seus textos são arte e você é o artista. È isso....confie e confie sempre, não desista, a humanidade precisa do que está dentro de você, precisa dos seus textos, seja hoje ou amanhã....

Obrigado por confiar em mim, e me orgulho muito de tê-lo como amigo-filho, aprendo muito com você. Se Deus quiser nos veremos em breve, um abraço carinhoso de sua amiga-mãe, Denise. (D Contatto).



2004.



PENSAMENTO NÃO FORMULADO – março de 2004
Uma pílula que transmite todas as sensações insensatas individuais ao mundo.
A droga do século. Saber o que se sente. Sem mentiras; metáforas ou arte.

O mundo se encheu de caçadores de boas idéias porque elas, as pessoas que as contém, são as mais caras no mercado do cérebro comprimido.

E enquanto caminho pelo planeta do éter sobre a pérola branca enquanto em baixo me perco nos elementos dispersos, me afogo na terra abaixo de meus pés, deixo que o vento sopre o ar de dentro do meu cérebro e o fogo queime a última gota de água que nutre minha alma.

Em tal dia, tal hora, não importa muito agora, fez-se o comprimido. E assim, tudo mudou.

e nos cantos encobertos das cidades, lugares em que se pode ouvir o canto da melancolia; suave brisa da tristeza humana resguardada em meios internos de nossas almas, grupos de jovens se unem para poder provar as sensações naturais que se perderam para fora de seus nobres organismos por nossa estúpida tentativa de viver sem sentir, de esquecer-se do lado humano matando-se em drogas menos eficientes.




Momento romântico – maio de 2004

Um amanhã real e lindo que já se foi passado:

Então a vejo agora com seu sorriso tímido em minha frente enquanto eu acabo de lhe dizer uma frase bonita sobre ter ido vê-la e a vejo sumir comigo para um infinito desconhecido ainda sentado numa escada rachada e rimos da planta estranha que parecia alguém atrás de mim as mãos dela sumiram por entre meus cabelos falamos sobre música árvores planos de vida eu comi uma mexerica muito boa para sarar da cerveja colhida no mesmo terreno onde outra árvore grande parece nos abraçar erguendo-se por sobre nós com o fundo do céu de nuvens dispersas em pequenos quadrados de algodão e vou embora voando e me vejo ligando de madrugada para falar da lua e de um lanche grande na geladeira nos vejo deitados no chão tentei chorar por estar tão perto e tão distante a vejo feliz ao meu lado contando coisas que talvez só ela saiba e que são as nossas mais belas verdades nos vejo dormir juntos um lustre com uma luz muito bonita pendurado um xale brilhante acordo e estamos abraçados sem palavras ela diz que está gostoso com sua fala contida para dentro e eu acaricio seu corpo carinhosamente ela se vira para meu lado e deve estar me olhando porque brinca com minha mão abro meus olhos e nos beijamos

uma linda manhã que passou como a fumaça espessa que some por fora da janela mas que parou o tempo e que fez ficar real tudo que era imaginação


UMA MANHÃ COMUM EM SANCA

alguma coisa corre por dentro de meu cérebro. uma maratona rítmica de fluido poético transitando de um lado ao outro de minhas orelhas. acordei vendo uma nuvem negra que nublava meu único e importante poétic mainframe e então abri meu dia indo até a padaria comer um pãzinho na chapa e uma jarra de suco de laranja grande mesmo, mas grande mesmo de deixar você satisfeito, mas pecador por querer mais. mesmo tendo gostado do café da manhã, ainda tinha muita poeira no meu céu de nuvens de letras e luz da mais pura leveza do escrever, então, fumei uma bucha ao voltar para o quarto. iria passear com a baleia, nossa cachorra, mas desisti para ir ao cinema. ainda não fui. a partir de agora, esse instante é só a vida, porque a estou vivendo enquanto termino de escrever. espero que meu dia seja muito discutível perante as leis do amor porque preciso produzir. tudo que move o mundo são suas guerras e suas drogas. i was thinking ontem de noite sobre música. estava chapado e ouvindo muito beatles e então pensei que não existe música antes dos beatles. Tipo, música no mundo. e pensei entender então para que servem os gênios. eles servem para nos segurar em uma estrutura. tenho que conhecer música com alguma referência de tempo e dizer que conheço. conheço beatles. pronto! posso viver seguro. E agora eu estou observando o formato estético que tem ao lado, bem ao lado do texto, veja você. as linhas não terminam no final do papel porque não está formatado o padrão e elas formam um desenho. vejo algumas montanhas. ondas do mar. um cara mau. um pintor com bigodinho e tudo. Ah, ontem também vi minha alma. falo isso naturalmente porque eu já esperava acontecer. vou narrar tudo para eu poder me lembrar daqui uns anos. eu estava na rede do meu quarto, que também tem um bar é um varal de textos que me é como um polvo preso no teto, mas narro o quarto em outra vez, bom eu estava ouvindo o white álbum ou sgt. pepper`s lonely hearts club band e agora estou ouvindo pixies, where is my mind uhuhuho, e então eu cochilei e quando estava no êxtase que são os minutos do inicio do sonho, que liberdade maravilhosa ela nos dá, assim quando voltei vi vendo a tela do computador a bandida da minha alma. acho que ela está pretendendo ser compositora e então estava lendo a música. e
já estou me armando para enfrentar minha própria alma quando ela começar a me forçar aprender música utilizando-se de toda artimanha da minha mente. o massacre do inútil corpo materializado. e agora vou ao cinema.

-22/05/2004-


ainda o mesmo dia de tarde. assisti à um filme muito bonito, Kill Bill, cores belíssimas de cenas. mesmo tendo um belo dia ainda não achei um motivo que me levasse a parar de escrever. estou tentando me conectar e meu micro tem um problema terrível de eu ter que trabalhar algum arquivo para que funcione o discador. chatarias modernas. por isso estou escrevendo e também porque não penso em ninguém interessante que eu possa compartilhar meu fim de dia. até pensei. ninguém em casa. talvez eu vá até o observatório e me lembrei que a noite está nublada. é, realmente acho que a noite vai ser produtiva, mas não sei se você nota que não me faz diferença escrever nesse instante. sem inspiração. até que o desenho feito nas bordas das letras no final direito da página está me convencendo que continuar escrevendo pode se tornar interessante.


noite. névoa negra por todo o lado. Quando fui ao cinema de tarde resolvi comprar uns alimentos no super mercado para convidar uma menina parta jantar em casa. Liguei e não a encontrei. algo me comia por dentro para eu não ficar em casa. então, fui de bicicleta até a universidade e os vi, ela e meu amigo, juntos. e que dia escolhi para narrar...


Resolvi deixar aqui alguns relatos sobre meus seguintes dias para estudo da ciência como quão doentes eles são.

Resolvi justificar o parágrafo, também.

hoje: 23/05/2004 acordei de madrugada e logo pensei na menina do último parágrafo do dia anterior. Pensei o que ela deveria estar fazendo com o cara e pensei sobre o que eu penso sobre e descubro sempre que meu problema é pensar muito. ainda dói.

não tenho notas boas ainda para o dia de hoje. acho que espero um telefonema e já prevejo a tempestade que vai ser se ele nem tocar...

Vou escrever mais algumas linhas que surgiram de uma conversa que tive, uma conversa sim, e com a moça em questão, pois os problemas acima não se resolveriam se eu ficasse alimentando as idéias somente em mim mesmo. a imaginação tem uma força cruel e audaz na maior parte das vezes. Digo para mim mesmo que esse relato acaba por aqui porque literariamente estou achando esses textos muito ruins.

- Escrito nesse fim de maio de 2004 :

Eu acho que as pessoas que eu devo amar são iguais a mim, assim, como ser humano, me projeto nelas, as vejo como sendo o que sou. Isso quer dizer que quando as coisas não andam bem, sofre pelo que ela “sofre” ou IMAGINO que ela queira ou desqueira e, si mesma.

Ainda não sei se isso muda.
Ela foi feliz. Estou feliz.

Eu quero que a pessoa, e qualquer uma, que eu ame seja feliz, e se a felicidade não for estar comigo, sigo em frente. E quando a felicidade vai estar comigo?

Quando a pessoa do lado não for aquilo que você projeta e sim uma compreensão do que ela é; um respeito a isso tudo e, é bom que ela tenha algo que te excite. Mais na conversa do que na estética, é sempre bom ressaltar.

Acho que descobrir isso tudo já é excitante, e será essa a técnica do amor?


Fim de diário desnecessário, começo das poesias...


O TROMPETE DE GELO

conheci esses dias um pequeno trompete de gelo
seu som é agradável, acho que só toca no apelo
daquele que nunca foi sábio em boas relações, que vive brigando para fugir de suas inspirações que não se fazem bonitas para compor calor, aquecer derreter... tuturu tutu tu ru ...

uma pequena orquestra glacial em qualquer canto, regida por toda beleza que há no primeiro encanto, composta por notas tímidas de semitons de palavras

gelos saem das docas como lavas

uma orquestra de dois músicos: o poeta frio conversando com o trompete de gelo
tuturu tutu tu ru

se o frio fosse silencio, a poesia não seria composta em alegria, e do outro lado da sala, a fala: tuturu tutu tu ru ... ton ton


O VAZIO PÓS-MODERNO

“o princípio figura-fundo abrange do mesmo modo a noção do vazio. jamais poderia o vazio ser concebido isoladamente, sem a contrapartida de cheios”.

se transpuser essa idéia de “vazio-cheio” para a sociedade atual, diria que o mundo nos torna cheios de perspectivas pela quantidade de informações que recebemos, contudo somos sujeitos “vazios” a menos que filtremos dessa quantidade exorbitante do que podemos escolher e fazer aquilo que nos satisfaz em essência. eu não preciso fazer tudo para me tornar cheio. Preciso fazer e descobrir naquilo que sou aquilo que me torna bem; completo e assim serei cheio.

a descoberta da verdade nos indivíduos, da individualidade própria de cada um fará com que eles busquem aquilo que lhes for essencial em sua obra de arte (vida) deixando em segundo plano um mundo de informações e conceitos, às vezes, desnecessários ao si mesmo.


- segunda-feira, 26 de julho de 2004 16:32:36 -


Oi Guto,
Boa tarde ou noite,

Realmente vc gosta de escrever e está muito bem nesse quesito. Gostei do seu e-mail, nos faz pensar um pouquinho.
Não se preocupe que eu sei o quanto sou difícil com vc e com as outras pessoas tb, mas não faço isso pó mau, estou melhorando um pouco pela situação que enfrento principalmente no trabalho e, tb pela observação e reações das pessoas que nos cercam, seja pelas que nos fazem bem ou não.
Guto, tudo que faço ou deixo de fazer com vc é sempre visando o seu bem, por isso talais eu seja o seu maior crítico. Somos mesmos diferentes e eu preciso entender/respeitar isso. não sou fã de literatura, psicologia ou filosofia, escolas que vc aprecia muito, prefiro prender-me aos termos técnicos jurídicos e “burocráticos” ... Estou trabalhando para que possamos ter condições de crescimento humano e financeiro. Guto sem R$ não vivemos e, não estou falando em milhões. Quero ter a chance de oferecer um conforto maior a nossa mãe e pai e, quem sabe a vc. Quanto a vc o que eu quero realmente é te ver crescer, sozinho, porque isso é muito bom.
Muitas vezes não temos oportunidade de fazer o que mais gostamos, faz parte do cotidiano, sonhar é necessário mas não podemos deixar que isso atrapalhe o hj.
Não se preocupe que meus momentos bons não estão ligados a cerveja e... e a moçada daqui tb tem seus momentos de maior reflexão... lógico que não da forma como vc faz, como disse, as pessoas são diferentes.
Guto, são poucas as pessoas que guardam um pouquinho de coisa boa dentro de si, pode ter certeza que eu guardo e quero o bem alheio e fico feliz por ter certeza que vc também age dessa forma.

Não queira mudar o mundo e as pessoas, seja bom, pode ter certeza que isso é o suficiente.

Bom mano, resumindo eu quero a minha chance de ter uma família, minha cãs, meu carro, cachorro... um pouco de sossego, espero que queira o mesmo... só que antes disso preciso acerta a minha vida e a de vcs.
Talvez seja por isso que eu seja tão duro, critico e algo mais. pode deixar que um dia eu melhoro. Continue com o que vc tem dentro de si, mas não se iluda, não fuja da realidade.

Com relação a drogas vc sabe o risco que corre (físico e crime), que não há nenhuma necessidade disso e, não há desculpa plausível para o uso.

Tenho que fazer uma diligência, se faltou algo responda que escrevo depois.
Um grande abraço,
João.

(...)

e se estou distante, e por isso. para não perder minhas idéias. estou escrevendo algo que me importa muito. É um projeto analisando minha produção literária como um reflexo desse mundo todo, das nossas vivências sociais de algo maior que uma mesa de bar (quando vc ler, vc vai entender, pq eu não vou saber explicar hehe). Isso é meio a arte. Ver o mundo, e até prevê-lo, com uma outra visão que não impede que vc note a sua. Eu nasci com ela. Tentar entender me aborrece, então aceito.
É isso mano, amo você e nossa família. Só precisamos equilibrar as diferenças e acho que agente vai demorar um pouco para conseguir se falar isso tudo. Existem certos silêncios que acalmam e nos fazem sentir bem pó dentro.
Sei que esse e-mail não é feito de silêncio. A escrita é a forma que aprendi transpor minhas barreiras e meus medos. As pessoas encontram as suas próprias.
Grande abraço e até a volta.
Seu irmão, Guto. (quinta-feira, 2 de setembro de 2004 16:49:36)


Domingo de 29, agosto. 2004, quarto em Sanca


Vejo-me novamente em frente ao mistério branco. página vazia. ávido da vida que virá. Creio mesmo que serei artista. Tenho tentado fazer coisas únicas.

Levei uma poesia em uma partida de futebol. Acho que ela nem foi muito bem trabalhada em sentido poético, mas valeu pelo feito. Único alguém chegar no meio de homens suados com um poema. Acredito que meu jeito único tem me feito como um líder para quem procura algum caminho. Mal sabem eles que minha unicidade é essa eterna procura por aquilo que pode manter minha alma bela ao todo, sem conflitos existenciais. Venha-me para meu lado e faça-ma amor! Novamente acredito nesse poder mágico e ativo que nos pode ser amar. Li uma parte do diário de Paul Klee, escrito quando ele tinha mais ou menos que minha idade atual e, apesar de contradições e diferenças prováveis de nossa personalidade e de nossos valores morais, ele me pareceu ser uma profundo respeitador do verdadeiro amor, apesar de citar alguns outros romances e até prováveis casos pos seu casamento. O que me interessa é que alguém em especial o tornou melhor em seu caminho e na sua criação. Alguém que já era pretendida antes de se ter para ser. Alem de amar a ti, amo o que sou ao teu lado. É mais ou menos isso, e não sei se a frase é minha.

Estou pintando de carvão as paredes de casa. O desenho me atrai, a música fala com minha alma, com as palavras, sei lidar.

Li algo sobre poética em um livro de cursinho. Entendi um pouco como ocorre a expressão na Literatura. É claro, atrai-me mais a melopéia.

segue o poema do jogo de futebol:

uma poesia de som, sinistro cântico soado por cada célula
que tenta se libertar da cela de não estar contigo
saudade dos teus passos sobre o piso molhado
o desenho que seus pés deixam sobre o cimento

é só o som por dentro, sua voz ecoando no universo
musa da música!

a harmonia das letras em harmonias de frases atrasadas
acordes espaçados

e no espaço de dentro, espero teus passos, ciumento
momento chato!
sem mais, vamos jogar bola malandagem rsrs!!!!

Vou colar a poesia abaixo do placar do campeonato, pois só perdemos e acredito que ela possa ajudar no nosso desempenho. Coloquei a poesia e ela sumiu. Se pá, roubaram, mais acho que ainda não tenho todo esse valor que de nada vale mesmo. somente infla o ego nos fazendo perder o contato com a leveza do espírito. Por isso, muitos só se reconhecem quando já debandaram desse mundinho concreto e conseguem ver sem nosso vícios materiais, juro que estou tentando, mas estou longe de ser anjo, caso fosse, esse não seria o meu lugar definitivamente. então vivamos com nosso defeitos que até nos dão algum prazer para aturar isso tudo. Coisa injusta é viver sendo caçoado por sua alma!

Outro fato passado está me angustiando.

Ainda é único, mas esse é o risco de ser único. Não tenho muitas estimativas do que possa ocorrer com o que faço.
Emprestei um livro para uma menina que curto muito então pensei em deixar um desenho com um escrito feito em guardanapo de lanchonete, ceda.
Não devia estar esperando resposta, mais estou.

O desenho é uma rosa em primeiro plano e um caranguejo, logo atrás. Os disseres são: “que as letras de tintas lhe tragam paz nos sonhos e uma pintura em cada manhã”.

A parte que vi grassa e talvez me salve do melodrama paternal que somente vai continuar nos afastando é o fato de pintura estar separado no papel e pra mim rola um entendimento meio sacana antes de ler o fim da frase, pq fica ... e uma pin ..., se não tivesse o “n” seria mais loko.

Bom, era isso que queria relatar para não passar em branco meu domingo, que me lembro estar longe do fim, se me for de vontade torna-lo grande, porque não, eterno.


27. agosto. dois mil e 4

Um último escrito pessoal:

Às vezes, tenho vontade de abraçar o universo e dormir abraçado nele.

Parece que consigo inspirá-lo em um segundo e ele volta à mim na sua forma essencial da vida humana. Escorre tímido umedecendo alguma parte de meus olhos...

Acho que é isso que se chame inspiração!!!

Essa veio até mim pela música que sumia em minha alma fazendo parte de minha artéria artística. E como controlo o universo dentro de mim? Não o controlo! eu o transformo em algo que possa ser compreensível para mais alguém. algo único como o universo.

Tente entender, a vida não é eterna, mas pode ser única a cada momento


feriado de sete de setembro – 2004

andei por sobre os versos e deles surgiram cinco musas dançando...

Vou contar como foi. Fui com meus tios para o sítio do meu pai, um lugar deverás mágico. Um dia uns hippies ainda vão acampar por lá. Minha geração é feita de hippies que vivem num mundo muito corrido para ser hippie. Assim, usamos drogas piores e vivemos sem paz e amor. Mais sei que vai melhorar. Estamos com mais conhecimento de tudo, existem largados com belas idéias, pode acreditar! isso tudo está fazendo com que todos reencontrem sua verdadeira missão espiritual no mundo. a matéria está apodrecendo porque nossos bens já não nos satisfazem. Começamos a olhar para dentro por meios um tanto dolorosos, mas fazer o que, é preciso um tanto de dor para evoluir. Voltando a minha viagem no sítio, chegamos e meu velho que é um sujeito muito bom mesmo com suas restrições geniosas, “paciência com as crianças, nobre senhor!”, com todo o amor que lhe foi negado, bom mais o velho já estava um tanto solto tomando uns drinques com um primo dele, cara que passei a curtir muito por termos alguns pensamentos análogos em loucura, loucura do bem, Toninho. Assim aprendi muito desse lado da família em um lugarzinho distante que proporciona bons encontros. Subi com meu pai na montanha e o vi muito feliz quando disse que o amava, coisas que falei a minha mão também, falta o mano. Nos abraçamos e depois foi só o começo dos ciúmes do pai porque passei muito do tempo falando com o Toninho e sua atual mulher, Silvia. Coisas de trabalho junto com a arte e de ter paciência com as outras pessoas porque elas não vão nos compreender ao todo e, o mais importante, curtir as oportunidades porque elas não vãp lhe fazer pensar pior. Falávamos de mulher nessa parte, enquanto bebíamos. Aí saímos pescar, eu e o meu tio. Não pegamos peixe, o cara dormiu no barco, os pernilongos picavam a todo o tempo, mas antes de voltarmos e recebermos broncas de todos pela imprudência de esperar escurecer, tive um dos mais belos momentos de vida porque saímos remando pela represa e o cara começou a rezar, cantar uns candomblés enquanto o sol ia ao longe se deitando atrás das montanhas e o céu era somente um toldo onde as estrelas começavam a surgir. E seguimos até o altar dos malucos fazendo nossas reverências desorientadas.

E quando andei por sobre os versos? Foi no ultimo dia que estava lá. Caminhei até a entrada de uma corredeira, local que já descrevi na Gruta do Ecos, e que agora serve também de criadouro de abelhas, além de ser nossa prainha particular com areia e tudo. Acendi um fininho e de repente estava andando por sobre as pedras nas quais li o diário de Klee, rodeado de água e falando um monte de frases versadas como um repente. Notei que a beleza da música e de toda arte está no não pensar, porque as frases me vinham em forma, escutava a forma do som no final de cada frase e a melodia ia surgindo sem que pensasse nas regras da sintaxe. Foi um momento iluminado e após tudo isso que cantei, andei por sobre um terreno arado enquanto via uma bela árvore em minha frente. Lembrei que os versos vinham do movimento de se arar a terra, o vai e volta, E assim andei por sobre os versos enquanto as musas subiam sensualmente se concretizando erroneamente nos galhos daquela árvore. Errado porque sei que eram as musas e vou até desenha-las.


29/09/2004

a conversa com minha mãe antes de vir deve ter funcionado porque nem ela e nem meu irmão reclamaram de dinheiro desde que cheguei. Temos que nos tornar menos materialistas, mas aprecio o esforço de ambos, pois em verdade visam o dinheiro para viver melhor e se perderem esse objetivo, ficam doentes, como quase todos em volta pensam. Fui no aniversário da minha prima e revive um momento em família que me agrada bastante. Exagerei na cerveja.

29.nove.2004
na noite anterior fui convidado para trabalhar na fábrica de um de nossos conhecidos, e acabei indo ver. Conheci a senhora que cuida dos teares desde os 12 anos de idade. deve conhecer algodão como água. Um dos senhores me olhou meio estranho pq deve ter achado que eu era o outro rapaz que foi lá trabalhar, algum imaturo com grana. fui menos orgulhoso e recusei o trabalho. Não é o meu lugar e respeito quem lá está. Também recusei pq acho que J gosta de subjugar os que julga mais fracos. Mas ele me ensinou uma coisa nesse dia. Disse que eu tinha carisma e que isso era uma virtude, pois seus funcionários riram se perguntando: “é esse o novo funcionário”? sabiam, como eu, que não ia rolar.

30.09

seus olhos sussurram sons ao meu ouvido, que levam-me a simples singularidade do infinito.

primeiro descrevi tudo que havia por dentro. Olhar para fora.

responsabilidade: tudo que eu fizer será visto por meus filhos. Isso é lindo! agora vejo meu pai saindo de um pequeno vilarejo e o quanto cresceu sendo bom e minha mãe não fica atrás não...


tentando observar as pessoas ao meu lado, só vi máscaras.

A SOCIEDADE DAS MÁCARAS, sociedade de artistas. estou descrevendo o que sou eu?

Sou um espelho disso tudo sem saber mediar o dentro com o fora. Isso me apavora!


Americana. 1 de outubro de 2004
Os tempos tornaram-se escuros em Sanca. Para explicar-me melhor digo que perdi-me no sentir o mundo tornando-me parte dele. Assim, a personalidade vagou. Mas de volta à americana consegui alguns adiantamentos nesses tempos confusos. Decidi ver se achava algum emprego ameno, que é o que eu quero nesse momento para aprender a pintar e escrever. Fui à uma loja que vende móveis e que entrega vinho, mas aquela que seria o paraíso é uma floricultura que vejo da janela da sala.falei com seu orlando sobre cocos e descobri que o hospital é bom para um floriculturista pq a cada bebe que nasce é uma plantinha que se vende. ele não gosta do comércio dos mortos, então não vende coroas. Uma, e até as duas, vai!, das moças que trabalham lá são bem bonitas. Bom, não vou me envolver senão me perco para o mundo de dentro de novo. envolvimento só com a realidade. Voltei a ficar de boa comigo me sentando na escada do prédio que levava até o caminho das pombas. fumava com elas no terraço. Fiquei entre os lixos (latões negros do andar 64), que é o lugar onde as almas boas tentam se redimir. buscando a evolução. Vender planta e sem tráfico.
Texto desse dia:

eu vi o homem com a mulher dançando no campo gramado. ela parecia uma coluna espiralada de fumaça voando direto para o céu enquanto ele a rodiava. e eles continuaram sorrindo. aquilo que você não participa também se narra! e o homem sentado atrás do balcão de flores não comemora os mortos com flores. alimenta peixes dentro da fonte no canteiro das hortaliças. o que você não é também vive! e cara anjo do lixo, o geral lá fora está próximo ou distante das minhas prioridades?

enquanto durmo a minha alma se perverte seduzindo as outras almas, quase igual ao dançarino e sua mulher fumaça. e ninguém imaginou o quanto o velho curtia a suas plantas enquanto o jovem funcionário comia sua filha de belos olhos azuis no quarto dos fundos. E ainda não sei o quanto do mundo é mundo ou sou eu. meus pais viam menos tv que eu. e minha alma está rompendo sua calçinha de seda no paraíso, pondo sua mão inteira sobre sua vagina e dizendo, te amo por isso tudo. Só isso tudo que não sei bem se toda a humanidade se esqueceu dentro de todas suas malditas drogas.

sinta o cheiro das árvores molhadas. a chuva cheira e não molha. chovia enquanto eles dançavam. Veja as coisas todas como elas são fora da praticidade e da velocidade que impomos ao redor.

4.10.2004
oi, menina tímida que pensa coisas tão belas enquanto só, de tão belas que se tem medo de ficar só, mas que deve-se achar sozinha pq lá é tão boa que faz ficar à-toa. experiência? se faz com quem se ama. (regra dos anjos)!
era só para marcar seu e-mail novo. reencontrei meus princípios de vida em um lugar mais calmo onde sei ser sozinho e sentir o todo. não virei monge não! rsrsrs! acho que minha montanha vai ser um pouco tumultuada antes de evoluir até a supremacia da alma hahaha.

mas pense em tudo que lhe é mais importante enquanto só. Muitas decisões de nossa vida só devem ser guiadas; pensadas; intuídas, por nós mesmos.

quando for andar ou deitar para dormir... você deve saber melhor que eu, porque é você quem se conhece e pode deixar que outros a conheçam.
está bom para uma segunda-feira, devo ir para São Paulo esses dias. A montanha mágica de concreto.

outubro 07 2004
seria mais um desses dias em que me encontrava na cama sem muita idéia boa na cabeça, desanimado e então comecei a falar comigo algo do tipo que já sabia, me dizia que se não levantasse e fosse para rua, meu espírito não poderia me ajudar a encontrar conhecimento no mundo. levantei e comi um pão na chapa e café com leite. Fui até a estação cultura pegar meu último pagamento em um projeto que realizamos com o intuito de escrever um livro sobre Sanca e sua população periférica. De lá fui pela primeira vez em um sebo e comprei seis livros que me saíram muito barato e honrei minha alma investindo o primeiro dinheiro que consegui e que me sobraria comprando livros. Os livros foram escolhidos dessa forma, na verdade fui tímido olhando e achei que não iria levar nada mais então a energia foi penetrando meu humilde ser enquanto ia vendo todos aqueles livros, o primeiro que quis não tinha, nem o segundo, o bom é que isso me fez ver que o novo sempre inspira. Bom a ordem foi comprar alguns de cinema, roteiros de cinema, levei a adaptação do Feliz ano Velho, livro que tb já li, dois roteiros de Paul Auster, Cortina de Fumaça e Sem Fôlego, uma biografia de Woody Allen que vou dar para minha mãe que tem reanimado seu gosto pela arte e vou ajudar para que ela comece a ler bastante, a série Anos Rebeldes para curtir um pouco de história e literatura em um programa que lembro pouco, pois passou quando era bem novo na televisão, comprei o belo “Trabalhadores do Mar” de Vitor Hugo, livro que já li mais que preciso ter e digo que se quer entender como se domina a estrutura de se contar uma história, ao meu jovem ver, essa é a obra. E para fechar levei também uma coletânea dos poetas surrealistas em uma só obra, chamasse Os Arcanos da Poesia Surrealista. Em paz com a alma segui para loja da Sandréia, uma pintora que conheci esses dias, comprei uma camiseta com os desenhos de um quadro de Goya e os dizeres: “ O ato da desobediência como ato de liberdade é o começo da razão”, frase atribuída à Erich Fromn. Além de tudo isso pedi para ela me gravar uma coletânea do Jimmi Hendrix e do Bob para mim. Estava indo embora e encontrei o Arthur e o Daniel que logo me convidaram para almoçar. Portanto, da próxima vez que estiver na cama, pense o quanto é fácil adquirir conhecimento se comunicando com o mundo ao seu redor, e rápido, tudo isso levou anos, mais do que imaginamos, para ser feito e vou ser um pouco disso quando os ver todos, alem de tudo que passei andando e as pessoas que me viam com os livros e do conhecimento que adquirimos nessas trocas de idéias. e o dia ainda está longe de acabar, o sol está começando a cair e só daqui alguns minutos, agora são 16 e 23, talvez umas 17, 17 e meia o sol vai começar entrar pela janela do meu quarto e iluminar com belos fachos de luz o local por onde escrevo no meu computador. Estou ouvindo The Clash no momento, London Calling e tenho que me entender com minha monografia porque posso precisar de um diploma se o conhecimento do mundo não bastar e se esses escritos jamais se tornarem uma dessas obras que vou começar a ler. se bem que quando isso acontecer, já me devo ter esticado as canelas; comendo cenoura in natura, o mesmo que comer capim pela raiz ou ficar a sete palmos abaixo do piso. Que me mandem ao mar. cemitério não presta, ocupa espaço e junta baratas enquanto a alma voa e se diverte com toda essa bizarrice em que nos prendemos. Veja só, agora o sol já entra pela janela enquanto uhuuhuhuhu!!!! where is my mind? em homenagem ao Vini, profundo conhecedor de música que me gravou o álbum. Pixies

8 0utubro 2004

lembretes de manhã: não julgar os outros para não interferir na estrutura do mundo, não se responsabilizar pela estrutura do mundo, entender que todo o mal pode ser um longo caminho para o bem, jamais colocar suas pretensões pessoais antes de tudo, pois os anjos a pressentem e não vão consentir que nada ocorra se assim o for. Como não colocar suas pretensões ao olhar para uma bela garota? É só entender que você não é anjo, aqui não é lugar para anjos perfeitos, mas devesse ser sincero, se não, nada! Dizer o que alguém deve ou não fazer é quase tão grave quanto matar alguém. ambos os agentes estão tocando numa teia que não lhes pertence. Não digo que não deva haver troca de informações, só que isso deve ser feito respeitando-se a individualidade de cada um e com muito cuidado e concentração, algo que me falta em grupo. Aprender a ser objetivo analisando o diálogo de belos filmes como o que vi ontem, “As Invasões Bárbaras”. Será que eu vou ter que esperar sofrer de um câncer para sentir como é “cavalgar no dragão”? seria mais seguro, porque deve ser muito bom, portanto, com perigo de se perder a liberdade, como o corpo; a voz; a suavidade e todas as ideologias que acompanham uma bela dona que se deixa aproximar de si.

10 10 dois mil e quatro
Não posso escrever muito pq estou vestido em uma manta, pelado por baixo e louco de A. Mas aprenda que não é o A e sim tudo aquilo que vc já compreendeu nesse mundo. portanto, leia livros e veja os mestres antigos para poder se firmar nesse instante. Vc tem a Gestalt em um papelzinho, mas isso é para poucos e nem tou conseguindo raciocinar para tentar transmitir um pouco do que foram esses dias. Interbio na Federal! E o mundo é feito em camadas e as camadas se fazem nos tons de cores e as luzes têm as chances de o brilhar, mas sem que seu brilho se torne egoísta e o torne arrogante. Se bem que é difícil fazer com que as pessoas entendam o que estou pensando agora sem me parecer egocêntrico ou egoísta. Sentei-me em um pico muito bom com uma moça que conheci ontem. O nome dela é Cá, Cá, Cá não sei de que, mais é cá. A gente dividiu um belo instante juntos, estávamos vendo a estrada da Federal com todas suas cores e árvores e dissecando nossa memória de viagens pelo infinito de nossos cérebros, vc compraria uma caixa de tempo e espaço? Eu vendo, pois entaun não precisa me pagar e lembre-se: a próxima vez que vc for ao cinema vc está comprando um pouco do tempo e espaço que alguém quis guardar. porra, o lance é forte!!! eu leio a mente das pessoas, o que é muito perigoso! e o ocidente está aprendendo que dentro de nós existe um espírito. quando seus pés sobem até o eu, vc tem que voltar, pq céu é lugar para anjos, e não para nós, a minha geração é descrente o suficiente para fazer o movimento recomeçar. o mundo precisa mover. O mundo vai surtar!!! O espírito nos está nos pondo em nossos estranhos lugares. E sabe porque eu não posso dizer muito do que penso, pq se eu despendesse um por cento dos brilhos que tem na minha cabeça alguém poderia querer me matar para tentar encontrar algo por lá dentro, da minha mente! o tempo é relativo lá por dentro. O tempo depende do nosso sentimento. As árvores são os seres mais superiores que existem pois crescem no mesmo lugar pacientes e se fazendo belas para nossas vistas.

13 outubro 2 mil e 4

Dissimular: ocultar ou encobrir com astúcia; disfarçar. Não dar a perceber, calar. Não revelar os sentimentos. “Simular é fingir o que não é; dissimular é encobrir o que é”. Toda mulher que se considere tem um pouco de Capitu, bem como, todo homem tem o direito de se achar maluco como Bentinho ao tentar entender como funciona a mente do sexo oposto. Um viva a Machado. Grande de Assis, e nós, simples mortais, seguimos batendo a cabeça nas lâmpadas que se vestem com sensualidade e cheirosas roupas intimas.

17.10.2004
Não se perca no vento vazio e incerto da dúvida, porque ele vai soprar com a força da brisa constante que nos move.

Seja a verdade sempre, mesmo que você tenha que mentir consigo mesmo para se fazer verdade.

não pensa à-toa, não pense antes, seja durante depois e agora.

É somente ser o presente ao lado da sua presença porque possuí-la com todos os seus segredos é minha verdade de agora em diante
de antes de beijá-la e tocar suavemente cada concavidade do seu corpo.

Eu quero saber seus sonhos.

na parte que puder, fazer o possível para torná-los concretos.

Vejo o amor se descobrindo em pequenas verdades. ainda é pouco, mas já me faz ver que será possível.
todos os que desejam amar devem ser o que realmente são porque somente assim serão os dois inteiros que se completam.
não deixe que nada interfira na sua essência. aprenda a conviver com ela, pois de lá vai sair sua verdade, no bem ou no mal, uma mistura dos dois para ser mais exato.

***

Nos desenhos que fiz os mares sumiam por trás dos barcos e seguiam para o infinito estranho daquela parte que inexiste na folha mas que sobrevive em mim

agora quero mares mais exatos, não vagos como a natureza, mais exatos como o desenho. agora sigo barcos que vagam para o lado escuro da folha. e ainda sigo as palavras. Na verdade, agora os dôo um rumo certo pelo caminho incerto dessa folha.

e meu rumo ainda é branco e vago e momentâneo como o caminho que faz esse barco por sobre o mar.

e o barco segue para dentro do livro e necessita do todo que conseguir em volta dele.

E o dia vai amanhecendo e o azul entrando pela janela. Sinta-se em casa, entre e aproveite! Por aqui é lugar para todas as cores que vagam no espaço.

e enquanto amanhece eu penso em vender a cômoda antiga dos meus avós para conquista-la.

Quem sabe será só você por dentro e por fora.
E será incerto como o oceano.

***

oi,
direto como não costumo ser:
quer passar algum final de semana comigo em um chalé ou outro lugar bom que eu descolar aqui por perto?
Ah, não pensa muito. ao menos uma parte do tempo agente vai estar bem loko para poder se dizer tudo que não conseguimos falar na tímida normalidade.
E o que eu entendo de agora é que eu vou viver um tempo que me importa muito com alguém que nesse momento da minha vida é quem mais me importa.

o depois agente deixa para viver.
Vai ser nosso paraíso de agora, o depois, e o antes, não vão estar lá conosco.

Ah, e se for consultar alguém, se estiver em dúvida, fale com alguém que você está certa que não iria querer estar no seu lugar. Estar aqui nessa folha de papel enquanto escrevo. Fiz um desenho bonito nela. Sinal que sigo pelo caminho certo.
Bjo.

p.s: tomei meio A ontem no churras. foi estranho ficar pirado entre um pessoal que tava de boa. Às vezes, penso que é estranho sempre. Queria alguém como você por perto, e entenda que não é pela droga, pq,
às vezes, penso nisso sempre e sóbrio.

20 do 10 de dois 1000 e 4
dias um tanto parados. limpei meus desenho de carvão na parede da casa e estou tentando terminar minha monografia de fim de curso. sem mais, levei as roupas para lavanderia e lavei meu quarto e banheiro.

São Paulo – 23.10.2004

Chegamos em São Paulo e conheci a casa da Mari Bardeli, comemos a berinjela a milanesa e fomos para casa do Fi. saímos para casa de um dos seus amigos, onde vi que conhecer uma nova pessoa pode ser conhecer uns vinte anos de alguém, média das cinco pessoas que conheci nessa sala. fomos á uma festa colegial. Estou velho! na rep. John Lennon, mais nossa cara.

24-
Acordei. O Fi e o Gui já tinham ido para o ENEARTE em B.H. fui para casa do meu primo, Toninho (Antonio Mendes), na Lapa. Av. Doutor Arnaldo, Av. Heitor Penteado, Cerro Corá e cemitério da Lapa. Caminho que eu faria bastante.

25-
Acordei meio mal. estava chovendo e eu estava desanimado com as mudanças rápidas de lugar. Conversei com meu primo e decidimos que eu iria para o Conjunto Nacional assistir à um filme. o movimento me animou. A Av. Paulista de noite é só beleza e gostei logo de tanto movimento. Assisti á Exílios e A vida é um Milagre no vão do MASP. Gostaria muito de ter fotos feitas disso tudo.

26-
Voltei para Av. Paulista. Outro filme, comprei um livro e decidi que tinha que mudar o ambiente. Antes disso almocei com o Odilon (Moraes), ilustrador que conheci esses dias e tivemos uma bela conversa.

27-
Iria a Bienal de arte, mas por conselho do Odilon, fui á Exposição do Antoni Tàpies no CCBB no centro. O centro da cidade é lindo. Fiquei um bom tempo andando “rápido” por lá. Atravessei e voltei pelo viaduto do Chá só para curtir o visual. A expsição realmente foi bem legal. Não entendo muito daquilo tudo (ARTES PLÁSTICAS), mas que nos causa um efeito, causa.

Voltando tive uma das melhores conversas que já tive com alguém com o Toninho. Dentre as coisas que espero lembrar: “não me esconder por trás de meu raciocínio”, “não conjugar tanto o verbo na primeira pessoa - esquecer um pouco de mim mesmo”, e estou com grandes oportunidades perto de mim, “é só começar enxergá-las”. Ah, e muito importante, aprender à “ouvir aos outros, ouvir com atenção e filtrar aquilo que ouvir”.

28- filme de Amos Gitai, nome engraçado. Sonoro. Conheci o MIS (Museu da Imagem e Som) com o Ricardo a Maithe e o Alex. Bela exposição de fotos retratando o cineasta Werner Herzog. Por bobeira não me lembro do nome do fotógrafo. Belas fotos, fotografia realmente pode ser arte.

29-
Conversa legal como Ricardo no café da manhã. Liguei para Paulinha e combinamos de nos ver mais tarde no MASP. Voltei para meu tio. Durmi um pouco depois do almoço. Estava lendo Paul Auster falando sobre seus dois roteiros. Muito bom! Paula me ligou e logo segui caminho de sempre até a Av. Paulista. Nos encontramos para assistir “ Noite Americana” de Truffaut, mas acabamos saindo para tomar uma cervejas no barzinho em frente ao MASP.

Aliás, não neguei a Boêmia nenhum desses dias. Não poderia desmerecer a raça da primeira vez que fiquei realmente em Sampa.

30-
Conheci a casa dos pais da Paula e voltei para a casa do Toninho. Despedi-me da Silvia e da Nina e fui encontrar meus tios e minha mãe p/ pegar uma carona e ir p/ casa dela.

Aprendi bastante em São Paulo.
Cidade de pessoas excelentes.
O caos e a amenidade, lado a lado.
Mudanças em meu modo de ser, sem medo de assalto.

E, preciso logo de uma câmera fotográfica.
Devo voltar em breve.

São Paulo – 2 à 7 de novembro.


2 do onze
volta grande de metrô. Belo som faz o trem dentro do túnel. Encontrei com o Felipe na Consolação. Assistimos à dois filmes da Mostra Internacional de Cinema. Bráu. Encontramos a Renata e a”francesa” e saímos num bar. São Paulo é a cidade dos encontros.

3 do onze
Bráu. Fomos à exposição Surrealista e Dadaísta (eu, Felipe e Rafa) e depois assistimos á um documentário sobre prostituição em Israel. Depois do filma, sentamos para tomar uma na Augusta. Irônico.

4 do onze
mais dois filmes: “educadores” e “dez sobre dez”. conheci uma amiga da Paula, Thaís. Bráu na rua. São Paulo, a cidade dos encontros.

cinco do onze
corre de bicicleta até o pico do Jaraguá. (eu, fi e socha). Bráu no pico. A descida e a volta no transito compensaram o esforço. Balada na arquitetura, conversa pouco séria com uma moça.

6 do onze
“História da escrita”, bela exposição! Bienal de arte, shopping center da arte!. Indo à tudo sobre bicicletas. A do Filipe tinha uma cadeirinha da criança engraçada. Voltamos e jantamos alguma boa janta da Te e saímos em uma festa do barão (time doas amigos do Felipe). já estava um tanto bêbado e as paredes eram livres para o desenho. Desenhamos, eu o Lucas e uma moça. Logo muita gente também participou. escrevi algumas frases: nem todos acreditam que suas idéias têm valor, e de Valéry: “a parte mais profunda do homem é a sua pele”. Encontrei a Paula na festa e o pessoal da Argentina. Comprimento rápido, deixou a bolsa comigo, foi ao banheiro, depois, só cara de mal. Falamos rápido da carona de volta. Fui dormir no carro.

sete do onze
despedi-me da família do Filipe. Pessoas maravilhosas. Encontrei com a Paulinha e fomos almoçar “japa”, como ela diz. Falei da cara de mal dela. Ela disse que estava muito bêbada pq existe alguém que a faz muito mal só por existir. Amor e ódio. Concordamos que seria bom eu vir para S.P. pegamos a carona para Sanca.

11 do 11
terminei a monografia. Assistimos à um documentário da deposição de Hugo Chaves do governo da Venezuela na Argentina (rep. de alguns amigos). Andando na rua, vimos duas raposas brigando feio. Não são bem raposas. São uns bichos que tem muito na USP. Uma morreu. A outra correu para dentro do arbusto.

- Fim –
podemos ouvir o som de nosso cheiro, podemos sentir o gosto de nossas vozes, porque quando estamos um dentro do outro, somos a dádiva nos dada de perdermos nossos sentidos e os vemos se diluírem em puro gozo sem razão de ser ou destino para alcançar.

Bom, um outro motivo dessa dissertação de mestrado humano, e que lhe peço para me ajudar a fazer, é que você edite esse texto, retirando as partes pessoais e que nos relacionam, passando para que você pensa que irá ajudar, aqueles que você conheça que estejam na mesma situação de mudança de vida. são pessoas que também gostariam de ouvir esses conhecimentos. você vai sentir um bem por dentro, se já não sente, que vai lhe fazer começar entender o mundo diferente.
Você não precisa dizer de quem é. Porque é nosso.


APRESENTAÇÃO MONOGRAFIA:

Esse ser vivo quis, pretensiosamente, resumir ou agrupar em uma monografia de 20 páginas todo esse processo de evolução. É claro, não foi muito bem sucedido. E então, descreveu alguns poucos conceitos propostos pelos sociólogos pós-modernos no Primeiro Capítulo. Descreveu frases rápidas sobre o complexo processo da criação, no segundo capítulo. E descreveu, e nisso ele tem menos arrependimento, um pouco que soube de um de seus mestres, Fellini, e a bela visão da juventude atual desse exímio cineasta, e ainda, para prestigiar o cinema e seu, mais pretensioso que estudado conhecimento da Gestalt. A psicologia dos sentidos, a visão de Merleau-Ponty comparando essa ciência com o cinema.

E, nessa rápida descrição, rapidez irrefletida enraizada nesse ser, pois ele também cresceu ao lado e assistindo as mídias atuais que nos premiam com sua estupidez de imagens relâmpagos,

Ele percebeu que ainda não tem idade para tudo isso.

Mas, dessa descrição toda desse complexo organismo, ele sabe que não vai se esquecer, pois isso, certamente é parte dele.

fim.



DIÁRIOS 2005-2009
(o 2004 quardo na gaveta e se chegamos até aqui, talvez um dia o leia..

Comecei a entender daquilo que seria a Europa quando senti um gosto claro na goela, diferente daquele seco gosto trazido noutros tempos pelos excessos, imaginar-me agora, enquanto percorríamos a rodovia dos bandeirantes, parecia a tal reflexão afastada das derradeiras e históricas ressacas de bebida, apagando neurônios fracos e solitários desde meus quinze anos, ao contrário, essa projeção trousse a paz e a clareza pela paz em si mesma, ao invés de um novo desprezo de um outro eu refletido, causado pelos exageros da pele numa noite anterior, mas naquele vinte três setembro o silêncio e a segurança corriam em meu corpo quando como naquele automóvel parecia deslizar quando, ao lado de alguns lenços brancos sobre o banco do carro de meu irmão, o meu celular de carcaça completamente esfoliada não tinha mais sinal de área 19 e me sentia tomando a escolha justa, mesmo não havendo telefonado para alguns seres merecedores de despedidas, eu havia deixado a febre para trás e me tornaria alguém, alguém em busca de uma sociedade nova, a descoberta social que havíamos feito, relembro o Arthur, antigo camarada de imagens e vinhos entre fumaça, companhia duma viagem à ushuaia três meses antes, “engraçado cara, lembro haver dito a ele que o baque da capital da província da tierra del fuogo, com seus picos nevados e céu azul claro, na patagônia argentina, bateriam dentre uns meses” há exatos três desses diluídos meses havíamos encontrado uma sociedade de gringos, logo de cara era a sociedade limpa, afastados da natureza escura de vícios fortes, percebidos por mim no cotidiano que atravessava, era um grupo de gente limpa dos vícios mais brandos para os demais brasileiros, sendo eles, a falação da vida alheia, não como incentivo e correção, mas como suporte para a telenovela de fim previsto, uma fuga da própria morte real e ignorância de si mesmo, e o disfarce para fazer disso virtude e tornar a vida de quem está fora do script absurdamente insuportável, ai é como descobri, sem possibilidade de retorno para manter-me sociável em qualquer típico churrasco de domingo na casa dos tios, descobri no povo do dia a dia americanense, na minha família e em mim o vício maior do brasa, a sua hipocrisia. Mas aqui se diz de como foi bom quando a minha mãe e meu irmão me transportavam para o aeroporto de Guarulhos em São Paulo, numa terça-feira de sol, vinte e três de setembro, sem que o habitual silêncio entre nós incomodasse-nos. Meu irmão com seu metodismo seguro não quis parar em um posto qualquer da estrada para comprar uma garrafa d´água porque pensasse que eu perderia o vôo, eu havia atrasado no cartório preparando uma procuração de plenos poderes na ultima hora, eram exatos 10:30 da manhã, ainda teríamos que passar na Alessandra, a moça do intercambio, cede estabelecida no centraço da São Paulo, rua são bento, despedida melhor não há e o sol batia nos prédios históricos da arquitetura no largo são francisco, enquanto o carro ficou num estacionamento duvidoso e larguei meus primeiros euros no banco, e depois me lembrei angustiado e depois o sol num espaço de cultura antiga me mantiveram calmo again. Eu estava seguro do que deixava para trás. Estávamos seguros e comemos um belo almoço com chopp no aeroporto falando não muito como sempre depois de ter me encontrado confuso na fila de embarque entrei no freeshop e mamãe não chorara numa estrema coragem para me dar coragem e fomos corajosos assim mesmo até o final. No saguão de embarque eu lia 1964 o ano que não terminou de Zuenir Ventura. Esse começo não teria essa estrutura narrativa não fosse à próxima frase. Comecei saber o que era o retorno de lá quando emagreci 10 quilos ao subir num avião TAM no aeroporto de Malpensa, em Milão, numa sexta-feira 29 de maio. Lia Elizabet Bishop, obras completas, olhando para as cadeias de montanhas.
Eu iria reencontrar aquilo que havia superado.


Diário. 23 setembro 2008 – 29 maio 2009

23 setembro 08
Daquilo que me lembro, enquanto ouvia um grupo de excursão de brasileiros no saguão de embarque de guarulhos, o embarque no avião KLM rumo amsterdam, exatos 18:45 de um principio de noite agradável na metrópole, lembro-me ao vê-los apresados com suas sacolas de mão, desalinhados por falta de um senso que fila de aeroporto nenhuma pudesse alinhar, lembro-me ter agradecido a coragem por estar indo da solo. Um grato e livre espírito de aventura, bem trajado, e envolto numa mochila jeans desgastada. Não há coisa no mundo de euforia mais bizarra que um grupo de brasileiros rumo europa. Era estado ali o marinheiro de primeira viagem para o velho continente, talvez o único dentre eles que não havia cruzado o atlântico, mas sabido como alguém que se permitia ser livre de idéias pré-concebidas. Fazia-me bem a consciência do meu silencio e a certeza que nós não tínhamos o mesmo ideal, na ida e de vida, para minha absoluta alegria. Subimos. Dirigi-me num assento ao lado da janela enquanto ao meu lado sentaram-se um professor e uma cara com um colete roxo, certamente ele homossexual, me daria ama visão do que era a europa para esse tipo de conhecimento “ como é bom sair desse paisinho” e depois já na holanda para uma outra passageira “vê aqui é tudo assim nos achamos maravilhoso mas as pessoas vivem nessas casinhas”. Eles pertenciam ao grupo que fui saber estar indo para o egito e o grupo com o qual tive a oportunidade de conhecer em um dia meu primeiro lugar na europa, amsterdam.


D.
2005


o branco da tela do computador meio que cega.
diz-se que ficamos cegos andando nas montanhas de gelo por causa da claridade branca, os esquimós enxergam diversas nuances do branco..
terminou quase no dia do Natal. depois dos dias em São Paulo.
crescemos em diversos cercados e depende do esforço, algumas realidades (dentre essas, esotéricas), pular para fora. O primeiro cercado é tua família, o segundo está em você mesmo, e o terceiro é a sociedade em que crescemos. ainda vou ter tempo para relembrar a universidade com mais destreza.

pensei indo para o sitio do meu pai algo nada prazeroso, amor e ódio, e pensei que seu filho pudesse vir a me matar no futuro se não for educado. tenho rezado por todos eles.

sou mais parecido com pessoas que leio, não família..
... ficar embaixo de um guarda sol me enchendo de breja e falando da vida alheia, lendo revista de moda e resumo de novela como todos.
realmente li bons livros nesses dias bem parados. Um livro e uma vida.

Virada do ano: subi em um morro bêbado (eu, o morro é careta), família lá em baixo no tumulto da multidão. vendo algumas praias e seus foguetes de artifício pensei em muita gente, sempre. romantismo barato proporcionado pela melancolia dessas datas. já existe o telefone! mas o orgulho ah o orgulho há... na madrugada do outro dia, M. tem trinta e poucos anos e é viúva (e que viúva negra, das mais maliciosas), conversa longa de esoterismo demasiado misturado com pintura, ia ficar só por ai, deita no meu colo e tem dom, depois descubro que tenho dom também, dividimos uma pequena experiência, pouco para um romance moderno, muito para um romance antigo, ah o romantismo, o romantismo... ela vai me narrar um livro, se nos vermos de novo.

antes, em Sanca, morri num sofá na sacada do meu quarto. Só vê mascaras aquele que cria personagens..

janeiro: o eu facista,
O império e a hegemonia que estrutura nosso mundo vai ruir devido às invasões bárbaras (excelente filme) e mais ainda devido à guerra dentro do nosso corpo. O consumismo vai acabar, comprar em excesso não deixa mais as pessoas felizes e teus remédios não vão mais surtir efeito. uma estrutura de mundo fundada na ignorância e no consumo não pode se fazer eterna. Bem vindo à guerra do teu corpo.

fevereiro, 12 de: desço as escadas, seis andares movendo meus braços para fazer exercício, ando vagando ao redor do prédio ou pela rua, visto laranja para parecer com os vasos da planta do hall do prédio e faço companhia às mesmas, às vezes nem me notam camuflado entre elas. Vou levar uma mulher lá de noite. Tem uma grande mesa de pingue-pongue e um fogão para preparar o café da manha. alguém pode viver por lá, acreditem,..
fevereiro, 14 de: foi um belo fim de tarde com bastante gente andando palas praças em volta do apartamento de minha mãe. gosto de alguns lugares por aqui como ruas de belas árvores, passar por baixo de uns pinheiros que exalam um cheiro legal e geralmente escolho os caminhos pelas sombras, os desenhos das sombras no chão e as cores das arvores, fico apreciando-as e estou com medo de ser preso ou espancado porque pareço estranho aos outros. Por exemplo, estou proibido de andar pela garagem do condomínio, poxa! não tenho sono e gosto de ficar rodeando o prédio ou pegando sol e só vendo as luzes ou nada mesmo, sou um crime para sociedade? na verdade muitos deveriam sair de seus apartamentos e compartilhar desses prazeres de silêncio eterno. Estou ouvindo um vinil do pink floyd, atom heart mother (aquele das fotos hilárias das vacas) comprei-o e trouxe mais dois livros. comecei a ler Vladimir Nabokov – Lolita, do filme de Kubrick. não resisti,..

fevereiro, 16 de: façamos uma suposição: alguém vê em sua caixa de e-mail um e-mail que a faz sentir um contentamento estranho, de tão estranho que escolhe abrir outra mensagem antes, mas inadvertidamente o sentimento estranho, oh misto esquisito! vai permeando sua almazinha lhe tirando a atenção deste para querer saber o que há noutro. bem se este não for este sendo pensado noutro, estou contente. como andas? estou pensando em te dar um presente, uma gaita... ganhei um livro e achei o instrumento bem completo, assim você vai poder profissionalizar seu belo blues, de timbre harmônico, sem seu misto de música solto entre frases dissimuladas. você me ensina a harmonia e eu te ensino o desenho por dentro das frases sussurrando-as no teu ouvido, hum to me especializando nessa literatura “baixa” pq vou falir com a “alta”.
“... leva o teu olhar que a saudade é o pior tormento é pior que o esquecimento é pior que se entrevar” é Chico. da ópera do malandro. Vou arrumar um zepelim para seqüestrar a Geni, oh mulher geniosa!

p.s: é claro que o e-mail acima se fez ridículo a partir do seu envio.e este ainda está editado!

poesia:

sair do chão. leve como um gás. derreter na neve..
Insignificante grão
(Corpo pesado)! Quero andar pelo ar com o som! Quero desertar um segundo de minha missão! Deserto árido e sólido Só úmido em tua boca e em tua cavidade
Só lá, sensual senso sincero sol cintila meus sentidos
Só lá no profundo abismo dos sonhos entrego-me ao serei. seremos?? E então os orvalhos cairão em sereno não só consumindo minhas células... mas sempre e em cada ser.
Só lá
Somente lá onde os sons seguem ressonando mesmo com os instrumentos desfeitos em poeira. Só lá e não Cá.

17, 2005, ainda fevereiro: gênese da doutrina espírita. Doutrina: conjunto de princípios que forma uma ciência; uma filosofia; uma religião. livros de Kardec. junto de todos os outros filósofos, sábios com os quais tive contato, por enquanto indireto, mudaram minha visão. e nem os posso processar por causa disso.

20/02
proposta de uma fisiologia da alma:
.. Se o pensamento que tem sua vida e vontades próprias está em desacordo, aos sentidos prosaicos captados pelos sentidos do mundo...bem vindo à guerra
BEM VINDO À GUERRA DO TEU CORPO
Daqui nem sei dizer quando ela começou,
sei que ela ainda está dentro de mim e persistirá por toda está vida. É parte de viver no mundo atual ser parte da guerra do corpo. E como se dá o conhecimento da guerra? Por teus sentidos, melhor, na falta dos mesmos. Bem vindo à dor sem causa.

21-02 a imaginação é uma doença, uma máscara, uma criação de si mesmo projetado numa capa falsa.

3-3
ainda sobre o signo zodíaco,
o signo depende do movimento primitivo
o fluido espacial universal unido com o fluido do nosso mundo ? temos características universais e características da Terra inerente em nossas células.
universo + globo : matéria dos corpos dos homens
homens: características da matéria + sua consciência.
?
Bélgica, 1948. Um homem pára com sua bicicleta e conversa com um garoto no centro de uma rua. No plano de fundo uma bela casa.
Um garoto sentado no beiral da calçada olhando para antiga casa de seus avós. a bicicleta dele encostada ao seu lado.
onde isso se liga? o garoto sou eu! o primeiro parágrafo é uma fotografia que um senhor nascido em 1915 me mostrou. ele é o homem conversando com o garoto na foto com uma inscrição no lado superior esquerdo: “Belga. 1948”. A casa dos meus avós existe e tem uma fantasia charmosa que pretendo representar em um desenho. Tudo que é tempo e que pára na ARTE. uma foto; um senhor; dois garotos.... poesia ocorrida em 14/03/2004, a vejo com 90 anos, em meu bolso!... Quem poderia saber??..

23/03. vou lutar contra o hábito do erro. estou fantasiado. tão demasiado tempo que isso já é parte de mim., os erros são meus e o sofrimento também..

Olá Augusto, belo poema!
Tantamos acessar o site, mas realmente não abre.Quanto a uma próxima visita, pedimos que você, por gentileza, agende previamente para que possamos incluí-la na nossa programação. Recebemos seu currículo e caso haja alguma oportunidade, seja de trabalho ou "cinéfila", entraremos em contato. Saudações,
3marias.

Juramento: afirmação ou promessa solene, em que se toma por testemunho uma coisa que se tem como sagrada. Resolvi tomar a beleza do abstrato, por que sou sincero em dizer: Deus pode sussurrar por nossos versos; por nossas cores e traços; dentro das melodias harmônicas; nas nossas cenas; filmes; nas danças; em tua expressão criativa de vida e em cada trabalho desse mundo.
as falas que lerei são de Charles Chaplin:
“O mundo cumulou-me de afeições, inspirei amor e também ódio. A felicidade completa é algo que está muito próximo da tristeza. Nós perdemos a noção do belo. O sentido do nosso viver está sendo embotado pela preocupação do lucro, pelo poder e pelo monopólio. Temos consentido que tais forças nos envolvam, sem nos dar conta de suas conseqüências nefastas”.

“Sábios ou tolos, temos todos que batalhar pela vida. O silêncio, algo que não pode ser comprado, quantos de nós saberíamos defrontá-lo? No entanto, nosso espírito se realiza quando estamos mergulhados no silêncio natural, esse silêncio que jamais recusa aqueles que o procuram”...

Que Deus abençoe a todos nós.

13, março: ... um mundo mais humano, de outras perspectivas, não aquela que se vê de seus gabinetes com uma prostituta disfarçada de secretária. quem é que vai trabalhar um romance acima disso tudo? Ontem estava de baixo da árvore polvo do jardim do prédio e dois jovens chegaram, estava escuro e eles não me viram, sentaram-se em duas cadeiras mais à frente, ficou uma bela cena com a luz do poste que os atingia...
li sobre Lautrec,(o Toulouse) e o mundo que vivia em Paris.. entre prostitutas e bailes; bandidos e burgueses.. Toulouse tinha uma bela herança.. ironia.. essas coisas todas. ai começa a arte!

(Sandréia Martins)
como vai o movimento da simpática "tabacaria" de Sanca? como no filme, "Sem fôlego", Estou passando em anexo um currículo,
lembra do jovem criador aqui deste lado...

18, março ainda: vejo que penso como não pensava. História. Política. Futuro ...

formiga coelho castelo e areia:
coloco umas sementes sobre minha escrivaninha. As formigas miúdas vão lá e sugam a seiva do fruto vermelho alaranjado. Gosto de pensar que elas sugam meu suor também. aquele que ungiu sua casca com meu toque ainda há pouco. O cheiro. seu gosto. O toque nos cabelos ainda pequenos que começam crescer na nuca. Sussurro poesia. Sem mais musa..
estou pensando quando olhei para seu rosto. fiz alguns movimentos no ar como se demarcasse seus traços em perspectiva. Foi em uma festa da bio (lembra?). você derramou cerveja na minha caneca insinuando minha embriagues. o limiar do real e da fantasia. os traços. seu rosto. Você perguntou se eu sabia seu nome.. alguns minutos.. estava em sua mesa derramando palavras sobre ti... sussurro. saliva. ainda sem almoço ou bela viagem.. bonitos lugares e grandes festas
só mais um pouco de musa:

pequeno castelo de areia de pele cabelos dourados
derrama-se como mel em aveia incógnita dentro do paraíso
por quê foges da teia?

nada agrada em mim vi verte dentro de uma cadeia
quando livre bela brilha dourada. o mel corre na veia
sua feia

25 de: assisti um documentário, “IV Guerra Mundial”, a revolução bolivariana na Venezuela.. Penso então um fast food servindo comidas bem baratas em países de miséria gritante como África, Índia e nas favelas do meu país. Vejo as ONGS crescendo, muitas com verdadeiras propostas administrativas, gerando empregos e socializando alguns dos direitos eternos. Descobri que as personagens de um romance não saem muito de uma linha psicológica e emocional. Enfim, o autor não escapa muito de seu “dentro”. As tintas vêm de uma diluição química do elemento que lhes dá o nome. Marrom de Siena. Alguém pega o grão de terra puro da terra de Siena, na Itália, junta com óleo de linhaça e temos uma tinta à óleo. Tudo está em tudo...

1 abril: você quer sentir um pouco do paraíso. é como deitar no chão ouvindo “eleanor rigby” sem que seu corpo tivesse peso. seus ossos não massacrariam essa carcaça pesada e seria somente música correndo por seu espírito. Liverpool. Os quatros messias que se encontraram em suas ruas. John saia para comprar pão, mccartney só queria olhar os carros que circulavam, harrison observava a silhueta de um hidrante e ringo descia daqueles ônibus engraçados que só tem na Inglaterra. relembre essa mesma nebulosa de um novo ângulo, uma nova perspectiva. e quando só houver a imóvel eternidade por perspectiva, você chegou ao êxtase.


17 só 4: via e-mail:
conheci uma garota que me descreveu o seguinte sistema para marcar seus livros: ela usa somente o cartão de consulta de sua psicóloga e sabe exatamente a linha em que parou. Seu método é o seguinte: ela coloca o cartão entre as páginas. Ao abrir, se no cartão estiver o nome do consultório e da doutora; “sua capa” é por que o lado em que parou de ler é o lado da capa do livro, caso o contrário, ela parou na página da contracapa (números impares e pares, somente)... ela, com uma voz linda;macia e calma, resume seu sistema assim: “é somente a união entre a loucura, o culto e a lógica analítica” as três únicas virtudes que podem trazer felicidade ao homem...
... perde todo o equilíbrio. uma frase é como um circo, uma corda bamba onde as palavras devem se equilibrar para manter o espetáculo..
Quais são os quatro judeus que mudaram o mundo??
Primeiro Jesus, disse que tudo era amor
Depois, Marx, disse que tudo é dinheiro
Freud veio e disse que tudo é sexo!
E Einstein, deixou claro (ou quase!) que tudo isso na verdade é relativo!!!

23; abril:
momento ficção científica.
a medicina no futuro: a estrutura fisiológica dos seres humanos não condiz mais com a estrutura ou o grau avançado de seus espíritos, isso significa que: os sentidos das coisas terrenas serão obsoletos para atingir ou excitar as glândulas hormonais do cérebro e de nossas peles ou medula. No bazar da esquina vendem-se cápsulas de sentir. riso 35; choro fator 40, sinceridade 2.. na verdade, toda prateleira se divide em dois corredores gerais que derivam em todos os outros: setor ódio e setor amor.. aproveitem a promoção de inverno e sintam como os humanos se sentiam ou tentavam quando não havia hipocrisia ou medo...

carol,
Mon, 26 Jan 2004 13:12:27 Por algum motivo você ainda aparece neles. .... estranho ter dito tudo isso, porque sei que a vida vai me fazer esquecer. As nuvens sempre vão estar comigo, quando eu estiver seguindo por céus errados, elas vão me parar e mostrar que esqueci algo no que sou eu...
Vejam só como a situação anda triste:
No portão de entrada de uma Rave (balada eletrônica) um maluco está com um topoèr (esses trecos de plástico que as mães tem em casa para guardar sobra de comida) cheio de mosquito da malária. O malandrinho vira com aquela voz de desenho animado:
- Orra, mano. Tu não ta afim?? barato garantido!! o bichinho pica, tu entra e a febre pega bem no auge da cena!! ALUCINAÇÃo garantida mermão!!
mas, aí, com essa concorrência desleal, já teve colega de trabalho especulando que o companheiro de serviço tava com uns mosquitos da dengue junto OH AedhEs Aedhes.!!. foi aquela confusão. Vê se pode? 2 reais o minuto com o braço lá dentro sem garantia de picada pq o malandro nem conseguiu domesticar sua matéria prima. A saliva. Do bicho (claro!!)

“há de se entender que o amor não é um ócio e compreender que o amor não é um vício o amor é sacrifício o amor é sacerdócio” ópera do malandro -= Chico Buarque..
‘’a música é o silêncio em movimento. Beethoven só soube quando ficou surdo.” Sabino, Fernando..

1, maio: super corda, universo paralelo, gravidade ser somente uma curvatura no universo tempo-espaço (uma quebra nas três dimensões do espaço e a quarta, o tempo provocado pela massa/energia dos corpos celestes), viagem entre essas dimensões e portanto viagem no tempo, geração 3 de indivíduos superiores, frio que pára tudo do movimento dos átomos até nossa capacidade de conter informação, matéria escura, formigas sobre duas folhas brancas paralelas, marketeiros da web, cinema Bergman, escritos de Lênin
buraco de minhoca; buracos negros. os pensamentos na cabeça.. uma coisa passa de uma dimensão a outra e alguma informação se perde nesse espaço tempo. e nesse buraco/lacuna persiste a criatividade... reminiscência da manhã .. wladyslaw spilman, quem sente o cheiro, a dor e a angústia das ruas de tua guerra lendo em um dia setenta paginas do seu O Pianista???

4: mais autoritarismo,
acho que a guerra vai começar no corpo! impossibilitando o sistema coeso de consumo.. com direito a algumas bombas.. não só as que explodem diariamente em Israel, Palestina, Egito (Ásia e oriente médio, em média) mas dentro da hegemonia afastada e protegida (belo oceano atlântico!) e dos seus colegas (nações ricas)...

8
Fala Gutão. To em Curitiba trampando que nem um maluco, de manhã edito um programa de esportes na record aqui da região. e de tarde trampo num canal porno chamado sexytv. por causa disso estou indo pouco ao cinema. mas tudo por um mau necessario. he he he. o filme eu acho que já assisti, que o roman polansk atua? no mais esta tudo indo bem, na vivax mande um email para minha prima ... ela que contrata la na empresa. No mais tá tudo certo brou? E ai quando vem me visitar?
E se precisar de algo é só pedir.
Felipe

june, 2:
sabe quando o sono vem e vai
o zumbido do corpo se rendendo
algo como ir morrendo sem si morrer
é ai que eu te vejo! A forma do teu rosto desenhada nas costas da pálpebra o cuidado de abrir bem devagar meus olhos esculpindo você nas primeiras partes de ar que surgem e antes que isso suma,
suspiro bem fundo e é como se eu a respira-se em cada célula minha
e a abraço.
e é ai que te vejo ...
3:20,

10, junho: O carteiro e o Poeta, Antònie ..– Nick hornby, Cama de gato – Kurt Vonnegut, somente livros da vez!

15:
À PARTIR DE HJ EU NÃO ESCREVO!
NO MAIS, DECIFRO UM BLUES OU JAZZ FEITO EM PEDRA!!!
Guto Cavalcanti.
>ta maluco augusto césar! que num escrevo o que! se vc num escrever vai >fazer o que rapaiz? demorô pra reaparecer hein gutao.... se nao juntarmos a galerinha pra tomar uma vou pirar mais que vc....>o email q dá saudade.... essa foi mais uma C.I.! uhu!


30, Juno,
Kafka gera metafísica intelectualista e discussões filosóficas somente porque era artista! um homem de gênio! e leio analises sobre sua obra interpretando conscientemente seus textos, destrinchando com a lógica a beleza de tua sensibilidade! quando criar é parte do corpo é claro que as células, o sangue a vida de alguém está na obra!! ele refletia a sociedade, a ambigüidade Ocidente Oriente naun porque pensava mto, mas porque vivia!!! em alguém de gênio o texto obra é a conseqüência naun a causa!
van gogh, luz cor energia e um pouco de desequilíbrio do corpo da obra!!!
fodam-se todos nós, seres baixos e arrogantes...


-2006-


23 de julho de 2006. à mais ou menos 21˚ sul e 45˚ oeste do eixo meridional. (acantiza, Guto Cavalcanti. acantiza@hotmail.com.br)


Já vai quase dois anos que nos sentamos naquela sala de reuniões do D’ARTES (depart. de artes da UFSCar) onde seria travada minha desalinhada e não menos interessante, ao menos no ponto de vista desse que vos relata isto, defesa de monografia de conclusão de curso.
De um lado do campo o garoto ousado de arrogância humilde,(assim mesmo, ambíguo como são esses anos que permitimo-nos sermos invadidos por todo bom conhecimento, daqueles que nos arrebata daquilo que tínhamos como verdade, quase enlouquecendo nossa antiquada família, e nos traz o novo amor maduro pelo ver e vir do futuro), e do outro lado da competitiva batalha, Josette Monzani, Adriano Barbuto e o professor Carlos que me desculpe não lembrar do nome.
A rica toada rendeu o excerto longo daqueles anos.
O texto abaixo foi minha linha de frente na artilharia descabida de palavras gagas diferidas n’aquela noite. Esse homem ainda acredita naquilo que dizia por lá: é trabalho da arte não envenenada pelo consumo enriquecer a minha e as nossas vidas!
Se fosse hoje, não é certo, nomearia o manifesto assim:

Pela arte pensada no tempo da atemporal angústia do consumo baixo...

...
...

Nalgum lugar no mediterrâneo, ou seja lá onde queira,
homens ainda discutem valores baixos de poder
morrem aqueles que ainda nem
puderam decidir seu valor

As invejo, num sádico domingo, (30 de julho de 2006)
crianças que mancham o chão do Oriente Médio.
Porque esses valores falsos de democracia
nunca chegarão em teus ouvidos

,,,


Prefiro ser poeta (“umser improdutivo botando prafora versos depressivos”) à que entender de política, economia ou sociedade. Quiçá tentar tocar o coração não educado dos humanos. To fora!

abaixo segue um endereço que além d´muita coisa boa tem um poema meu. enquanto for interessante ver teu sorriso verdadeiro, continuo divulgando, segue também, neste e-mail, um texto que me parece atual (alguns já o leram),
Não é pra propaganda própria somente, mas essa desmedida procura tem me feito encontrar mais seres improdutivos aos quais agradeço por existirem

e boooom!!!! lá se cai mais um orgulho moldado em pólvora...


http://www.officinadopensamento.com.br/


9 de abril, 2006.


... Porquanto as nações e os poderes patrocinarem tijolos para construir uma falsa democracia, esses mesmos tijolos vão cair por um disco voador que acidentalmente mudou sua rota colidindo em teus prédios. Porquanto esses mesmos poderes acidentalmente patrocinam dinheiro ao invés de paz. Valendo-se de uma frase no âmbito de política; economia e nação, ela soa como beleza, como coisa de mártir, mas o triste mesmo é ver o homem sitiado na casa 50 da rua das Andorinhas se regozijar em seu orgulho doente porque o saco de lixo que ele depositou em uma lixeira aureolada é maior ao do vizinho do número 51. A disputa doentia, perversa e destruidora mora tanto na grandeza bonita de um mártir como na baixeza simples de um poeta. Isso porque ela mora no coração dos homens...


Não deve elevar-se a discussão a mais: não importa muito se os E.U.A pretendem invadir o Irã alegando que o enriquecimento de urano desse país seja de risco na segurança do planeta quando se continua a fabricar um único revólver no globo terrestre. O valor de uso de uma arma é matar e seu valor de troca é manter seus fabricantes e todos os agregados dessa indústria ricos e assassinos. Proteção se faz com livros, no desenvolvimento tecnológico e humano que deles advém. E agindo para que esses cheguem a todos os exclusos de si.


É de conselho que nenhum homem procure a plenitude de suas incapacidades no leito e na plenitude de uma mulher, visto que, essa mulher (que existe!) provavelmente quer passar os dias de sua vida solteira.


Acantiza (Augusto Cavalcanti)
Americana, S P Escrito depois de ler os jornais desse domingo




Anexo I
TERMO DE CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS

Pelo presente instrumento particular, de um lado Augusto César Cavalcanti de Souza, brasileiro, solteiro, auxiliar administrativo, CPF 225.706.748-77, Cédula de Identidade RG nº 29.945.939-1, residente e domiciliado à Rua Pernambuco, 1199 ap. 64, na cidade de Americana, Estado de São Paulo, denominado CEDENTE, de outro lado UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – UNICAMP, entidade autárquica do Governo do Estado de São Paulo, com sede na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Distrito de Barão Geraldo, em Campinas, Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF n.º 46.068.425/0001-33, neste ato legal e estatutariamente representada, denominada CESSIONÁRIA , têm, entre si, como justo e contratado, na melhor forma de direito, o seguinte:

Cláusula 1º - O CEDENTE, titular dos direitos autorais sobre a Obra inscrita no Prêmio UNICAMP Ano 40 de Conto, cede, a título gratuito, à CESSIONÁRIA o direito exclusivo de edição, reprodução, impressão, publicação e distribuição, em língua portuguesa, sobre o mesmo, nos termos da Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 e o Regulamento do Concurso.

Cláusula 2º - A CESSIONÁRIA fica autorizada pelo CEDENTE a promover quantas edições, totais ou parciais, se fizerem necessárias e em qualquer número de exemplares, bem como a distribuição da mesma.

Cláusula 3º - O presente instrumento vigorará pelo prazo de 05 (cinco) anos, contados da data de sua assinatura, ficando automaticamente renovado por igual período, salvo denúncia de quaisquer das partes, até 12 (doze) meses antes de seu vencimento.

Cláusula 4º - CEDENTE e CESSIONÁRIA se comprometem com as cláusulas e obrigações constantes do Regulamento do Prêmio e disposições legais pertinentes.

Cláusula 5º - Fica eleito o foro de Campinas, São Paulo, para dirimir quaisquer dúvidas relativas ao cumprimento do presente Termo.
E por estarem em pleno acordo com o disposto neste instrumento particular, CEDENTE e CESSIONÁRIO assinam na presença de duas testemunhas abaixo, destinando-se uma via para cada uma das partes contratadas neste instrumento.

Campinas, 25 de junho de 2006,


(Assinatura das partes)


NOME DO CONTO: O ASSASSINO DE LINDA JÚLIA

PSEUDÔNIMO DO AUTOR: ACANTIZA

NOME DO AUTOR:
AUGUSTO CÉSAR CAVALCANTI DE SOUZA
CPF: 225.706.748-77
RG: 29.945.939-1

ENDEREÇO DO AUTOR:
RUA PERNAMBUCO, 1199, AP. 64
BAIRRO JARDIM COLINA, AMERICANA /SP
CEP: 13478-570
TELEFONE RESIDENCIAL: (19) 34614680
TELEFONE CELULAR: (19) 91810841


MINI CURRÍCULO

GUTO CAVALCANTI TEM 23 ANOS E FORMAÇÃO SUPERIOR EM CINEMA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, CONCLUÍDO EM 2004. DUAS PUBLICAÇÕES NA REVISTA OLHAR DO CECH DA UFSCAR. AUTOR DE ALGUNS ROTEIROS DE CURTAS UNIVERSITÁRIOS. AMANTE DE POESIA E DAS BELAS LETRAS. ATUALMENTE É AUXILIAR GERAL EM UMA TEXTIL.

Eu, Augusto César Cavalcanti de Souza, concordo com todos os termos do Edital do Prêmio UNICAMP Ano 40 de Conto e estou ciente que os originais do conto de minha autoria, O ASSASSINO DE LINDA JÚLIA, inscrito no mesmo, não serão devolvidos.




Postado no Café Literário do cronópios
10 de setembro de 2006. Dia em que o Edson publicou-me lá.
sua rude essência
Gosto de Lautréamont, teses filosóficas ou romances elaborados no mais árduo trabalho sobre a prosa dedutiva e política ao som de Dylan ou Hendrix ou música clássica ou blues ou MPB e, servindo-me de uma citação deste autor do início, bem postado por Ray Silveira “estais seguros que, após ter refletido por dois ou três minutos para saber qual a conduta a tomar,” naquilo que vejo fechar uma boa crítica à natureza formal e “viajada” da linguagem poética.. o que entendo de agora, naun sendo autor formado, é que se faz difícil que a grande juventude atual reflita por dois ou três minutos... meu conselho pessoal, pra quem queira tentar: si armem com poética, prosa, música fotos cinema ou daquilo que se saiba, mas que sejam trabalhos cultos com fluência dinâmica, pq a concorrência com outras mídias ou festas “raves” é grande, e a palavra, não bem trabalhada, fica dura e sem expressão..
Um texto de agora em agradecimento a esse belo domingo na mais bela das discussões distante das armas e próxima ao cérebro como bem sabem os governantes do mundo...
ela pediu um poema de amor
ele lhe sentou o machado bem no meio do crânio
estando ainda confuso com espontâneo ato de doçura
depois, comeu pedaço por pedaço cuidando praqui nada sobrasse
Ela, limpando um veio de sangue que escorreu no canto esquerdo da boca:
- Queria só o poema de amor e
não que você comesse minha rude essência e liberdade..
ELE
em troca, agora o que bate em meu coração e percorre por minhas células,
é isso que você por pura libidinagem chama sua “rude essência”

16.setembro.2006
troca de e-mail com srta Tiburi
Oi, Márcia,
vou dispensar agora o "srta", posso?
o texto é mesmo meu! claro que num momento de concentração lúdica literária.. distante da vida cotidiana.. distorção que me causa ainda crises existenciais, pós "escritun" viro o ser normal que se diverte com a pasta de dente que caiu na pia ...

assisti à vc, primeiro, faz uns dois anos num programa da TV cultura ...Perspectivas Do SEC XXI (acho?) ... e faz pouco no Café Literário da mesma e resolvi escrever-te.. na ocasião primeira estava num trabalho orientado pelo ilustrador Odilon Moraes, que lançou ISMÀLIA agora um belo livreto mesmo!! diminutivo só na forma, e até pedi pra ele me apresentá-la. numa de nossas conversas ele disse te conhecer, pq além de bonita vc fala mto bem!! se me permite o entusiasmo bobo
agora estou numa crise de Woody Allen, sabe pq? quero fazer o curso de criação literária coordenado pela Flávia Rocha na AIC, a gente tem se escrito de bem pouco tempo pra cá, escrevi também pro Marcelo Rezende vou conhecer o Marcelino Freire provavelmente amanhã num sarau e tem vc também.. bom, retornando ao Allen, ele disse mais ou menos assim que conhecer nossos ídolos é realmente constrangedor e várias vezes frustra a imagem iconoclasta que criamos dos mesmos.. no momento vivo em americana, interior de SP, sendo supervisor numa fábrica..vê como tudo é rápido aqui de dentro?, mas naun posso perder a oportunidade do curso!!! e vou precisar dum emprego novo, provavelmente e, à propósito, sabe d'algum? escrita, na literatura ainda não valeu a pena ignóbil de quem escreve...
abaixo segue um poema que estou trabalhandu ouvindo JIMI Hendrix "I don't live today..(isso realmente gera crises!!, acho que é ele que lerei no Sarau da Rato de Livraria (o poema, naun o Hendrix), o mesmo que o sr. Freire é jurí, isso se eu pensar que devo, o que vc, Márcia, acha disso tudo?

diálogo entre tortos sem totem
ela pediu um poema de amor
ele sentou-na o machado bem no meio do crânio
ainda confuso com tamanho ato de doçura

depois, comeu pedaço por pedaço com cuidado praqui nada sobrasse

Ela, limpando um veio de sangue que escorreu no canto esquerdo na sua boca:
- Queria só o poema de amor e
não que você comesse minha rude essência em liberdade..

ELE
em troca, sabe o quê bate meu coração em minhas células, agora?
aquilo que você por pura libidinagem chamou ainda há pouco sua “rude essência”..

um Outro beijo, srta Tiburi, e
grato por ter me retornado, Guto.

DIÁLOGO TORTO EM TOTEM
ela queria um poema de amor
ele sentou-na o machado bem no meio do crânio

foi confuso
do ato doce
feito o rito

jantarem pedaço por pedaço
de memória
de marca
de tempo

Ela limpando um veio de sangue escorrido no canto esquerdo na boca
- Queria só seu poema de amor, pra quê jantar nossa rude essência?

ELE
arroto
porque é o que me estraga por dentro


De nada,
disseram ao homem com a bandeja
indo embora


efeito pós- sarau
setembro 06



D. 2008


17.04.2008 – the mars volta -
Bomdia!
já vou logo agradecendo aos marotos anjos, por terem tido uma noite calada, há tempo de me dizer: “corre até lá, pequena mala caseira, porque vc vai conhecê-la”! deus, existe vida inteligente nessa ilha!! Obrigado obrigado.. the mars volta foi o auge. agora tenho que ir pra uma porra de uma fábrica barulhenta, quando minha vontade era escrever fumaça o dia inteiro!!..na boa, já tenho grana o suficiente para ir pra europa.. tanto que ta tudo desperdiçado na PETRO e na VALE .. merda de ações do caralho! Supérfulo de ricos e, eu no meio deles.. deixa pra lá..mio more . Não sei o quê to fazendu aqui ainda?. Tenho que dizer: acho que procurando mari!linda. Não vou mais querer ir vê-la, pq aprendi que, como todos os milagres, vc tem seu tempo certo! A, acaso, como vc foi justo conosco!!.. vou sumir por uns tempos pq tenho que preparar uns trabalhos pra uma publicação(feriado é ótimo para isso!!) Aliás, sai numa revista, a olhar! Ao lado de um gênio desse pais: bento prado jr.! que presente para uma vida louca! Deixo pra vc lembrar de mim, hum: vinicius... he hum: the velvet underground (o maior benefício e, talvez único, que a heroína trouxe para essa sociedade!!) bjobjobjobjobjobjob


De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
(vinicius de moraes)


Ouça no fone, pequena pérola desmiolada dessa vida, perto como queria estar de seu ouvidos...
vai!, segue solta como os seres de sua natureza nasceram para ser Chega! Vou falar com os teares.. pra ver se minha angustia de naun estar por ai, some nom meio desses lazarentos panos de estofados...

20 de abril
quando mariana não quer conversa, mariana não quer conversa mesmo! digo que estou fazendo meu dever de casa, ouvindo e médio que apaixonado pela banda que me apresentou.. para não ficar tão longe, estou te passando essa(posso?) que me parece ser o começo de tudo, tanto de engenharia de estúdio, como de inventividade!\! é a última trilha do album Revolver, dos beatles, simplesmente o auge! e se chama Tomorrow never knows .. se quiser, escute

O Amanhã Nunca Se Sabe
(Lennon/McCartney)

Desligue sua mente, relaxe
E flutue correnteza abaixo
Não é estar morrendo, não é estar morrendo
Descanse todos os pensamentos
Se entregue ao vazio
É estar brilhando, é estar brilhando
Contudo você pode ver o significado de interiorizar
É estar existindo, é estar existindo
Amor é tudo e amor é todos
É estar sabendo, é estar sabendo
E ignorância e ódio velam os mortos
É estar acreditando, é estar acreditando
Mas ouça a cor de seus sonhos
Não é estar partindo, não é estar partindo
Então jogue o jogo da "Existência" até ao fim
Do começo, do começo
Do começo, do começo

21 de abril Nada na natureza se faz por transição brusca. “Fui ontem ao Pireu com Glauco, filho de Aríston, para orar à deusa”. Mas isso é bom, cara!, porque a partir do momento que vc parar de sentir essas coisas é por que vc não está mais vivendu...

Deitei-me hoje bem de noitinha E fui mesmo fazendo prosa assim
Para que um anjo esperto Passando próximo pudesse ouvir o meu deleite em verso.
E como já imaginando tratar-se de feitio sério, pudesse o maroto celestial Correr pelas frestas do vento E chegar bem próximo a ti Só para soar: “eu gosto mesmo de você”! Assim, se o preguiçoso do azudo se perder em seu recado Esse segredo entre mim e o céu
Corro como se voasse
E digo eu mesmo:
“Eu gosto mesmo de você” (15.abril.2008)


30 de abril – PATAGÔNIA!!

nego, o lugar é lindo!!! pra caraiu nevado
e a bolsa, meu caro, A BOLSA EXPLODIU...JANTA HJ CA JÚLIA POR CONTA DELA HAHAHAHAHA

vamos começar as conversas sérias!! semana que vem vou fechar minha conta no BB.. cara, vc vai levar pesos, é isso? a grana argentina, daqui??.. to pensando em levar pouco.. qual é o albergue que vc ta pesquisando??, cabe eu por lá? nego, to feliz nego.. pq tenho uns broder pra curtir essa vida irada rs..bejei uma moça linda domingão! já quero ter passagens em mãos logo PQ O DOLAR CAIU BEM E DEVE CAIR MAIS.. será? Isso influencia o preço, naun?! são joaquim patagones ta do nosso lado.. só q tenho um puta medo de voar mano, é sério, voar de avião.. na cabeça, voa sempre! Só que o pouso é seguro.. caraiu mano é nois na neve.. vou fazer vários desenhos e textos a rodo enquanto tu grava tudo!! não tem nada para atrapalhar isso, tem?? Uhuhuhuhu tio arthur das neves, reponde ai???


Estive aborrecido com a pintura do apartamento.
Fiz esse arranjo de textos em abril
Estive aborrecido com outros assuntos também, como se pode notar em nota picante de cada melodia na palavra escolhida para preencher o vazio.

O belo em si mesmo é um conjunto onde a lógica espaça.
A essência de todas as coisas é um dos possíveis equilíbrios.
A harmonia vibra do extremo do feio,
Desarranjo, o nada,
Ao extremo do belo, arranjo, a existência.

Alaranjada é a cor da tua pele brilhando
A vitrine faísca do sol.


Não cabe aqui que faça a mim planos.
À menos, e com tal serenidade,
Saiba eu, certo! Da angústia e danos
Ir para frente, de tanto, minha idade

Aqui é meu poema para ter paz.
O que vai para o papel, morre nele!

Eu sei, sou novo e por ti, Mais
Choro, velho, arranco a ti dele.

Não pise seus pés mortos por sobre
Isso! Faço-me jura limpar
Se o fizeres, com teu rosto!
Pois se sei,
Em devoção à Deus
Prosar, em verso, atendo-te o pedido

E taco-te, de boca, as minhas letras


A semana de vinte e dois treme a terra?
Pois, sei lá Por aqui, hoje, Tremeu!
Maria, traga-me cá, aqui, uma taça de água gelada.
A esguia senhora trouxe-lhe a bebida. Não dançava em piso liso. Seu peso, em ambas as ancas, não faria, nisso, cena bonita.
Balançou seu vestido lilás rangendo articulações de ossos podres saindo do enquadramento.
E na porta surge, cantando seu canto rouco de cidra fragrância ceda.
É ela uma menina.

É ela Mariana.

Deitei-me hoje bem de noitinha
E fui mesmo fazendo prosa, assim,
Para que um anjo esperto
Passando próximo pudesse
Ouvir meu deleite em verso.

E como já imaginando
Tratar-se de feitio sério
Pudesse o maroto celestial
Correr pelas frestas do vento
E chegar bem próximo a ti
Só para soar:
“eu gosto mesmo de você”

Assim, se o preguiçoso do azudo
Se perder o meu recado
Esse segredo entre mim e o céu

Corro como se voasse
E digo eu mesmo:
“Eu gosto mesmo de você”

E vou e me esqueço disso porque me chamam para ajudar na cozinha, agora com suas paredes cor sei lá.

Problema não é lavar o alface
O almoço sai mesmo a mesma hora
Mesmo sendo as paredes de face
Branco, preto, amora, agora

Na pia toda prata brilha o céu
Ou o cheiro amargo do vinagre
Disfarçando o cheiro todo seu
Na minha augusta lembrança, milagre!

So, Por favor, não me interrompa!
Nem peças que diminua o volume
Pois na tromba d´água de estrume

Neurótico que chamas de pompa
Normalidade, minha vida não faz,
Esse é meu poema para ter paz!


Ando, por vezes, pelas ruas escuras do bairro. As lápides não têm mais barro, nem por menos, são mais sólidas. Aquilo que não é claro vai aparecendo num espasmo, respiro longe das docas dos esgotos, e traz consigo um cheiro todo nobre, de verdade. E gosto mesmo, daquele que pega a alma vacilando, tem por dentro das salas de misérias, por dentro dos girassóis de Vincent procurando a câmera. Porque constrói paredes tão belas? O que cheira em teu jardim, aquele que não devota teu tempo para cuidar, nem a mosca mais bisonha senta. Sentam teus cordeiros de plásticos. Burros feito tu. Ricos feito as calorias que carregam os germes daquela merda sobre o asfalto. Tão burros que preciso escrever esse parágrafo, meio linear em lógica, só para ver se ti pego. Mesmo sabendo que o que é do papel, morre no papel! Sou novo, eu sei... Mas agora corre por mim virtude e paz da calma. Agora, lembro que não é minha intenção ti pegar. Estou leve, sinto o gosto das coisas, sabe o gosto que a ganância tira de sua boca a cada dia? Pois é, feito da glória de quem tem simplicidade para ouvir a melodia de Deus. Essa é a melodia que te esquece enquanto frita. É dele, Deus, milhões de vezes mais inteligente à mim, e distante, portanto! a responsabilidade de alinhar-te. Minha responsabilidade é alinhar esse texto! limitado! Limitado feito sua vida! Aquela que acreditas única, pequena, curta, uns setenta anos no máximo. É pouco, não é? Então corra juntar seus amigos de grana. É sábado e tem festa. E tuas vagabas de cama já estão se pintando na sala de cima. De que vale uma mulher ser somente bela, ela tem que ter um que de tristeza, senão só é beleza, cumpadi Vinicius já disse enquanto via o reflexo dele em Paris. Mas também devia saber que você não iria ouvi-lo. Suas putas só são belas pros olhos daqueles que comem porção de gordura em bares caretas! Carros bonitos não te levam a muito se você não tem essência para curtir o caminho. Mas já está um porre destilar aqui um pouco de veneno. Afinal, pretendo fazer poesia, não relato chato do mundo. Não serve mesmo! Quem está aqui não vai passar mesmo da segunda linha e se o fizer, se ver não vai! pois esse é meu poema para ter paz! Falar direto não faz parte da minha vida e da minha arte. Faz parte de minha máscara! Esse é meu poema para ter paz. Para ser e sou daqui em diante, verdade nos olhos emprestada as minhas letras folheadas em tuas pernas. Venha ver e eu juro que leio para ti...

acantiza
ABRIL – 2008



A CARTA QUE NÃO FOI MANDADA

Dirigir pela rua, no simples ato de sair di casa da mama numa manhã de cores médias, comer um misto na padoca da esquina, e ir trabalhar, nisso tudo, o cotidiano médio!, há um certo perigo de mim não ser eu mesmo. Porque é no papel que está minha vida essencialmente! A plenitude do que seja sentir, minha reza, essa energia que pulsa minha alma até os dentes e trinca o relevo daquilo que represento. O palco do dia a dia.
Sinto um raro prazer em me esforçar nesse ofício. Introduzo um novo trabalho. Deito e tento fazer com que o meu êxtase chegue até sua pele. Ushuaia é frio, meu amigo. E toda neve de lá vai virar desenho e folha! E fora as gringa no chá. E fora o vinho de lá. E sabe o que é mesmo importante? Levo dentro do peito todos que fizeram parte disso, inclusive o senhor, pra quem escrevo. Isso não é um relato de rancor, de forma nenhuma! Nisso eu estaria me prejudicando, e considero manter a saúde que Deus me deu, mais que tudo e, como forma de respeito ao mesmo! Considero minha família, meu trabalho, acima disso, a crença em Deus e não nos homens! Quem ora pra paredes, escuta paredes, à vistas da hipocrisia, quem ora no deserto, entra em diálogo com vozes mais próximas do divino. Chego a pensar que há amor nisso. Mas termino por cá esse porre pessoal! Ligue uma boa música e estique as canelas porque fim de semana é dia dos ricos de verdade, para todos! Ao menos aqueles que sabem disso... E se o bandido mais bandido dessa terra der pra trás, vou mesmo sozinho!
À não ser que queiras ir comigo?
A arte sempre vai estar comigo, num simples relato, num beijo de manhã, ou fritando ovo frito pras crianças, porque isso é viver! E por toda miséria que existe. Vale a pena tentar. Criar tem valor! O mesmo valor talvez que tenha o tempo. O meu, eu faço, mesmo quieto, por merecer. Porque se depender do tempo, eu trago até presentes. Se o valor de agora é a imagem do que as coisas pareçam ser, e se eu já deveras sabia disso, não é tão difícil levantar uma bike em ações! Foi o senhor que escolheu estar distante. E a gente vai continuar vivendo. Desculpe a quem mereça um pedaço disto. É hora de ir, pois o frio já chega e, quando os pés gelam, a mente falha. BJO, BJO e BJO.

Para quem merece verdade, dê verdade!

Maio 2008




7 de julho

Eu irei seduzi-lo
Do inicio do lábio
Até a ponta dos cabelos

Seus cabelos
De caracol enquanto danço em voltas
Meu veneno rouco

Eu sou de Cuba
E você do porto

E daqui ouvir o som de sua sílaba
Nem em meu longo vestido
Toca

Grite e me agarre
Grife sua língua
Escreva em meu corpo

Mas não me amarre
Toda essa ginga
Nesse seu
Silêncio.

Não quebre o verso em vão: Foi o que ela gritou do palco.
Eu só olhei: ele retrucou do acento C2 da platéia.

- Acha que não li seu verso em minha dança?

- Desculpe-me, se atrapalho.

(show. Marina de la Riva)


Umdia:
As coisas foram rolando, mais ou menos, dessa forma: o cara tava louco para chegar em casa e estourar aquela bucha. O negócio mesmo é que era quinta-feira (nem a freira mais budista fica em casa) ele entra rápido e já vai logo escutando da filha:
- Pai, tou namorando.
O homem engole uma saliva
- E esse bosta presta?
Ela relutante e convicta responde:
- sim
E o que ele faz?

- Ele é artista!
Fodeu, pensa o homem.


Fim de semana 11-12-13 de julho
Desenhos de carvão e alguns textos do festival de inverno. Campos de Jordão

No jardim e a partitura
Iria vem e passa com a roupa
As letras saem de dentro dos pinheiros
A orquestra de sopro toca Dante
A família é animada

A escada leva ao solo
Todo centro tem seu coreto
E o teto é de inverno

Na grande casa piano

A sinfonia é brilhante
Eles gritam som de Dante
E só acalmam quando passam da música
E gritam dentro do poeta

Ao centro dos pinheiros
Na casa da Dê
Tem essa poesia
Entre os pinheiros

E quando seu olhar vai subindo e o céu é sempre azul
Ao lado dessas plantas e lendo Manoel
Como meu velho novo avô se chamava

No fogo, a nódua, pedaço de lenha na lareira estrela e pequenas bonecas de cera, sem olhos escuros feito os dele, seguem caladas em seu vestido de dança. Na estante não há baile. As frases que se passam não são tão vazias quanto o copo sobre a mesa.
- Percebo seus olhos ao meio dia sem brilho
- Tenho saudade
- Quantos miligramas por centímetro cúbico tem sua boca?

As moças todas agora dançam na estante.



Deveria ser dia que água caia pelo céu.
Cheguei e escrevi uma mensagem de net.
Vi uma foto dela com seu cachorro.
E não tive retorno.

Mensagem pr`outro Dia

na minha letra, não há mais som
ele canta,
por trás da pilastra.
Você está ai?
ouça a resposta, ela diz
na minha máscara...
vamos vamos não há você sem mi
não conte que
estive ai, por esse lado
com sua foto, seu cachorro
pegue só a mensagem
sem malícia
E A Macia cama estrala e,..

E ficou uma certa angustia
Então ele saiu para fumar alguma coisa.

O que a chuva causa no som o delírio causa na mente
Aceite!

Logo passa.




Ananda diz:
momento de transição?
A. diz:
no acorde do blues de domingo!
inspiration is low
chama-se isso trabalho?

tava rindo de: pra que imitar chico buarque
A. diz:
hum

namoradinha q mamãe sempre quis, bonitinha educada..e peso na cosnciência de cada vontadinha q surgir

algo assim

ainda não sei se gostei, mas dei risada...bom sinal
né?

sim tem um rtmo bom

é CLARO demais, sabe?

fala mto explicito o que quer dizer
quer dizer...pelo menos essa musica

Ananda diz:
e vc? anda escrevendo bastante? publicando em sites?

faz um mes que naun escrevo coisa boa! nada que ligue.. naun formo um texto

acho que isso me levou a sair do trabalho.. sou meio refem desse meu humor

hum...a viagem não te inspirou?

la mto

mas voltei
ontem tava conversando com o paulo um amigo que ta na italia
chego a conclusao que tenho que ir para fora mesmo!

então vá

ele disse que rola a possibilidade de eu me sair bem por la trabalahndo co artes

a
A. diz:
vou falar da fabrica
Ananda diz:
eita
A. diz:
o que vc acha
Ananda diz:
vai fundo, se sabe o caminho
A. diz:
naun sei
Ananda diz:
sabve sim
A. diz:
ninguem deve saber
A. diz:
qual é?
Ananda diz:
vc q disse qual é
Ananda diz:
na musica o cara ta falando: pegou na mão dela/ cansou de esperar / abriu a janela pra chuva entrar
Ananda diz:
temos q agitar o churras da turma
A. diz:
si
A. diz:
tava eu mto fantasioso no ultimo .. para variar
Ananda diz:
hihihihi
Ananda diz:
fantasioso é uma boa palavra
A. diz:
naun por dentro
A. diz:
de fora te que é bonito
Ananda diz:
vc viu as fotinhos da mosca?
A. diz:
o que vc acha?
Ananda diz:
agora to ouvindo cibelle
A. diz:
ja foi la?
Ananda diz:
ele e vivian moram juntos
A. diz:
ia curtir ilustrar tb.. tem um certo perigo na minha personalidade vazia e cheia
Ananda diz:
num cantinho gostoso na vila mariana
Ananda diz:
nunca vi seus desenhos
A. diz:
pq veja isto! deve ser disto que imagino personagens
A. diz:
eu tento tanto compreender o que vai acontecendo a minha volta.. pessoas.. naun chega a ser compreenção, é emoçaõ mesmo
A. diz:
ai me perco na vida de tods as coisas me causam forte!

nussa
Ananda diz:
calma
A. diz:
minha escrita é de tato

sim

nao de literatu formado

mas o tato precisa de gente em volta

senão vira uma bolha, não?

mto certo! entaun pq vc esta distante

temos toda comunicaçao do mundo

e nada

naun é mesmo??

isso daria um belo dialogo!!!
Ananda diz:
pois é
A. diz:
nosso belo dialogo musicado de domingo.. acho que vou comprar um note
Ananda diz:
bom prosear contigo
A. diz:
tb acho


to na paulicéia agora

sabe q fui pra chechenia?
com o vini?
A. diz:
vi as fotos! que ótimo q foram juntos mas a fábrica! aquilo é o reduto da porcaria que alguem pode chegar! sou completamente pessimista com a possibilidade das pessaos mudarem sua conduta... nbaun sei se tudo no mundo comercial é parecido com americana

se for, vou ter uma história universal do que o materialismo e o egismo geral causam

calma...vc ta falando da fabrica q trabalhava..ou da chechenia?

me confundi..rs

onde trabalho! para mim, so a visao ja tem apodrecido minhas veias.. aguentei forte no palco.. mas agora tenho que sair.. naquilo que te falei.. se naun fico distante acabo sendo muito parecido

er naun quero ser parecido com as pessoas que trabalham comigo

acho quye tem um filme do wood allen que un personagem vai se transformando nos outros

q vc fazia la?

Ananda diz:
a gente sempre tem um pouco de quem está a nossa volta
tem q tomar cuidado mesmo

RUN
rs

isso cai bem ! deve ser a ira da poesia.. te ilumina o brain! maz te faz bem voluvel.. para o bem e para o mnal

belissima musica

exato
A. diz:
hein moça.. meklhorou cem por cento meu momento
Ananda diz:
OBA

Ananda diz:
expressar não é se exibir
mas estão intimamente ligados
quem tem medo de se exibir, acaba não se expressando..nao acha?

mas sei lá.. so que como sou diversos, como posso eu defender um so eu!
é o nome do conto

sou assim, acho..medrosa

onde vc vai procurandop esses sons
A.
não te sabia assim cheia de vida e pesquisa sonora
Ananda diz:
to no my space...dai na pagina de um, tem os links de outros
A. diz:
adorei!
Ananda diz:
ouviu a serafina?

não te sabia assim cheia de vida e pesquisa sonora
A. diz:
tenho receio de me perder nisso

que frase bonita
A. diz:
mesmo

fez meu dia, thanks
Ananda diz:

será que a poesia sempre vai estar em tudo SIN
espero q sim

mesmo q não em versos
A. diz:
isso naun impede de eu viver com algume
A. diz:
imoede
A. diz:
impede é so gostar de musica haha
mas naun consigo ser cumplice a alguem para ser sincero com mminhas variaçoes de humor

entau saiu fora antes de ter o mlehor de alguem: intimidade

uow falo bem .. mas nao ajo mto bem..

oi

voltei
a musica cessou..
vc fala cantado?
serafine
de domingo
Ananda diz:
eu ou ela?
A. diz:
vc
serafine esta distante apoesar do seu acorde encher nossa conversa

musicos q poem seu som na net
pra gente como nos, descobrie
A. diz:
eu simplesmente pertenço a discrepancia que é uma musica complexa.. altos e baixos.. e tem vezes que saiu da haomonia

valeu por hj ter nos posto de volta nela.. a harmonia de trocar letras que vaun saindo sem muito esforço para cantar no ouvido da nanda soltando anadamina em meu cerebro..

queria hum abraço com bjo

no chão
Ananda diz:
anadamina

pode mandar por msn

adorei...hehhe
Ananda diz:
o q?
A. diz:
escreva um texto? o abraço e bjo no chão
Ananda diz:
quer q eu escreva?
A. diz:
sobre o dialogo vamos apostar
Ananda diz:
o escritor é vc
A. diz:
adoro aposta
ok
A. diz:
si
Ananda diz:
apostar o q?
A. diz:
esquece a aposta.. assim, quem reperesentar melhor um dialogo musicado de nosso domingo.. do jeito que quiser! ganha
outro domingo assim
quem perder atua o texto pro outro

isso tem sido realmente otimo estou rindo mto agora
e serafine canta
Ananda diz:
hahahhahahhaa
acho que so vou deix ar vc no meu msn?
hahhahahahhahahhahhahahah
o que acha?
topa
hahhahahhahahahha
Ananda diz:
vai deletar as pessoas?
não faça isso! hahahahhaa

ai terei minha peça e vc minha ignobil e chata egoista presenca por ai numa tarde de anjo

serafico
escreva a peça!

tenho, ne?

é o mesmo..
passa please

Ananda diz:
9608-4026

tanks

serafine nanda

ai..q besterira

hahah
Ananda diz:
vou comer
Ananda diz:
beijos
A. diz:
volte



IDÉIAS PARA FORMAR UMA ESTÓRIA

Uma narrativa paralela.
Época contemporânea a sociedade de 1989 até cá.
As “deformações” da visão de um estadista em desenvolvimento
As “deformações” da visão de um artista em desenvolvimento.


1989


Agora, diz-me, por que nos agarramos ao poder?
Qual é o nosso motivo?
Por que devemos querer o poder?
Eu responderei minha pergunta. Um grupo de homens procura o poder por amor ao poder.
Não estamos interessados no bem estar alheio; só estamos interessados no poder.
Nem na riqueza, nem no luxo, nem na longa vida de prazeres: apenas no poder, poder puro.
O poder não é um meio, é um fim em si.
O individuo só tem poder na medida em que cessa de ser individuo.
A primeira coisa que deves entender é que o poder é coletivo’.
Fala da personagem criada por
George Orwell
1984.

1989


Agora, diz-me, por que nos agarramos ao poder?
Qual é o nosso motivo?
Por que devemos querer o poder?

As nuvens brancas se dispersavam no céu. Viria dia bom para o passeio. Parecia dali, como a fumaça que se apegava ao seu corpo embaraçado, apagando seus sentidos, parecia dali que algo novo seus anseios revelando-lhe a verdade, a verdade que desde de a luta em Myanmar, cidade sem nome, já lhe havia revelado. Do mesmo modo que o vento descobria o azul por trás do branco . O autor já estava próximo do fim.
Pássaros, um bando deles levantou vôo. Algo que baniria a preguiça dos seus ossos. Eric Arthur Bair tinha que concluir sua peça. A doença já se propagava em seu corpo e, mais que a dor fisiológica, o que lhe causava a melancolia diante à escrita era descobrir para quem escrever.

Eu responderei minha pergunta. Um grupo de homens procura o poder por amor ao poder.
Não estamos interessados no bem estar alheio; só estamos interessados no poder.
Nem na riqueza, nem no luxo, nem na longa vida de prazeres: apenas no poder, poder puro.
O poder não é um meio, é um fim em si.
O individuo só tem poder na medida em que cessa de ser individuo.
A primeira coisa que deves entender é que o poder é coletivo’.
Fala da personagem criada por
George Orwell
1984.


Uma das possibilidades narrativas: um treino
Estória sobre um garoto que aprende como chegar ao poder!
Como não esta lá. Nunca estará. ??
Quem os poderosos ricos escolhem para ocupar seus lugares? Quem pode manter o poder?
A grana em excesso e pessoas correndo atrás dela como locomotiva dessa estrutura?
Eles precisam de sucessores próximos deles. De personalidade próxima.

A estória só tem a ver se relatar um grupo de detentores de toda fortuna em excesso do mundo, o que representa pouco por cento de indivíduos, somente se eles forem esse tipo de grupo fanático pelo poder em si.

Se todos os indivíduos estão diluídos, deixaram de ser indivíduos porque perderam referencia para montar sua personalidade 1989 e instituições falindo de valor..
Se chagarmos a uma completa não individualidade, é o fim do poder?
Não.
Pense um pouco, vamos, a lógica da tua pergunta te responde...
É só tornar o poder diluído.

O poder não se faz por si.
Ele vem da sociedade.
Vem de se querer ser parte fora da sociedade.

O poder está espalhado por todo os lugares!
Em todo lugar que possa ser gerado dinheiro

QUEM é O PODER?

Quem pode comprar e vender dita as regras.
Independente se gosta ou desgosta daquilo que está comprando e vendendo, você deve fazer.
Fazer o que?
Fazer dinheiro.

A compra e a venda se realizam por meio de um intermediário. Dinheiro.
Independente de para que sirva uma mercadoria, seu reflexo não é mais o esforço da força para produzi-la. O tempo que um trabalhador gasta é cada vez mais curto e produz peças cada vez mais curtas.
Os seres perderam toda e total a noção do que seja valor.
Perderam a noção do para que alguma coisa realmente presta.

A bolsa de valores é um reflexo de bens materiais.
Se os bens são fluxos. O dinheiro deve se manter flutuando.

Flutuando feito a cabeça de grupos de homens sem noção real da realidade.

È uma balança de quem tem o poder para manter o poder sobre o dinheiro em excesso.

O AMOR NÃO EXISTE E se existir, não nos importa.

E olha bem para cá, cara, tem gente aqui passando fome.

O MUNDO BIPOLAR
O que o garoto lembra daquilo.
Uma moça segurando uma pedra de tijolo que segundo ela seria do muro.

EU TE TRAÍ
O amor líquido
A gente quer que a coisa aconteça ao outro.
Não se importa que sofra. Só importa a gente. Só nós temos importância.

A INDIVIDUALIDADE PLANA
Desde lado de cá, tiraram os valores da realidade.




26 de agosto
EU ONTÉM tive o sonho mais loucos de todos, fora o sonho de estar entre uns piratas mal humorados que pescavam frangos, galos pretos despenados que iam saindo fisgados em uma grande linha de pesca enquanto me diziam algo trovado em ira. Mas o de ontem foi um abuso. Abusei da minha abstinência de sonhar e agora tudo turva em pesadelo. Um cara vinha me dizer para sair dali e ir procurar outro sonho, ou ir para uma festa real, porque eu estava meio obcecado pela mulher dele. Como um bom nobre, acordei.


sptember IRlanda
MOns, The monster of fantasy land, all the MOIEs BOOMS of this Earth are singing to you: 'go there and make the brazilian happyness' rsssssthe flight arrive 11:20 a.m and the departure is 20:40 p.m SEptember 24th I`m copping arthur e-mail on this message.. he will fucking unbelieve on this !!And he will say: ' Egghead Mons, You should not go to the college before taking the LOCO Augusto at the airport' !!! amigo: ESTEJA Lá! (Be there) in good portuguese language..
This is the flight: !!! CARACA TO INDO PARA EUROPA
DATE
FLIGHT
DEPARTING
ARRIVING
DATE
23SEP
KL 792
SAO PAULO GRU
AMSTERDAM
24SEP
18:45

GRU
AMS
11:10
24SEP
KL 3173
AMSTERDAM
CORK
24SEP
20:40

AMS
ORK
21:20

Date: Thu, 18 Sep 2008 05:23:28 Augusto, yes i am alive and kicking!! I really wan't to meet you in Amsterdam, but the problem is that i've got college from 1 until 5 that day. What time is your flight to Ireland? Let me know so i can arrange something to meet you there.. Ciao amigo,Steven
Date: Wed, 17 Sep 2008 14:42:08 Monsare you alive?September 24th !! 11:20 a.mThe day i will land in the paradise Will you be there?? Dont lose the opportunity to see a brazilian lost in earth Amsterdam
Subject: RE: AmsterdãDate: Sat, 6 Sep 2008 05:52:08Augusto, amigo que pasa!!?? What are you going to study in Ireland?? And why not in the paradise of Amsterdam?? I'm pretty sure the universities in Amsterdam are better than the ones in Ireland.. I hope i can be on the airport that day, depends on what time you arrive in Amsterdam because i got college in university that day.. It would be great if i can meat you there! So let me know at what time you arrive on the airport of Amsterdam and hopefully i will come to see you and bring you some Dutch joints, so we can get stoned on the airport, hahaaa!!! Ciao,Steven 'The Egghead' Mons
Date: Wed, 3 Sep 2008 19:27:02 -0300 Mons, how are you? Still Netherlander; yellow, dutchuman Loco.. I will travel to Amsterdã (the paradise!) Setember 24 I`m going to study and live in Cork, Ireland. Do you know the place? And the flight stop 10 hours (Ten fucking hours!!) in the neverland, Amsterdã. It`s your duty BE IN Amsterdã this date! And make me fell fine on my spend RSRSRS God bless us, boy.A hold to you! (Loko) Augusto






D 2011





Comentário na casa de Beirute
5 de janeiro.

é quarta-feira da onde escrevo. penso
nas descrições aritméticas, a forma da casa, de Beirute.
digo: que belo texto! digo, Sylvia,
a escala de quem fez a foto, é alta, cinco. não sei se seriam vcs, a tua vista?, sei que combina!
e penso: "quem entenda com tal grau de sentimento e sensibilidade, essa casa, estará com certeza no mundo por solicitação" - estás lançando "convenientemente a corda aos do ponto zero", os visitantes.

))(Obrigado)((

5 de Janeiro de 2011 17:30


11.1.11

-Brave Brave New World-


Já era dado por fato certo- “Quem disser não: que diga”. Disse.
E continuou:
- Abaixo de, e perante à Vos,
uma sublâmpada brilha-
“Cuidado!”, cautelosa e sutil, ela
apresenta-nos: Estamos nessa consciência mana. – “A partitura se escreve
Antes de o cintilar da Sinfonia” – 1.1.1.

É uma Festa.
Definitivamente o é.

Dá-se o motivo para sê-lo:
“Emane da pedra o visco”- Brandouu nosso anfitrião-
E os anjos, e não as abelhas, falaram: “Admirável Mundo Novo”. 11.1.11.

Foi o dia em que entrei. Definitivamente o foi.
E aquela resoluta vontade de não iluminar as cifras ao todo,
Vontade de Schopenhauer
mesma Dante –aquela mesma – Bê
que sorriu toscamente riscos indecifráveis,
Agora teima em soar em tons toda a sua
Brava Brava “Ronda Noturna”.

Como um gato cinza arranhando o sofá de cores vivas, amarelo, azul, alaranjado, teima-se no estofado e zumbi: “Rssssh” sabendo o que faz, sem saber aonde chega:

- saia já daí Ray – o gato de casa é meio cego – Que a mãe te taca o chinelo!

Algo como-“Sempre podemos ter a certeza exata de como começar uma guerra, seu ponto. Mas nunca, nunca: onde ela termina-rá?” Sr. Niccolo Machiavelli por minhas letras e,
Livremente adaptado.

Resto-me exato.
Mesmo ouvindo à excelente música
E caído a criar arte em simples diário
Não diluí. Por certo darei amanhã terminada
A leitura iniciada hoje: Brave Brave Brave
Semelhança ao que venho tendo em mente escrever Sr.
Aldous-
“Não é o único que já me falaste”
Não sou o único Sr. O sei bem.
Mas doravante pudesse ti ouvir essa
Minha resposta em gratidão e
Poesia.

Ah sim sim
Seria Bravo, o Bravissímo contraponto dos que entendem
E calam.

Feito o sujo e sem cor
-Guto-
Que o escuta e ao (celtic soul)
Vindo do portal da vida- Lifegate Radio:


Modernidades, Sr.
Somente modernidades e
Mentes brilhantes.

-acantiza-
terça-feira 11.1.11 às 22:40


-De janeiro à hoje-,

05 de fevereiro de 2011.

Leituras de estudo:

- Lady Macbeth do distrito de Mtzensk, Nikolai Leskov
- A revolução dos Bichos, George Orwell
- Brave new world, Aldous Huxley
- Rumo ao Farol ou algo como de srta. Woolf, Virginia
- No caminho de Swann, Proust
- À sombra das raparigas em Flor, Proust

Primeiro capítulo de Laranja Mecânica de Anthony Burgess.


Srta Guerra, (Flávia)

por favor, encontre abaixo meu cv e portfolio.
è mais uma apresentação que divulgação e,
fica ao teu julgo encaminhá-lo ou lê-lo.

- desculpe-me toda e qualquer inconveniência-

att,
Augusto.

– um dos cem 100 e-mails, ou algo como, dos cvs portf enviados -.
Esse, (03 de fevereiro de 2011).


J. Monzani

acabo mesmo de revisar um primo capítulo-
Crônica para um Entregador de Milão.

e como nos velhos tempos, apreciarei muito
sua leitura crítica com desejáveis comentários.

daqui à pouco estará ilustrado com fotos no meu blog
(19/1/2011).

5 de fevereiro de 2011 às 04:33
Raquel Prado via FB:

oi Augusto! vou viajar... levando as crônicas pra ler na viagem! abração

Oi Augusto,

Comecei a ler a Cronica de Milão agora, depois de xeretar no blog. To
chando bom paca. Preciso de mais tempo pra ler com calma. Vou lendo
aos poucos e mandando minhas impressões...
abração,
Raquel (Prado) 19/1/2011

Raquel wrote
"poxa, tá lindo o seu blog, Augusto! to adorando... ainda não li tudo mas vou acompanhar. parabéns!"
FB, 19/1/2011

(...)


putz achei incrivel, to esperando a 2 parte com ansiedade...
MARAVILHOSO
Paulo Mestriner sobre Crônicas, 31/1/2011

- to Paulo Mestri, 19 janeiro 2001 -

espero que estejas bem cara, em qualquer parte do
mundo em que essa carcaça simpática tua estiver.

comecei um texto dos tempos do ape na Italia-
Crônica para um Entregador de Milão.
Espero mto que leias, estou anexando.

Irei tb postar com fotos daqui à pouco no blog
leia-o meu caro, e diccame se non ride! Abssss -


Oi Querido!!!!
Obrigada pelo texto, vou imprimir, ler com calma e depois te digo o que achei, ok.
Mas tenho certeza que vou gostar muito, pq sempre gosto do que vc escreve.
Bjs
Denise (Contatto) 3/2/2011


De fim ao começo, janeiro fevereiro somente.


.... 


Augusto diz:

ea eh rapaiz

Paulo diz:
ae

e a 3 parte

Augusto diz:
rs tava nos exatos min atras de vista no mapa milanes
e ralando o suficiente pra ter cansado.. pausa
estrategica e literal
Paulo diz:
esta en produçao
Augusto diz:
pode crer.. mano como é o nome das ruas da esquina, com a estatua do "mosntro" caarregando as lampadas??

ta foda esse, se pa nem vou botar onde é.. efeito poetico de memoria curta haha

Paulo diz:
pera q estou lembrando

Augusto diz:
rs to pra ver hehe
essa imagem é fortissima.. se pa so vou descrever e quem souber, que saiba

é surreal ficar escrevendo pro nada.. é meio teste de paciencia, cosa de doido.. seilá.. ae entrei aki e mass encontra-lo hehe

ja que non tem mais os papos das jantas na Crespi hahaha

Paulo diz:
af eu falei com a carmen
Augusto diz:
ilustre persona
Paulo diz:
ela me descreveu como esta a rua crespi
Augusto diz:
brava deve estar com algum mundrunga vizinho ?!
Paulo diz:
mudou tudo os trafica foram preso, ta uma calmaria alucinate la

Augusto diz:
e com ta? agora essa lokura do google, ,meu da pra fazer o role nas ruas e tudo hehe
mas mesmo assim troco as ruas e fico impaciente e crio quarteiroes nada ver hahaha tipo a dono poe garrafa tira garrafa
ja ta na monte grappa e finitoo! agora o restaurante america dos fustos e a Mela biancha em frente, achei, rolar ler a fachada da onde tirewi os nomes
fantastico!

Paulo diz:
o nome do restaura è CIBI COTTO (COMIDA QUENTE) o marido dela estudou alquimia e cozinha em panelas de PRATA um rango no almoço è quase 50 euri NOITE CHEGA ATE 100 PILAS

Augusto diz:
as vezes isso nem ajuda, pq emperra a escrita em si pra caraiii.. to demorando mto ! foda
pode crer.. vou anotar esse hehe Mestri o mestri!
Paulo diz:
se presizar de detalhes fala

c

Augusto diz:
valew.. to precisando de incentivo "vivo" mesmo hahaha
Paulo diz:
manda
Augusto diz:
entao abri o arquivis
word
Paulo diz:
mental
Augusto diz:
non sei mto como to agora, mas esse capit chama-se nas ruas de milao.. ta bem rápido o lance por enquanto, mas deve tar bom
saimos o role na breda ae segue o santa crusis

Paulo diz:
ja acabou

Augusto diz:
melchiorre gioia antes a De marchi com cimitero furo de bala

nem ta em vito.. o sr, ta sendo privilegiado haha e eu tb, pq discuto pouco
sobre e em producao hehe entao

Paulo diz:
mas ate agora fiquei sem palavras de gioia

Augusto diz:
ae passa para ir no cemitero monumentale e nos restaurantes do fusto de do " non faz isso nao" hahaha lembre, que o manoel te pegou de canto rss

calme ae fratello, vira cosa fina !
ae voltarei par dona das panelas de prata

Paulo diz:
aquele manoel ajudava mas era danado
Augusto diz:
e depois to pensando em passar varias ruas por cima, so citando, pq o role era longo pacas
as bolinhas vao constar com certeza, o tal hotel golfe "enxergar o que as tartaruga veem" haha
Paulo diz:
è eu nao lembro de todo o role devez mudava tbm

Augusto diz:
pode crer, por isso so os lanches mais poeticos e tal... mas vou escrevendo e vendo as cenas vividas na mente, fantastico! cosa de maluco

Paulo diz:
e tirar a neve debaixo do furgo

Augusto diz:
mas nem lembro ou sabia nome de ninguem, so da feiçao
rostos e jeitos todos
Paulo diz:
è o melhor

Augusto diz:
na neve foi inacreditavel.. mas parece pelo rumo do capitulo que tmo no sol
deixa a neve pra contar da Aosta em reminicenscia do personagem hehe
a estatua era emfrente a camara de comercio, acho?! diz ai

Paulo diz:
vc nao via a hora q nevava eu sempre te dizia nao pede isso nao q depois nao para mais de nevar, ate q no 3 dia vc se encheu e disse carai de neve nao vai parar..

è mais omenos entre o final da corso venezia

Augusto diz:
so sei que o capit IV promete ser o mais nostalgico.. melancolico, depre.. mas bem feito e so pq é a despedida da cronica e do temps milanis hehe entao esse III deve ser bem suave

Paulo diz:
ok

Augusto diz:
lo lendo aqui, naquilo que tenho:

alem desses fusto, melabiancha e armena panela de prata,

hotel golfe linate; hospital do exercito (mto bom!), redondezas San siro, Pinacoteca di Brera, teatro alla scala
Università Statale, reminiscências de estudos não feitos Visconti di Modroni, F. Sforza. Piazza S. Babila
Arena Cívica, Della Moscova.
Museo di Storia Naturale,(ratos tamanho gato) passeio com Leandro. Corso Venezia.
Narrar Restaurante na estonteante Galleria Vittorio Emanuele II.
Mulheres maravilhosas sobre lojas ao fundo –aos montes-
Lamborguinis estacionando e outras ferraris nas ruas. –mai
Via Larga com via Pallazzo Reale, restaurante das mili uma garrafas e cujo carrinho não descia a escadaria. Vista do Duomo, frente ao Pallazzo Reale. saída para loja da dona Luisa passando pela praça Duomo, entrando via torino e esquerda na S. Maurilio

...

e dai tirasse que tenho mto trampo
e devo sair amico mio

Paulo diz:
bar universidade

Augusto diz:
qualé o da via Larga no? sim
perto duomo

Paulo diz:
bar universidade

onde o manoel nao desce

Augusto diz:
isso... esse era casco hahaha
o manoel so desce onde non tinha ratos hehe
carriola temperamental aquela, so podia ser coisa tua
e quando a rodinha correo pela Venezia, foi foda, entre a s ferrari e tudo rs

Paulo diz:
 http://maps.google.com/local_url?q=http://www.panoramio.com/photo/28579765&ct=google_earth:redirectp&oi=panoramio.n.20110127._._&s=ANYYN7lWr0YRZSpObKRwWuGLi5nlvSZ-mQ

Augusto diz:
ae meu caro, agora sim tu entraste no espirito em cheio

valeuuuuuuuuuu

l`uomo della luce.. isso que é nome de capitulo

Paulo diz:
ma vai a cagar

Augusto diz:

hahaha

Paulo diz:
ten 3 fotos

Augusto diz:
a gente ainda volta la de vèio!

Paulo diz:

af

Augusto diz:
segue a profecia.. carregando bengala, brigando com bengala
e correndo atras de roda de carriola
Paulo diz:

kkkkk
nada de briga

Augusto diz:
td bem discussao onde as palavras nao cabem.. melhor silencio que bengalada, seremos senhores nobre entao..

Paulo diz:
eu entrei na foto do uomo dela luce 20103 e tem varios angulos

Augusto diz:
um abraço Paulo, es sempre bem-vindo nesta casa
vamods nos falando que agora tenho a razao de ter entrado no maledeto msn
respondido
frango della luce baci
Paulo diz:
anche tu
Augusto diz:
ao trabalho.. depois lhe envio, com palavras menos grossas a va cagare.. abssss e sem banho que queima o pelo
vo pergunta mais ruas em mano, ficate na escuta até!
Paulo diz:
da cordo

o uomo è via vavaio

Augusto diz:

e a luce cagalhe todo nas costas
que tou quse tendo outra historis

Paulo diz:
grande

Augusto diz:
deixa disso e saiu baci
Paulo diz:
baci

ltima mensagem recebida,
Ontem, 8 de fevereiro de 2011, 21:56:57

10 de maio de 2011.




Carta para um alguém da rua.



Estive ontem no atendimento do serviço público de saúde do país onde vivo. Mas especifico numa cidade do interior onde se vê florescer obras “magníficas” pelas vias publicas principais. O cidadão do meu lado já dispara: “Esse porra do prefeito é o Maluf dessa cidade” o outro já emenda: “Ae, votam num sujeito novo, ele só quer enriquecer rápido”, contanto eu já estava com a minha senha e sai fumar um cigarro. Já pensei dali, hospital é um lugar que se deve levar em conta que todo mundo ta fodido. O estresse é o parente mais próximo da dor.

Mas não posso esquecer-me que essa é uma carta para você, amigo “da rua”. Ou que veio da rua, ou que bebe e trepa e cheira numa praça da rua, tanto faz e minha tarefa é fazê-lo ler.

Um rapaz me pede meu penúltimo cigarro e prontamente lhe dou. Ele diz que está com queimadura no olho, parece mesmo um tanto irritado, a pupila esquerda, e já talvez compreendendo meus pensamentos, se garante: “te dizer, é bem melhor ta trabalhando que aqui por um atestado, diz ai?” e eu confirmo-lhe: “com certeza se é melhor!”.

Já de novo adentro aos assentos de espera, sem me sentar, para prestar melhor atenção a senha 171 que chamaria esse que vos escreve para um RaioX do joelho esquerdo.

Cidade pequena é assim, coincidências não existem: são só o simples hábito de se ver de novo. Eis então que entra a senhora da aula de ioga, nas mesmas horas que tenho feito musculação já que a piscina é gélida nessa época. Ela passa por mim com cara fechada e nem escuta o “olá”. Entram com ela uma senhora idosa carregando uma boneca no colo, distração dum Alzheimer avançado, ambas amparadas por uma outra mulher. Fazem rapidamente o “check in” e aguardam. Aguardam e aguardam até que a colega da Ioga explode em grito e lágrima e soluço:

- Eu já falei um milhão de vezes o nome dela para vocês- diz em direção as atendentes- Minha mãe não pode ficar aqui aguardando, estou aqui desde as 9:20, ela tem Alzheimer, ela não pode ficar aqui!

E então uma assistente social percebe que é melhor encaminhar a dona para o atendimento. A lição da ioga se rachou, mas ela pediu desculpas aos demais da sala, claramente emocionada.

Quem não estaria?, esse é o teatro dos horrores, cidadãos da rua.

Eu não perguntarei se comeu ontem a atendente escrota, meu amigo, aliás, aprecio de perto quem tem essa capacidade de desprendimento ao mundo que eu, nem quando bebia, o tive. Na verdade estou aqui para pensar nas coisas que nos falamos, e o momento me parece bem adequado. Sou novo e sem emprego, parece-me bem justo que minha senha seja atropelada por demais moribundos, ou não.

Meu amigo Miguelis, com toda clareza de seu vasto mundo vivido, bem o disse-me outro dia “sabe que não vai mais existir gente deste ou daquele país, vai existir gente desta ou daquela empresa” e logo completei, pareceria justo e melhor assim, pois sendo que as empresas grandes não têm mais fronteiras, a sociedade tende a um todo “beyond borders” como a CNN. Essa é uma história batida, é claro. Mas está aqui somente para ilustrar que quem pensa compreende que as instituições fechadas estão para lá de condenadas. Talvez também o estejam as técnicas orientais de calma numa fila de espera bem ocidental num submundo do terceiro degrau.

Dizem que isso aqui, Brasil, é a terra de oportunidades, e devem ser os mesmos imbecis que enchem os telejornais de medo e miséria, que o dizem.

Concordo ser uma terra de oportunistas. O que é diferente para quem queira fazer as coisas pelo lado bom da força. Oportunista faz dinheiro e se isola no seu refugio encantado, e como bem o concordamos, amigo vindo da rua, não há mal nisso: ”s`eu não fizer o meu, quem o fará para mim?!”.

Acontece, cara, que pelo mesmo jeito deu gostar de arte “burguesa” feito Radiohead, eu tenho uma baita consciência e não quero que essa merda suja de centenas de anos fique nas minhas costas só porque nasci aqui, fui muito bem educado por meus pais, que ao contrário do que você possa pensar, não tinham muito não, tiveram saúde; buscaram trabalho e nos deram uma educação, pública aliás no começo de meus anos escolares.

Penso que arte, no conceito que o sinto e graças a Deus o compreendo depois de muita formação, por mim e por pessoas que acreditaram em mim, não seja algo feito para pessoas dessa Terra, meu caro. É algo que está muito além de qualquer grito de protesto.

Ela não vai medir o peso de um saco de arroz para alguém que não tenha o que comer, não vai ser mais real em valor por falar de algum submundo de menos oportunidades, não vai ser boa ou pior por ser realidade, ela vai ser algo que não cabe aqui.

Para mim a boa arte é “burguesa” simplesmente porque é a que toca mais perto nas consciências mais avançadas.

Um músico italiano me disse no quintal de uma pensão um ensinamento que guardo e que resume e que acaba por aqui, pois devo tirar um Xerox do meu osso do joelho. Disse ele: “eu não posso simplesmente dizer, essa música é boa e aquela ruim, essa arte é boa e aquela ruim, ao contrário, e somente, eu posso dizer: disso eu gosto e daquilo eu não gosto.”

O que me deixa contente é que eu compreendo que você entende parte disso.

É por isso que andamos por ai como almas de um submundo escuro demais para ser declarado. O que todos o temos. Consciência.

Sou consciente que não temos avanço e capacidade para nos apresentarmos em verdades como o raiox, abaixo ou acima da média, dum mesmo relance como nossas caras sujas nos são logo reveladas.

Mas agora eu devo entrar, chegou a 171, guichê 5, com uma médica, que dentro segundos descobrirei, tem uma baita de uma carinha simpática.

Numa coisa você acertou em cheio. “Isso aqui é o Brasil cara, a desigualdade está na sua cara!”. Eu o sei, mas não vou pagar a conta. Isso aqui já me trouxe peso demais para uma alma que enxerga matizes demais, e isso pode ser que você não compreenda:

Causa uma baita dor!, talvez mais que a filha que vê a mãe sofrendo de alzheimer que teve uma queda, enquanto você encara na realidade o sistema ao que seu país te sujeita se você não possa pagar por um melhor.

Isso é somente descrição.

Arte boa é feita para pessoas que não “vivem” a realidade, mas de tão cansados de suportá-la, como um prisioneiro esquecido num beco escuro, criam algum outro mundo.

Como desse não posso saber, somente almejo daqui não ter país, e continuo andando.

Meu caro,

Nos vemos nas ruas.

Com merecida atenção, Augusto.


...


12 de maio de 11



- em ordem crescente de datas.



Para todos que, como eu, acreditam em fantasmas.
Abs
Pitanga

----- Original Message -----

From: "Guto Cavalcanti"
To:
Sent: Tuesday, September 05, 2006 7:29 PM
Subject: Re:
Date: Tue, 05 Sep 2006 19:29:54 -0300

Oi, Sr. Pitanga,

Acreditamos, eu e o texto de Al, que se as mesmas palavras em sua postura
dura e seca puderem levar à surgir seus desenhos, instalações música dança
cinema fotos ou ectoplasmas vagando em esmo pelas ruas de noite, algo que
represente novos e loukos meios de ver, naquilo que nos deixaria rindo de
feito grato, entaun ele obteve exito em seu propósito de existir, como
disses um dia:

"Da riqueza de posturas surge a riqueza de projetos"

hum abraço,

Guto.


Subject: Re: Date: Sun, 3 Sep 2006 19:03:09 -0300

Olá Guto, recebi esse seu novo email-poema mas acredito que vinha algo
anexado no final que foi corrompido.
Por acaso era uma foto do Al-Mu'tasim? Um daguerreótipo? ou apenas
emanações
do ectoplasma?
Aguardo novas e mais precisas informações

Abs

Pitanga (Do Amparo)

-


Guto Cavalcanti, li seu texto.
Genial sulino boergeano.
É mesmo seu?
Desculpe perguntar assim, mas recebo cada coisa aqui no meu email. tem gente
que pensa que não osu eu qye respondo, eu penso que, às vezes, não é o outro
que escreve.
Se é escritor continue, há almas e navalhas em sua escrita.
A propósito, por que me o enviou?
Um beijo,
Marcia

----- Original Message -----

From: "Guto Cavalcanti" acantiza@hotmail.com
To: marcia.tiburi@terra.com.br
Sent: Saturday, September 09, 2006 7:04 PM
Subject: Retrato de Al-Mu'tasim, a/c srta. Márcia

-

GUTO, caramigo, eta danado! Gostei de sua poesia, rapaz. Tem graça, tem ritmo. Boa de ler e maravilha! Espero encontrá-lo lá na oficina-curso. Valeu e abraços e continuemos na linha, Marcelino. P.S. Para outras novas, visite http://www.eraodito.blogspot.com/

Marcelino Freire mjfreire@uol.com.br

-

Oi Guto, meu caro,

Obrigado pelo contato. Gostei do seu poema. E sendo uma homenagem ao Frank O'Hara, poeta pouco conhecido por aqui, gosto mais ainda. Injetou surrealismo (uma das minhas estéticas favoritas) nas veias dos EUA, mesclado a Beat Generation. Além dele e do Philip Lamantia, poucos poetas fizeram isso. Aqui no Brasil o Roberto Piva chegou a resultados semelhantes, principalmente no Paranóia.

Fico feliz de ver que no seu poema você busca uma síntese semelhante, nesse cenário meio urbano/industrial e meio bucólico. E você já suspende a lógica logo no final da primeira parte, em benefício da analogia de nomes coisas, que se correspondem livremente: Dali/Picasso, Fellini/Spike Lee, Einstein/Maria.

É interessante que você vai num crescendo, até a consumação da analogia dos nomes com o nonsense e a inserção de um nome inesperado, como o de Maria. Essa quebra brusca e ao mesmo tempo gradativa é muito boa. E isso é positivo no poema. Também a abertura dele é boa, com a definição do amor/charuto e amor/linha etc. Lembra aquele quadro do Magritte: Ceci n'est pas une pipe (Isso não é um cachimbo), conhece?

Eu sugeriria apenas que você diminuísse o uso de substantivos sem artigo. O Charuto/ser o amor, O Egoismo/ser a cadeia. E evitasse o uso de sentenças genéricas:

O não desperdício.

Você pode pontuar melhor isso. Por exemplo:

Não desperdiço o tempo a vida o movimento

Sento-me contigo perto de uma árvore...


Dá uma atualizade maior ao discurso. Assim como, por exemplo, o uso de dois gerúndios no mesmo verso enfraquece a ação:

Observando ele te contando

Que tal se fosse assim:

Observo ele te contar

A ação se desloca para o presente da enunciação, e o leitor sente melhor as coisas que estão acontecendo, compreende? Mas são pequenas coisas, apenas a minha maneira de ler a sua poética. Parabéns pelo poema. Fico feliz de já estarmos discutindo poesia. Vamos estreitar esse diáogo lá na AIC. Mais uma vez, obrigado pelo contato.

Abração

Rodrigo (Petronio)

-


ô cara, tá lá perto de um texto meu! Não leve a mal, eu nao tinha visto. Você manda bem, escreve pra caramba. Gostei mais do que tá em Cronopios, mas são bons os dois. E você pode acreditar, nao sou crítico literário, até me recusaria a ser, mas sou sincero no que digo, nao saio por aí elogiando ao léu.To aqui em Campinas num esquema meio péssimo, fugindo do desemprego, arrumei uma bolsa de posdoutorado, sem mentira: é bom ser pago pra ler e escrever, mas é foda saber que estou apenas enganando o desemprego. Deixei minha esposa (essa palavra é meio feia, mas o que posso fazer?) e meus dois gatos - felinos mesmo - em Brasília. Bem, pelo menos to pensando um projeto chamado Vertigem de Vestígios, que tem o texto de apresentação abaixo, leia quando tiver tempo e ou saco. Você viu que a secretaria de cultura vai financiar publicação de livros? Dê uma olhada, vale a pena, se for seu caso. Pra mim não serve, nao moro em sampa há 2 anos e nao sei categorizar meu (pré)livro, poesia, prosa, ensaio etc. Um abraço.
(Daniel Faria)


Ei, Guto

Aqui é a Silvana Guimarães, uma das editoras da Germina.

Gostei da sua poesia e gostaria de publicá-lo na revista, na edição de junho, a próxima. Pra isso, preciso de até 12 poemas e sua minibiografia.

Obrigada, um beijo!

>>>
Segue para apreço ou repúdio do grupo. Saudações dominicais. – Guto.



Guto coloquei os poemas no ar. www.meiotom.art.br

abraços,

Carlos (Calos Pessoa Rosa)



Vc está na home do CRONÓPIOS...

Paz e Vida Plena,

edson cruz [editor]



Gutão, só li hj.
adorei demais!!!
e continuo fã dessa mente maluca e genial.
saudade

Mari (Bardelli)


oiii guto.. eu achei demais, muito maliciosa e amorosa, como eu acho q um samba deve ser... e vc sabe brincar com as palavras. ainda preciso ler e reler mil vezes até conseguir pegar cada detalhe, se é q é possível hahaha. tenha uma boa semana geninho, beijosssss. Mari (Batagin)


Augusto,
adorei os sambinhas, dá um samba para um próximo número
quem sabe? gosto desse mix de linguagens.
E envia sim seus trabalhos, vou gostar de receber!
abraço, Jussara (Salazar)

Guto Cavalcanti escreveu:

Oi Jussara,
Boa noite! recebi seu e-mail e gostei da revista!

Gostaria de lhe enviar alguns dos meus trabalhos, caso vc queira ou possa ler?.. seu email já está na minha lista de literatos.. as vezes, sem autorização prévia hehe divulgo meus trabalhos nela.. portanto, não grite se num certo domingo receber um deles, blz??

segue um sambinha.

atenciosamente, augusto.



É isso aí!!!

SOMENTE SUMA E DEIXE TUDO QUE ESTA EM VOLTA SER MAIS QUE VC!!!

o azul do céu e o da água são um só: barroco puro; puro espelhamento.
contemple e viva o ritmo das luzes!!!
beijos pros 2,

josette. (Monzani)


----- Original Message -----
From: Guto Cavalcanti
to: undisclosed-recipients:
Sent: Sunday, June 01, 2008 8:25 PM
Subject: domingo insano domingo


o meu irmao.... que belissimas palavras! estarao impressas e pregadas ao lado das melhores fotos dessa viaem incrivel que fomos destemidos o suficiente para encarar!

e o que vc tem feito mano? que bom que apareceu uma galera gente boa! vc pode ser guia deles! eles pagam sua van e vc vai caminhando na frente pelo parque, talvez ate recitando uns versos em ingles hein? haha!
aquele abraco brow!!!!!!! Arthur (Machado)



Oi, Guto. Td bem contigo???
Nossa, recebo todos os seus textos. Prometo lê-los com calma e enviar-lhe minhas impressões.
Como vai a vida??
Dê notícias, poeta.

Saudades.
E muito maiores as saudades dos tempos de Eudóxia, quando a vida eramais leve e mais colorida....

Grande abraço.
Bia (Moreira)

-

Que felicidade saber que vc não parou de relatar a sua experiencia de ser "essa mera merda que sente"... pura analogia da realidade, muito maior e mais bela, do que sentimos e conseguimos expressar através de qualquer arte, por mais poética ou abstrata que essa possa ser. Texto que me leva devaneios numa porra de uma manha congelada de segunda, em frente a um monitor que me encara de cara chata, perguntando e sarreando: "E ae... oq vc vai fazer agora?... eu to pronto, mas vc nao sabe e não tem o q fazer."

E a gente aperta essa teclas de plástico pra contar a um amigo as coisas que vão por aqui... ainda que vão bem. Mano... Julho ta chegando... vamos beber, encher a cara e roubar umas cadeiras por ae!
Abraços mano! (Gabriel Molina)


-

Germina de férias (Você está lá, obrigada. Beijo das editoras!)‏

-



Meu caro Guto,

Esta no ar a mais nova Leva da Revista Diversos Afins. Nossa Vigésima Quarta Leva traz um poema seu .

Obrigado pela colaboração!

Abraços,

Fabrício (Brandão)



meu caro,

a seguir, o próximo curso.

apareça,

abraço,

O corpo e a poesia

Com Claudio Willer



Oi, Claudio,

Realmente as aulas que fiz com o sr. na casa das rosas, poesia e cidade, tem se feito muito presente em meus trabalhos recentes... ja gostava dos autores lidos e agora idolatro ainda mais.. lembro de suas pausas hilárias mto boas, se me permite.??

talvz o sr. tenha acompanhado em sua caixa privada de e-mail.. e eu insisto em estravasar!! minha indole de escrevo não escrevo escrevo, não escrevo... e acabo mandando num espasmo repentino de ironia com minha quietude protegida pela tela..

mas já que respondeu-me esse e-mail, e hum texto de minha autoria..
como é o melhor caminho se eu for publicar??

hum abraço e atenciosamente

Augusto

-

Li alguns dos seus poemas e gostei. Mas entendo pouco de poesia e me interessaria ver o que vc escreveu pra teatro, que é mais a minha praia. E a Italia como vai? Apesar da minha ascendência paduana (por parte de mãe), ando cada vez mais irritada com a arrogância dos Berlusconis e outros mafiosos da mesma laia. Um abraço,Raquel. (Prado)


-

Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá (Obrigada pelos gorjeios. Beijo das editoras!)‏ Germina Literatura

-

cara Lina,

gostaria que esse e-mail a encontra-se com a mesma garra e produzindo filmes nesse país Brasil. estou lendo um livro sobre Glauber e deu-me certo ânimo para a volta.., assim, encaminho-te colado no corpo do mesmo meu fio (cv) de tentativa para um contato maior com a produção cinematográfica do país. fora isso, ainda escrevo, e admito que passa várias vezes a vontade de esquecer tudo sobre inovação, não tenho os contatos e nem garra própria para inscreve-las, as velas d'arte, na luta/ premios, e enlouqueço a cada dia por não faze-lo. acho que vou me contentar com alguns minutos de inspiração depois de um trabalho duro num saguão hoteleiro em alguma costa litoranea braileira.. e depois, claro, jogarei os rabiscos na fogueira ao lado dos risos dos caiçaras.. sem mais desabafos, os quais espero transmitam uma certa integridade verdadeira ao relato, se sentires livre em responder-me agradeço, pois acredito que conheças mais produtoras/es à quem eu possa enviar. um grande abraço. guto.

Oi Guto,

Você sabe que é uma pessoa especial. Adoraria poder efetivamente te ajudar mas no momento estou justamente em entre-safra ou abismo, ou queda-livre, como queira. Aquele momento de silêncio e criação.

Não estou portanto em produção agora. E mandar currículo a esmo para produtoras que não te conhecem não adianta nada. Eu mesma recebo por dia uns quatro ou cinco, enfim, na prática não dá nem para responder...

Nos mantemos em contato e se eu tiver alguma idéia ou solicitação de alguém te indico, ok?

No mais, te cito o final de um dos meus filmes prediletos, "São Paulo S.A." de Luis Sérgio Person:

"...recomeçar, recomeçar, mil vezes recomeçar..."

Beijos e desejos de sorte!

Lina
(Lina Chamie)



Para: Maria Claudia Reis

Assunto: muito bom o seu amigo poeta

Acabei de ler aqui e, quando o negócio pega é fogo, me identifiquei totalmente. Parece até que ele tava falando comigo.

Dá uma pilha nele, diz que desistir é fácil, desistir é o certo, desistir é que é legal. Fazer duzentas voltas, deixar-se corromper de todas as maneiras, ser escritor, ator, ator-mentado, louco, amigo, psicólogo e psicopata, pai, mãe, filho e inimigo dá muito mais trabalho. Trabalho pacarai.

Se ele for de beber que beba, se for de fumar que fume, se for de escrever que escreva - merda é o que mais fazemos.

São fazes e fezes, e quantas fezes...

Muitos beijos,

Marcelo (Vindicatto)


Guto, mostrei 2 dos seus contos para um amigo roteirista, Marcelo Vindicatto. Roteirista dos filmes Feliz Natal (2008) Quando o Tempo Cair (2006) e O Mundo de Afonso Brazza (2004) e desse aqui que estou fazendo.
Bom, ele demorou um pouco mas respondeu, tomara que você goste e que te incentive a voltar a escrever... pq eu preciso de vc escrevendo e esse cabra tá me consumindo...

Onde está o navio agora?

Beijos,
Claudia (Reis)


Em 31 de outubro de 2010 12:53, Daniel Galera escreveu:


Oi Augusto,

Não busquei orientação profissional nenhuma quando editei meus
próprios livros, mas eu já tinha alguma familiaridade com a edição por
causa do curso de Comunicação da faculdade e outros que fiz por conta,
de editoração eletrônica... fora isso, fui no instinto mesmo. Não sei
bem qual seria o custo de fazer um livro próprio hoje. O ideal é
consultar uma gráfica e tirar uma média, ver quanto cobram pra
imprimir 500 ou 1000 exemplares de um livro de 150 páginas em papel
pólen soft, por exemplo, com capa em 4 cores... estou defasado nesse
sentido, faz anos que não mexo com essas coisas. E tem que ver se tu
vai pagar alguém pra editorar o livro e fazer a capa, ou se consegue
fazer isso sozinho ou com a ajuda de um amigo que não cobrará... isso
também influi. Mas imagino que tu gastaria pelo menos uns 5 mil reais
na coisa toda... é caro. E depois o negócio é divulgar bem, enviar
exemplares pra imprensa e outros escritores pelo correio, etc... o que
também tem algum custo. Mas faça o que fizer, nunca divulgue por spam
na internet, que é antipático e pode desepertar irritação de quem tem
sua caixa de entrada ou rede social invadida por uma propaganda de
livro. É preciso ter bom senso nessa etapa.

Abraço,

Daniel (Galera)


2010/10/31 Augusto Cavalcanti acantizza@gmail.com:

> Daniel,
>
> Agradeço pela resposta ao meu e-mail.
> Realmente são boas dicas e isso de tentar melhorar sempre
> não é nada besta, às vezes penso ser bem neurótico, na verdade ter
> um certo perfeccionismo e esforço por algo que praticamente existe ali
> naquele momento enquanto literatura e criação. Mas assim é, e sinto-me legal
> em estar no caminho. Desejo-te um boníssimo trabalho também.
>
> Só gostaria de perguntar se vc buscou apoio profissional
> para escolher esses dois primeiros livros que publicou por conta?
> imagino que vc tivesse mais trabalhos dentre eles.
>
> e também, acredito que isso depende do projeto gráfico, cópias necessárias,
> mas vc me diria, por favor, á média do investimento inicial de uma
> publicação hj?
> tomando como objetivo ter um bom livro portifólio para as ediroras, claro.
>
> obrigado em adiantamento cara,
> é muito bom poder conversar com quem faz aquilo pretendo fazer
> em escrita, correio ou chuva, abraço, Augusto.
>
> Em 31 de outubro de 2010 02:50, Daniel Galera
> escreveu:
>>
>> Oi Augusto,
>>
>> Não existe fórmula para seguir uma carreira de escritor. Tu já tá
>> começando bem divulgando teus textos na net. No meu caso, comecei
>> autopublicando meus primeiros dois livros, com grana e iniciativa
>> próprias, e isso abriu caminhos para um convite de uma editora. De
>> qualquer modo, o mais importante a ter em mente é que acima de
>> qualquer estratégia está a qualidade do trabalho, e portanto é preciso
>> escrever com dedicação, tentando melhorar sempre. Sei que parece um
>> conselho besta, mas acho que ter esse foco é o que mais ajuda a fazer
>> as coisas acontecerem. O texto vem antes de qualquer coisa. Bom
>> trabalho aí e boa sorte. Um abraço,
>>
>> Daniel
>>

-
Olá Augusto. Só vi esse e-mail agora. Gostei.belo texto.Tem que mandar

para uma editora.

abraço

Paulo Lins

Em 5 de julho de 2010 13:44


Em 30 de julho de 2010 12:25, Thiago Dottori escreveu:


Oi Augusto.

Antes de mais nada, desculpe a demora em responder. Eu realmente ando num ritmo alucinado desde que entrei na campanha de Marina Silva pra presidente.

Olha, em outubro vou estar mais calmo e com tempo de ler outras coisas.

Você está trabalhando como roteirista?

ab

Thiago (Dottori)

-

Olá querido, boa noite.

Li sim, parte do material, pois levamos em media mais tempo para avaliação por conta da quantidade que aqui recebemos. Gostei bastante, seus textos são muito bons. Porém quem é que vive só de escrita no Brasil. Por isso, sinceramente te peço que aceite a tal proposta de trabalho e siga escrevendo nas horas que for possível. Estou sempre aqui para te ajudar no que precisar.

Sucesso em sua nova empreitada

Abraços

Diana (Lima)



Paulo Mestri,

Espero que estejas bem cara, em qualquer parte do

mundo em que essa carcaça simpática tua estiver.

comecei um texto dos tempos do ape na Italia-

Crônica para um Entregador de Milão.

Espero mto que leias, estou anexando.


Irei tb postar com fotos daqui à pouco no blog:

http://acantiza.blogspot.com/


leia-o meu caro, e diccame se non ride! Abssss


Oi Augusto,
>
> Comecei a ler a Cronica de Milão agora, depois de xeretar no blog. To
> achando bom paca. Preciso de mais tempo pra ler com calma. Vou lendo
> aos poucos e mandando minhas impressões...
>
> abração,
>
> Raquel (Prado)


Oi Querido!!!!

Obrigada pelo texto, vou imprimir, ler com calma e depois te digo o que achei, ok. Mas tenho certeza que vou gostar muito, pq sempre gosto do que vc escreve.

Bjs

Denise (Contatto)



From: p_mestriner@hotmail.com
To: acantiza@hotmail.com
Subject:
Date: Mon, 31 Jan 2011 09:37:33 -0200


putz achei incrivel, to esperando a 2 parte com ansiedade...

MARAVILHOSO.....

Paulo



Oi Guto, tudo bem? desculpe pela demora em te responder mas eu estava viajando. Adorei o texto, achei bonito e gostoso de ler, e amei pelo blog, porque fica mais lúdico. Gostei muito de ler pelo blog porque parece que agente entra no contexto. Primeiro eu li o texto que imprimi e depois fui para o blog, te confesso que me envolvi mais quando estava lendo no blog, muito legal. Parabéns pelos belos textos Guto, adoro tudo o que vc escreve, não pare nunca e jamais desista dos seus sonhos.

Beijos carinhosos

Denise (Contatto)



oi Augusto! estive lendo o Poeta e o Barco... quanta energia! fiquei com inveja. Olha, vi hoje no suplemento Sabático do Estadão uma notinha dizendo que uma Editora Grua estará recebendo originais em Maio... acho que vc devia mandar alguma coisa.

Raquel de Almeida Prado




Grande gutao! Parabens pelo texto veio!! Mtoo bom!! Vc esta aprimorando suas tecnicas e fazendo nos mortais compreende-lo melhor, isso eh otimo! Fico feliz por vc!! saudades abs

Von meinem iPhone gesendet – Lucas Paranhos


Am 10/05/2011 um 16:19 schrieb Augusto Cavalcanti :



segue abaixo cronica de ontem.

Guga, Eloi, por favor repassem pro seu Miguelis,

maior dos brothers velho de guerra.



Fala Sr. Gutao!!!

A quanta andas tu meu véio???

Em breve estarei publishing meu novo volume da saga... mas enquanto ele nao sai do forno estou eu aqui numa bela manhã quando recebo vossa cronica de narnia!

Só tenho uma colocação à fazer sobre sua cronica:

"Tenha de oportunistas não é terra de oportunidade!"

Perfeito mulheke!!!!!!

Mas não se encate com esse tema sobre saúde pq, pode vc acreditar ou nao, eh uma coisa que eu tenho saudade daí... aqui a coisa eh bem brava... inexplicavelmente... provavelmente o maior defeito dessa ilha do 1o. mundo!

Mande novitás suas mulheke!!!

Abração

Jão. (Daros)




Conversas importantes para minha formação.

-das que ainda não estavam devidamente guardadas em arquivo,

Além de “em mim”, guardadas.



Fim.



..



ORAÇAO DOMENICAL




     - Pai

O senhor pijama azul dirige-se ao quarto, em passos firmes.

     - O que você acha?

     - Que não é nada tão sério.

     - Podemos não avisar a mãe.

Ele sorri dizendo sim com o movimento da cabeça.



Pinos altos sob o sol

Fazem-me pensar

Em como um grão

É parte de um riso.



A semente cresce, o demente também ri.



È disso que se trata estar no céu?



Por isso tantos nomes em tantas línguas em tantos palacetes

Como ruínas?



Ele corre pelo campo esverdeado

O gramado íngreme

Enquanto grita:



     - venha a nós alguma espiritualidade

Do teu reino e limpe uma amoral

Promiscuidade não consentida.



E seja feita a vossa vontade

Em cada parte desse piso.



     - Pai

     - Diz

     - Será que teremos mais telefones,

     Que riso, um abraço aqui...



Espero que você saiba

Um dia desses num domingo

Entender o porquê existe pessoas no chão

Da fábrica

E pessoas no comando. E saiba nos olhos

Destas pessoas como distinguir a injustiça

Da escola;

Da vida;

Da diferença inerente a mesma

E ai, que você tenha a parte do teu merecido

Trigo.



     - Os meus erros são muitos.

     - É por isso que está aqui?

     - Sim.



Não deixai-me ouvir aos maus.



     - Quando o fizeres, tenhas paciência,

Irá entender...

     - No futuro?

     - As lidas da vida não vêem com o gabarito



Pai,

Teremos mais telefones que abraços?



Então eu corro

É realmente um campo verde de grama

E a bicicleta azul está deitada sobre

Mais ou menos o lugar em que vos imagino

Enterrados.



Ela veste uma saia leve, longa até os joelhos.



     -Então, será assim?

     - Será como você quiser,

     Lutar para, meu filho.



É o casal mais bonito que já vi.



Qualquer gerente passando com o carro o diria.



     - É possível vê-los a dez quilômetros de distancia.



(Estamos próximos)



- Passa-me o vinho, meu amor.

- Devolve-me o trigo, minha dor.



E acontece o silencio. É a estampa mais

Amarga e doce que já vi

Sobre um joelho.



- Não vou querer nenhum diplomata da igreja para nos dizer o que

É a felicidade.



- E o quê é, amável gafanhoto.



- Não sei! Mas sei que ela é o dia a dia. É acordar ao teu lado,

Saber que no lodo ou na glória,

É ali que deveríamos estar.



- Assim vai terminar?



- Não antes do teu desenho.



Um sorriso amargo e doce por duas horas no mínimo

Um vinho

O pão

As suas pernas

E a natureza morta.



     - Pai?

     - Agora não posso.

     - Tudo bem, o escrevo:



Acho que descobri.



Pois agarre e não largue.

Já que o céu é vasto como um

Verme de assas comendo

O capim

No domingo.



Os meios vêm.

A tua distância é como um campo

Sem fim.






22 de maio
Acantiza.

...

24 maio




Gorila Café
INT. Noite.



A TENSÃO DO TÍTULO PARA O TEU NOME.



     - eu sinto falta do meu corpo

     - de tal modo que a comida te escapa ao gosto

     - s´eu falar, já não seria mais de mim falta.


Ela pega a bolsa, retira um maço e uma sombra.

É a anfitriã.


     - onde aprendera desfilar tais modos?

     - no mesmo armário onde guardamos as roupas.


As pessoas vestem sorrisos bonitos em noites de leitura.

Declamação bem feita dá vontade de fumar,

No banheiro do segundo piso.


     - como se sente?

     - abandonado.

     - um poema deveria ser quantificado em força

Pelo tempo que nos deixa abandonados.



É ela quem vai ler.

Tanto faria quem o fosse.

Quem ouve presta mais às luzes que

Às vozes.


Assim o Leonardo, pode servir as mesas

Com a mesma tranqüilidade que lê,

Com a absoluta certeza que ninguém o ouve.


     - não és tu, Leonardo?

     -não.


Sem pormenores,

Tu escreves aquilo que é.

Aquele quem ouve, já não é mais tu.


     -você me emprestaria o isqueiro?

     - você não é daqui, é?


Sempre nessa parte da festa, penso que não há resposta a ser dada.


     - cantaste uma pedra em lá maior!

(lá maior, repetia a entusiasmada platéia)


     - é do porque o título é somente uma base.


Realmente as pessoas se vestem bem para cantar.


     - moro aqui do lado e é tão fácil como uma partitura.


À noite, na Normandia ou no Gorila,

A luz que o dia esconde

É um espanto!


     - a palavra, toda ela tem massa.

     - você já encontrou o seu peso?

     - refere-se ao meu corpo?

Ela acena que sim.

     - é um peso que causa a tensão do título para o teu nome.

Já são bem menos pessoas agora.

     - então, deixe-me ler algo que escrevi.


...


05 maio

Acredita que imaginei que poderia
Te desejar um bom retorno para Sampa!
Em realidade,
O sol que bate no teu rosto
Em manha de domingo tem
Uma voz bem mais bonita.

Boa viagem!

--

Msgn anterior significa: vc é linda!

Msgn atual significa: achei o brinquedo
De uma das gatas, uma bolinha rosa-branca,
Na rua... Com um sininho dentro?

É seu?

está guardada aqui.
Esperando a gata dona vir pegar!
ps: Boa semana..




Você deve quantificar “amor” para que entendamos o que significa.

Assim termina uma peça
De rua
Que assisti ontem.

Ao atores viraram-se as costas e despediram-se, primeiro de si
Mesmos.
Depois, do mundo real até ali.

- Você que ter filhos? Ela pergunta, levantando somente o braço, para agarrar o chaveiro dela de Bob Esponge sobre o criado mudo.
- É uma idéia absurdamente estranha... notar que a transa...
Pensando nos filhos que teríamos é absurdamente melhor! Ele confirma.
- E então? Ela morde o dedo dele, sobre o “esponja”, enquanto vira-se terminando a pergunta.
- É absolutamente quantificavel qu`eu o queira com vc!

Assim encerava-se o ato.


-acantiza- 27 junho 11…




MEIA SALSA

1.
Da Nathalia.



01 may

olá
Oi Nathália, sou amigo do galo, aquele que, segundo ele, disse que mora em frente a sua casa.. se pa lembro de ti numas secoes espiritas rs bom, vou enviart-te o convite.. aceite-o se o quise

oi, obrigado por aceitar o meu convite, a gente se fala, ve.. agora devo sair

que isso! a gente se vê ;)
bom domingo! ;*

para vc também

03 may

vc mora em sao paulo? acho que entendi que faz arquitetura, é isso? bem legal.. ah, como é o nome do gato(a) preto velho, rs, aqui dos seus pais? é o unico que quer mimo, esse e a companheira(o)... os outros sao mais sábios: distantes e soturnos. nem tao bonitos, contanto nao sao noivos ainda afss - sou timido ao extremo, é bom que o diga pq posso nao convrsar ao vivo.. entao crio msg absurdas: abusivas e ousadas nas partes envolvidas, mas no é frequente, juro rs boa terça!

04 may
Ahh isso mesmo, faço Arq dps de 3,5anos de Eng Civil rs. Estou em SP sim ;)cidade de malucos rs. Hum, essa gata se chama Alessandro no masc msm pq é em homenagem ao irmao de uma amiga hehehe!
Que isso hehehe! tb sou timida... pode mandar msgs ;)
boa 4a pra vc!!!

05 may
alejandro hum gata moderna total flex? éh sampa pode ser mesmo um pouco insano.. segundo sua teoria tou bem normal, pq nunca fiquei mto ae, ja corri mto de bike -pedalei ate o jaragua pico!!saindo da paulista.., di pe, taxi, busa -dirigindo somente uma vez de noite.. noite meio loka depois te conto hehe sempre achei loko de sp os role na faixa, mas quando falo para paulistanos, quase sempre eles nao tem tempo de ir rs entao melhor talvez ficar um tanto distante. buon, aguardo nossa apresentaçao real "como num ritual suicida" afss bjo. bom dia quinta!

11 may
Então você dará as costas para mim.

Então você dará as costas para mim
E é como um passo numa dança nobre
Esse lindo cabelo espetado? Nas pontas
Sobre uma prima listra da sua camiseta
Estampada.

Ah mas esse caminho é longo
Deixa-me aqui enquanto balanças
É um passo escuro que danças
E se anuncia ao chano de pelo songo
“olha quem ta aqui!”

Ah mais isso já ta cruel por demais
Pode alguém assim virar-te com simples
Mio ou “au au” enquanto ao ousado talais
Nas costas esguias enquanto deles
Tens até carinho?

Desprezo lembra-me passeio de bicicleta na infância.

Era assim andando com a namoradinha
Por ruas nunca dantes pedaladas
Chegando ao dom Bosco
Numa exposição do Egito.

Talvez ele possa nos casar?
E talvez Egito seja um destino ideal?

Mas acontece que essas costas já estão por demais
Viradas.
E eu já estou aqui alado, como um vira-latas,
Em minhas pulgas.

Não me incomoda sua companhia
É somente conseqüência da sua beleza
Ele não sabe olhar para as suas costas
Enquanto caminha na destra
Ou sinistra?

Sinistros já tão essas pulgas
Viradas pro Egito
Rezando ao dom Bosco
Andando de bike em infância primeva
Sonhando com gata travesti
Enquanto você não se vira.

Ah mas isso já está por demais cruel
S`eu pensar que sonhas numa lua-de-miel
Sem saber ainda da simples coceira
Que causa sua dança
De charme
Felicitando o gato
Como s`eu fosse a pulga
Que inda por cima abate teus sonhos de frente
Numa fumaça de cigarrinho.

Isso já ta por demais
Nas pontas do seu cabelo
Ou em Quéops.

Quero ver, em Gizé, moça malandra que lhe vire as costas!

Arquiteta ou matemática
E é como um passo numa dança nobre.

Então você dará as costas para mim.

Acantiza- http://acantiza.blogspot.com/


05 june
Acredita que imaginei que poderia
Te desejar um bom retorno para Sampa!
Em realidade,
O sol que bate no teu rosto
Em manha de domingo tem
Uma voz bem mais bonita.

Boa viagem!

07 june
Msgn anterior significa: vc é linda!

Msgn atual significa: achei o brinquedo
De uma das gatas, uma bolinha rosa-branca,
Na rua... Com um sininho dentro?

É seu?

está guardada aqui.
Esperando a gata dona vir pegar!
ps: Boa semana..

07 june
Bom dia Vizinho! Ah que fofo.... Obrigada! Pego contigo entao.

08 june
"miau", pra vc tambem. bjo.

10 june
vizinha
bom dia! acha que devemos marcar un encontro? antes qu´eu enlouqueça un poquito mas que mereço.. desculpa-me mesmo! se estiver misunderstanding... pelo que vi casara (vc) em breve.. non sou nenhuma forma de doido, com tara em mulher dos outros, mas é que vc perece ser uma pessoa mto interessante.. mesmo! assim se nao for pegar mto pesado, diga-me quando e onde e devolvo sua bolinha..?! bjo -rs, vc achara outro brinquedo rápido se nao quiser esse pra ti.
Hum... Me caso em Set, e a correria toma meu fds... Acho dificil "marcar um encontro", posso pegar contigo um dia desses :)e n estou "misunderstanding" hehe! Apenas trato bem a qm me qr bem :)) bom dia frio pra ti!
11 june
vc casa em setembro e eu embarco num navio em setembro, hunm! soa como um bom enredo, com um pouco de tempeiro, vira uma bella storia... peço que depois a leia(obra) para ti, lá pela mesma época que devolverie o teu sininho... se o quiseres. bjo. /ps abcabei de ver que ta on line.. contanto no uso esse FB e nem nada virtual para tipo tao doce de conversa rss Bom dia dos noivos, gelado! alias a gata, alessandro, nem quis atravessar a rua para um "chamego" quente rss deve ser o frio! no sol dela, eu também nao me atreveria a...

30 june
convite de amistad

ok. acontece ás vezes o tipo chato de pedido:
pode me dizer oi... rs! Que sou homem controlado,
que ta com certo enfado de não ter com quem falar,
e vc parece menina a altura de conversa agradável.

sim vizinha.. és este o meu pedido de amizade branda.
claro, se o seu futuro marido não for homem de mto ciúme,
acho que não é, pq vc só fala comigo ao lado dele, aliás,
mto respeitoso da sua parte, (sério!)

- sabia que na cultura árabe, uma mulher não pode falar com
Outro homem sozinha... sem a presença do pai ou, marido!
Lá é osso, o sei pq quase fui para Dubai.

Assim entramos na conversa, “amiga”. Nesse país Brasil so me resta a intenção
profissional, estudar para porra, (desculpe-me) dum concurso publico!...
acho que faço um mais, o tal “role pelo mundo” trabalho em navio.. nos ditos outubro da vida, e serás ultima vez... vida de louco!
Então melhor manter a boa vizinhança desde já.. assim que devo ficar por aqui.

E tu? Estás aqui de férias... ou trabalhas, moras de vez em SP?? –“terra de malucos” rs.

E sim, eu escrevo mto mesmo, é fácil para mim...

E não, se vc conversar comigo, entre portões, não ficarei perdidamente apaixonado,
Não darei baixaria antes de casório nenhum rs! Pode parecer que o faria, mas o que extravaso vira letra! Quieta e resguardadas, discrição nobre, feito o dono delas...

Pq alias tou saindo com uma maluca daqui... assim serei forte, pq aliás vc não faz o meu
Tipo (desculpa rs! Não podia perder essa – é uma mentira deslavada... mas meu trabalho tem sido mentir bem!!!

então desculpe-me algum texto abusivo, se o tenha lido...?
entenda, pq entendo io, que é a mais absoluta imaginação; alucinação, paixão extravasada que vira letras, mas
Nunca virará alguém chato, impregnante... alguém que pretenda lhe dar problemas...

É só o meu pedido de amizade.

Assim, onde será a sua viagem tão aguardada, imagino, de casamento?? (por favor, tenha-me o respeito de respondê-lo ao vivo) essa seria uma das ultimas msngss.. poi cosa pazza questa! (louca in itali) – “sou vizinho dos seus pais e submeto-vos a essa baixaria... de msgsn hahaha...

E não, sua resposta não entrará no fim do meu texto, autobiográfico total, ao menos nas minhas pretensões imagilliantss... é so pq curto turismo mesmo... e talvez possa vos ceder dicas de viagem rs! No no o farei...

Bjo.
Guto.
ou Augusto haha, como os seus pais me chamam.. o que acho estranhissimo. 


hahaah!
está concedido o pedido... e eu adoro falar e escrever tb!
sou pior que matraca!
meu futuro marido é ciumento, mas não com meus amigos ;)não teria motivos certo?!
estou de férias nas américas, podemos combinar de conversar sim, é um tédio ficar dentro de casa naquele frio ;~
beijos!

ois to saindo ae ninar a gata negra.. e nem vou fumar pq tou intoxicado e acho que vc nem fumas.. assim respeito o publico e assim, provo que nao terias motivos para cuime hahaha apareça se o quiser.. a outra vizinha é profa de ingles.. e tb tem o sobrinho do chefe do meu irmao.. que fuma pedra hahaha so gente boa aqui bjo fui.. ah a frase de perfil nao é pra ti, so apareceu pq curo a musica.. tou indo atras d aminha futura amiga.. que pode me arrumar futuras noivas adfdasff tiau.. eu no falo, so escrevo so timido.. talvez numa terceira conversa o diga..

Monday- 4 july

bom dia senhora Pironato... estás na casa de mama? vizinha.. pq mesmo que o soe ousado.. preciso que tu "pose" para mim.. tipo concluir minha obra.. uma modelo do começo de 1908.. pode deixar que no fim grito por nós dois.. assim nao causaras barulho.. somente cor para um poema descabido que nao consigo escrever sem imaginar essa conversa sobre... bom dia! -- se sou seu marido e leio isso, ciumento ou nao eu me mataria.. contanto nao o diga até que terminemos o retrato.. pelo bem a arte e nao.. a safadeza dum mundo "sujo" bjo

7 july
vc está melhor? da dor na tarde.. non levantou para receber o sininho, mas acredito que nem era vosso.. mas sim dos "bebes" da vizinha do lado... gravei aqui essas msgens! é uma Meia Valsa.. nao vai para net.. sao meus esboços, diarios e assim os mantenho! obrigado assim mesmo, rendemos boas letras... assim se diz: serao felizes para sempre. bjo.. desejo-me mesma sorte um dia. e viro-me, como sempre fiz, para terminar o quadro: carta.para.um.evento.bem-vindo!, que na realidade é somente o meu retrato d`artista quando jovem. au revoir des musiques bien, nathalia.

-fim.

Mãe.
acho que essa mensgem não será lida. É estranho, pq ainda assim a quero escrever. vc está grávida, dádiva a ti e a famiglia. Gostaria mesmo que isso fosse uma conversa, pq vc entenderia, no tom brando de voz, que é verdadeiro o que digo. Vi a felicidade ontem, antes de ontem, no seu rosto.. eu estava saindo e á vi como de costume e relance se despedindo do “seu homem”. Vc estava extremamente feliz! Ah como estava radiante. Então pensei, Guto ela não recebeu a bolinha, sino, sei lá o que mais de oitavas intenções pq está apaixonada! Deseje-vos bem, pois ela nunca o receberá. Assim o fiz e escrevi a mensgem de ontem. Olha, nathalia, eu espero que vc acredite, porque nisto cabe uma alegria estranha que estou sentindo por ti. Eu não sabia que vc estava grávida quando o escrevi! Mesmo.. e senti-me mto bem por ter sido brando no que disse a ti, mamãe hehe. É estranhíssimo o que tou sentindo pq eu  nem faço parte disso e em realidade nem sei quem vc é! Puts, é um mundo mto estranho mesmo! parabéns e se cuidem muito. - ps. Foi uma das poucas vezes que olhei o seu perfil virtual.. e que surpresa tive! Não olho o perfil das pessoas como habito de FB, nem as chamo por conversa.. pq elas são o que são em vida.. e mesmo que por relance... vc esteve radiante naquele momento, de despedida e reencontro, com alguém que minha imaginação não possa captar.. pq aquela Nathalia não mais existe. É mãe! São lindos vcs, e eu não mais existo. Bjo (de talvez algum irmão de alma).. agora irei à um sitio, colher maças.. e quem sabe achar o meu poema para uma peça.. que se um dia pressenti... errei forte no balanço da pretensa irrealidade de personagens planas.. feito a Terra. Boa sexta.


... 


sobre Ann Cecil

(prólogo)
Pintores usam a base escura, sabia?
Para ver a figura limpa da modelo.
Feita ou em carvão/ ou em shoyo e
mel.
(minha base escura é vc daqui)

                (dialogo)
um animal enjaulado em sua botas
não entende esperar nos camarins
nem mesmo a sutileza do teatro armado.
-Não se machuque. Pediu ele, ainda olhando
sem que ela/ o soubesse/ dali à diante.

Eu enxergo o jogo. E vc também o vê.

                (do outro lado da cena)
ele não teria receio nenhum/ de começar a peça
afoito/ e pelo meio do caminho.
por isso/ é menos suscetível a queda na armadilha.
-Não sei daqui mais com quem falo.
Estou confuso.

                (a lebre e o aro)
Sendo que não são parte da caça que vc quer,
-Não é?

São simples, coitados e simples. Numa conversa aturdida e
chata.
- Ainda assim podem machucar-te. Cuidado, por favor.

Sou só um inseto/ ainda e
de maneira/ há reinar sem dúvida ou medo algum/
em fazê-la ver que nos vejam/
nesse crú esboço de tua generosidade:

esse crú esboço é tudo qu´eles jamais lhe dariam.
são simples e rasos, os coitados.

pegos em peças fáceis de tons leves.
- Descarte destas manhas antigas! Era ela pensando
enquanto não acreditava tê-lo lido até ali.

                (obra)
na obra-prima por detrás do pano,
vc tem todas as matizes,
qu´eu não posso revelar aqui,
mas qu`eles nunca e jamais veriam.

porque a peça tem o seu ritmo
como a armadilha tem o dos tolos.

uma caça bem escolhida vale
mais que cantadas sobre carros e casas de veraneio.
-Eles concordam, em gênero, número, e boca.


-esboço-acantiza-25 julho 2011.
(Valsinha)


Ah mas vejam só
O sonho aprendeu compartilhar
O vinho na teia.

É atéia a danada
É atéia e diz assim a encabulada:

Foi enquanto eu cochilava, qu`essa
Minha curiosidade tem o brilho
Duma fogueira from middle ages

Vou chamar-te para dançar/ dans mon pages
Mon amour/

Mas
Mon amour
Fez feitiço pela teia
Fez sim.

Foi descendo toda ceia
Deixou-me numa mensagem na cabeceira
Foi sim.

Que agora se volto a dormir
Tarde aqui nas medievais dúvidas
Vai que,
Por outra beira ela volte me ligar?

É atéia a danada
É atéia a encabulada
Fez sim
Foi sim

Que já, sem chá nem jasmim,
Faço-te dançar nas minhas páginas.

 Mas que tramanha:
O meu sonho aprendeu compartilhar
Vinho na teia.

És livre a danada
E sempre será a encabulada
Fez sim
Foi sim.



estudos sobre Ann Cecil /óleo em girassol/
acantiza. 28 julho 01:25.



Sobre as cartas e as crianças.

05:26.
Acredito estar com os meus 10 anos/ dentro dum bolso cheio de balas doces. Consultando-me para criar. Quando e como eu os tive como criança? É um espanto, não é Ann? Não era o hábito ainda elaborar/ pretender uma Escrita tão demarcada. Poderia ser considerado madrugada/ numa tenra idade ou rebeldia (05:29) qu`eu já estivesse escrevendo-te/ um dinossaurinho escritor/ E o é agora somente uma hora razoável. De silêncio e de memória. Chamar-te ei, hora: “o minuto de paz dos bons de alma”./ eu sempre a busquei. Sempre, é sempre/ veja: o sol já nasce/ e é um espanto de beleza/ lá fora e aqui dentro/ dessa carta adulta.

(Vc sabia que tenho o hábito de escrever assim de madruga. È calmo e é algum outro mundo – iria adorar ensinar-te tentar, algum dia). Falo baixinho que vc nem iria acordar... já que pode estar lembrando-te/ de ainda ser uma aninha/ com seus pequenos pés de criança/ onde seria abuso/ estar acordada até essa hora/ para ouvir um dinossauro sair do ovo.

Mas okay, isso é sobre as cartas (ele ri). Muito dali não era demarcado- era a infância-
E como foi bom. Foi bom assim na sua memória também? Pelo que temos nos dito, acredito que o tenha sido. Meu, não nos cobramos, não é? Que nossas cartinhas nos fossem enviadas por nós?
Simplesmente é muito louco e saudável que saiba que vc teve as tuas, como eu tive a minha, e acima de toda construção q`eu faça numa imaginação de hoje e adulta, idealizando por besteira, que por acaso tivéssemos nos escritos uma linha que fosse, de linhas que às 05:52, nunca lembraria-me, é extremamente lúdico e saudável entender que ambos tivemos esse rito; essa passagem (ele sorri ainda mais) das cartinhas de infância...
E onde estaria agora Aninha?
Duvido que escrevendo-me na memória.

(Um dos por quês para qualquer “bom” escritor, e na fala escrita: trazer em nossos ouvidos/ a voz de uma criança silenciada/ pela nossa incompetência de crescer logo/ virando relapsos leitores...)

Não sei escrever-te, depois de adulto. Seria o básico e seria muito direto. Que acho que paro por aqui/ que acho que escuto: “por favor, continua” (sai um outro riso, sem que os anjos se dêem conta) e são 05:59, meu amore. Doce e promiscuo e madrugador/ é como uma amora roxa na boca.

Puts que naquela época não havia manipulação: manipulo adequadamente as palavras/ talvez como uma boa advogada deva/ manipular bonitamente a fala... Não sei como é: mas até aqui estou, daminha parte/ escrita e viva/ contente por ser: “esteja aqui um dia, Ann, e vc me verá rir”, ás 06:02 (um bobo numa corte de papel) e sem motivo concreto: è a zombaria dos anjos bons na hora da paz/ E é um espanto de cor e cheiro/ enquanto o sol nasce lá fora.

Eu simplesmente amo.
É de amor que isso se trata/ como sempre tratou-me: criar é amar o vácuo enquanto a gente pensa nos seres de nossa vida/ tentando preenche-lo. Preencher o vazio de uma criança que grita: “ainda estou aqui, meu amor”.

Vc está onde Ann? Gostaria de enxergar o teu rosto ao ler pela primeira vez: não o é permitido, ainda/ uma regra doce de permissões do céu/ que um dia, como menino rebelde que sou: é a regra que pretendo quebrar.

Estou com um plano de adulto que gostaria de te contar:
Pretendo ir para Sampa.
Como disse, há dez anos o tenho pretendido, mas agora é mais forte.
A América já não me serve mais, há mto tempo que não: essa cidade enoja-me, apesar de termos sidos/ crianças mto felizes nela...

Eu tenho um plano: vc o escuta? Bijuss


ps: eu simplesmente adoro essa poesia : http://www.youtube.com/watch?v=YDLwivcpFe8
e é estranho e é normal que
eu simplesmente espero que vc adore Ann Cecil.. por que será? Cosa de infância...
estou te contando.. e são 06:29.. E, até para paz das boas almas/ é um espanto! Um grito rssss

HAVING A COKE WITH YOU

is even more fun than going to San Sebastian, Irún, Hendaye, Biarritz, Bayonne
or being sick to my stomach on the Travesera de Gracia in Barcelona
partly because in your orange shirt you look like a better happier St. Sebastian
partly because of my love for you, partly because of your love for yoghurt
partly because of the fluorescent orange tulips around the birches
partly because of the secrecy our smiles take on before people and statuary
it is hard to believe when I'm with you that there can be anything as still
as solemn as unpleasantly definitive as statuary when right in front of it
in the warm New York 4 o'clock light we are drifting back and forth
between each other like a tree breathing through its spectacles

and the portrait show seems to have no faces in it at all, just paint
you suddenly wonder why in the world anyone ever did them

I look
at you and I would rather look at you than all the portraits in the world
except possibly for the Polish Rider occasionally and anyway it's in the Frick
which thank heavens you haven't gone to yet so we can go together the first time
and the fact that you move so beautifully more or less takes care of Futurism
just as at home I never think of the Nude Descending a Staircase or
at a rehearsal a single drawing of Leonardo or Michelangelo that used to wow me
and what good does all the research of the Impressionists do them
when they never got the right person to stand near the tree when the sun sank
or for that matter Marino Marini when he didn't pick the rider as carefully
as the horse

it seems they were all cheated of some marvelous experience
which is not going to go wasted on me which is why I am telling you about it

—Frank O'Hara

Uma Coca-cola com Você
é ainda melhor que uma viagem a San Sebastian, Irun,Hendaye, Biarritz, Bayonne
ou que ficar enjoado na Travessera de Gracia em Barcelona
em parte porque nessa camisa laranja você parece um São Sebastião melhor e mais feliz
em parte porque eu gosto tanto de você, em parte porque você gosta tanto de iogurte
em parte por causa das tulipas laranja fluorescente contra a casca branca das árvores
em parte pelo segredo que nos vem ao sorriso perto de gente e de estatuária
é difícil quando estou com você acreditar que existe alguma coisa tão parada
tão solene tão desagradável e definitiva como estatuária quando bem na frente delas
na luz quente de Nova York às quatro da tarde nós estamos indo e vindo
de um lado para o outro como a árvore respirando pelos olhos de seus nós

e a exposição de retratos parece não ter nenhum rosto, só tinta
de repente você se surpreende que alguém tenha se dado ao trabalho de pintá-los


olho
pra você e prefiro de longe olhar para você do que para todos os retratos do mundo
exceto talvez às vezes o Cavaleiro Polonês que de qualquer maneira está no Frick
aonde graças a Deus você nunca foi de modo que eu posso ir junto com você a primeira vez
e isso de você se mover tão bonito mais ou menos dá conta do Futurismo
assim como em casa nunca penso no Nu Descendo a Escada ou
num ensaio em algum desenho de Leonardo ou Michelangelo que costumava me deslumbrar
e o que adianta aos Impressionistas tanta pesquisa
quando eles nunca encontraram a pessoa certa para ficar perto de uma árvore quando o sol baixava
ou por sinal Marino Marini que não escolheu o cavaleiro tão bem
quanto o cavalo

acho que eles todos deixaram de ter uma experiência maravilhosa
que eu não vou desperdiçar por isso estou te contando

                                                               Frank O'Hara                          .






não qu´eu nao queira nunca mais falar contigo

é claro que o poetinha assustou uma mulher cabeça
com sua ficcao "Exagerada, jogada a seus pés...

eu reli os emails,
percebi mesmo re-lendo que foi pesado..

assustei mesmo alguem que fez-me enxergar melhor!

tava até ja pretendendo conversar com uma amiga sua..
a Thais.
assustei desculpe!

vc também fez-me sofrer, sabia:
quando nao disse meu nome naquele telefonema

e eu devolvi isso numa ficção exagerada
numa pretenção exagerada
com a melopéia do teu nome: Ann Cecil

d`uma propensa "vida a dois" na Suiça -"chique"!
mas pesado e assustador: admito.

Vc tratou-me como qualquer pessoa que nao tem medo
de se machucar trataria-me: foi otimo

entao se vc acreditar que nao estou maluco:
somente propenso a me apaixonar (o que é quase isso rssss rsss

só que vc tem me feito ver que é saudávelll- obrigado!

bem mais saudável que o meu isolamento...
entao: Ana Cecilia de Martino
a advogada e concursanda e absurda de gata

vc ainda aceitaria tomar um vinho virtual
com um artista que atravessa,
ou atravessou estress imaginarios e reais:
tipo ser menos ainda que tu profissional e maturamente
ao menos em compreender o que é se apaixonar
e deixar-se levar sem medoss..

ainda assim, ainda com dor, te respeitei,
nao fui sair com vc saindo com alguém!
foi foda.  sou poetinha exclusivo hahaha
ou mostrarei que posso ser
deixa eu tentar de novo?

vc aceitaria tentar...
eu vou me conectar, ainda tenho telefone
e agradeço mto se a gente ainda se falar...

vc foi linda, mas foi cruel!
e isso é um estrondo para um poeta, se é..
vc bem o viu, e leu, ontem e hj... desculpe-me.

baci, bella dona: Ana Cecilia de Martino
a unica e a bella.. espero que tudo esteja bem na terra da garoa
e qu`esse infeliz do teu ficante nao esteja ai  rsssss  rsssss





O que me lembro dela
Um cheiro de bala anis.

Ainda assim deixou-me nervoso
Ela estar vindo em casa buscar-me.

Interessante o que nos deixa nervoso o cheiro
De bala anis.

Então e eu fiz besteira de discutir uma relação que não existe.

Sim sou craque nisso.

E a noite foi de perfeita a estranha.
E eu ainda acho que ela quer me ver.

A Ana Cecília, única. 




INT - PUB IN CORK, IRELAND - NIGHT
                Um homem e uma mulher conversam. Na verdade somente ele fala.
ELE
Mesmo namorando uma pessoa ainda pode ser legal com a outra, foi o que vc ensinou-me.. e mesmo eu surtando eu lembro-me de vc dizer que me queria por perto, como amigo,
                Ele dá uma pausa para ascender um cigarro.
Eu resisto ficar por perto de vc como amigo, agora possa ser talvez vc nao resista ficar por perto como amiga...
                Ela não está com cara de bons amigos.
Se aceitar tomar uma coca-cola de novo.. a gente pode testar!  Um grande bjo, A.

                Ele volta para completar...

Também tou namorando, mais tou vivo!  Respeito é legal, contanto paixão é química e amor minha amiga, amor é investimento... sorry if you havent know it yet!


-sim, sou abusado, menina santa.
eu toparia uma coca, e vc?
eu resisto fácil, e vc?
bons sonhos!

eu serei grande, e quero uma mulher com o mesmo grau de maturidade, talvez vc nao o tenha... mas ainda assim é bem-vinda e uma companhia agradável! bjo!

                Eles se despedem. Luzes off.
 
15 julho 2012.
Acantiza.
 
 

INT. IRISH PUB, CORK IRELAND. NIGHT
               
                               ATO FINAL.

O cenário é um lounge. Meia luz no palco que representa um verdadeiro Pud Irlandês, esculpido em pedras no subsolo duma habitação em Cork City, Ireland . A. Cecil está em pé fumando um cigarro, enquanto Dundi faz o mesmo, porém acomodado no estofado.  A. Cecil corta o silencio.

  1. CECIL
Quando coloquei que estava namorando, foi um jeito sutil de dizer que não gosto dessas...

(ela dá um trago enquanto movimenta-se expressando suas emoções com o corpo)

Dessas conversas. Pois realmente me sinto mal com isso.
Pensei em uma forma que não o agredisse, mas infelizmente, acho que não atingi o objetivo.

Ainda que isso não venha ao caso, quando fomos tomar um sorvete eu não namorava, ainda que namorasse era só um bate-papo, que nem aconteceu, enfim, amizade não tem problema, mas não mais nesse caso.

(Dundi está um pouco deslocado, mas hipnotizado pela boa dicção de A. Cecil, mantem-se calado)

Eu respondi o e-mail sobre indicação de terapia com o intuito de ajudá-lo, mas acho que houve confusão. Releia seus e-mails e suas mensagens, veja o que tem escrito, reflita um pouco, você não precisa disso.
Respondi com as melhores intenções e indicações que poderia dar, se não as quiser, esqueça-as!

Você não é assim e não precisa disso, não vá por esse caminho, ele fará mal para você. E, ainda, se está namorando, mais um motivo. Enfim, espero que seja feliz. Fique em paz.

(Dundi deposita calmamente a brasa sobre o cinzeiro após um longo trago, meio que assimilando o raciocínio para responder. E ele começa.)

É verdade A. Cecil, não preciso mesmo disso. Obrigado por sua educação.

Quanto a rever os meus textos, já estou arrumando uma profissional para fazer isso: chama-se revisora profissional.
Quanto a rever as minhas atitudes, já arrumamos, e obrigado por ter ajudado-me enxergar um pouco disso, mas já encontrei uma excelente profissional para ajudar-me equilibrar minhas emoções... e sensibilidade... para que eu possa separar da minha vida o que serve do que não serve.

E sem duvidas você não precisa de mim. O que é ótimo para ambos.

(os drinks chegam. Um uísque puro para Dundi e um Gim Tônica para A. Cecil)

A gente se vê, se Deus assim o quiser, por ai...
Porque pode ter certeza que da minha parte, não vira convite de cocas, sorvetes e voltinhas... coisas de criança..
Que não é o que uma mulher adulta procura quando diz a um homem que ele pode levá-la para aonde ele quiser!, fazer com ela o que ele quiser, e depois volta chorando dizendo para ele decidir logo o que quer, para deixar de pensar nos outros e pensar naquilo que ele está com vontade de fazer...

Mas isso é outra ficção. Foi somente interpretação minha. Alguém preconceituoso e cheio de malicia... Que não faz bem para um véu de postura burguesa que uma parte da sociedade teima em manter.... É só o meu texto! Não vale para você A. Cecil., pequena A. Cecil.

(Dundi toma o uíque numa golada só. A. Cecil expressa um ar de superioridade)

 Eu não quero que você reveja nada, A.
Viva a sua vida com as grandezas ou os limites que ela vos possa proporcionar!

Na minha vida nunca me senti tão ativo, criativo e pronto para chegar onde Deus e minha inteligência me ajudarem a por-me!

De coração é o mesmo que desejo à vocês dois!

Agora a vida nos chama e não posso mais flutuar com essa historinha enfadonha, desculpe-me.
Há muita caça por ai, e o lobo resolveu sair da savana! Já era em tempo e graças à Deus e à uma luva Louis Vuitton!

Um enorme e doce alucinante beijo de despedida a essa Peça.

Quem sabe quando ambos formos gatos, e ambos formos um pouco avançados acima da média! Possa ser você tenha chance!

Fique em dobro de Paz que dedica-me, porque da minha parte, nunca estive em maior Céu!

Alias, não pude mesmo saber se sua baba é alucinógena... sendo que assim não faz-me tão mal, porque a da minha esposa o será!

        (Eles se despedem, as luzes se apagam)
... 


Eu estou escrevendo e estou desesperado
Eu destruí a minha família
Por besteira

O fim disto não vai ser bom
Eu preciso convencer o meu pai a não vir me visitar com o carro.
Eu preciso convencer minha mãe que estou bem para que ela durma.

São linhas claras que eu gostaria que fossem entendidas
Acho que eu enlouqueci e não sei o que fazer.

Eu quero todos eles bem e eu fui um hipócrita mimado.

 ...

20 out.
Os símbolos, para mim, perderam o total sentido.
Agora se olho alguém, vejo o espírito da pessoa.

Não é assim tão mal.
De fato não é.

Ainda existem os seus olhos por ai
E há total demanda por vê-los brilhar

Não é assim tão escuro
Em fato não é.

É incrível como profanam os signos
Encobrindo-nos em alguma beleza rude.

Eu quebrei no ato o teu significado
Enquanto ainda de tarde eras menina.

E tinha as mãos doces dum serafim
Enquanto corríamos num campo sobre o trigo.

Era uma imagem bela, mas não tinha mais sentido.

O seu olho
O escuro
E o amor


... 


Poesia para sábado


Eu cantaria pelas linhas
Por mais breve que fossem
Eu giraria pelo solo de grama
Teu nome sobre o Castello Sforzesco

Eu gritaria nas pedras largas
Até ultrapassarem a voz guardada
Teu sobrenome nas sebes da UCC
Num dia de sábado e de Castello Irlandês

(Onde as crianças estudam
Nos já sabemos a lição de cor).

A cor do teu rosto sobre uma folha branca.

Eu já te contei, quero pintar quadros sobre ti.
Irei profanar a tua beleza num pincel pesado
Esperando o teu brinco de pérola cair,
Deslize até o meu corpo que voa.

A Irlanda é bonita quando não chove.
Você pode me ouvir recitando
Enquanto estendemos o tapete na nuvem.

Ah! Milão é lindo quando não corremos
Pelas ruas para fazer do suor um café.

Eu gostaria de levar-te até lá
Mas o meu coração promete a ti
Somente essa folha seca e amarga.

Citar o nome das cidades é esquisito
Num sábado em que até os pássaros
Param para esperar eu ouvir você dizer
“nada disso me importa –
Estou aqui do teu lado e poderei soletrar
Letra após letra o que é bem mais interessante que isso!”

Esquece o teu passado e só pergunta-me o meu nome,
Outra vez?
E num quadro que lerei no meu Iphone.

Nasce para vida, meu amor.

A tecnologia está aqui comigo
Eu posso ensinar-te fazer – Por que
Você doma agora em tua voz o meu poema?

È uma mistura, somos dois, e sempre será.

Você é um tanto maluco, esquisito e me canta.
Eu gosto e fico para ouvi-lo “adoro quando você fala”

Volte das tuas Terras andadas!
Só o que você precisa saber é o meu nome.

E eu deixei de quebra, levar a poesia para o teu lado.

Essa mistura de voz é uma discussão
Que podemos ter em qualquer país.
Enquanto você sonha

“E eu abro o meu Ipad para vê-lo sorrir,
Sou só uma mulher informada
E gosto da tua poesia.”

“Não é raro, mas é um sábado”
Podemos correr juntos nas sebes de um coração
Desequilibrado.

“E sabemos que seremos felizes
Quando você não quiser mais postar isso num
Muro de internet”

E somente no meu corpo mal dormido.

Quem quer falar agora?
“E eu te amo”

O riso é lacônico.
Está em falta e eu não quero ouvir via
I”qualquercoisa”

So, come together.

Virou uma carta, e eu te beijo no final dela
Enquanto você se encontra na fala, na voz,
E no meu desenho.

Eu espero!
Você é um tanto maluco
E eu sou um tanto paciente.

Porque te quero!
E em Español isso é “um eu te amo”

Talvez nós só estejamos no país errado
E o encontro é como um vôo
Mas eu te espero. E você me guia,
Por tua voz e linha.

Meu adorável doidinho.

Roubei de vez mesmo a tua poesia.
Podemos sair do link?
Virar uma mesa a dois?

É assustador, mas é onde a vida acontece.
Tou desligando o meu I”qualquer coisa”
Peço que faça o mesmo com o teu note
E nós vamos para um país de verdade.
Okay?

Acantiza. 29 outubro.



31, outubro


A DESCRIÇÃO MAIS FEIA DA TUA MÁSCARA


Houve um riso na sala.
E depois veio a voz:
- Ele virou uma cobaia de laboratório.
Depois, ouviram-se mais risadas,
Dentre os intervalos das ridículas telenovelas,
Há milhões que sobrevivem rindo no meio desse lodo.
- Eu somente queria expor que fui um rato feliz,
Enquanto escuto nos meus fones e estou fora desse mundo,

Sou alegre com o diagnóstico, nunca quis ser parte de nada daqui, mas incomoda-me o peso das tuas drogas de laboratório, e elas vão me matar
E elas vão me matar
Os teus malditos remédios vão me matar

Contudo das cobaias, fui das que mais sentem
E vocês não imaginam como é somente bom estar num dia
E não ser nada do que existe para sê-lo.

Eu descrevo isso como amor.

Vocês nunca souberam me dar.
E eu nunca soube ser.

Estamos no lugar errado e eu não sei mais descrever a beleza.

Um dos dois tem que estar fora.
Sou um artista e as tuas pílulas vão me jogar direto para terra.

Não sei quanto isso dura
E é a descrição mais feia da tua máscara.


...


Ouviu-se esse diálogo do lado de dentro.

- Como vai Augusto?
- Estou bem.
- Passou da dor de cabeça?
- Sim senhor. Depois de um brevíssimo fá bemol silencioso ele disse, retirando os dedos dos lábios. Aliás, estou aqui para agradecê-lo doutor Rodrigo, nunca senti-me tão bem, acho-me leve como um chumo de algodão num ar de sexta-feira final do expediente.
- Que bom.
Chega constranger-me, caros letristas, dever usar artimanhas literárias nesse instante para dizer que o silêncio na sala tornou-se perturbador e eu tive que voltar a dizê-lo:
- Foi como um milagre que sumiu a minha dor, claro, para quem acredita neles. Existe até quem acredita ouvir vozes.
- Bom foi o que você me disse, ouvir vozes.
- Não. Bem não lembro-me ao certo, ter-me referido desta forma, contanto elas sumiram.
- Augusto, você está sendo irônico?
- Nunca. Eu nunca o seria senhor, caso fosse ironia, seria coisa de quem acredita em milagres, às vezes ouve coisas, e noravante a tudo isso, deixa de lado a besteirada da vida para tentar escrever. Coisa que aqui não há, por desmereço de credo nenhum é um escritor.
Era preciso encerrar dali para que não viesse outra enxurrada de drogas comprimidas.
- Mas eu irei ver o teu curta ainda. Disse Rodrigo, referindo-se ao curta-metragem e tentando uma empatia chata com o paciente.
- Odeio cinema senhor, quanto mais os filmes de arte, dão-me asco, horror e dores de cabeça, de tudo aquilo que os vossos abençoados remédios curaram-me. Devo agradecê-lo de novo, ou já podemos sair?
- Você tem enteada? Assim só por curiosidade.
- Sim. Nós vamos nos casar num sábado (qualquer) com a trilha atonal, como nas últimas sinfonias de Beethoven, e o senhor desculpe-me, não está convidado, pois a intromissão é uma falta absoluta de nobreza.

.acantiza.

 ...


Estive vagando livre, entre o interno e o externo, na porta de um mercadinho de esquina, como s`eu fosse procurar no leste um rumo para um norte qualquer de futuro. O mercadinho era o meu corpo, a bússola, bem ela não indicava muito o quadro dos meus sonhos. Comprei um jornal e ele me perguntou: “Augusto, o que é a felicidade para você?” tornei as páginas e saí. Contanto ainda não sabia se estava dentro ou fora, no mercado de mim mesmo, expondo minhas páginas para os demais clientes sem rumo. Era o meu relato e aquilo fez sentido para além da minha isola, pois era para ti também, o meu sonho. È estranho como o futuro dessa juventude só traduz-se num desenho abstrato.

            .acantiza.

...
 7 novembro

O pai de família com árvores ao fundo.
É um ponto sobre as assas de um pavão. O velho retira um boné azul, as mãos trazem o peso dos anos. O garoto que vê não tem perguntas. Seriam reminiscências de uma experiência sôfrega.
É um quadro e faz-me querer não ser velho nunca. A distorção que a experiência de vida traria nessa cena reduz-se a crer que não existe mais volta.
As árvores vão crescer e o pai vai se levantar. Até quando? É uma infindável pena de um pássaro.

.acantiza.


RETRATO PARA Y

- Não me venha dizer de amor.
- O nosso individualismo nem nos permitiria tentar.
- Por que vocês falam bem em relação global, humanidade e quando peço um simples ato de compreensão vocês explodem?
- Eu sei lá, nunca me senti bem a dois. Vai ver é porque quando descobri a balada, alguns anos atrás, as pessoas eram tão aceleradas em álcool em suas anfetaminas e doces que ninguém sentia na verdade é nada.
- Isso é para ser um briefing.
- O briefing que se foda, isso virou terapia de grupo, e agora agüenta até o fim nego.
A ambição e a imagem...
- Outro dia ouvi uma diretora de marketing e ela tinha jeito de diretora de marketing, tipo style.
- Sorrindo e tudo, você me mostrou, era da Pepsi ou da Coca, enfim ela era mais velha, como o nosso consultor ai.
- Eu quero uma pintura no fundo.
- Aqui não é academia de belas artes, aqui é mercado.
.Mais adiante...
- Eu preciso te falar da minha pós, se eu não fizer, eu enlouqueço.
- Você vai virar um produto. Digo uma coisa sólida, porque já estudou tudo que podíamos te dar.
- Sempre há mais.
- Ai vem alguém me dizer que não se coloca alguém na empresa. Quem te trouxe aqui?
- Alguém mais esperto que você, aliás.
- Mas vejam, estou no inferno.
- E não há regalia.
- E não me venha dizer de amor.

.acantiza.


8 de Nov.

TRANSTORNO DO CIDADÃO NORMAL

Não vem ao caso perguntar o que se passa
Contigo enquanto olho as crianças jogando no parque.
Ontem ouvi um dialogo mais ou menos assim:
- Eu não posso imaginá-la, entende?
- Não.
- Tipo se eu vejo você eu vejo você como você é agora.
- Assim sem conceitos anteriores ao agora.
- Isso.
- Sem símbolos, como “gostosa, “gata”, “mulherão”
- Ai estamos chegando ao ponto.
- E o que tem nisso?
- Bom a realidade crua torna as coisas um pouco menos prazerosas.
- Você quer dizer que não terá prazer comigo, você é gay?
- Não e você está percebendo que não sou. Sou um cidadão normal em excesso.
- Porque a realidade é um tanto de símbolos impostos.
- Hum Hum
- E você resolveu desprezar os símbolos.
- Não é que eu resolvi, eu nasci assim.
- Dizem que a gente sempre transa conosco mesmo, você deve ser o oposto disso.
- Talvez.
- E se a gente trepar você estará pensando em quê?
- Em ti, em nós, mas livres de qualquer outro rótulo.
- Você parece normal demais para mim.
- Bom, estou pedindo uma chance, caso isso te agrade.
- É nisso que se torna um casal, mas depois de anos, e não no primeiro
Encontro, caso isso te agrade estou confusa.
Não vem ao caso perguntar o que se passa
Enquanto as crianças arremessam os tacos.

.acantiza.

.. 


9 nov. 11

O ADVOGADO DO QUARTO AO LADO

Ninguém sabe direito o que pensa ele.
A não ser o chuveiro matinal recebendo algumas frases desmesuradas.

Ele liga a TV duas horas antes de sair.
As noticias devem secar seu paladar já ávido pela rotina vindoura.

Ele desce, deixa a carteira e as chaves sobre a mesa de jantar.
È uma pessoa de modos meticulosos.

Prepara apressado o copo de leite com achocolatado
Achando que está atrasado, mas não está.

Come o pão e o diabo ainda nem abriu o escritório.
O pão está cortado e há duas fatias de queijo sobre, sem mel e nem
Abelhas.

Se for acuado, irá de prontidão ranhetiar
Grunir alguma coisa entre as noticias dum telejornal antiquado.

O advogado do quarto ao lado
É melhor mantê-lo calado enquanto o Sol vai subindo.

É uma pessoa boa, de fato faz a barba no dia anterior,
E eu, crendo nas abelhas, não quero interferir no seu acordar.

Ele deve ter acordos mais sérios do que olhar pro quarto ao lado.
Às vezes estou dormindo, `as vezes escuto de soslaio suas conversas
Com as nuvens. Minto:
-Ele não vê nuvens, sente o chuveraço  nas costas e com ele se abre
Para o dia.

Eu tenho uma irmandade com o mel
Ele tem uma irmandade com a sua rotina.
Acabou de sair, não sei se ouvi um suspiro,
Mas sei que é hora de escrever sobre os fatos.

O advogado do quarto ao lado é bom assunto.
Daqui somente rastejo o seu faro, quieto e de olho
Na colméia que não existe fora da poesia de Sylvia Plath.

È um mundo danado de esquisito
Onde cada ser tem os seus morcegos e doces
E não adianta tentar por as mãos onde ainda se cala ou
Deve-se.

Eu gostaria de saber, no intervalo de duas horas antes,
Enquanto a TV chateia as mazelas de morte para tornar
Um dia vivível e meticuloso.
Perguntei ao chuveiro se ele entende que do quarto ao lado
Sonha um artista com uma festa surreal onde
Ao invés de curtir com as musas italianas do sonho
Estive procurando por uma camisa perdida.

O inconsciente, ao menos no sonho, prive-me de ser um tanto neurótico.
Essa é uma poesia para advogados do quarto ao lado
E para ser lida em voz alta no horário de pico dos escritórios.
Assim eu sonho e assim eu converso.
Amanhã será um novo assunto para abelhas de honra.

E ele sairá de casa da mesma forma.

.acantiza.

...
10 nov


SONETO DA VOLTA

De tudo a sua volta terei serenidade
Tanto e, de tal forma, com que venhas
Trarei para ti um arbusto e amizade
Para que do convívio farto te contenhas.

Quero revê-los em tal redoma lírica
Que em seu abraço, quão forte fores
Fará do esperto a mais bela mímica
Antes, e tão saudoso, descerei das torres

Sendo assim quando me encontres
Quem sabe a vida, astucia de quem vive
Talvez a harmonia nos faça aos montes

Eu possa me dizer da saudade que tive
Que não seja o fim, posto que é fogueira
Mas que esteja abrandado no teu ditoso retorno
.acantiza. 

 
HAVERÁ SANGUE
                CONCERTO PARA VIOLINO – BRAHMS

Cheguei na beira do promontório
De lá lancei uma pedra contendo
Numa fita larga teu nó simplório.

Contanto seu nome ainda não tinha
Sido inventado pelos anjos. Tremendo
Eu saí de lá porque esnobaste linha
Após linha a minha fita.

Não há de saber daqui se entendo
O calor é algo vão que me limita
Você pode sentir o sangue escorrer
E voltar fazer parte desse solo.

Tenhas piedade e não faça-me correr
Por um irrefletido, de mim, consolo
Amor igual é algo que tende consumir
Descendo a ladeira, pois lá é onde dormes
Calada e acobertada pelo nosso não existir.

Ainda não inventaram você
E a mim tampouco fizeste falta.

Mas os violinos soam nódoas da tua boca
Carne do meu sangue

Tendes paciência que no próximo lance
Estaremos um para o outro

Do mesmo modo que o concerto
Está para os créditos que se levantam.

A única forma que devo criar
É olhar da ponta o teu véu
Cair pelo vento que sopra uma harmônica
E nós vamos nos repetir quando Deus
Quiser ter nos inventado em outro momento
Como um drible e lanço de dados.

Um médio acelerado duma casta
Que vesti moldado um término e basta.

Eu correrei lá de novo
Portanto lá esteja para o povo
Curioso de nos ver abraçados
Desprezando todos os males dados.

Eu busco e você sabe que sim
Não ter nome não é tão mal assim

Nontanto diga-me o teu que lançarei na fita
E nossa sorte será arremessada em outra dita.

Esteja lá que eu te busco
Como um violino segue ao outro
Em harmonia, carne e boca.

Esteja lá que vamos ofuscar o resto da existência
Ainda não inventada, para nós dois, de pouca ciência

Pulsaremos juntos como um concerto para os créditos
Você está para mim como estou para ti.

E assim nós construiremos nossa maluca matemática
Porque ambos temos a mesma sílaba que colocarei na
Fita, no lance, nos dados e em nossa carne e boca.

.Acantiza.


... 

2012


15 março
I`d dreamt into such peace Héloise and Abélard were sailing to Byzantium. Not poetry, just illicit lovers meritorious trip!
 How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd ...
Consume my heart away; sick with desire
And fastened to a dying animal
It knows not what it is; and gather me
Into the artifice of eternity.
19 abril
.essas letras são somente uma tentativa de travar o fluxo de cores quentes sobre memória fria.
.estou temendo estar caindo entregue num mundo esquisito.
.vamos desabar num sonho.
.hora ou outra.
.lembra?
21 abril
Por que você não bebe? Eu prometi apaixonar-me sóbrio. Tipo, para sentir o “barato” de novo. E quanto isso leva? Se depender de ti, até amanhã...
10 maio

Deus
Era para essa vagabunda ter cuidado de mim e me tornado livre
E não enfiar as unhas velhas na minha cabeça e tornar-me um retardado
Deus
O senhor não está nem ai
Porque quer saber
O constrangimento que senti me faz como uma tartaruga marinha nadando dentro de um aquário
Eu só quero morrer
Como elas que já giram mortas sem a chance de por uma arma na cabeça
Ninguém liga mesmo para isso
Nunca terei filhos, nem serei alguém
Sabe ao que o adiantamento da sua Terra me trouxe?
Uma pá que vai cavar os meus dentes.
E parece que ela vai reconhecer, com orgulho, que tem o mesmo DNA que o dela
Enquanto apodreço
Deus
Eu quero que você vá para o mesmo inferno que me abandonou.
Junto dela
E que não nos reconheçamos em Mundo mais nenhum.

(sugestão de cartão para o dia das mães) mais cortes com flores.

11 maio

Eu quero girar a esquina e descobrir que você ainda brinca nela com o seu véu de noiva rasgado.
E gostaria de ver a reação no seu rosto quando eu dissesse essas palavras
“que culpa nos foi lançada”

Gostaria de ser o primeiro beijo de uma cadela no meio fio.

Acredito que eu poderia fazer o vento esperar
A gente não entenderia naquilo que seria a melhor parte
E nos sentiríamos adultos sem frases marcadas

Sem projeção
Eu gostaria de ser a sua reação nesse momento

Eu quero ser livre
(não lembro-me mais quando não pensei antes de fazer algo)
Acho que foi no tempo que rasgavam o meu uniforme

Dormirei sobre minhas roupas sociais pra ver s`esse sonho acontece de noite.

 
13 maio

Eu quero que você escute-me
Entre um homem se tornar o Rei
Ele precisa cruzar a barreira entre o idiota e o adulto
Que restam nele. É como um aprendizado: amortiza o seu poder como enublesse os teus sentidos.

Vede que ele não é filho do reinado: é um plebeu! Mas vede: notas que ele poderia pisar em qualquer hierarquia com tua ajuda, meu amor, vede!

Eu falo com você, porque você ouviu e foi gentil com os dois extremos
Ele também rouba
É um miserável até que a rainha o deflore

É bom estar de volta, corre na minha veia a seiva dos meus anseios

Estou esperando-te e você sabe onde é
Você tem o meu cartão de visitas
(e eu tenho a sua boca como sonho)
Seremos melhor entrelaçados numa terra de nobres
Se a fala não foi doce
Na língua o será

Nós vamos usar todo o entorpecimento que existe nessa butecaria
É uma Terra de estúpidos
Os cretinos dominam contanto não o sentem de verdade: isto que estou propondo-nos
Poder e glória!

E queremos todos os elixires que nos puderem proporcionar
Não existe moralidade onde o chão já derrete
E nós seremos os excluídos

Mi casa su casa
Mi amor su amor

( e agora tenho que passar o texto para o Sr. Valcir aprovar: é um homem do povo e por isso saberá do que se trata).


.





uma história que contaria para obter o sorriso de um espírito simpático
Você está bem com os químicos que lhe tem dado? foi o que Caio perguntou a Sylvana enquanto os dois rapazes de idade mediana preparavam-se para empurrar o guarda-sol. Um dos moços parecia mais concentrado em seu dever que o outro. Sem desejar nisso demonstrar que, excluindo a compenetração na tarefa, jazia ali uma personalidade insatisfeita, contudo não era certo disso ainda, não caia-lhe no rosto as marcas da pele para que fosse percebido pelo casal, em especial por Sylvana que vestia preto.
Contudo, o outro, o outro rapaz trazia uma coragem em realizar o seu labor que pareceu-lhes fora desta Terra. Agarrou-se àquela mesa e ao suporte do guarda-sol (tem que se descrever aqui que se tratam de adereços de matéria bruta, ferro e palha) como se fosse o imenso lampejo de uma imensidão maior que o simples ato.
Os quatro em cena estavam próximos, assim que todos puderam ver surgir daquela criatura um sorriso simpático, algo vindo do dever cumprido. Uma aura de paz tomou o espaço por alguns segundos, pr`aqueles que ouviam e para àquele que conta.
06.julho.

30 agosto

Alguém precisa de um assistente para galeria de arte... Museus, algo do gênero... eu estou aqui, e trabalho por comida e teto - Does anybody needs an assistant for art gallery... Museum, some of the issue... I am here, I do work for food and roof above my head ! Thank`s in advance ...

31 agosto

não entrarei para Política e nem mesmo babarei para entrar para a sua empresa de favas, mas peço aqui o teu voto de apoio: GUTAO PARIS 2013 , yes we can - `just because I deserve it, and you dont *-) o slogan é meio forte, e nao poderia ser o contrário... `cause i dont care... stand by me mon amour! and we`re going to be two :)

não é porque eu pareça estar fazendo nada que eu poderei perder o meu tempo com você, Afirmava ele.

para quem tem o labor na alma o amanhecer é um brinde aos sentidos. E apaixonar-se é um bruta catalizador, dizia o Coelho Branco. -Bonne Journée-

03 Sept

Silêncio....siuuu...uhhhh.... soava o vento sobre os cipestres. Pois em época de comunicação fácil, saber calar-se e à quem dar ouvidos é virtude como o sopro dos anjos. Bonne nuit !

Franquia: Fast art junkie Fucking food ! passe aqui e pegue... se quiser pague, porque estamos cansados de trabalhar de graça... e esse país me paga mto pouco pelo meu Estado, o gato negro gritou enquanto o fodiam todo no beco escuro, my new found friends... desgosto é gostar de tanta porcaria e não dar oportunidade à um belo rabo felino e culto, repetia enquanto o fodiam forte. Gato gato, volte ao seu mundo!

Sept 6

Gostariam de juntar-se a me para ir à exposição Impressionismo CCBB São Paulo? ... será uma viagem sem fim ... Rs, garanto!
Sept 7th

Se abstrair do nós... pertencer ao todo sabendo-se dois. Depois, compania solicita para peças (em diversos meios) que o resto do mundo considera down ou estranho... acompanhar o tempo do tempo na tonalidade mudando sobre as paisagens em boa parte desse Planeta... por sobre ele, beirando aos cliffs, para saber que o que nos segura é tênue contanto forte! e discutir às vezes para não ser tão monótono apesar de amor... Por favor, se não for pedires muito, junte-se à minha causa de independencia ao teu lado !
-Diários.acantiza, 07 september 2012.

Sept 11th.

nessa terça de metade chuva, quero ser o seu meio cachorro molhado, ia dizendo enquanto acompanhava o escolho de imagens em celulares mostrando The Chemical Brothers por sobre a Alemanha. -acantiza-

será que no prognóstico entre não usar substâncias psicotrópicas estaria incluso não andar por sobre os teus pêlos; lamber e nem ir aos bons shows de música. Deveria estar. Contanto entrevia dali como claro: não irei seguir nunca. Dizia o gato preto ao coelho branco. -diaries- 11/09/12.

Felipe Roberto Dos Santos Gutao.. me manda um pouco desse negocio que voce ta tomando aí...

Augusto Cesar Cavalcanti esse somente eu posso ter hahah Fifa!.. mas eu garanto que o quê ele faz é manter-me a cabeça com menos criatividade, fucking shit! ou ao menos deveria fazer hahaha Absss Felipe Roberto Dos Santos!

...

a Beleza pura da arte, ao tato da língua, era a melhor droga que existia: e somente existia dela em seu mundo. Wake-up please! café servido!

...

a prece que acompanha-me nessa manha... as outras janelas são, repectivamente: conversa com l`amour em français e ingles, twitter Brasil e gringo, e-mails (2), estadao... algo mais algo mais... ah sim: vc pensando que eu nao faço nada! kiss for you baby!

sem esquecer que respondo a vous dando um afago no meu filhote que é acostumado ao bom colo: treino pra filhos !!! wake-up, mother fuckers... Rs... I want to be your dog, hire me for your companie... or church :) never!


...



16.out.

On twitter:

o Bloco cresce Economia de infra-estrutura, o mercado real comércio desaba, a bolha em Mariano Rajoy, Euro à todos ou España à espanhois?

Parecido ocorre desemprego monstro em Portugal: venham ao Brasil!, caríssimos, povo acolhedor, nossa grande metrópole abarrota-vos aos ratos

Contanto Brasil não há seguro que vos guarde! À não ser for como mim: desajustado na sociedade que não nos dá ouvidos: Grito! "Vem e eu vou"

Manifesto de ida e vinda, diaries, –acantiza-.

...

Se o seu diário é parte de algo você desejaria fosse lido, quer dizer: você realmente tem um dia-a-dia interessante, ou, é maníaco egoísta? 

...

tipo: "eu nem quero saber no momento se vc gosta ou não", contanto o ato do retorno completa a Obra, não a minha vida: que vai bem, thanks!
                                                                                                                  16.out.2012.

...



oh negocio de viola eh falar de mulherada que se foi, saudade da terra, animais... tom tradicionalista na fala... vamos subverter um pouco a ordem das coisas... vo com o primeiro verso:
- Safra que nao vai bem é uma mulher que estoura na veia do cérebro feito boi faz antes de saltar na arena - Depois a gente freia o sangue, põe os grão na rosa e risca verso em pena.
Foi assim la nas bandas de Macondo
onde vi o homem letrado chorar um tombo
Caiu nas redeas de Talassia
e se foi em ansia
"Para mim nao dá mais"
o peito arde daqui à Batatais.

dai a gente embala uma moda
verá que o coração de todos roda

quem sabe o café lisergico consola
já que o pé da planta nao se fuma

e trabalha-se para voltar á um pedaço de chão
como um grão que ja nao se fazem mais filhos

e vira letra desfocada na boca dos demais
chapéu, camionete e tantos aisss

que vou eu e o Zabani deixando o palco em terno Armani
velar dezenove anos sem mestre Carreiro
deixamo-vos para cantar em outro esteio.


bao demais! gutao! apenas tiraremos as palavras como Lisergico, Talassia que caipira nenhum saberá o que procede as mesmas! Kkk. Samir Zabani.
perai, to trabalhando aqui um pouco e jaja pego a menina pra dedilhar e ha de sair uma moda bruta até as 3 da manha! Samir Zabani.

15.out.2012. conversas sobre moda. Acantiza.


...




tava ali esperando o carro lavar e fui compondo nova rima que pretende-se uma moda de viola, carissimos! sempre dizendo-vos: o nosso negocio é criar, depois os amigos corrigem...-acantiza.

Vai uma moda de dita e feito,
Um feito meu e do amigo Samir.

Cantamos os nossos versos, meus caros:
O caboclo deve “seguir em frente!”
Da alvorada até o cair.
E vai:

O cara quando busca muito desse mundo
Sem atestar em coisa de Deus
Tenta ir à copa de sua mente
E de repente, ali, some!

O abacateiro lhe mostra os dentes
O verde abismo suga-te a sanidade.

Contanto voltam fortes os caboclos
Aderidos à crença n`algum Deus
Que ele em suas mãos sábias
Bem sabe onde planta os seus versos

E une amizades antigas após queda dura
Cantam agora em verso, lírica, n`alma pura!

Eu que não pulo mais, caro Samir!
E você, meu nobre Almir?
Sequindo em frente caro amigo Almir...
Eta! grande Renato Teixeira...
Deixa atrás abacate, loucura e amoreira....

Levando como eles, nobres que são... levando a vida caro Samir...

mais um trabalho cru para ti Samir Zabani... rs... tenho rabiscado uma outra aqui que vos apresentarei apos almoço e perícia de sanidade normal ..Rs.. Absss - sempre lembrtando-te que com paisagem rupestre as composições melhoraram, com certeza!

...



17.0ut.
On twitter:

Obama ganhou, é o que importa!, mesmo que afirme o ataque a embaixada em Benghazi num tom bem Americano "os culpados serao punidos!"

Iconoclastico ex-presidente Lula hospedar-se num palacio, Duhau, de familia aristocrata fálida, na Argentina, atual Park Hyatt!

Lula abrirá o Coloquio empresarial Idea no Sheraton, que não está na Recoleta, próximo a embaixada do Brasil no bairro Retiro, ali é o Duhau

(a fronteira entre os dois bairros é a rua Montevideo) já disse o sábio Ariel Palacios em sua matinal correspondencia dos hermanos direto lá

"president had missed regular chances to label China a currency manipulator for artificially lowering the value of its currency" -USDebate-

"Mr. Romney held investments in China and that, as a private-equity investor, had accelerated the trend of jobs being outsourced to China" .

-uma manhã normal – acantiza.

.



.MANHA CEDINHO, FAZER CAFE, PAO QUE A MULHER PREPAROU NO FOGAO DE LENHA, BICO DA CHALEIRA, ABRE A PORTEIRA, SOLTA OS CARNEIROS PRA PASTAR, FAZ UMA CURA NO QUE TA MACHUCADO, ARRUMA A CERCA QUE O A VACA FUJONA ARREBENTOU.

Letra de Samir para versar.

Esquecer um pouco da facilidade da comunicação é dar mais valor as coisas vivas...

Acordar de manha bem cedo
Cedinho ir fazer o café, cheirar a terra
Provar do pão feito pela prenda, aquecer no fogão a lenha
Reparar no bico da chaleira que canta como o cantador

Então parte, reza, abre a porteira
Solta os carneiros para pastagem
Vê a cerca que a vaca fujona arrebentou
Na noite anterior, agora vai o vaqueiro

E pede a cura ao que ta machucado
Pede a cura ao que machuca por dentro

E volta e faz tudinho o mesmo
Dia seguinte
E agradece ao tempo de bem viver

(repete).

....

.



Deve haver agora uma re-irterpretação dos sonhos
Desde muito passei a desprezar esse estado.

Esta noite, estava sendo o paraninfo de uma formatura
E disse a minha mãe “s`eu estivesse pago a formatura,
Queimaria todos os convites!”

Ela se foi com os meu madrinhos.
O meu irmão não quis dar o nó na minha gravata
O nó virou-se uma semente nodosa e verde na minha mão.

Subi ao palco e não falava coisa consistente.
Então, já de súbito, tomado pelo cretino da situação
Tomei as rédeas, consciente da historia e expliquei o absurdo da situação:

“Não sei se essa vida realmente acontece, Entendem?
Se isso aqui está acontecendo em algum lugar?
Por que o meu pai esteve ausente de toda a cena?
Por que o meu egoísmo fode com tudo?”

Eu não sei! e é bem melhor estar acordado...

Um dia escrevo sobre a minha visão de agora
O do quanto acredito perigoso sonhar, dar liberdade
A esse estado nodoso do ser humano.

Deve-se riscar a interpretação dos sonhos dos consultórios.
C`est merde! Só serve para nos confundir.

Acantiza, 20 outubro, 2012,

On twitter:

Com maior audiência da TV no ano, final de ‘Avenida Brasil’ para a cidade - Estadao - Cada povo tem o reino que merece! Panis et circenses.
A ver se final do Mensalão alcança mesma audiencia, ou se as casas de alguém dali sao pichadas como os campos de futebol de time ruim! Má vá


"E quem está por trás? Alguém pode cometer um atentado justamente culpar o inimigo. O alvo porém nos leva a crer que sejam grupos pró-Assad"

"Possuía informações sobre os planos sírios de acabar com a estabilidade no Líbano. Foi no coração de Ashrafyeh, bairro cristão de Beirute"

Assim disse-nos Gustavo Chacra num sábado de manhã.

...

..



21.out,
On twitter:

"a grama verde do vizinho esconde a casa comum; sala estar tradicional, cozinha modulada - o adolescente inebriado por pensamentos suicidas"

"Jovens e metrópoles como Melbourne, N. York, Rio. Cidades esquecidas como Lake Forest, na Califórnia, e Port Coquitlam, Colúmbia Britânica"

58 km, Av. Brasil na baía de Guanabara; perto a ilha do Governador, fica o Galeão, curva à esquerda, reto para se dissolver na zona oeste.

"tragédia grega, fez a família Tufão descarrilar no início da trama: a cena da novela gravada na av., morreu Genésio, o pai da heroína Nina"

A poucos metros dali, zona portuária, "Todo mundo quer ver Carminha, né?" - o marco zero (pequena placa verde) - a Globo, obsessão nacional

briga partidária nao deveria impedir a alegria e a musica da população que quer só um pouco de festa... triste! ... ExisteAmorEmSP ??...

Os jardins do MIS são uma boa pedida sempre! ainda melhor em dia de Sol e musique!

...
.


Ops, nao soando muito irônico, no cartório do céu, espero não estar desejando felicidades àqueles(as) que já estejam dessa para melhor!-
terá Maria, no último tango, morrido?
esses aniversários muitos em comunicação facil...
esses casais muitos de relação frágil, rs.
eh que percebi que tenho sétimos sentidos à distancia... e isso causa! afs...
assunto para super Tatiana Niero Miranda Felizardo... rs... suadades doutora, bom domingo!

.. 


.
uma porção de coisas malucas mesmo!, "e não servimos meia porção"
sentimentos confusos que entravam-me BAR CLUB
join-me, for free, for a while..
soon, CLOSED,
Estou?
.

criar ovelhas acompanhado da solidão aconchegante da minha mente, ou confundir-me com a sua existencia? Era o dilema.
 .


Society.IntoTheWild soundtrack.



19 dec



Num mundo, ou por ai, eu poderei lecionar História da Arte.

support me.



" A risada é tão sagrada quanto a prece "

-mais rezo do que riu, serei consagrado como sério?



Considero essa a minha melhor fase

A ver
http://acantiza.blogspot.com.br/2009/11/monologo.html



20 Dec



E tudo recomeça, a paciência desses animais cavando infinitamente um fosso, até que um dia (eu esperava, por que não?) a transparência inunda corpo e coração, corpo e coração de mim, Amós, animal cavando infinitamente um fosso. Na matemática, o velho mundo de catástrofes e sílabas, de imprecisão e dor, se estilhaçava. Não via mais caras cruas retorcendo-se em perguntas, em lágrimas tantas vezes, não via o olhar do outro sobre o meu, que coisa pode ser uns olhos sobre os teus, uns olhos sobre a tua boca. Esperando que espécie de palavra? Que formidáveis crueldades acontecendo a cada dia, os humanos se encontrando e nos bom-dia boa-tarde que segredos, que crimes, boa-noite de maridos de amantes, de supostos amigos.

Hilda Hilst. from Isadora Krieger



Rege amor e guardarás fortuna.

21.12.12, diaries.



O mundo não acabou, mas podemos nos acabar ali no canto.

Juro que ouvi.



22 Dec

Ama e compreenderás teu destino
Serve e cumprirás tua missão

Loves and will understand your destiny
Serves and fulfill your mission

Emmanuel

A ostra, conquanto usufrua o agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago de si mesma.

Emmanuel.


The oyster, although enjoy the coat's shell and rejoice in nutrient sea water, produces the pearl in the heart itself.

Emmanuel.

23 Dec
No principio era o Verbo/
Podemos supor que após o primeiro Movimento veio a música e, dela, um pouco de poesia/
Nisso, um Natal Feliz a vos

29 DEc

Loading...
2001,2,3...13!

Bom Ano a Nós!

Hora de usar o bom e velho telefone!

QUE VENHA UM 2013 GLORIOSO! em versos, Rs!

31 Dec.

Fim.


  .



2013


04 Jan

É por isso que, em todos os tempos, a beleza, junto à ordem,
constituiu um dos traços indeléveis de toda a criação.


Emmanuel.

A Caminho da Luz.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


(comprarei-o para o meu pai, amante de História e de idéias inovadoras do espírito).

A harmonia, a ciência e a virtude são as três concepções do Espírito; a primeira o extasia, a segunda o esclarece, a terceira o eleva. Rossini

O artista estuda a forma e agarra o instrumento que permite representar a idéia.

ibid.


 09 Jan


em São Paulo
não houve movimento chamado primavera
para banir a devassidão dominante
e perguntar se ainda existe amor. Existe amor na Síria?

.

Tradução do poema final da Carta para um evento bem Vindo.

As pessoas vão dizer nós somos dois / feitos da mente inventiva /
Se configurando valores supra-humanos / esculpidos de algum mesmo assunto.

Mas a substância gens / não mesmo
Aborrece nossa memória aguda / Nos participamos /
Nunca compartilhar qualquer raiva / Dans notre monde fantasia.

Entre o humor lamacento / nós estamos em, pelo nosso próprio RISCO /
No qual eu escalo pintando a nossa figura:
Podemos delinear o que tínhamos / para mim
para você
Minha abelha deusa.

Então, o amor da minha, por favor, me dê o seu consentimento:
Vamos doar para trilhar um estúpido / por que não fazê-lo?
Deixe-me falar sobre a vida privada de nós / sobre como nós
Alcançado em ser ambos / n alma de material `, somos feitos de /
Em uma colméia segredo de nós.

O amor tem um tal brilho delicado /
De certa forma, quando nós notamos a sua presença /
Ela acaba de fluir através / Concreto e
Inadequado para ser apertado-abraçado /
Mãos, nossas mãos com sabão.

Seja minha Abelha novamente / abençoando tudo
Esses últimos lampejos / momentos de existência
Em que o tempo de nós.

Fique com os meus Direitos da vida papel parede /
Pelo espiritismo desenvolvimento e ilusão /
Em ridículas mentes de comuns assassinos.

Vamos compartilhar qualquer amor inteligente de nós /
Que um não tenha resto abandonado / por nossa própria negligência
De como fortaleza estávamos / apenas para compartilhar nossos corpos
Sobre antigos móveis de quartos.

Vamos partilhar a nossa vergonha de sermos corajosos amantes,
Poderíamos?


por Canti para BE A.
acantiza.
CRIADO: 23 de julho de 2011, 10:58:46.
Salvo: 23 de julho de 2011, 13:10:14.

.
 Zhanna Erte
Honestly, I'm amazed how many talented people live in 'Fb city'!...You know, I say 'Thank u!' for such your warm blanket that stretshed on the 'sharp words', but these words shine like stars....as about some stuff from my life's pla So, for whom do you write these lines? 

Augusto Cesar Cavalcanti,
The poem is the "Ecstasy" of a psycodelic story about a marriage... there`s a reference to Jesus and Mary Chain song Just like Honney... Canti is one of the characters and BE A another, is suppose to be a love letter..I think i wrote this one to my neighbor A nice woman that just have a little boy and she was the bride... so, what do you think about the poema after this explanation hahaha wish you still like it Zhanna Erte! find follow my blog link with the complete story, maybe you could translate in google, try it, please:http://acantiza.blogspot.com.br/2011/06/cartaparaumeventobem-vindo.html 

.. 



14 jan. 13



adaptando Leo Tostoy para Teatro

ouvindo jazz

a peça se passa na Roma antiga comtemporânea

a Jesus Cristo.

o Alexandre é mago o psiquiatra.



17 Jan



preparado estaremos para tempestade, disse o meu amor!

e correu vestir os chinelos.



e porque a gente pensasse em fazer amor na rua

dum mundo antigo, saímos.



“What thou lovest well remains,

The rest is dross”



O que tu amas bem permanece,

O resto é escória



Ezra Pound, Cantos, LXXXI.



18 jan. 13



prece para ter uma sexta rica

no sentido extenso

complexo dessas rimas

harmonica e rica

ref. To A Day in the Life, Beatles.



e que seja próximo

se nao puder alcançar essas líricas

como um mergulho noturno


ref. R.E.M. - Nightswimming (British)


... 



20 Jan.

agora devo deixá-los aqui

cair no mundo à parte no papel

Tentar interpretar-me na abstração de vós

Em alguma das vozes encontro a razão, nós



22.



è sobre um médium que vive na Roma em tempo de Jesus

ele é assediado por um mau espirito até encontar sua companheira

que lhe apresenta as idéias do Rabi de Nazaré.



nova peça de Teatro surgindo.

A ver o que pensam. Provavel que essa nao possa ser

ao som de blues.



No deserto o sol era uma imensa bola de fogo em límpido céu azul.

Os viajantes envolviam-se nos mantos para protegerem-se do areal.
Entardecia.



ROMA ANO 30 DC.

.
vou ao twitter
compartilhar letras breves e
um pouco de boa música que acompanha-me enquanto escrevo.

Bem vindos todos.
 
...


23 Jan.

ethiopian jazz



Samuel Yirga - The Blues for Wollo: http://t.co/xfNo9Vlg



24 Jan



Unfortunately,

after careful consideration and assessment

with the recruiting team, we have decided not to proceed with you



mais do mesmo!



25 Jan



Fabrício Brandão editor da Diversos Afins convidou-me para escrever sobre algum dramaturgo...

para ser sincero, vou menos ao Teatro do que gostaria...

Assim que peço aqui conselhos, bons conselhos: sobre qual dramaturgo escrevo???

merci d'avance


I see your snow as my dream

Let's share freezing music

My Brazilian samba

yours:

27 Jan

Augusto Cesar Cavalcanti "Há uma criação na paisagem imediata, notações ricas e elaboradas que só podem ser decifradas com a mão, pelo toque, ou pela boca, pressionados contra os lábios. Uma paisagem de delírio. Soluções radiantes de sedução do apicultor."
Yesterday at 07:49 · Like
Barbara Peacock This is inspiring!!
23 hours ago via mobile · Unlike · 1
Augusto Cesar Cavalcanti I am inspired miss Barbara Peacock
20 hours ago · Like

28 jan. 13

is the story of a boy that was abandoned as a child, he has a gift to speak with spirits, and some of them help him to become notorius and rich, but when he meets a girl that was his mother's adopted sister, he starts a change in his thoughts and acts. She is a Jesus follower, in the time that they are really christians, the paly is about Rome 50 DC. so is contemporary of Jesus life, she actually meets Jesus when she was child. Both of them are persecuted for follow Jesus at the end, but they are released with no money, but they are very cult, so they start a simple life with love and necessaire clients for the business, a magician tent, like a medician for the needed people.

my Play subject!
with the help of my talk with
Zhanna Erte




ainda 28,

Meus clientes não querem saber de questionamentos morais e éticos, somente estão preocupados com o atendimento de seus desejos!



háalguém ai?



30 Jan.



“You don't have a soul. You are a soul. You have a body.” - CS Lewis

by Ariel Maccarone.



tantas fotos bonitas de livros,

Irei preparar os meus, poucos,

mais bem escolhidos, para expor!

Alguns terão destaque, outros

Memória.



Como um quadro pode valer milhões?

a interessante matéria da super interessante deste mês nos faz entender as regras do mercado dos "artistas".
Eu não compraria nenhuma daquelas porcarias... Esse tipo de arte é como ações num mercado especulativo de dinheiro em excesso: Podre!
vai perecer com o tempo e com a vossa lavagem de dinheiro.

Diaries, acantiza.

31 jan. 13

Zhanne Erte sobre minha compilação chamada Rivotril.

Você sabe sobre dopamina? ... Sim, os cientistas esfregou que as pessoas se motivem a busca de DA, utilizando todos os meios disponíveis (você vê?) Apenas um homem quiser sentir a felicidade .... Mas o maior prazer na antecipação de felicidade quando você sabe exatamente o que está para vir, mas ainda não chegou ..... Pense sua compilação resultado, é como no sexo você deve receber prazer emocional do processo, desde a alegria da mente (você sabe na conversa com uma pessoa inteligente até mesmo o cérebro experimentar o orgasmo ... brilho, haha​​!) ... No entanto, eu tenho o prazer da leitura, e muitas pessoas ligadas memórias da minha vida, e "Cartas de madrugada", que "Quando o efeito passa, podemos admitir que à beira ... ', e isso é especialmente -' por que o processo de se apaixonar depende da outra parte? Seria mais saudável alcançar o mesmo êxtase olhando para um mosto, por exemplo ... '... nice!
Rivotril é uma coisa séria, eu não estou totalmente certo, parece que você escreveu algo muito pessoal, bastante íntima (como uma conversa direta com os espíritos de seus ancestrais)? .... Precisamente, uma trilha mística sobre si mesmo ... sobre o amor (o que está lá é este poder de transformação para você?) .... Claro que você pode responder com o silêncio, apenas é o meu entendimento sincero, porque tudo o que existe tem uma base razoável para a sua existência ..... e obrigado por me ouvir)

I'm glad that the other side of the ocean someone has captured so well my words, I'm glad! Across the earth echoed as they should! Yes this is a very personal account of the experience I had when I had an outbreak and I understand that and have me with the medication that I use. So why not go mad, emerged this collection of these texts that I wrote at the time. I convey down more texts on the same subject and I look forward to your comments rich! thank you Zhanna Erte!
Augusto Cesar Cavalcanti the text on the side is my war, I believe that the current war of more people, then went to other publishers. It is the war of the body with the soul that contains, or me with the medication that I was subjected, please read it!


a recompensa pela boa notícia trazida.
ou
uma história que será bem contada.
ou
permanecerá em vossas mentes.

Através de muitas horas sombrias
Eu estive pensando sobre isso
Que Jesus Cristo
Foi traído por um beijo
Mas eu não posso pensar por você
Você vai ter que decidir
Se Judas Iscariotes
Tinha Deus ao seu lado

Bob Dylan's with God on your side, song.



1 de fevereiro de 2013



meu, abaixei esse quadro O FESTIM DE BALTAZAR, de Rembrandt em alta resolução, impressionante, mas nao consigo postar nessa reso... para o vosso azar.

No livro que estudo conta a história do rei Baltazar, ou Belsazar, que deu um banquete e prometeu ouro a quem decifrase o enigma inscrito MENE, MENE, TEQUEL,UFARSIM( que é o plural de Peres), palavras hebraicas que significam, Contado, Pesado e Dividido.

Daniel o profeta o interpretou.

Naquela mesma noite foi morto Baltazar, rei dos caldeus...

Irado!

e ninguém quer saber disso, neh, rs.



Maria Graciela Flores Bojorquez tengo un tio que es escritor a ver si lo conoces se llama Mario bojorquez radica en Puebla es Mexicano y escribe mucho a ganado varios premios y creo el ultimo en Espana (alambra) o algo asi a la mejor y lo conoces casi no hablo de el pero el ha escrito en tu lu lengua (portugues). un abrazo.



a levar o meu cão passear...

ou ser levado pelo mesmo,

vendo-o cagar livre pela calçada,

em pura e completa poesia e liberdade!



02 de fevereiro



Zhanna Erte sobre o meu texto da guerra do corpo.



Estou tentando enviar de seu "horizonte de eventos", e é comparável às barricadas das peças corretas de solidão sólida (apenas desculpar-me por uma nitidez certo, mas você pediu a dizer-me, que ...?). .. Guerra? .. Hmm .. não, é melancolia, como você disse "foi buscar um espelho limpo com esfregão '... Ainda, 16, a solidão física e emocional provoca depressão, ea depressão aumenta ainda mais a solidão (de alguma forma em suas linhas vejo minha própria solidão) .. Você não respondeu o que é o amor para você (como a transformação de energia)? .. É importante ... Então, para mim, pessoalmente, quando se trata de amor, a alma se expande para limites bem-aventurança celestial, você sabe por que essa enorme sensação de felicidade? Porque não há imaginação, que a solidão acabou ... Sim, pensamos, não será mais perdido neste mundo cruel, como o seu deleite Coltrane ". Ele conversou com as pessoas na linguagem do jazz, e ele desperta neles os melhores sentimentos e aspirações ... No geral, eu gostei, coisa incrivelmente perto 'ilusão' para ..., graças .... Para quem você escreve?



primeiro, muito obrigado por tão densas palavras sobre os meus escritos Zhanna. Elas estão sendo carinhosamente "pregadas" sobre o meu diário, que escrevo como regra e treino. Tenho que dizer-te, com a mesma nitidez que peço que continue a compartilhar comigo, empatia pura! Bom digo-te que estou mais saudável hoje do que estava quando escrevi essas linhas, e isso me mantém mais seguro e faz com que a minha arte evolua! Provavelmente e com muita certeza são linhas de alguem melancolico e deprimido, acho que é o mal da minha geração, se não estiver sendo muito pretensioso em julgar o geral por meu "problema" subjetivo. Em relação a forma do poema texto voce captou-o com sagacidade: são linhas inspiradas no jazz e blues e assim remeto-o a Coltrane em alguma parte. Hoje eu ainda não sei o que representa o amor na minha vida! agradam-me completamente suas palavras ligando-o a alguma energia cósmica, mas para não cair muito na mesmice, acho que amor é tudo que nos importa, mas não o amor físico, o amor universal, que une todo o Universo em beleza, pureza e perfeição. Está um pouco distante da nossa visão egoista e mesquinha que acredito ser o geral dos relacionamentos humanos. Você acredita que exista amor verdadeiro entre dois seres? Acho que estou sendo um pouco pessimista... Aguardo ansioso os seus sábios comentários Zhanna Erte!



Maria Bojorquez: hermosos 18 puntos del escritor en torno a la guerra del cuerpo, me encanto.....



muchas gracias por ler-me Maria Graciela Flores Bojorquez, es la tradução do google, pero lo ha compreendido em essencia! Saludos!



04 fevereiro
Cadernos de estudos, obras espíritas
A MORTE DE SÓCRATES

Jacques-Louis David (1787, Museu Metropolitano, NY.)

DANTE E VIRGÍLIO NO INFERNO

Eugène Delacroix (1822, Museu do Louvre, Paris).

HUSS PERANTE O CONCÍLIO DE CONSTÂNCIA

Vascalav Brozik,(1898, Capela de Bélem, Praga, República Tcheca)


08 fevereiro
Björk, Ruby Baby jazz Gling glo' album, é de perder o almoço...

11 fevereiro
puts
acabo de escrever
que estou muito feliz
com essa que não é uma marchinha de carnaval

mas um convite para vcs, bons leitores que sambam,
Edição da revista Olhar, com um conto
desse que vos chama para rua.

entrem entrem


12 fevereiro
tenho que ir...
Roma está precisando de um sucessor... Rs...
Nome, e somente som de nome, meus papais fizertam o favor de me dar... Ave Augusto César!...
Rs, quem sabe a Católica, em um surto fantástico, não elege-me... Quem saberia dizer. Disse ele.


13 fevereiro
debruçado em jazz, transcrevendo WISLAWA SZYMBORSKA.

- não cair no martírio da palavra fácil
- deixar a fluencia como regra

15fevereiro
Todas essas lampadas, vagens,
tentáculos, barbatanas, traquéias,
pluma nupcial, e peles de inverno
mostram que ela tem ficado

Corações batem dentro de ovos.
Esqueletos de bebês crescem.
Sementes, em trabalho duro, brrotam o seu primeiro pequenino par de folhas
 

17 fevereiro

A Árvore do Entendimento, deslumbrantemente reta e simples,

brota pela primavera chamada Agora Eu Entendi.



Para todos os seus encantos, a ilha está desabitada,

e as pegadas fracas espalhadas em suas praias

giram sem exceção para o mar.
  
2015 .
 
DA CLINICA
É justo começar dizendo que eu acredite que esteja numa clinica de reabilitação. A primeira etapa é a aceitação da necessidade desse afastamento dos demais seres humanos, e são os outros e a nossa culpa pelos outros, que nos faz notar que tínhamos realmente essa obrigação.  A segunda etapa é dizer que para quem realmente frequentou alguma, eu deva ser mais um mimado que não sabe de nada do que é a realidade, vivida nela mesma e dentro da célula da família. O que sei, pelo relato de um colega de Manserv Logística, é que dentro da clinica ou hospital que ele ficou, bancado pelo governo, pois há clinicas particulares, e dessas só soube que antigos colegas frequentaram e até escrevi cartas, contanto soube terem ali a ala dos esquizofrênicos, e que eles costumam cerrar as portas com a cama e com os armários de noite, no casa de algum querer entrar.
Pirata, Tigre e Bob (um projeto canino, mas que demonstrou coragem pelo que irei relatar após esse adendo) estão afugentando algum animal no que eu penso ser o estremo esquerdo da cerca do sítio Represa do Capote. Bob é o que mais late. O som vem de perto onde tem uma plantação grande e bonita de bambus. Tigre se machucou no arame farpado ali outro dia, após ter nadado na represa atrás de nós, eu e o meu pai, enquanto vínhamos remando no remanso seguro do rio que leva a lagoa, dentro do bote de alumínio. Os cachorros sempre observam junto o nosso deixar fluir por sobre as linhas que preenchem mais um dia, no brilho que o sol faz por sobre as águas. Os apóstolos eram pescadores, como costuma resumir o velho.
Estou com insônia, incomodado, a adaptação é bem difícil. No momento que pensei em começar entender, enquanto ainda estava na cama tentando perceber o que me tornara para ter esse direito de me tornar o narrador, o que me dava medo era o rato, ou os ratos, correndo no teto de madeira e não os demais bichos lá fora, já que desses, os cachorros davam conta. Perguntei ao Felipe, antes dele estar dormindo se eram ratos ou gatos, tamanho alvoroço causam em minha mente. Papai diz que são morcegos. Eu digo que são os homens, com suas complicações e cinco sentidos miseravelmente dados como percebíveis. Se não fossem eles, eu estaria dormindo na mesma paz com que dorme Felipe. Os agitadores indesejados são tantos em minha imaginação que é melhor esquecer disso ai.
Esse estado de espírito, medo, todo o mundo dos sentidos que existe e não vejo, são tão inquisidores quanto as luzes que apareceram no céu dessas paisagens e que vejo em duas fotografias na parede, apoiadas no alabastro da figura da antiga casa de Dona Alaide, a minha avó. Então eu penso: se até seres evoluídos de outro planeta se interessaram por essa região, por que é que essa parte da Terra não pode fazer bem para mim também. Eles até poderiam aparecer para mim: nossa! seria um baita encontro. Tenho amigos, mas não de outros planetas. O aceitável é que com eles eu tivesse menos diálogos, já com os humanos é pura falta de prática. Contudo devemos não nos esquecer que ainda considero como uma clinica de reabilitação, por maiores sejam os buracos negros que possam haver nessa atmosfera daqui: reabilitar-me do vício ao dinheiro e de outras drogas mais, das anteriores e das ditas brancas atuais.
Eu continuarei escrevendo. É só o que mantém os perturbados sãos. Ninguém me forçou a isso: é só uma força maior que ainda não quero ou posso explicar. As galinhas logo cantam e eu quero dormir, mas não consigo. Espero estar bem acompanhado, na próxima página, e nesse obscuro silêncio. Papai e os meninos tentaram costurar o corte na barriga de Tigre. A cena era forte e valeria um quadro.

SUBSTÂNCIA LISÉRGICA
É justo colocar que além de galinhas tagarelas acordo com o simpático cântico de um casal de tucanos. Hoje de madrugada tive um sonho em que tomei alguma substancia lisérgica (uma moça do sonho me descreveu o que era a pílula, mais enquanto ela falava me apareciam cores no cenário que se tornavam mais e mais interessantes) foi assustador e tão real que logo já pensei consciente: “Você tomou isso e terá um surto esquizofrênico com certeza!”.
Papai é sempre surpreendente com seus relatos e um exímio cozinheiro. Para quem ia tentar emagrecer aqui, estou um tanto perdido com a oferta! Agora a nossa ideia é regularizar os documentos do segundo carro da casa para que eu possa virar taxista. Não concordo nem discordo: como em tudo que é relacionado ao trabalho prático: vou ver no que dá!
Eu acho que com minha conduta em relação a minha libido e o calor que emana das partes eróticas eu alimento muito espíritos vampiros. É como ocorre também em relação aos seres humanos: eu inflo seu ego com atenção que dou as suas conversas por whatsapp. Tanto mulheres quanto homens. Às vezes as palavras preenchem mais que um abraço ou um alimento, quando bem usadas. Consegui um relato sincero de uma Donna sobre o holocausto e isso foi uma grande jogada! Melhor do que provocar um xeque de cavalo com bispo.
Deixei baixar a emoção para descrever esse relato e isso não o torna tão interessante. Sem duvidas as melhores conversas que tenho são quando me deito para tentar dormir ou quando acordo, e percebo que para ser fiel com o meu relato, eu provavelmente deva ser fiel com os meus horários, ou com os horários deles: as minhas companhias que vibram numa frequência não visível aos olhos. Há de se deixar ciente aqui que não sou médium ostensivo, no que acredito que se fosse, resolveria um tanto de meus conflitos existenciais e de criação literária. Eu sinto perturbações, somente perturbações e nada que venha de qualquer outra esfera me traz a calma de sentar e escrever um romance por mediunidade auditiva.
A Lontra comeu nosso maior peixe hoje fisgado. Papai riu “Disgramada ela só deixa a cabeça” e eu disse: “Os animais também precisam se alimentar”. Se eu tivesse tido uma mulher, eu teria desistido de me meter a escritor. Como quando meu pai diz que havia pela segunda vez na vida começado Engenharia Civil, mas largou porque se casou e já tinha uma profissão correta de Professor que lhe garantia o ganho necessário pro momento. A meta é formar o Felipe Engenheiro e eu ajudarei para isso acontecer. Os meus irmãos mais maduros então parecem ser todos sonhadores por Engenharia Civil, João me confessou isso pelo seu apreço pelo desenho técnico, e é incrível para mim como ele consegue ainda assim ser um excelente advogado.
O que tem me deixado um tanto perturbado é que sei que quando meu pai se for desse plano, não terei a postura de frequentar essa casa deles na posição em que me encontro de seu filho em busca de conforto emocional e lar. Não saberei lidar com isso, me fará mal usar dos serviços, da comida do espaço livre sem ele por perto! Eu posso tentar criar uma empatia nesses dias com os meninos e com a Célia, mulher dele, mas não vou conseguir ficar na ausência dele porque vou me cobrar demais.
               
                DO DIÁRIO
Eu vou escrever para não adoecer antes da hora. Há diversos clássicos de autores, em sua maior parte literatos brasileiros, e o diário de Anne que vejo bem aqui agora “o papel tem mais paciência que as pessoas” para me acompanhar.  Além das fotografias de nossa família que me põem em um estado de espírito que precisarei de mais tempo para descrever. Eu vou começar um romance. Não vou publicá-lo na internet porque tentarei que o publiquem em livro. Vou fazer um compare poético dos meus trinta e três anos ao do meu irmão que acabou de completar dezessete.  As galinhas vão cantar e isso me incomoda um tanto. É madrugada amanhecendo. Eu tentarei descansar o animo indo me deitar. O romance vai estar pronto até terminar o meu seguro, em dezembro. Provável que antes: com literatura sempre fui expert em prazos. Daí usarei do dinheiro para publicá-lo. Não é pegar um tubo numa onda, meu amigo de Floripa, a ilha da magia que acabei de deixar, contanto descobri que compor também é um prazer que os gananciosos não podem nos corromper. Estava apegado demais a grana naqule sete vezes melhor resort de praia do Brasil: Costão do Santinho. Acho que agora sei no que ele dinheiro será usado. Se estiver correto, presentearei alguns de vcs em dezembro com uma esperança e um manuscrito.
Vou me deitar. Somente estou com conexão de redes sociais, Facebook, para ser bem direto aos sábados. É quando irei na lan-house. Isso também faz parte do processo clinica. Por isso peço perdão as felicitações e demais contribuições de comunidade que deixarei de dar nesse tempo. Começo em breve. Até lá. “Para mim, as lembranças são mais importantes que os vestidos” valeu Anne.
Acantiza, 24.07.15.
As partidas de xadrez que tenho tido com os meninos se tornaram o cenário do meu livro. Está difícil encobrir o nome das suas personagens reais. Não tão complexo como dar veracidade as jogadas, porque estou longe de ser uma efeméride no tabuleiro. Perco para eles e nessa fase de vida isso tem me divertido, contudo ninguém gosta de perder.
Eu não sei mesmo o que vai ser de mim quando ambos os meus pais se forem desse plano. Tenho pensado nisso bastante. Por isso a ideia de investir no meu livro em dezembro vem bem a calhar: é a minha tacada para ter uma companhia nesses tempos vindouros e difíceis do futuro. Se eu tiver livro e público, eu vou ter uma companhia. Ninguém vive sozinho na velhice, o meu pai já me disse e eu bem sei o que ele quer significar com isso. Se não fossemos tão parecidos, eu diria que ele está errado!
Você ter demonstrado que criar a empatia com o papel é uma grande arma, foi demais! Até.
Acantiza, 25.07.15.
UMA GRANDE PARTIDA
Para começo da conversa, decidi sentar do lado do tabuleiro onde ficam os derrotados. Papai me chamou no anexo da casa às dezoito horas para jantar. Interrompi alguma escrita, coloquei o note carregar na energia e parti sem sobras de duvidas. Papai, um senhor de setenta anos, grisalho, baixa estatura, olhos escuros (como descreveu o primo nosso) que sabem ler a alma das pessoas iria fazer uma bisteca bovina na chapa que eu não deixaria de lado por composição nenhuma. Eu cheguei lá e estava montado o cenário: as pedras brancas e pretas bem dispostas no quadriculado do xadrez sobre a única mesa da cozinha. Papai foi quem desafiou “Jogue uma partida com Luiz Felipe!” já me ofertando na mão direita uma caneca gelada de cerveja.
Na época em que o primo Mendes comentou sobre os olhos de Papai, eu ousei comentar que também sabia ler as pessoas. Toninho Mendes foi resoluto na réplica “Não seja infantil, isso só se adquiri com anos de vida!” Isso foi no Natal de 2012 e ainda me dá arrepio. A maturidade emocional de Felipe nos seus recém completos dezessete anos me causam muito mais que isso. O garoto me ofertou o seu sorriso simpático e juvenil sabendo que ei iria aceitar o desafio. Não são necessários mais que esses dois parágrafos para se saber onde a gente vai chegar com isso. A simpática cozinha do sítio com seus cinco integrantes humanos e os demais adereços inanimados (como as peças brancas e negras ainda intatas) formam o cenário na integra.
Quando o primo artista se dirigiu a sexualidade da Vó, a minha tátara vó, Virgínia, eu adorei ouvir o relato. No caso ele traçou, pela quantidade de filhos, e pelo caráter forte que não conheci, que Virginia sabia se dar ao prazer do sexo, vamos assim dizer. Logo lembrei-me de Cecília. Cecília foi a maior mulher que chegou perto de termos os tão esperados netos. Foi uma noite que não existia na existência da atmosfera planeta Terra. Isso foi só uma frase para consolo:não chegamos nem perto.  Cecília e eu nos reencontramos por um grupo de Facebook, ela me mandou o convite eu aceitei. Ela me mandou uma mensagem em seguida e começamos a maior viagem existencial da minha vida até aqui. Eu estava ouvindo Mulatu Astatke, aconversa foi fluindo e ela disse que iria tomar um vinho, trocamos telefones e despedidas. Fui dormir com um sentimento de dever cumprido.
No outro dia ela me liga, fica brava por eu não saber quem é na linha, sinal que eu não tinha tomado o interesse por gravar o número no celular. Me convence que deveríamos sair, eu a prima dela e o amigo que criou o grupo para reencontramo-nos no Face. Eu me senti confiante como nunca, apesar de estar sem grana. A prima me deu carona e fomos. Cecília chegou atrasada,a reconheci. Eles foram pegar bebidas e nessa época eu só bebia água. Cecília perguntou se era pela grana que ela pagaria, eu disse que era por escolha, tinha me excedido um tanto nos anos anteriores. Ela quis saber o porque eu tinha parado e eu contei pelo meu jeito. Perguntou se eu tomava algum remédio e eu disse que não. Numa dessas confissões que vem por conversas maiores do que estou relatando, ela me disse que teve uma estafe a um ano atrás e que precisou ser medicada. Eu tive um tanto de preconceito, mas como é a vida: em menos duas semanas o meu total preconceito e orgulho por não tomas tarjas pretas iriam cair absurdamente por Terra.
Aqui é um momento fundamental disso que não chega a ser perto do que realmente foi. Fomos tirar uma foto e ela, num xeque de rainha, encostou sem premissas o seu rosto no meu. Estava interessadíssima em minha conversa de artista e na minha pretensiosa ambição de prestar a prova dos Diplomatas.
Felipe está resoluto em sua concentração e é lógico que está sendo montado um massacre no tabuleiro. Papai fica observando de longe, às vezes dá algum palpite, do qual reclamamos, mas acabamos acatando como a melhor jogada. Ele joga o volumoso pedaço de bisteca na chapa e o cheiro começa a ser de matar quando se mistura com a cebola fritando.
Aconteceu um lance interessante nas comandas no fim daquela noite. Eu já logo paguei a minha e fui saindo, a prima Mari fez o mesmo. Cecília ficou lá dentro. Então veio em toda a minha mente a discussão que ela teve na entrada: ela estava saindo com o dono do lugar e não queria pagar a entrada. Ela voltou e me pareceu claro que tinha dado uns amaços e conseguido o intento.
Num lance de emoção eu ataco com a rainha sobre o cavalo. Isso abre caminho para torre vir na casa ao lado do rei e é dado o xeque-mate com o bispo.
               
                DO DIÁRIO
                Eu gostaria de voltar para o primeiro momento que você disse “Guto?!” naquele primeiro convite em in-box de Facebook. E eu gostaria de reproduzir linha por linha o que foi até o final, para que não sobrasse sombras e duvidas do quão intenso cada frase foi. Eu estava em casa já era tarde da noite umas 22:33, deveria estar ou vindo jazz e escrevendo, e eu vi o seu convite. Ana Cecilia eu aceitei e já logo veio o in-box. Dali continuaram frases e como eu soube manter a regra e a distância, talvez você estivesse vislumbrada por alguma coisa que achou em meu perfil, eu nâo sei o que foi, mas você veio e veio com ganas e garras e eu aceitei. Você me chamou de mais galanteador, eu te apresentei Mulatu, você pediu tempo para uma taça de vinho, eu cedi, te apresentei os meus blogs e disse que você tinha convite VIP para eles e você perguntou como fazia para pegar os tais convites, e depois que nos despedimos, postei no meu perfil o som de Mulatu Astatke com a legenda “essas meninas da rua ainda fazem a gente perder a cabeça” e você curtiu.
                Eu nunca iria esperar um telefonema seu no dia seguinte, eu disse nunca, porque é nunca que essas coisas acontecem na minha vida de forma tão rápida. Mas você ligou. Estava no banheiro atendi de pijama, era você dizendo que estava falando com a Mari e o Matheus voltando de São Paulo e que a gente deveria sair. Eu fui relutante ainda em dizer que não era boa ideia, mas você insistiu, me rendi. Tinha roupas médias, dinheiro médio, mas você fez tudo isso parecer irrelevante que fui. Encontrei a Mari na Avenida Paulista padaria da Amizade. Um cumprimento meio tímido entrei no carro e chegamos ao lugar combinado. Entramos , Matheus chegou logo depois com um belo carro, Você já tinha dito que iria se atrasar. Você chegou, nos cumprimentamos todos foram atrás das bebidas e eu pedi a minha água. Trocamos ideias sobre a sobrinha de Matheus, filhos desses e daqueles, futuro e presente até que em algum momento sobramos nós dois. Você me perguntou se eu estava bebendo água porque não tinha dinheiro, então entrei num assunto que aquilo era um pouco mais que isso: que eu tinha entrado nuns meses de um longo excesso desde o navio até uns meses da saída desse e tinha decidido parar com o álcool.
                Nos separamos, eu deixei você livre para que você escolhesse quem você quisesse, mas então vieram as fotos e numa delas você colou acentuadamente o rosto ao meu, eu não sabia o que aquilo significava para mim que sempre me vi trancado, mas os anjos sabem e eu entendi por eles. Eu deixei você livre a noite inteira e você me procurava para conversar, você inflava o meu ego quando Matheus tentava desmerecer o meu discurso vago. Você passava as mãos sobre as minhas mãos quando eu te oferecia o isqueiro. Nos fomos os últimos a sair da noite. Um cara que te tentou beijar a noite quase toda foi embora sem conseguir ,mas eu notei que você tinha algo a mais ali eu paguei, Mari pagou, Matheus já tinha ido faz tempo, e deixamos você ali para decidir o que eu percebi ser: você já tinha saído como dono do lugar. E depois veio sem graça lá fora com um dizer que não precisava daquilo. O cara saiu arrancando com a moto feito louco. Nos também fomos embora, conversando algumas frases dispersas das antigas e quando combinaram de ir comer lanche e eu disse que não iria, você passou as mão em meus pés dizendo “bella Donna” repetindo o que eu te disse na net. Vocês fora ao Mc e eu fiquei em casa. Vocês postaram fotos nossa na net e daí começaram os ataques.
                Esses ataques eu tenho que tentar dizer que não foram de seres somente visíveis ao nossos olhos. Amigos meus vieram atrás de você, ou aqueles que a internet considera nossos amigos, e mais muita coisa veio atrás de nós. Naquela semana você inflou meu ego me chamando de poeta para os seu s amigos, não vi o grupo da internet mas você me passou que postaram muito sobre o nosso encontro, Fernanda falou de uma cartinha da rua você achou que era para mim, você esculachou a Márcia no grupo, um otário me ameaçou pela internet e mais uma vez você me surpreendeu: você me ligou. Era uma quarta-feira e você queria saber o que tinha acontecido comigo para eu estar tão revoltado na internet com confiar em alguém e ser traído. Eu te contei a historia toda de um boçal ter me ameaçado. Terminamos sobre confissões de sua vivencia num mosteiro de freiras e num beijo saudoso de despedida.
                Você me ligou na sexta-feira me chamando para o mesmo lugar que a gente saiu naquela noite da semana passada e eu recusei e eu entendi o seu aceite rápido dizendo que era melhor eu não ir mesmo, acho que você iria estar acompanhada. Daí, nessa madrugada eu te escrevi. Era uma carta longa, começando com as lembranças e estilo infantil e depos virou uma carta mais séria e terminava com a poesia de Frank O` Hara. Eu te chamava para uma coca. Sai para um pedal de bike contando para o meu primo tudo isso que estava acontecendo, daí percebo que tinham mais pessoas na atmosfera rondando sobre o nosso encontro, eu já tinha rompido com os laços fraternos da minha família por um nós que já estava formado em alguma esfera. Uma semana antes comentaram sobre as fotos dos nossos encontros e tive que ser arrogante com nós e diante deles. Os ofendi, afrontei, eles estavam me sugando e aquilo tinha que ter um fim. Meu primo é muito cabeça e me entendeu, mas disse que eu não devia romper com uma parte deles pois minha madrinha ficaria chateada. Eu cheguei em casa exausto do exercício e logo veio a sua mensagem, foi demais, minha mãe logo percebeu que era uma mulher tamanho a minha reação, você disse alguma coisa que tinha que lidar alguma coisa com seu pai e que depois me ligava.
                Você me ligou a noite, disse se eu queria tomar uma coca-cola com você? Remetendo-se a poesia, eu disse que sim porque você era mais linda ao vivo que por telefone. Daí começaram os fatos e a noite que nunca existiu na Terra exceto para nos dois.
                Antes de você me buscar em casa eu recebi a ligação de um amigo, o Guga, que aliás conheceu você na adolescência. Achei estranho porque ele quase nunca me liga. Eu falei empolgado que iria sair com você e ele foi meio paizão disse para eu ir com calma, que eu era um cara bacana e que não precisava inventar nada disso de diplomata, eu sabia que você não estava saindo comigo pela historia do diplomata, você enxergou alguma coisa em mim que eu não consigo ver. Depois disso o meu celular apagou, pifou. Liguei para você do meu telefone fixo e ai começou a neurose: você me chamou de Bruno. Eu pedi desculpas e disse que não devia ter ligado, você falou que eu nãoprecisava pedir desculpas, mas ai a coisa para mim já tinha atingido o âmbito da insegurança, fora as outras coisa que vou narrar que estão envolvidas.
                Bom, meu irmão a minha mãe e a minha cunhada tinham saído para comer. Eles estavam voltando e eu estava falando com você no celular, que agora havia voltado a funcionar. Eu estava indicando a você como chegar em casa. Você chegou, eu falei para ter cuidado coma rua que você varou o pare. Eu entrei naquele carro sério, eu beijei o seu rosto sério, perguntei talvez um e então e você disse: “Nós podemos ir onde você quiser” eu falei: vamos tomar um sorvete, beber uma coca, acho que você retrucou: “É isso que você quer?” e depois vieram mais retruques incomodados, no meio deles ia falando do cara que me ameaçou, do Daros na Australia que eu sabia que tinha conversado com você, de fumar maconha e vc foi de um jeito muito simpático tentando contornar toda a situação. Paramos no estacionamento de um shopping bem intimista Smart e você foi logo dizendo vamos desligar o celular. Eu lembro do seu olhar nessa ora, ele queria uma retribuição, mas eu não pude dar. Saímos, a cafeteria estava fechada, você riu por eu estar irritado, eu te perguntei “por que você me chamou por outro nome” então foi a primeira vez que você me falou sobre terapia, eu disse não precisar disso, voltamos para o carro, você se sentou totalmente virada para mim, eu só olhava para frente, então eu disse que estava cansado de relacionamentos que não me levavam a nada, eu estava incomodado, com a mesma dor de estomago que estou agora enquanto escrevo. Eu falei de mulheres que só duravam uma noite e você me perguntou se eu achava que você era uma dessas eu disse sincero que realmente não sabia, eu queria saber porque você tinha ido me pagar tão tarde, eu estava bufando pelo estomago e você me perguntou se eu queria que você me levasse para casa. Eu disse que sim.
Ela voltou soluçando quase chorando, dizendo que a vida em São Paulo era difícil, eu não sabia o que dizer. Virou a curva da minha rua e eu disse que ainda a gente iria se ver, eu disse que eu tinha que resolver a minha situação com alguém em São Paulo (era mentira) e me desculpei pela péssima noite, ela falou para eu não por palavras na boca dela. Então eu disse, resolva a sua situação que eu resolvo a minha e a gente se vê.
                Eu postei um negocio no Face que eu estava indo para Sampa nessa madrugada. Fernanda Camargo, que quase nunca fala comigo, e que nos conhecemos na mesma infância, comentou no ato: “por quê tão cedo?” eu ri e disse que era ela que estava começando cedo. Aqui começa a magia! Porque tudo que tem a ver com aquelas pessoas daquela rua foi se conectando tão rápido como eu tentarei descrever. Eu escrevi um e-mail para Ana, o primeiro foi bem lógico e bem respondido por ele assim: “Não sabia que tinha saído com alguém tão maduro. Preciso de um tempo para responder” eu não tenho esses e-mails agora, não sei reproduzir, porem eu não soube esperar e já fui logo escrevendo outras coisas de me encontrar com ela num café em São Paulo, eu me comunicava no face como se as mensagens viessem num ima para mim, via as pessoas na rua e pensava que poderia ler os pensamentos dela e da Ana, comecei a falar para as pessoas que eu era médium, comecei escrever e-mails e mensagens sem receber respostas da Ana. Até que ela me respondeu numa derradeira quinta-feira. Resumindo era assim: “Guto, eu não sabia que tinha tanta coisa na sua cabeça. Eu quero ser sua amiga não quero me afastar de você eu estou sim saindo com alguém mas você não me deixou falar. Eu acho que você está precisando de tratamento médico”. No mesmo dia o irmão de Sandro, um amigo nosso que morreu a ofendeu no grupo do face e o grupo acabou. Então eu comecei a surtar, tomei dois copos de eno porque o meu estomago se remoia, comecei sentir que eu estava morrendo, me sentei na cama do meu quarto e disse que o Sandro devia ir embora dali. No dia seguinte pedi para minha mãe me levar no centro espírita dizendo que eu era o Sandrinho enquanto o entregador de água entregava água em casa porque achei que ele fosse nos matar. Nessa noite liguei para Mari prima da Ana falando se ela tinha um relacionamento com o cara que a ofendeu no grupo e que tenho quase certeza era o irmão do Sandro. Nessa noite acordei surtando. Falei para minha mãe que viriam me matar e a ela, pulei a janela, trinquei o braço, escalei o muro e falei para a policia me levar internado.
                Não fui internado. Fui medicado com todas as drogas brancas que existem e por isso é bom estar na clinica de reabilitação. Depois disso nunca mais nos vimos. O surto ocorreu em 05.08.2011.

Acantiza, 27.07.2015.

DO DIÁRIO
                Eu e Felipe subimos a Serra e descemos pelo lado mais selvagem, seguindo a cerca de pinos até a barragem. Estou cheio de escoriações enquanto escrevo e a coisa começou ficar preocupante enquanto escurecia. Chegamos à noite na cachoeirinha e Papai e Kaká estavam preocupados à nossa espera. Foi um dia e tanto: dormi feito uma pedra. Isso aconteceu no dia 28 e ficará para sempre em minha memória.
                A comida só melhora e Papai não me censura em nada: não faz eu me sentir culpado por estar alojado na casa dele. Na verdade ele só me encoraja: adoro demais o velho. Eu e os meninos, Felipe e Carlos Estevam (Kaká) fomos nadar na represa. Eu fui o primeiro a pular do bote, a água estava um gelo e retornei o mais rápido possível ao barco. Depois pulou Kaká que também voltou rápido com medo de algum bicho pegar ele por baixo. O ultimo a entrar, mas também o que ficou mais tempo nas águas frias do Capote foi o grande Felipe. Isso aconteceu dia 30.
                Como vê-se estou meio preguiçoso ou desencorajado para narrar nosso dia a dia: eu pretendia que isso virasse um enredo distanciado de nós para virar um romance, mas vai virar um relato para eu mostrar para o mau pai.
                Estou lendo “Um bonde chamado desejo” de Tennessee Williams e é isso que considero escrever com o correto distanciamento das personagens. Uma peça e tanto.
                Como tenho alguns poemas longos escritos como Federer Paz e Nevoeiro Lisérgico sobre o Polvo Voando, acho que não conseguir o meu romance não é tão mal assim: devo investir nesses dois textos e tentar vendê-los. Isso me passou pela ideia essa madrugada. E bem e o resto, espero não mudar de ideias.

Acantiza, 31.07.15

p.s.: Não quero ter o mesmo fim que Blanche DuBois, então simplesmente estou parando esse relato para reencontrar-me com os meus guias e, se for da Graça de Deus, escrever alguma poesia que toque pessoas para alem desse seleto grupo aqui descrito, que somente estão aqui por ter tido o infortúnio ou a sorte de terem cruzado o meu caminho. Sem mais,
Acantiza, 01.08.15.



A pauta é: assistir filme com os irmãos mais novos! Ontem começamos com X-Men, Dias de um Futuro Esquecido. Um baita filme! Os criadores da Marvel mandam bem na lógica estruturadinha da história mutantes e humanos! A cena na cozinha, onde o cenário ta congelado enquanto o rapaz veloz joa todo mundo é fenomenal! Nós rimos demais! Antes, Kaká, o meu irmão de quatorze anos me solta, “pode crer, Moscou fica na China, né?” eu digo: guri, vc enlouqueceu de vez! Moscou é a capital da Rússia! O garoto vive nesse mundo “Cristiano Ronaldesco” dele que está o afetando de um jeito preocupante (rs). Entretanto, entretanto meus caros, e alguns hão de me compreender, a atriz (Jeniffer Lawrence) que fez a mutante Mística teve o poder de sublimar para mim o resto todo dessa fantasia. Caí num mundo de reminiscências improváveis. E a danada se comunica em diversas línguas e quando quer, se transforma num monstro! É de matar esse pequeno aqui desse lado que vos escreve. Ela, lado a lado com a atriz (Framke Janssen) que interpreta a Jean, estão numa disputa acirrada em meu imaginário para ver quem leva o troféu beleza estética para um certo homem padrão ocidental ariano. A que fez a Jean, já a vi num filme do Woody Allen, então a gata já tem um troféu em sua grade curricular no cinema! A outra danada nunca vi em outras ilusões, e talvez seja melhor que não a veja: posso não voltar bem desses efeitos quando pisar na Terra! Então terminamos, eu e meus irmãos, todos sobreviventes a mutação e nesse estado eufórico de catarse que uma fantasia bem contada nos deixa, trocando olhares de contentamento. Daí eu e o Felipe, o mano do meio com dezessete anos, fomos para o apartamentinho e ele me pergunta: “você ta com sono? Se quiser a gente pode ver Velozes e Furiosos 7!” eu disse: toca o ferro ai mano! Vamos ver esse troço! – Pensem numa Desgraça! – Não tem lógica em um diálogo do filme e isso não é intencional para ser expressão estética de quem criou é assim porque quem escreveu é ruim mesmo! Já lá pelo meio eu disse para o meu mano: cara, se você quer ver carro veloz, muié gostosa, e música de batida, melhor experiência será vc juntar grana e ir ao Salão do Automóvel no Anhembi. E digo mais, essa parada de homem forte se batendo, aconselho você manter longe do seu convívio mundano e fantasioso. É esse o ideal de herói da gurizada hj em dia? Manos, a vaca foi para o brejo! O trem saiu dos trilhos! Depois dessa ele já tava cochilando, mas não sem antes ter a educação de me dizer: “Guto, se vc quiser desliga ai para assistir amanhã” eu disse: não cara, já rolei aqui e não dá para dormir! Além do mais esse lance ai basta uma vez! É o tipo de coisa que se bebe numa dose só! Se não a ressaca é muito foda! Vou aguentar firme até o fim! Boa noite!
É galera, opinião é assim, cada um tem a sua, e a gente dá a nossa e não sabe o que ganha em troca! Abraxas.




Recebi sim é vou lê lo hj,  domingo.  Por onde vc anda? Saudades. Luiz está bem doente.  Tenho ficado em casa,  as vezes,  tranquila,  as vezes,  muito triste e angustiada. É muito boa a proximidade dos amigos.bjs, jo.
Em 28/11/2015 14:53, "Augusto Cavalcanti" <acantizza@gmail.com> escreveu:
Minha querida, vc recebeu o meu ultimo texto naquele email meio eufórico e louco? Por favor, leia o afeto para conversarmos. A sua opinião é muito importante. Bjos
 Oi Jo. Sempre admirei a devoção entre vc e o Luiz, desde daquele dia que vc me convidou para aquela boa conversa na sua casa e os vi junto! Também no teatro que vcs me levaram no Sesc. Tenho certeza que vcs me mostraram como deve ser a dedicação de um verdadeiro Amor. Mas estou um pouco confuso, para amar dessa forma a gente tem que ter a força de suportar a perda? Não estou lidando muito harmonicamente com as minhas perdas e não dá para entender. Ontem chorei copiosamente! Meu pai, madrasta e irmão ficaram muito assustados, eu não soube explicar, eu só chorei muito. Não foi a primeira dessas "crises" em minha vida! E isso não alivia mto o certo peso que carrego. Eu lhes disse que era emoção do reflexo do texto que escrevi e passei para vcs! Eu não tenho certeza. Vc acha que quem lê o grau emotivo que coloco em meus textos pode me retornar isso mesmo a distância, como se fosse o poder de uma prece quando canalizam o pensamento em mim? Eu estou bem, mas eu preciso tb de amigos e ajuda para superar essas "barras"!
Bjao, fiquem bem e com Deus!
 Oi Tati. Como vai minha querida amiga? Ontem acho que senti algum efeito retorno dos textos  que escrevi e divulguei nesses dias. Eu chorei espessa e copiosamente minha cara. Não consegui explicar para o meu pai, madastra e irmão. Falei o que consegui com eles sobre ama-los mto, a presença deles como a família que veio e como eles me ensinam amar dentre outras coisas. Eles ficaram assustados e eu também estou. Eu estou pedindo a sua ajuda para tentar entender esse choro, não é a primeira dessas "crises" na minha vida. Começa com uma emoção, vou lembrando do que já passei e vivi com mta gente e ai de repente o choro estoura. E eu não volto delas com menos peso nos ombros  como me disseram no tratamento terapêutico. Acho que nao tenho que me perdoar ou perdoar alguem. Acredito que para ter um Amor grande é preciso saber lidar com as perdas, as dores. Lidar em nao ter as demais pessoas que "causaram" em minha vida por perto. Não dá para entender, só chorei mto!
Eu devo receber o retorno de quem lê os meus textos como se fosse canalizada uma prece em mim. Eu estou bem querida! Mas vou adorar e agradeço de antemão as suas considerações sobre isso que escrevi. Bjos
 Olá Guto!
O choro tem muitos significados ou funções como dizemos. Pensando em vc e na situação que me descreveu, imagino que vc esteja em  intenso contato com suas emoções nesses dias. Divulgou um texto sobre afeto, está recebendo os retornos. Isso me despertou a hipótese de que essas emoções estão mais latentes.
Eu não sei como estão suas consultas ao  psiquiatra, seus planos de vida, enfim, se vc está conseguindo realizar o que tinha em planos? Existe, apesar de todo o acolhimento na casa do seu pai, algum sentimento de tristeza ou frustração aparente?
Bem, Guto, como te disse, para  responder sua pergunta, precisaria analisar melhor as contingências que vc está vivenciando atualmente.
Me alivia muito saber que seu choro tenha sido acolhido por sua família. Espero que vc se sinta a vontade de expor seus sentimentos quando tiver necessidade! 
Vamos falando!
Beijos pra vc
Tati 
 Oi Tati, aprendi mto com a sua resposta. Não há nada no trabalho aqui no sítio que me fruste, verdade! Porém eu tinha dito isso do jeito que consigo melhor me expressar, naquele primeiro texto: sociedade dos puros. O que me leva a achar que as pessoas não vão me compreender. Vc me conhece mto bem, leu o texto pelo que me disse e não viu aquilo ali. O que me diz que eu estou nessa "carreira", "missão" por mim mesmo. As pessoas não vão entender e isso é bem triste, porém me deixa ciente disso para prosseguir nesse fargo que aceitei. Estou sozinho Tati! O que faço Arte de corpo e alma é entre mim e a minha família. Os de sangue vão segurar o meu choro, os que me deixam chegar a energia para criar Família! Isso vai ser entre mim e eles! Artistas e Filosofos, nem todos em vida! Mto obrigado por sua dedicação e por ser sempre amorosa comigo! Quando eu achar que não estou me aproveitando da sua bondade, escrevo mais emails textos tentando demonstrar o que sinto. Mas não vão entender: não tive sequer um retorno do último email que escrevi e escrevi para diversas pessoas! Eu disse que o que faço é caridade, não tenho que querer nada em troca, então percebi que esse silêncio, esse silêncio foi a minha melhor resposta.
Bjos minha querida! Aguarde que escrevo! Guto.
Em 21:09 Seg, 30 de nov de PM, Augusto Cavalcanti
<acantizza@gmail.com> escreveu:
Oi minha querida, tudo bem! Não sei se vc já teve tempo de ler o meu ultimo texto, querida. Mas eu percebi um lance ali enquanto escrevia a parte de introdução e a frase final tb. Eu consigo ser médium, entretanto eu consigo ser médium com a minha família lá do outro lado: Artistas e Filósofos! Desses que eu citei ali. Eu não sei se vc está entendendo, outros espíritos menos evoluídos percebem que eu me comunico e tentam que eu os escute, mas eu não consigo. Eu escuto a minha "Família". Vc pode achar isso egoísta, sabe, eu tentei falar com espíritos do grau de bondade e caridade de um Chico Xavier e Kardec e intui que eles me disseram que a minha "carreira" " "missão" é realmente bem egoísta. Mas nós, eu e família temos a nossa missão tb. O problema é que esses demais espíritos vem e eu sinto a dor deles. Eu chorei copiosamente sábado. Assustei meu pai, madrasta, irmão. Não soube explicar, mas eu tava sentindo a dor desse "mundo". Mas o peso que aceitei é com a minha família de sangue e com os Artistas e Filósofos. É triste, é sozinho é até egoísta pq os demais não vão compreender o que estou expressando: não tive um retorno de email ao último texto que passei para uma galera! Eu estou sozinho nisso, com a minha família. Da nossa forma, a gente tenta ajudar. Mas não posso ajudar os demais: só me comunico com os meus! E nós temos a nossa missão! Isso parece loucura, mas é mais sensato e sincero do que jamais ousei escrever!
Então, querida, vc tem um conselho para essa missão solitária e triste por ser de tal modo egoísta ao que vcs do Seareiros me ensinaram? Eu sou um Artista, estou com os demais e bem sozinho nessa Terra: é mto sofrimento! Bjos
 Querido menino,
Confesso que ainda não consegui ler seu texto, não por falta de interesse, mas pela correria mesmo.
Filho, você precisa colocar mais alegria na sua vida. Não acho você egoísta e nem sua missão é egoísta. Sabe como você ajuda? Abrandando o seu coração e fazendo uma prece sincera por aqueles que sofrem mais do que nós. 
Não se sinta sozinho. Porque não é sozinho.
Você é um artista que não está só. Só precisa abrandar o seu coração para atrair outras companhias. 
Faça muito exercício físico, canse o corpo, depois descanse com uma boa noite de sono. Isso te ajudará a sentir-se melhor.  Lembre-Se da preparação para o sono,  como aprendeu no Seareiros.  Faça uma prece do coração, colocando um copo com água do seu lado, tome a água e entregue-se ao sono reparador. 
Tudo acontece no momento certo. Há um tempo para tudo,  mesmo que nossa ansiedade atropele. 
Lerei seu texto sim, em breve. Tenho uma apresentação no sábado e também estamos preparando uma confraternização no Seareiros. 
Você está sempre no meu coração. 
Fique em paz e não se cobre tanto.
Um abraço de mãe. 

Izildinha 

Obrigado mãe! Tenho cansado o corpo, bebido a água de noite e feito a prece, sinal que tive bons e amorosos professores!
Vc está fazendo um excelente trabalho ai querida! No Seareiros e para mim como amigo!
Então, vamos nos animar que as festas de fim de ano estão ai! Bem vindo dezembro: o mês mais conturbatorio dessa Terra! Amor e Ódio, entretanto a gente chega lá: "eu tentarei com a ajuda dos meus amigos!" Bjos querida! Boa semana e bom começo DEZEMBRO
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 As vezes menos é mais. Quantos tinham na Santa Ceia, 12, 13, ou 15 presentes? Ainda assim o Líder foi traído, preso, julgado pelo povo e rapidamente morto. Quem tem rabo preso deveria dar graças a Deus nao estar no Japão. Eu não vou a passeatas, fui em uma para conhecer Brasília, achei tudo aquele furdunço hipocrisia vontade de estar no lugar de quem era poder e fazer a mesma merda. Não vou a manifestos, mas converso com pessoas na rua como ensinou o Líder crucificado, e o sujeito tem que tar sofrendo de lavagem cerebral para nao aceitar que este pais está dentro de um beco escuro. Eu creio que as pessoas devem no mínimo arcar pela corrupção. Corrupção que está na dor de mtos e que está acontecendo ha dois séculos no mínimo. Contudo eu não tenho mto direito de escrever sobre isso: na primeira oportunidade segura eu vazo, pq nas urnas que eu deveria, não vai dar para mudar nada. Se isso aqui fosse Parlamentar, com menos da metade de deputados que temos hj no plenário, a "querida" já tinha dançado. Ave César!

E se alguém quiser perguntar se eu pago direito os meus impostos, bom, nunca ganhei suficiente para declarar imposto, mas sempre veio descontado no meu holerite e nas poucas compras de coisas que preciso ter que consumir para não cair numa inanição. Outras coisas não gosto mto de ter, mas as vezes é legal se dar ao luxo rs
acantiza.14/12/2015.


 14/12/2015.
Embora eu saiba que todo império retornou ao pó
Varrido de minha mão
Deixando-me cegamente aqui parado, mas ainda não dormindo.
Meu cansaço me espanta, estou plantado por meus pés
Não tenho quem encontrar
E a velha rua vazia está muito morta para sonhar


 Então me faça desaparecer através dos anéis de fogo de minha mente
Abaixo das ruínas nebulosas do tempo, passando ao longe das folhas congeladas
O assombro, árvores assustadoras, para fora da praia ventosa
Longe do alcance distorcido da tristeza insana
Sim, para dançar sob o céu de diamantes com uma mão acenando livremente
Em silhueta para o mar, circulado por areias circulares
Com toda a memória e destino navegando profundamente abaixo das ondas
Deixe-me esquecer do hoje até amanhã.


Mr. Bob Dylan.


15/12/2015
 Socialismo vai surgir com a elevação moral dos Capitalistas. Comunismo já era há décadas. Qualé, quem não tá enxergando que Governo hj, seja ele esquerda, direita, meio, côncavo, convexo, hexagonal se resume ao Dinheiro pelo Dinheiro. 53 mandatos de busca, desejo que pelo menos metade desses ou dessas que estão recebendo essa agradável visita matinal sejam julgados, devolvam parte do dinheiro publico e arquem com a Lei. Não serão presos pq são bem estudados, mas dar um medo neles(as) já é um bom caminho de Justiça. Ave César.

 O nome da operação, Catilinárias, inspira-se nos quatro discursos que Marco Túlio Cícero fez na antiga Roma denunciando um senador chamado Lúcio Sérgio Catilina (os romanos tinham três nomes), que conspirava contra a República. Denunciante e denunciado morreram assassinados. Homens de minha idade, que foram alunos em bons colégios, sabem de cor, em Latim, trechos da 1a Catilinária, cujo primeiro parágrafo termina com a expressão "o tempora, o mores' (que tempos, que costumes!): "Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Quam diu etiam furor iste tuus eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?" (Até quando, Catilina, abusarás
da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura vai zombar de nós?
A que extremos irá a tua audácia desenfreada?). via Deonísio Da Silva, com quem tive sorte de estar na plateia nas aulas da UFSCar!


 Quo usque tandem abutere, Dilma & Lula, patientia nostra?
Quam diu etiam furor iste tuus eludet?
Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?
Nihilne te nocturnum praesidium Petrobras,
nihil urbis vigiliae,
nihil timor populi,
nihil concursus bonorum omnium,
nihil hic munitissimus habendi senatus locus,
nihil horum ora vultusque moverunt?...............Quid proxima, quid superiore nocte egeris, ubi fueris, quos convocaveris, quid consilii ceperis, quem nostrum ignorare arbitraris?
O tempora, o mores!

(Elmer Corrêa Barbosa)






24.dezembro.2015
Ontem estava uma coloração muito bonita fruindo do nosso apartamentinho, a cortina alaranjada dava a influencia da cor na atmosfera, contrastando com as luzes de Natal Azuis, vindas da varanda da casa do Pai e da Célia. Era como o contraste laranja-azul de Vincent. Digno da Cromoterapia de Dona Clementina, que não cheguei a usufruir na passagem por Americana. A chuva vinha e a atmosfera estava reequilibrando a Energia dessa região da Terra. Antes, de tarde, Papai estava pensando na rede, rede de balanço como as de Pernambuco e da Bahia nas antigas férias de formatura, e depois Papai disse-nos que precisava sair. Eu entendo essas saídas: é a saída das nossas mentes de Souza nessas épocas da Terra! Papai tem 71 Natais e fico imaginando o que se passa na imaginação dele, nas reminiscências de um Senhor que tanto viveu e que formou duas famílias. Sei que ele está de certa forma realizado com o Sítio que formou e é a realização que imagino se terei quando chegar na mesma idade, se Deus o quiser. Minha luta não é tão familiar. Vamos dizer que tenho a outra Família que agradar: A Família do lado de lá que aprendi melhor ouvir há poucos meses quando escrevi “afeto”. Lembro-me de alguns Natais recentes e marcantes e eu Tb estava fora como Ele. Itália com Paulo, ilha em búzios no Sovereign com Justos, Florianópolis ano passado com o pessoal Costão (e só o tempo vai dizer quem deles(as)  ficará em meus escritos no futuro!). Lembro até de um Natal na sala da Dom Bosco ganhando os tais “comandos em ação” (melhor descrevo isso outra hora). Foi demais tudo isso Deus, e só depende de mim e de De Ti, Criador Eterno, continuar essa jornada fantástica! E escrever, é claro, é o que vim fazer: Escrever! Agradeço por estar com os meus irmãos: ontem, depois das cores e das reminiscências, que me levariam até um Mundo desconhecido que, às vezes, não é muito Bom, assim os meus irmãos Kaká e Luiz Felipe vieram para me alegrar e assistirmos algum filme. Do Stallone, digo, contanto era bom por estar com eles! Eles, Kaká e Felipe, são a maior Alegria desses momentos e vida de Hj! Obrigado Deus por estar com eles! O que investi aqui, bomba draga e lago (que adoro alimentar os peixes que crescem) é irrelevante o $ nesses momentos que vejo o retorno que estou tendo, e do que me lembrarei, se chegar aos 71, RS, só Deus o pode permitir! Feliz Natal todos que lerem! Assim seja! Minha próxima parada é a Suíça: deveria ter o oportunismo e a determinação, a força e a realização profissional do Sr. Coelho, em Genevre, mas creio que não acontecerá desse modo Rs: Para cada Um o seu Peso e Glória, que o verá reservados nas reminiscências, dos 33 ou dos 71! Amém. FELIZ NATAL WEB!

27, dezembro 2015.
Ter sentimentos é como refugar o esterco da mente. A crise vem e a merda toda está feita. Não é a crise desse país em frangalhos: é a guerra do corpo!
Gostaria de viver no tempo presente, quem não quer? Os cornos recentes talvez não queiram! Contanto não é tão simples. Não consigo ter a vigília no meu inconsciente. Fico catando lixo numa calçada em construção que garante a moradia de ratazanas nas suas tocas!
A crise começa com movimentos involuntários, pensamentos confusos, como se alguém quisesse falar através de mim e esse diálogo extrapola os limites do meu corpo. O meu rosto mostra que isso acontece e o trabalho que a tantos desvia em seu “reforço” se consiste inviável.
Não consigo me sentar e satisfazer-me num almoço. Não são boas conversas e eu rezo o tempo por completo enquanto estou dentro desse buraco negro que suga os meus sentimentos e sentidos. São típicos movimentos de autismo, eu creio. Ando para um lado e para outro, minhas mãos e pés se repuxam. Eu suo frio.  O meu corpo se retorce por inteiro, os músculos ficam rígidos.
Eu não sei a quem sussurrar ajuda, penso em comprar os tais remédios de dormir, contanto sou meio compulsivo com tais coisas: é provável que eu tome quantas pílulas forem necessárias para que eu apague, em pleno meio dia.
As gatas estão em meus pés e elas têm laços vermelhos no pescoço. Uma delas é um anjo e sobe no meu colo. Deixarei a bebida um pouco de lado: creio que beber é um agravante. Isso não parece-me ansiedade, parace-me loucura.
Alguma coisa me diz para pegar uma arma. E eu respondo que não farei!
Ter sentimentos é como refugar o esterco. Minha mente está um bagaço, como diz o meu irmãzinho. Encaminho os seres para o Seareiros e para casa de Dona Clementina, contanto isso não faz cessar algo que não vejo, somente percebo. Sou um soldado pedindo esmola!
Se alguém ai desse lado pode me aconselhar o faça! Ontem foi realmente foda! Pensei que perderia o controle para algo que não entendo. Nós sabemos que essa porra de remédio é irrelevante: há algo aqui maior, nós sabemos que há! Contanto a Medicina não está apta para nos tratar.
Não terei condições de me sociabilizar, contanto seria ótimo me entender com uma médica que estivesse sempre ao meu lado: quem sabe? Ter sentimentos é como refugar o esterco da mente.


january the first.

Você vai querer o comprimido azul ou o vermelho? Pela data eu também teria escolhido este aqui! Tome, a água! Okay, vamos nessa:

Primeiro estas damas estão achando que estão onde?

Para cada povo o seu maldito reino. A família da Rainha Victoria chegará saber o que é esse desfile? Não tenho que dizer que deva ser a única casta real que eu respeito de verdade: a Inglaterra, United Kingdom, está ha milhões de anos luz na nossa frente e gasta uma fortuna para mantê-los, então ali tem significado. Aqui a corrupção mantém essas cadelinhas se achando. Eu não chegarei a saber como se passa o ano entre eles, God save the Queen, mas com certeza eles são menos esnobes que esse povo besta, porque não dá para ser esnobe estando dentro do ouro e só vivendo com o ouro. Só é esnobe quem tem uma plateia de iludidos e idiotas que aplaude e inveja o esterco de vossas roupas médias bem escolhidas para data, o seu drible de bola.

- Falando assim você não vai conseguir uma transa.

Pois é do que se trata agora: uma foda digna da não interferência desse lixo. 99% dos casais aqui não vai chegar um milésimo perto do seu casamento de fraude que deve acabar antes da próxima virada a saber o que é isso. O 1% eu tirarei agora de você.

- Não é Amsterdam, mas vai custar caro.

- I AM Sterdam é milhões de vezes mais barato que esse galinheiro. E mais higiênico, lógico. Eu vou comer essa sopa dos mendigos e nós vamos embora.

- Ainda não fez efeito.

- Eu não tive o meu diálogo que pedi em fervor e simpatia então vai sobrar merda para todo mundo.

- Eu pedi ganhar na mega e não ter uma doença venérea. E também que não tivessem mais campeonatos de futebol: a clientela baixa.


January 8.

não sublimei o vosso espaço em minha vida na minha arte, meu amor. isso vos digo sem pestanejar. algo tão sublime não tiraria de nós a capacidade de tocarmos. Deus nos concedeu de existirmos e tocarmos nessas peles atuais, a nossa febre atual, a nossa sombra revelada aos demais. arte e sentir tem o seu caminho separados, a liberdade e também a grade nessa fisiologia que sou ou tornei-me agora. quando digo amo, digo amo e sei que estás ai para sentir. há uma separação aqui entre a linha e a letra e te sentir por perto. já disse bem e venho dizendo que sabemos separar as nossas coisas, vocês me ensinaram fazer a faxina sentimental antes que eu viesse. eu aprendi, depreciei-me contanto estou de pé. preciso por em prática esse novo eu e estamos ansiosos por isso. ela está nublada na ilusão que nos tornamos ao voltar. eu estou nadando num romantismo sem vontade de ser. nós só estamos querendo pôr-nos em prática, meu amor. é só essa vontade que está causando a nossa angústia. e a cura a essa ausência que nos faz falta. é a doença dos fracos, é a fraqueza da liderança nos fortes. considero-me forte, contanto não serei líder para ignorantes. vão me acusar de fraqueza, remédios, é o meu trunfo: a força do ego nos atrapalharia de estarmos juntos em completude. Nós sabemos o seu espaço, e ele está aguardando por você, em tantas línguas forem necessárias. nós excluímos as nossas sombras de lado, e isso nos faz acima das diretrizes terrenas. eu sei o vosso lugar em minha vida! mas você está em falta e eu tive que me divertir com arte. desculpe-me. aguardo-te dizer que não foi por tanto para que eu me desculpasse.

melhores complementos,
sinceramente vosso,
www.acantiza.blogspot.com.br


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Oi, Bom dia, Médico!

Cara, começarei dizendo ali um dado que lembrei-me:
Eu comentei com vc esse lance que eu chamei de "estiramento de músculos" e confusão de pensamento. Na época, eu estava com a Tati, e eu e ela concluímos juntos que eu havia tido uma crise de ansiedade, daí fui até vc e resolvemos voltar com o Rivotril, para que eu tomasse nesses momentos. Daí eu fui lá para Floripa e sentia essas coisas mesmo em momentos de pressão no trabalho, no inicio, e encarei como ansiedade e às vezes tomei o Rivotril (poucas vezes) e ás vezes não. Daí mais para frente, eu estava sem o rivotril e fui no médico da empresa e ele me medicou a Amitriptilina que tomei por dois meses, e depois cortei bruscamente pq já tinha sido demitido e vim embora. Ai quando acabou a Amitripitilina eu estava no sítio sentindo o efeito reverso do corte e tb voltou o lance do "estiramento e confusão" dai fomos no clinico geral e o resto é o que contei ontém.
Nesse tempo eu estava tomando esses remedios (rivotril, saphris, amiltriptilina) tudo meio que misturado e comentei com a Tati por email ou whatsapp o que eu estava sentindo. E ela disse que eu não era mais criança e ja tinha demonstrado que eu já sabia me cuidar e que eu deveria procurar ajuda de especialista. Ela nunca me apoio parar com nada de medicamento, nem sabia que eu tinha parado. Ela só lê os meus textos e mais algumas coisas de amizade mesmo e vamos levando um tipo de meia terapia meia amizade por email e whatsapp e facebook.

Bom cara, o que quero finalizar é que vc é um Médico cara! Aquela consulta que a gente teve com o Doutor da USP custaria 900 reais na época, contudo nos saiu de graça pq temos amigos, e uma amiga conseguiu que ele me atendesse como se eu fosse aluno da USP. Mas nós preferimos vc, minha mãe e irmão pelos exames que vc pediu antes de fazer qualquer diagnostico, e eu por empatia e por vc ter sido indicado pelo Dr. Nilton Lobo, um outro amigo.
Então finalizo dizendo que o que conta aqui é amizade cara! Os amigos as vezes nos acham um filhos da puta, mas vão estar do nosso lado, a gente tomando a decisão que tome, e eu tenho a alegria de ter algumas dessas pessoas na vida, meu irmão João é dessas de sangue! Eu sei que Médicos não podem ter muito disso, as pessoas entram ali no consultório, vcs não sabem se são sábios ou ignorantes, mas os de verdade na Medicina tentam fazer o melhor! Então, valew por estar do meu lado, Amigo! Vc sempre respeitou-nos e isso vale muito!
Ontém estávamos comendo pizza aqui, eu tomei o Saphris 5mg antes em prece no meu quarto. Então na mesa o meu irmão João percebeu o meu desconforto, suadouro e eu disse que era o tal lance do reflexo do remédio. João disse: "bom, vc vai sentir mesmo cara, o seu corpo tem que se acostumar com isso, vc não esta com nenhum outro lance desses de tumor pq vc fez os exames, é colateral do remédio mesmo, e vc vai ter que passar por isso. " Daí fui me deitar e dormir.
 Estamos certo com isso Borghi, pq quando parei em agosto não tive desde de lá mais dessas "coisas". Mas teremos que conviver com isso, pq quero continuar contando as minhas história e conhecendo pessoas, mais e mais pela vida, e para isso tenho que ter saúde! Não sei se todos são amigos, mas infelizmente ou felizmente, pessoas como eu sempre tem a impressão de que sejam, e tentamos os tratar com Amor acima de tudo. Eu só sou mais bobo, eu não cobro honorários por isso, como Médicos e Advogados fazem rs não cobro pela Arte que escrevo e repasso, e como disse, eu Sinto o peso dela, a como eu sinto o peso do Conhecimento! como sinto o Peso dos demais seres humanos que sofrem mais que nós!
Eu continuarei com o Saphris 5 mg, tenho que voltar pro sitio cuidar dos meus irmãos mais novos e dos investimentos na terra. Daqui um mês volto e conversamos! Se piorar mto eu pedirei para minha mãe pegar uma receita com vc desses remédios que cortam esse efeito reflexo!
Estou passando em anexo mais três textos que escrevi nessa época sem medicamento, não foi mto atoa que algumas pessoas que gostam de mim perceberam neles que eu estava saindo um pouco do controle. Quando o Sr. estiver de férias, imprima-os e leia. O melhor do consultório ontém foi saber que vc lê os textos que mando! Para mim, isso é um grande reconhecimento e honra!

Um grande abraço, Médico Rodrigo Borghi.
Guto.

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19/08/2017

"Nem a pálida luxúria religiosa chame de virgindade ao que deseja mais não age! Pois tudo o que vive é Sagrado." Versos finais de O Casamento do Céu e do Inferno de Blake. Jesus Cristo foi concebido por um ato natural, Maria e José fizeram sexo e tiveram um filho Santo. A Imagem da Virgem Maria é errônea. Tem muito religioso ainda nos dias de hoje que venera a virgindade, contanto em pensamento e em ato é pura luxúria. O sentimento e o desejo são sagrados, tudo o que dá vida ao homem é sagrado, contanto desejo deve ser usufruído, curtidos com parcimônia e Amor. O Amor é a bússola para não sucumbirmos nas nossas paixões. Estou pedindo à Deus encontrar-te nesses tempos de agora. Vc aceita um Garçom Literato? Eu somente desejo que em troca você tenha o mistério, a sutil inconstância, e a beleza de um raio de Sol. E claro, que entenda e fale um pouco de Francês. Assim caminha o meu sonho calculado. Bom sábado!


20.08.2017

Nome: Jack Kerouac
Resumo das Principais ocupações e/ou Empregos:
Tudo. Especificando: ajudante de cozinha e lavador de pratos em navios, empregado de posto de gasolina, limpador de convés, jornalista esportivo (Lowell Sun), guarda-freios ferroviário, condensador de roteiros da 20th Century Fox em Nova York, balconista de lanchonete, funcionário nos pátios de manobra de estradas de ferro, também carregador de mala na estação ferroviária, apanhador de algodão, ajudante de empresas de mudanças, aprendiz de laminação de metal no Pentágono, em 1942, vigia de incêndios florestais em 1956, operário da construção civil (1941).

Apresentação do Autor no Livro Viajante Solitário. É lógico que devorarei cada página dessas viagens e não por menos me identifiquei com essa biografia de trabalho e está ficando aqui registrado no meu diário. Sem mais, Bom domingo!

...

21.08.2017


Ao controle sobre um Império de paixões vis excitadas

Almeja o ser de caráter hiper-moderno reter imaculadas,

Pois é exorbitante o conteúdo vil de imagens e vídeos que diários

Aos seus olhos e ouvidos encontram-se no imaginário subjugados.

A imaginação deve lutar para manter-se atenta ao que é interessante

No Espírito mantendo um ingênuo saber ao que se passa no restante,

Por exemplo, se namoras não deves perder-se em horas especulando

Se aquela selfie com sincrano tem o mesmo em sentimento quando

No café da manhã ganhas um caloroso beijo da mulher autêntica e amada,

Ou se a mesma recebe mensagens in-box de adversários ou concorrentes,

Sabes que o que é teu é Sagrado! estás selado no santuário por correntes.

Veja no que o poeta, que deveras ainda não tem Amor maior por preocupar-se,

Se retém.  Enquanto fazes o check-in no restaurante do hotel ou a selfie à postar-se:

No Nossa Senhora da Vitória, lugar de garbo e finesse,  não eram comuns muitos selfies

Contanto houve neto de Senador que chamou o colega assim: “Você é macaco?”, podes...

No Nossa Senhora das Ondas, uma mulher de beleza rara e visivelmente alterada

Ao ver o pato servido na gôndola chorava e dizia: “Não come o pato, ele só faz quá quá!”

Nesse mesmo local uma senhora ex Miss verteu uma xícara de chá quente no braço de um colega homossexual. Coisa assim era o habitual!

São nos tempos hiper-modernos, que o ser deve manter-se rei e não refém do Império.

E na hora sagrada da cópula; da paquera por uma bella dona que realmente é honesta, fina sem ser cafona, na hora do jantar a dois e as tinas postas , no olho no olho dos corações afoitos, Por favor e, acima de tudo, desliguem os vossos smartphones. Eu já falei sobre isso no texto “afeto” Desligue impostergavelmente o celular!  Aceite como único sentido nessa sala o som da minha voz!  (http://acantiza.blogspot.com.br/2015/11/afeto.html)

Intimidade não mistura-se com mídia social, a família Real bem o sabe

As celebridades de carne e osso bem o sabem e protegem-se

Por que então, tantos plebeus dando tanta importância a tua pífia intimidade?

São tempos do Absurdo, de sociedade egoística, feiamente em suas paixões absorto.